terça-feira, 22 de novembro de 2016

A MESMA TECNOLOGIA QUE AVANÇA OS CELULARES DIMINUI O SEU MERCADO DE VENDAS MAS O PROBLEMA PRINCIPAL SÃO OS IMPOSTOS

O número de celulares ativos diminui pela primeira vez no Brasil agora: confira aqui porque isso está acontecendo, há o lado da tecnologia e o da política governamental




WhatsApp e a carga alta demais da tributação complicam mercado de vendas
O site Telequest faz um levantamento sobre este momento do mercado de celular no país, sobre isso, o repórter Pedro Peduzzi da Agência Brasil está divulgando prá gente um estudo divulgado pelo Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal (SindiTelebrasil) mostrando que, pela primeira vez, houve diminuição do número de linhas de celulares ativas no Brasil. Essa tendência era esperada, mas de forma mais lenta e só daqui a dois ou três anos, informou o presidente da entidade, Eduardo Levy. Os 275 milhões de celulares ativos entre 2015 e 2016 representam uma queda de 1% ao longo do ano. Boa parte da queda é atribuída à diminuição do número de celulares com chips pré-pagos, segmento que teve redução de 4,5%. O percentual corresponde a uma queda de 10 milhões de chips. No mesmo período, os celulares pós-pagos apresentaram leve aumento, de 0,3% e isso se explica, em parte, pela crise econômica, pelo uso de aplicativos que possibilitam a comunicação por texto, um serviço que consome dados de Internet e não minutos de telefonia móvel. Já o presidente da Teleco, uma consultora responsável pela pesquisa encomendada pelo SindiTelebrasil, Eduardo Tude, disse que a comunicação por aplicativos de mensagens como WhatsApp ajudaram a reduzir principalmente o número de chamadas entre diferentes operadoras, tipo de ligação telefônica que custa mais caro. Economizou pro consumidor mas complicou para operadoras. Elas mesmas têm desconectado chips que não têm sido usados, como forma de diminuir os gastos com o Fistel, tributo cobrado anualmente pelos chips ativos: “Isso leva a uma tendência de as empresas seguirem os regulamentos que possibilitam a desconexão”, afirmou Levy: "Essa tendência de queda poderia ser revertida caso o Governo desonerasse tributos incidentes na comunicação máquina a máquina (M2M). Caso contrário, a queda do número de chips ativos continuará nos próximos anos. De acordo com a SindiTelebrasil, entidade que representa as grandes empresas do setor de telecomunicações no país, o custo do minuto para ligações de celular (US$ 0,043) é o quarto mais baixo do mundo, atrás apenas dos da China e da Rússia, onde se paga US$ 0,02 por minuto de ligação. Na Índia, onde o preço do minuto é US$ 0,03. Os valores consideram os impostos incidentes sobre os serviços oferecidos em 18 países pesquisados, nos quais vivem 55% da população mundial. Este estudo foi apresentado como uma forma de contrapartida a um outro, divulgado anualmente pela União Internacional de Telecomunicações (UIT), que chegou a apontar o serviço de telecomunicações brasileiros como um dos mais caros do mundo. Pelo último levantamento da UIT, o minuto do celular custaria US$ 0,55 no Brasil, valor que, segundo Eduardo Levy, não condiz com a realidade do país: "Se considerarmos que o brasileiro fala em média 117 minutos por mês, ele pagaria R$ 244 mensais. Isso não bate com a realidade", disse o representante das operadoras. Levy ainda argumenta que a metodologia utilizada pela UIT falha porque utiliza dados dos planos homologados pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que são uma espécie de preço máximo do minuto da telefonia móvel e não os valores efetivamente praticados no mercado brasileiro. "A própria Anatel entregou à UIT, em outubro, um documento com propostas de aperfeiçoamento da metodologia de avaliação de preços, a fim de melhor refletir os preços praticados". Para chegar à conclusão de que os serviços são mais baratos no Brasil do que foi anunciado pela UIT, o levantamento do sindicato nacional do setor adotou como referência uma cesta que abrange planos de serviços e tráfego de dados assemelhados ao perfil do usuário brasileiro, com 100 minutos de ligações, sendo 90% deles destinados a celulares da mesma prestadora, 5% para celulares de outras prestadoras e 5% para telefones fixos. A banda larga móvel pré-paga no Brasil também segundo este estudo do SindiTelebrasil pode estar entre as mais baratas do mundo, ao custo de US$ 6 nos planos de entrada, atrás apenas da Índia, onde o valor pago pelo mesmo serviço é US$ 3,90, da Rússia (US$ 5,30) e da Espanha (US$5,60). O SindiTelebrasil  informou ainda que preços brasileiros poderiam ser ainda menores, caso o país não fosse o de maior carga tributária entre todos os países pesquisados. De acordo com a entidade, a tributação aplicada no Brasil (43%) é bem superior à do segundo colocado, a Argentina, com tributação de 26%. Por mais um ângulo, mais uma vez o monstro dos impostos, complicando a economia brasileira, a dano dos consumidores de celular e de resto de toda a população em quase todos os setores de nossa vida atualmente. Nosso movimento de cidadania precisa pautar esta questão nas suas lutas para mudar e avançar de verdade o Brasil.


