sexta-feira, 25 de novembro de 2016

AQUECIMENTO GLOBAL JÁ É UM DESAFIO A MAIS PARA OS ESPORTES E TAMBÉM OS TRABALHADORES AO AR LIVRE

Uma nova prova de fogo para os atletas e também para os que trabalham ao sol

 

Este problema contemporâneo já é visto como novo desafio para muitos

 


Vanessa Barbosa está postando no site Planeta Sustentável, matéria que realizou para a Revista Exame sobre mudanças urgentes em horários e jogos e práticas esportivas ou também em trabalhos que são executados ao ar livre: um estudo inédito com este enfoque foi produzido pela entidade Observatório do Clima, rede brasileira de grupos da sociedade civil que se dedicam a lutar contra as mudanças climáticas e ambientais, para tanto, foram também coletados dados de pesquisas sobre este tema ao redor de todo o mundo, tendo sido ouvidos atletas, médicos, preparadores físicos e também especialistas nos problemas de saúde causados por alterações no clima e nomeio ambiente. Em um planeta que hoje está em aquecimento, o calor se revela uma espécie de nova prova de fogo para os esportes e os atletas. Além da maior atenção e tecnologia voltada à saúde e à adaptação térmica dos atletas antes, durante e depois das competições, as mudanças climáticas estão impondo alterações nos calendários e horários das provas mais intensas do Atletismo, por exemplo. Atenta a estes riscos, a própria Olimpíada já se mexeu nesse sentido, mudando horários de algumas disputas. As provas de atletismo a partir de agora devem ocorrer pela manhã e no final da tarde, evitando os horários de pico. Os jogos de futebol também precisarão ter seus horários alterados. Devido ao forte calor, as partidas que costumam acontecer às 13h foram remanejadas para depois das 18h. Mas não são apenas os esportistas, amadores ou profissionais, que sofrem. Aos mesmos problemas ligados ao calor e à poluição estão sujeitos os trabalhadores de indústrias pesadas, construção civil, exército, agricultura e do setor de serviços que operam ao ar live ou em condições de climatização inadequada.  Um estudo lançado recentemente na sede da Organização Internacional do Trabalho (OIT), em Genebra, indica que as economias emergentes já enfrentam perdas de 10% nas horas trabalhadas por causa da piora das condições térmicas nos locais de trabalho. As mudanças climáticas poderão prejudicar ainda mais a aptidão do trabalhador para desempenhar suas funções nas próximas décadas. E quanto menor for a capacidade de trabalho, menor será a produtividade, em termos qualitativos e quantitativos. Em função destes dados, o relatório usou modelos globais de clima para montar um mapa do perigo da prática esportiva e outras atividades ao ar livre nas capitais brasileiras no final do século. A conclusão é que, no pior cenário de emissões estabelecido pelo IPCC (o painel do clima da ONU), 12 entre elas terão períodos do ano impróprios à prática de qualquer atividade física ao ar livre. Em Manaus, que é o caso extremo, a restrição ocorrerá no ano inteiro. Nosso corpo funciona de forma diferente de acordo com as mudanças no habitat. Como explica o estudo do Observatório do Clima, a temperatura central do corpo em repouso é de 37°C e aumenta para 38,5°C a 75% de esforço durante o exercício. Esse valor não aumenta devido aos mecanismos de termorregulação, sem os quais a temperatura central do organismo subiria 1°C a cada cinco minutos de exercício intenso.  Nesse sentido, o calor excessivo prejudica o corpo de duas formas: facilita a desidratação em condições de baixa umidade relativa do ar e impede que o corpo dissipe calor em condições de alta umidade relativa. Nos dois casos, no limite o corpo entra em choque, incapaz de regular a temperatura interna, um quadro que pode vir a ser fatal.  Ao provocar um maior desgaste físico dos atletas, o calor também afeta o rendimento ou a performance, o que, por tabela, torna mais difícil a superação de recordes. Segundo o estudo, numa maratona por exemplo, não há registro de recorde em locais com temperaturas acima de 12ºC em qualquer trecho dos 42,195 km do percurso oficial desta prova olímpica.  Este estudo destaca, ainda, que apesar da prática de esportes ser associada à saúde, ela também pode se tornar perigosa por conta da poluição atmosférica, problema que tem a mesma origem do aquecimento global: a queima dos combustíveis fósseis. Como o volume respiratório aumenta durante os exercícios, o atleta pode tragar mais dióxido de enxofre, particulados finos e outros compostos que provocam danos imediatos e profundos aos pulmões. O mesmo risco corre trabalhadores que atuam ao ar livre no meio rural ou urbano em ambientes poluídos  e com excesso de calor. Este passa a ser a partir de agora um desafio extra ao trabalhadores e aos atletas, a esperança que esta situação sirva de alerta e motive uma transformação na estrutura energética e no tipo de combustíveis, para aumentar o ar puro, a oxigenação, o equilíbrio corporal e a qualidade de vida.  



Aquecimento global e excesso de calor são desafios extras...


...para atletas e para trabalhadores ao ar livre, ao sol

Este é um dos ângulos deste drama da atualidade


Fontes: www.planetasustentavel.abril.com.br
             www.exame.com 
             www.folhaverdenews.com 

8 comentários:

  1. Esta matéria de hoje nos faz reiterar e alertar. Não são apenas os esportistas, amadores ou profissionais, que sofrem. Aos mesmos problemas ligados ao calor e à poluição estão sujeitos os trabalhadores de indústrias pesadas, construção civil, exército, agricultura e do setor de serviços que operam ao ar live ou em condições de climatização inadequada.

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  2. Um estudo lançado recentemente na sede da Organização Internacional do Trabalho (OIT), em Genebra, indica que as economias emergentes já enfrentam perdas de 10% nas horas trabalhadas por causa da piora das condições térmicas nos locais de trabalho.

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  3. As mudanças climáticas poderão prejudicar ainda mais a aptidão do trabalhador para desempenhar suas funções e a performance dos atletas nas próximas décadas. E quanto menor for a capacidade de trabalho, menor será a produtividade, em termos qualitativos e quantitativos.

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  4. Logo mais, novas informações e dados aqui nesta seção de comentários, em que você pode por a sdua mensagem ou opinião, mas se preferir, envie a sua msm pro e-mail do nosso blog de ecologia e de cidadania navepad@netsite.com.br

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  5. Você também pode emitir a sua opinião sobre as emissões e o excesso de calor hoje enviando msm direto pro nosso editor de conteúdo deste blog padinhafranca603@gmail.com

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  6. "Creio que deveria ser feito um movimento de atletas e de trabalhadores juntos contra este tipo de situação. No Brasil, devido à força do futebol, a manifestação deveria ser num jogo importante"; comentário de Rodrigo Peres, de São Paulo (SP), que é educador físico e ambiental.

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  7. "Mudar a estrutura da energia, substituindo por energias limpas e também, modificar o sistema de combustíveis, parando de usar os derivados do petróleo para diminuir a poluição, isso vai poder reequilibrar o ambiente e ajudar a saúde de toda a população: este lance dos perigos do esporte e do trabalhos ao Sol mostram a importância desta nova realidade": comentário de Marcos Souza de Carvalho, formado pela Unesp em Tecnologia da Informação, atuando na área de exportação e importação em São Paulo (SP).

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  8. "Mais um alerta para uma transformação radical da nossa estrutura de vida": comentário também de Marcos Souza de Carvalho, que nos envia material sobre trabalhos e outras atividades ao ar livre.

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