segunda-feira, 28 de novembro de 2016

A NATUREZA DE FRANCA (CIDADE QUE HOJE FAZ 192 ANOS) AINDA LEMBRA O TEMPO DE QUANDO AQUI ERA TERRA DO POVO KAYAPÓ

Entre o Rio Grande e o Pardo bem na divisa entre São Paulo e Minas Gerais a terra do café e cidade dos calçados virou a capital do basquete no interior do Brasil aqui onde apor volta de 1700 vivia o povo Kayapó antes da chegada dos portugueses depois dos africanos, dos imigrantes italianos e europeus além de outros de origem árabe: todos fazem parte da história da formação regional


Mapa mostra essa região como a terra dos índios Kaiapós...

Foto de Richelly Daher da natureza daqui...

Franca hoje

...nas barrancas do Rio Grande divisa SP - MG


Terra Kaiapó depois do Café, dos Calçados e hoje capital do basquete

 
Nosso blog de ecologia e de cidadania homenageia esta cidade do nordeste paulista, Franca que se localiza numa região de planalto, atingindo 1 040 metros de altitude em seu ponto máximo, o que influi demais no seu meio ambiente e resulta num clima tropical de altitude: normalmente, os seus invernos eram secos, verões chuvosos e temperaturas moderadas durante todo o ano.  Não é só a temperatura que vem mudando, a média anual era de cerca de 20 °C, o aquecimento global chegou também por aqui, trazendo picos de muito calor de repente a qualquer mês ou época. Esta alteração devido ao CO2 do planeta, do país, da região também, em termos ambientais se complica com a poluição  do ar que não é tão grande mas existe (por causa dos combustíveis à base de petróleo) e do desequilíbrio de suas águas, poluídas com os efluentes industriais dos curtumes de couro. Há um relativo grau de tratamento de esgotos domésticos e industriais, mas no caso dos efluentes contendo por exemplo cromo (metal pesado) a situação hoje exige mais investimentos no processo local de despoluição hídrica, que remonta aos anos 90. O que não mudou, de acordo com a classificação climática de Köppen, é o clima bom do município de Franca do tipo Cwb. Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) desde 1961, a menor temperatura registrada em Franca (SP) foi de 0 ºC em 1º de junho de 1979, uma das maiores, 37,8 ºC em 15 de outubro de 2014. Agora no verão poderá chegar a 40 graus como é comum mas em cidades de topografia mais baixa nesta região. O maior acumulado de chuva em 24 horas foi de 128,1 milímetros em 12 de dezembro de 1992, ocorrendo  ao logo das duas últimas décadas desde inundações até secas, como as dos anos 2014 e 2015. Em janeiro de 2000 foi observado o maior volume total de chuva em um mês, quando o índice chegou a 525,4 milímetros. Neste ano de 2016 e no próximo, possivelmente não voltará o estio que transformou aqui o nordeste paulista quase em uma caatinga nordestina nos pontos mais altos e secos. Este é o resumo das condições gerais da natureza desta cidade que está chegando a quase 2 séculos, há 100 anos atrás começava a história da indústria de couros e calçados, a tradição do café é mais antiga ainda, Franca produz grãos da espécie Arábica, considerados de melhor qualidade na cafeicultura, comercializados em todo o país e exportados para vários países, este fato faz com que as terras deste município sejam um oásis em relação aos canaviais que predominam em todo o interior. Metade da população francana é de origem mineira e por aqui houve uma atividade centenária de garimpo e de mercado de diamantes, já não existe mais um polo diamantário, permanece a memória dos antigos mineiros. Hoje a cultura que predomina é a do esporte, várias vezes campeã das Américas e do Brasil, a equipe de basquetebol de Franca marca esta cidade, considerada como a capital nacional do basquete em meio à considerada Califórnia paulista (pelo potencial econômico), aqui nesta região que fica entre Ribeirão Preto e a Serra da Canastra em Minas Gerais, onde a 100km em linha reta deste centro urbano nasce o Rio São Francisco. Poucos se dão conta deste detalhe e nem percebem o valor da ecologia que por aqui ainda sobrevive, devido aos recursos hídricos e minerais da natureza regional, que movimento ecológico, científico e de cidadania procura defender cada vez mais. O ecoturismo já cresce como vocação regional. Menos gente ainda sabe ou tem memória que entre os rios da região até por volta de 1700 sobreviviam os índios Kaiapós, que foram expulsos pela colonização depois pelo processo de urbanização e industrialização, mas deixaram heranças culturais no seu povo bugre. A minha avó paterna era descendente destes indígenas e a materna, de imigrantes italianos, isso além de ancestrais negros, este detalhe pessoal sinaliza a formação populacional de Franca, onde apesar dos pesares o clima mais ameno e a natureza do meio ambiente resistem como um alento para a vida do nosso futuro. (Antônio de Pádua Silva Padinha)

