terça-feira, 15 de novembro de 2016

BRASIL TEM CHANCE DE ASSUMIR DESTAQUE NA LUTA CLIMÁTICA MUNDIAL CASO TRUMP PROMOVA UM RETROCESSO AMBIENTAL NOS ESTADOS UNIDOS

Este é um dos poucos pontos positivos do retrocesso Trump nos States algo que vai zerar todo o esforço da ONU contra o caos do clima e o desequilíbrio do meio ambiente do planeta mas nosso país precisa antes avançar para poder liderar
 


Ainda exceção e único sinal de avanço construção de megausina solar na Bahia

"Outros países preencherão o vácuo dos Estados Unidos", informa o jornalista Cláudio Ângelo em sua matéria nos sites Observatório do Clima e O Eco: "Se Donald Trump abandonar a ação contra as mudanças climáticas, como vem indicando que fará, estará abrindo espaço na cena internacional para outras lideranças, como a China, a Rússia e até o Brasil". Esses países são os que podem aumentar a sua liderança na questão mundial do clima, no caso do Brasil, nosso país precisa subir o tom e o rítmo desta luta na prática, não se limitando a apenas discursos genéricos, mas fazendo de fato a implantação duma gestão de desenvolvimento sustentável, argumenta por sua vez aqui no blog Folha Verde News, ligado ao movimento ecológico, científico e de cidadania, o nosso editor de conteúdo o repórter ambientalista Antônio de Pádua Silva Padinha: "O Brasil não pode continuar falando uma coisa e fazendo outra, precisa realmente implantar um programa capaz de um reequilíbrio entre os interesses econômicos e os ecológicos, por exemplo, com um aumento maior de apoio às energias e aos combustíveis limpos, criando nacionalmente uma outra estrutura mais atualizada e contemporânea de gestão, só então terá mesmo chance de vir a liderar internacionalmente a questão climática, algo que avançará demais o Brasil". Quem foi o principal defensor de outros países (China, Rússia, Brasil etc) assumirem o vácuo em caso de retrocesso ambiental dos Estados Unidos (efeito Trump), foi Christopher Field, da Universidade Stanford, e Katharine Mach da Carnegie Science, nos EUA, e respectivamente coordenador e coordenadora-adjunta de um dos grupos que produziram o Quinto Relatório de Avaliação do IPCC, o painel do clima da ONU. Ambos chegaram a Marrakesh para a COP22 no dia seguinte à eleição do magnata para a Presidência dos Estados Unidos. Como vários outros participantes da conferência, ainda tentavam se recuperar do choque de ter como homem mais poderoso da Terra um político que chamou a mudança climática de fraude e que já disse, durante a campanha, que irá estimular o setor de óleo e gás e ressuscitaria a indústria do carvão em seu país. Os cientistas apostam em que há limites para as bravatas de Donald Trump no setor de energia. "Quem está ganhando a guerra contra o carvão é o gás natural, não as regulações”, diz Mach. Field completa o raciocínio e diz que, se o Presidente americano de fato quiser estimular a extração de óleo e gás não convencionais, por meio do fracking (fraturamento hidráulico), estará automaticamente minando a possibilidade de o carvão ser competitivo, já que foi o preço baixo do gás que possibilitou a redução do uso de carvão e das emissões do setor elétrico. Este tipo de extração do Gás de Xisto, como já alertamos em outras postagens aqui no blog da gente, ameaça as águas subterrâneas, o ambiente e a saúde da população brasileira, uma vez que os ambientalistas não permitem esta atividade nos States, o temor é que esta extração seja feita no Brasil, destruindo o Aquífero Guarani e outras reservas de água doce brasileiras. O Folha Verde News há mais de um ano denunciou este perigo em defesa especialmente do Aquífero Guarani, que é uma riqueza extraordinária e substerrânea em nossa região e em todo o interior do país e da América do Sul. O nome desta série de posts foi O X da Questão...Trump, argumentam os cientistas ainda, poderá reduzir incentivos ao desenvolvimento de energias limpas nos States, o que pode minar a capacidade norteamericana de ser líder mundial nesse tema, como vem sendo especialmente no segundo governo de Barack Obama. “Outros países poderão tomar a dianteira”, argumenta Christopher Field, do IPCC da ONU, e o Brasil é um deles, mas   ainda precisa provocar o Governo e o Ministério do Meio Ambiente a mudarem a gestão e a  estrutura energética brasileira, implantando o desenvolvimento sustentável por aqui, onde ainda este avanço é somente um discurso bonito. Mas há também sinais positivos, ainda que exceção, como a construção em andamento na Bahia da maior usina de Energia Solar da América Latina (Ituverava). Na semana passada, a mídia presente no encontro climático mundial em Marrakesh já viu um movimento nesse sentido de outros países tomarem a liderança que estava sendo coquistada pelos Estados Unidos de Obama e está perdendo terreno com Trump. Os negociadores da China deram uma entrevista coletiva para dizer que seu país não de desviará da ação que tem tomado para desenvolver (e vender) tecnologias energéticas limpas e que, embora entendam que a liderança na cena climática seja atribuição dos países desenvolvidos,“nós ficaremos felizes se a ação da China estimular outros países a avançarem"...O Brasil ainda não sinalizou ao mundo que vai tomar o rumo do avanço pela criação do futuro na vida da Terra. Está perdendo uma chance histórica e ecológica. O sentido desta matéria de hoje é pressionar por este avanço estratégico desde já para o futuro do Brasil, do planeta e da vida.

