segunda-feira, 21 de novembro de 2016

CAMPINAS USA BIODIESEL MAS A MAIORIA DAS CIDADES CONTINUA MOVENDO ÔNIBUS COM COMBUSTÍVEL FÓSSIL A DANO DO AMBIENTE E DA SAÚDE DA POPULAÇÃO

Greenpeace faz dossiê e denuncia que em São Paulo o cronograma de transição para combustível renovável na frota de ônibus urbanos (e não só na capital) está atrasado e travado a bem somente da indústria do petróleo: por aqui no interior não existe nem mesmo uma legislação que programe esta mudança essencial para as cidades, hoje um fator de desenvolvimento de verdade



Novos prefeitos daqui e de todo país precisam mudar essa situação doentia



Camila Boehm nos informa via Agência Brasil e o site nacional de assuntos socioambientais EcoDebate sobre o dossiê Ônibus Limpos, dos ecologistas do Greenpeace: o cronograma de transição do uso de combustíveis fósseis para renováveis na frota de ônibus da capital de São Paulo não está sendo cumprido, nem de resto na maior parte das cidades paulistas, uma das poucas exceções é Campinas, que já mudou o combustível do transporte urbano para o biodiesel, garantindo economia pública, melhor condição de saúde e qualidade de vida para a população, além de apoiar um projeto que tem a ver com a necessidade mais que urgente de controlar as emissões de gás carbono (cO2) que cerca de 200 países concordaram em fazer no Acordo de Paris ao final do ano passado. "Concordaram só no papel ou no discurso, na realidade, predomina apenas o interesse da indústria petrolífera",  comentou por aqui no nosso blog de ecologia e cidadania nosso editor de conteúdo, o repórter e ecologista Antônio de Pádua Silva Padinha: "No nordeste paulista, um polo econômico muito forte do estado de São Paulo, a maioria das cidades ainda nem pensam em biodiesel ou outra solução entre as boas alternativas que já existem para um combustível ecológico". O prazo previsto em lei  para que todos os veículos públicos coletivos no caso da Grande São Paulo passem a utilizar combustível de fontes não fósseis ou sustentáveis é 2018. Atualmente a maior parte da frota é movida a derivados de petróleo e gás. E não há sinalização de mudar este atraso, não só no cronograma da implantação mas também em termos de atualização de tecnologia. E se na capital paulista, a situação está assim, onde a mídia está mais em cima e cobra mais das autoridades públicas, imagine a situação do interior e das cidades menores, lembrou Bárbara Rubim, que é uma das coordenadoras da campanha de Clima e Energia do Greenpeace e diz sobre esta situação que "no ritmo em que a transição para combustíveis limpos está hoje, a data de 2018 é inviável para cumprimento da lei e defesa da saúde pública, isso precisa mudar já, essa necessidade tem sido praticamente ignorada pelos gestores públicos, sobretudo pelos operadores das companhias de ônibus”, disse ainda Bárbara Rubim: "Em São Paulo, temos a Lei de Mudanças Climáticas, que foi instituída em 2009 e ela obriga que toda a frota pública de veículos não só ônibus, mas os carros oficiais e carros da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) passem por uma transição para combustíveis 100% renováveis até 2018, quando essa lei completa nove anos. Ninguém sabe, ninguém viu o que foi que foi feito, na prática, muito pouco para a legislação que já tem 7 anos de fato ser cumprida". Mesmo tendo sido insistentemente procurado pelos repórteres o secretário de transportes de São Paulo, Jilmar Tatto não se manifestou sobre esta quebra no cronograma e na lei. Hoje em dia, uma frota abastecida totalmente por combustíveis não fósseis é tecnicamente viável, segundo os cientistas da área: a viabilidade técnica de substituir o óleo diesel por combustíveis renováveis, biodiesel, diesel de cana-de-açúcar ou de girassol, etanol ou  eletricidade ou até energia solar na frota de ônibus urbanos ou não é algo comprovado e factível desde 2009, quando a cidade de São Paulo foi pioneira em estabelecer sua lei municipal de clima 14.933/09, comentam especialistas em função do dossiê do Greenpeace. Agora que estão sendo renovados os comandos das prefeituras e entrando novos vereadores, este é o tema da hora, por aqui no interior e em todo o país. Pelo cronograma de transição "os programas, contratos e autorizações municipais de transportes públicos devem considerar redução progressiva do uso de combustíveis fósseis, ficando adotada a meta progressiva de redução de, pelo menos, 10% (dez por cento) a cada ano, a partir de 2009 e a utilização, em 2018, de combustível renovável não fóssil por todos os ônibus do sistema de transporte público do município”. A lei ficou no papel, no discurso dos políticos e também no ar cada vez mais poluído ou no aumento crescente de doenças causadas na população urbana da região mais rica do Brasil. Se está assim, aqui, imagine no restante do país, repetimos. Já passa a ser um crime ambiental e o Ministério Público precisa ser acionado neste caso, em São Paulo capital, a consciência dos novos prefeitos e vereadores agora eleitos em todas as cidades paulistas e brasileiras necessita ser despertada antes que ocorra um caos do clima, do ambiente e da saúde da população. Urge a implantação de um desenvolvimento sustentável, equilibrando os interesses econômicos com os ecológicos, sendo um passo fundamental o uso de combustíveis limpos. O movimento ecológico, científico, de cidadania precisa urgentemente cobrar este avanço mínimo na atual realidade urbana de São Paulo e de todo o Brasil...E o MP ajudar nessa missão de extraordinário valor e influência na qualidade de vida do povo. Hoje, somente 9% do combustível usado no sistema de transportes urbanos é de fontes limpas e renováveis, já passa da hora das prefeituras criarem um novo modelo sustentável e exemplar que favorecerá a economia das cidades e a ecologia da vida. Mais informações na seção de comentários, confira que é uma pauta da maior urgência. 
 