Aqui nessa região de planalto e café...

...antes terra dos índios Kaiapós que foram embora...

Franca a 100km em linha reta do Rio São Francisco...

...começou em Covas, em Minas Gerais...

...hoje o assoreamento, a erosão ou...

...a poluição das águas apenas semicontrolada...

...mesmo assim a natureza sobrevive...

e a região tem chance de futuro no ecoturismo



Fontes: www.google.com.br
             www.folhaverdenews.com


9 comentários:

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  2. ...ou se preferir mande sua mensagem para o e-mail da redação do nosso blog de ecologia e de cidadania indo à luta no interior do país: envie sua msm para navepad@netsite.com.br

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  3. Outra opção: mande seu e-mail diretamente pro editor de conteúdo deste blog onde você pode também de repente sugerir alguma pauta ou mandar fotos e informações para padinhafranca603@gmail.com

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  4. "Creio que este mapa dos Kayapós ou Caiapós como ouvia dizer por aqui na minha cidade também do nordeste paulista, o mapa mostra que isso é um fato da história que precisa ainda ser contada do povo da nossa região e do país": comentário de Júlio da Silva Mendes, de São José do Rio Preto (SP), que leu pesquisas sobre índios da região.

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  5. "A melhor notícia do 192º aniversário de Franca é que a sua natureza resiste viva apesar dos pesares de tantas agressões, é hora de se implantar aqui e no Brasil todo um sistema de desenvolvimento sustentável e o ecoturismo ajuda isso": comentário de Regina Alves Santos, de São Paulo (SP), formada em Geografia pela Unesp.

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  6. "Mares de chapadas. Da imensa forma
    com que o Oceano Atlântico se
    aprofunda entre a América do Sul e a
    África, o Planalto brasileiro sobe do
    litoral até Brasília, dali descendo ao pé
    da cordilheira andina": trecho do livro de Paulo Bertran que enfoca também nossa região e a Serra da Canastra, "História da terra e do homem do planalto central".

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  7. "Geólogos e historiadores alguns têm concluido que os Andes começa aos poucos no interior no Brasil, ponto de partida é a Serra da Canastra, na divisa entre São Paulo e Minas Gerais, que vocês enfocam hoje no blog": comentário de Humberto Costa, que estuda na UFMG em BH.

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  8. "Nos chapadões em torno do Desemboque na Serra da Canastra e nas barrancas do Rio São Francisco ali viviam os Kayapós e chegaram os aventureiros em busca de ouro ou diamantes, foi esta a fonte de toda a povoação do sudoeste mineiro e do nordeste paulista": texto que explica a história de Araxá em Minas Gerais e do Chapadão do Bugre.

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  9. "O nome Araxá é indígena que significa "Um lugar onde primeiro se avista o sol". Araxá era uma pequena tribo aculturada, que foi aldeada nas margens do Rio Grande para tentar dar proteção aos passantes. A ameaça eram os índios Kaiapós que habitavam a região. Em nove anos a indefesa tribo Araxá foi dizimada e extinta pelos Kaiapós, índios guerreiros que acabaram sendo expulsos da região": trecho da história de Araxá (MG) por aqui em nossa macrorregião.

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