O fantasma dos combustíveis fósseis...

...e tragédia do clima e caos do ambiente...

...são os sinais do Efeito Trump nos States

Usina solar de Ituverava na Bahia sinalizará avanço e futuro do Brasil?


Fontes: Observatório do Clima 
             www.oeco.org.br
             www.folhaverdenews.com



7 comentários:

  1. Comentário de Christofer Field, da Universidade Stanford (USA) e cientista do IPCC da ONU: "Acho que houve declarações contraditórias de Trump durante a campanha. Por um lado, ele disse que está interessado em legitimamente proteger o ambiente e, por outro, ele é a favor de se livrar de um monte de regulações ambientais e de acordos internacionais. Essas afirmações são contradição e inconsistentes entre si. A maioria das regulações ambientais é boa para o ambiente e para a economia. Isso quer dizer que Trump vai se ater às evidências? Ou sua administração vai ignorar as evidências e se livrar das regulações? Eu queria muito saber a resposta, ou ser otimista sobre a resposta"...

    ResponderExcluir
  2. Comentário de Katharine Mach, Carnegie Science (USA) e cientista do IPCC da ONU: "Trump disse várias vezes que quer incentivar o óleo e gás e trazer de volta o carvão. O que é interessante aqui é que, domesticamente, quem está ganhando a guerra contra o carvão é o gás natural, não as regulações. Vários Estados estão empurrando as renováveis hoje em dia. E todos os cinco Estados que têm mais energia eólica votaram em Trump. Então é interessante pensar nisso: a maioria dos americanos acha que o clima está mudando e querem ver ação a respeito, e ao mesmo tempo eles podem dizer, bem, energia limpa trata de gerar empregos, construir economias sólidas e limitar riscos catastróficos. Em muitos aspectos é só ganha, ganha, ganha, ganha, de forma que os apoiadores de Trump gostariam. Isso se compara isso com a era Bush, quando um presidente republicano também assumiu e rejeitou a ação climática. Mas agora a questão é mais crucial e urgente".

    ResponderExcluir
  3. Logo mais aqui nesta seção de comentário mais informações sobre esta pauta de hoje, baseada em informações do Observatório do Clima. Você pode e deve participar desta postagem, podendo colocar aqui o seu comentário ou então se preferir enviar a sua mensagem para o e-mail da redação do nosso blog navepad@netsite.com.br

    ResponderExcluir
  4. Outra alternativa para participar deste post é você enviar um e-mail com a sua mensagem diretamente pro nosso editor de conteúdo deste blog ligado ao movimento ecológico, científico e de cidadania padinhafranca603@gmail.com

    ResponderExcluir
  5. "Existe uma brecha pro Brasil avançar no cenário internacional com uma nova liderança nos setores do clima, do ambiente, mas precisa realmente praticar uma nova estrutura sustentável de energia e de combustíveis para conquistar esta chance": comentário de Paulo Antônio Salles, do Rio de Janeiro (RJ), engenheiro formado pela Unesp.

    ResponderExcluir
  6. "Curti embora seja cruel este vídeo O Homem,tem também crueldade a notícia de que o Brasil pode até assumir liderança mundial se for concretizado o retrocesso ambiental de Trump, gostaria que as coisas acontecessem sempre pelo lado positivo mas isso está cada vez mais difícil em todos os setores da vida da gente": comentário de Luiz dos Santos, de São José do Rio Preto, bancária que se formou em Psicologia pela Unesp de Assis (SP).

    ResponderExcluir
  7. "Nosso país está atrasado umas duas décadas em termos de energias limpas e não sei não se vencerá o lobby do petróleo para implantar outras opções que sejam melhores pro ambiente, para a economia e para a saúde do povo": comentário de Humberto Sales, de São Paulo, publicitário na área de criação.

    ResponderExcluir

Translation

translation