Doenças da poluição do ar aumentaram 100% em uma década nas cidades...

...e já é um drama socioambiental e de saúde pública

Fontes: Greenpeace -  Agência Brasil
            www.ecodebate.com.br 
            www.folhaverdenews.com

8 comentários:

  1. Desde 2010 avaliação de cientistas ambientais já alertava, levantando impactos negativos nas mais diversas áreas de abrangência dos ônibus e carros no meio ambiente e na saúde da população urbana devido à poluição causada pelos combustíveis. Está passando da hora duma solução sustentável nas cidades...

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  2. Está na hora da evolução do transporte público pelo menos e a legislação vigente para emissão de gases poluentes visando o controle de verdade da poluição atmosférica, afinal o combustível fóssil é responsável por quase toda a emissão de CO2 no espaço urbano: na Grande São Paulo, este índice já chega a 97%.

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  3. São contundentes e verdadeiros os argumentos sobre o uso desse modal principalmente em nas grandes e médias cidades que são doentes no sentido ambiental e da saúde humana. De um meio de transporte acessível a muitos, principalmente após abertura da economia para compra, a um pesadelo sem precedentes e com consequências “desconhecidas” visto que a rotina nas cidades mudou bruscamente nos últimos anos devido aos mega congestionamentos nos horários de rush. As consequências para a saúde da população passou a ser mais evidentes e intensas nos últimos anos, principalmente em épocas de estiagem onde a umidade relativa do ar cai e a poluição se torna menos diluída no ar. Devido a isso é crescente o aumento de doenças respiratórias e surtos de doenças causadas pela poluição do ar, um problema ecológico e também econômico, levando também em conta o custo da saúde pública.

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  4. As principais doenças causadas pelo ar
    Provocadas pela proliferação de fungos no ar, essas doenças têm se agravado devido à poluição. As doenças respiratórias podem atingir as pessoas através da poeira, pelos de animais, fumaça, odores e perfumes que atuam como agentes alérgicos. Além disso e principalmente a poluição do ar devido à emissão de poluentes no trânsito contribui para a causa dessas doenças, ao passo que prolifera partículas e fungos tóxicos. Dentre outras doenças respiratórias algumas delas são:
    Sarampo – Provocado pelo vírus Morbili virus, o seu contágio é por meio de saliva ou secreções respiratórias das pessoas. Os sintomas são manchas avermelhadas pelo corpo, febre, tosse, mal estar, conjuntivite, perda de apetite e coriza. Para recuperação, é necessário repouso, alimentação leve e muito líquido. Bronquite Asmática – Também chamada de Bronquite Alérgica, é dada por conta da inflamação dos brônquios, ramificações do pulmão onde o ar passa. Causada por alergias, pode ser curada quando o agente alérgico for identificado e o medicamento agir no pulmão para desinflamar a região acometida, facilitando a passagem do ar. Seus sintomas são: dificuldade para respirar, tosse com catarro, boca e ponta dos dedos arroxeados. Asma – Causa inchaço e estreitamento das vias do pulmão havendo dificuldade respiratória, falta de ar, aperto no peito e tosse. Para as pessoas que têm asma, a poluição é um agravante; e para quem não tem, a exposição excessiva às áreas poluídas pode desencadear a doença. Câncer de pulmão – Pessoas que cresceram em áreas de grande poluição estão mais propensas a desenvolver esse tipo de doença. O acúmulo de partículas pode dar origem a um broto canceroso, o início da doença no corpo do paciente. É comprovado que a poluição aumenta e risco de câncer, tanto quanto o fumo passível.
    Em todos os casos é fundamental a procura de um médico para um diagnóstico correto. Além disso, a automedicação é arriscada, visto que para cada doença existe uma medicação específica e controlada por receita médica. O custo para a saúde pública gerado pela poluição do ar é gigantesco.

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  5. Logo mais, mais comentários e informações sobre esta relação doentia entre poluição do ar, combustíveis fósseis e saúde pública. Vc pode postar aqui sua opinião ou enviar uma mensagem prá redação do nosso blog navpead@netsite.com.br

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  6. Você pode também enviar informação, comentário, fotos direto pro nosso editor de conteúdo do blog, inclusive sugerindo pautas e matérias aqui, mande para o e-mail padinhafranca603@gmail.com

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  7. "Há mais de duas décadas o movimento ecológico, científico, de cidadania e de saúde pública luta para mudar esta situação doentia, economicamente errada e ecologicamente trágica": comentário de Odair Mendes, médico na rede pública do Rio de Janeiro (RJ), que nos manda material do prejuízo causado às prefeituras pelas doenças da poluição do ar.

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  8. "Mesmo que a curto prazo não seja ainda hidrogênio, de toda forma é urgente um combustível que venha a diminuir bastante a poluição do ar nas cidades, que está grande demais, gerando problemas também para a saúde da população, biodiesel é uma boa alternativa para já": comentário de Durval Gonzales, engenheiro químico pela USP, atuando em Marília (SP).

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