sábado, 19 de novembro de 2016

CIDADANIA: FUTUROS JORNALISTAS DEBATEM TABUS E PROBLEMAS DA REALIDADE HUMANA OU DESUMANA DO BRASIL E DA VIDA DE HOJE

Preconceito em pauta: várias formas e tipos deste problema, redes sociais, ditadura estética, marginalização de negros, corinthianos, gente do rap e da periferia, o 2º debate criado pela equipe de comunicação de estudantes de jornalismo Magna terá também a apresentação em Franca (SP) de TCC sobre este drama social, sendo a banca examinadora dos trabalhos formada por jornalistas de Ribeirão Preto (SP)


 
A equipe Magna de estudantes de Jornalismo que organiza este lance

No 1º evento, Elenilde Corrêa, Jheinata Oliveira, Marcela Montanari, Samuel Laporte e Valéria Barros (alguns já trabalham na mídia da região) criaram uma empresa (fictícia por enquanto, como explica Jheinata), a Magna, para organizar e divulgar as rodas de debate e o TCC sobre o drama social e atual do preconceito, na edição inicial do evento, houve como destaque, além de comunicadores, a participação do coletor de lixo Sérgio Henrique Costa, deixando claro o tabu que sofrem estes trabalhadores por boa ou má parte da população urbana, que vê os lixeiros como a classe mais baixa da sociedade, o que realmente não é, mas eles sofrem a discriminação. Alguns jornalistas participarão do debate na sua segunda edição dia 23 agora, quarta-feira na Unifran a partir das 19h no teatro central da universidade, um evento público, aberto a todos, entrada gratuita e em pauta, o preconceito: João Carlos Borda, da EPTV, Thiago Roque, do Jornal A Cidade, e Fernando Bueno, da Agência Milagre do Verbo vão debater e avaliar o trabalho deste grupo de estudantes de Jornalismo que estão se formando agora pela Universidade de Franca. "A roda de discussão e o TCC abordam os preconceitos de características físicas e genéticas,  o debate promete ser caloroso", diz o release da equipe Magna. O objetivo é promover reflexão sobre as formas como o preconceito é construído e retratado nos meios de comunicação e as influências deste processo na formação da opinião pública e no comportamento social. O nosso editor do blog da ecologia e da cidadania Folha Verde News, o repórter e ecologista Antônio de Pádua Silva Padinha entrevistou uma destes jovens da equipe Magna, Jheinata de Oliveira, dialogando sobre a marginalização, discriminação ou preconceito sofrido pelo pessoal do rap, por negros em geral, por pobres, pelo povo da periferia, por trabalhadores de profissões desprestigiadas injustamente (como lixeiros ou professores). Falaram sobre o estigma sofrido pelos judeus na época do nazismo de Hitler ou pelos muçulmanos hoje que de diferenciam dos terroristas, se citou também a ditadura estética (um padrão de beleza predominante na atual sociedade de consumo e que gera até casos de bullying), o lance das redes sociais e até se discutiu o preconceito hoje no mundo do futebol sofrido pelos corinthianos: torcedores do Flamengo e do Corinthians entram em conflito, a PM e a Justiça reprimem só a torcida corinthiana, até 31 deles continuam presos 1 mês depois, só eles e ainda por cima, a Juíza que aparece no Facebook com a camisa flamenguista, manda prender outros 21 corinthianos que estavam criticando na rede social esta decisão: "É evidente a discriminação dos torcedores e até dos jogadores do Corinthians, perseguidos dentro de campo no Campeonato Brasileiro por arbitragens parciais e a mídia esportiva se cala sobre esta injustiça explícita", comentou no diálogo Padinha: "Se eu chegar da viagem que estou fazendo a tempo de participar dos debates de 3ª feira gostaria de levantar esse tipo de discriminação também, como reflexo da violência social da atualidade brasileira. Outro lance é que as vítimas de agressões da PM são principalmente jovens negros, pobres e da periferia, enfim, fatos assim com esta carga negativa e desumana podem até gerar uma guerra civil num país com tão pouca ou frágil estrutura das suas instituições". Jheinata de Oliveira afirmou que "a mídia tem um grau de responsabilidade sobre os preconceitos sociais no Brasil". Ela também admitiu que hoje existe uma forma velada de censura, por pressão econômica feita sobre as empresas que são proprietárias de jornais, rádios, TVs e sites de notícias, "há sempre o risco da censura aparecer na vida do repórter", falou Jheinata, que concordou com Padinha que do ponto de vista ético da profissão, a liberdade de informação é um bem que precisa ser defendido porque está sempre ameaçado. Aliás, nosso blog mostrou posts questionando que o Brasil é um dos países onde os jornalistas são mais perseguidos, estando na ponta do ranking das profissões mais perigosas, por conta disso. A denúncia foi feita pela entidade internacional Repórteres Sem Fronteiras e nós divulgamos aqui, algo que serve como um alerta para mudanças e avanços urgentes na realidade brasileira.
 