O WhatsApp avança a comunicação mas torna mercado mais complexo...




..mas o que mais complica são os tributos altos demais no setor


Fontes: www.telequest.com.br
            Agência Brasil
            www.folhaverdenews.com

9 comentários:

  1. Nos últimos seis meses, o número de aparelhos caiu em sete milhões, segundo a consultoria especializada Teleco. A primeira causa são os aplicativos como o WhatsApp, que acabaram com o interesse na aquisição de um segundo chip.

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  5. "Há controvérsias neste setor entre o que diz o sindicato do setor e a Anatel, entre entidades internacionais e nacionais, mas o certo para todos é que a tributação no Brasil é alta demais e trava a nossa economia": comentário de Luís Antônio Alves Pereira, do Rio de Janeiro, diretor de academia, formado em Educação Física pela UFRJ.

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  6. O designer Carlos Rogério curtiu esta nossa matéria sobre celulares, depois de ver uma chamada do blog no Facebook: ele é de São Paulo (SP) e nos mandou informações que colheu no site Carta Capital. Confira a seguir.

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  7. "A era de ouro de celulares, tablets e computadores no Brasil parece ter chegado ao fim. Ou, ao menos, deu uma parada para tomar fôlego. A crise econômica atingiu em cheio um dos segmentos mais dinâmicos da indústria de eletroeletrônicos. Em 2015, o setor registrou uma retração de 4% no faturamento anual, para 148 bilhões de reais, queda de 10% em termos reais, e perda de pouco mais de 37 mil vagas de trabalho. Em consequência, os investimentos vão recuar 10%, de 3,8 bilhões para 3,5 bilhões de reais. Neste ano de 2016, a queda será de 6% na receita real e de 2% de postos de trabalho, segundo previsões da Associação Brasileira da Indústria": comentário da Carta Capital enviado por Carlos Rogério para nosso blog.

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  8. Ainda a seguir, comentário Carlos Rogério/Carta Capital: "No caso dos bens de consumo, a indústria de informática terá queda de 13% no faturamento. Dados da Consultoria IDC apontam que as vendas de desktops deverão cair mais ainda, 36%, de notebooks, 37%, e de tablets, 36%, na comparação com os odis anos passados. Além da crise, o mercado atravessa um período de mudança. Em um primeiro momento, os notebooks substituíram parte do mercado de desktops, depois os tablets substituíram parte daquele de notebooks e mais recentemente os smartphones absorveram parcelas do mercado de tablets. Quanto aos celulares, apesar do crescimento do faturamento de 10%, as vendas em unidades cairão 27%. Os aparelhos tradicionais vão vender 75% a menos, enquanto a retração no comércio dos smartphones vai chegar a 13%. A queda das vendas em quantidade se deve à substituição dos celulares tradicionais pelos smartphones. Além disso, o consumo neste ano migrou para celulares com maior valor agregado".

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  9. "Para 2016 se prevê uma queda de 8%, com 43,8 milhões de smartphones comercializados. Com o fim da MP do Bem, que concedia isenção fiscal para a compra desses equipamentos, os aparelhos devem ficar 10% mais caros, o que pode retrair ainda mais o ânimo dos consumidores. A tecnologia só avança mas a tributação no Brasil realmente atrasa tudo": Maria Constantino, comerciante de produtos de Informática em Uberaba (MG).

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