 
Jheinata de Oliveira, da equipe Magna, falou com a gente

Jornalista Maria Júlia da Rede Globo foi vítima de preconceito racial


Um desafio monstro na vida de futuros jornalistas e novos líderes de cidadania



Alguns dos integrantes da equipe já atuam na mídia regional


Os estudantes de Jornalismo Elenilde Corrêa, Jheinata Oliveira, Marcella Montanari, Samuel Laporte e Valéria Barros, que criaram a assessoria de comunicação, Magna, para divulgar o trabalho sobre preconceito que eles fizeram durante todo o ano letivo, sendo este um TCC final do curso, o Preconceito em Pauta, ao final da roda de discussões, serão então avaliados pela banca examinadora, formada no fim desta noite de debate por João Carlos Borda, da EPTV, Thiago Roque, do Jornal A Cidade, e Fernando Bueno, da Agência Milagre do Verbo. Vale lembrar que dentro deste projeto experimental, na sua 1ª edição que foi em 31 de outubro, houve a participação de outros comunicadores de Franca (SP).

Esse foi o caso do assessor de imprensa Kelven Melo, do histórico radialista nesta cidade Renato Valim, e do apresentador de TV Luciano Dami, alé do já citado coletor de lixo Sérgio Henrique Costa. O ciclo de eventos culturais teve ainda uma palestra promovida em setembro pela Na Lata Comunicação, contando com a presença do jornalista Luiz Carlos Azenha, da TV Record, do SBT e do site Viomundo. Assim, aqui, agora, em primeira mão, o nosso blog de cidadania Folha Verde News noticia e valoriza a iniciativa da Magna e da nova geração de jornalistas que, lado a lado com outros setores da população, pode ou não criar um futuro mais sustentável e feliz no Brasil. Vamos lá, moçada e rapaziada da comunicação mudar e avançar nosso país, cá entre nós, isso é um desafio monstro hoje em dia, por aqui e em qualquer lugar do planeta. 

   
Marcella Montanari, da equipe Magna, viu nosso blog via o Facebook
 
Crianças e jovens negros e pobres da periferia sofrem violência e preconceito


Fontes: Magna
             Faculdade de Jornalismo da Unifran (Universidade de Franca)
             www.folhaverdenews.com 

8 comentários:

  1. Depois mais tarde ainda neste domingo e ao longo da segunda feira, véspera deste evento, poderemos dar aqui ,ais informações nessa seção: você pode postar aqui também a sua opinião ou o seu comentário.

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  2. Outra forma de participar desta pauta sobre preconcetio, a partir do agito dos estudantes de Jornalismo da equipe Magna, é mandar um e-mail para a redação deste blog navepad@metsite.com.br

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  3. Vc pode tb trocar informação ou sugerir pautas ou enviar fotos e mensagens, também para esta seção de comentários, diretamente pro e-mail do nosso editor de conteúdo do blog padinhafranca603@gmail.com

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  4. "Mesmo longe, estou curtindo esta proposta destes futuros jornalistas": comentário de Rafael Miranda, de São Paulo (SP), que atua do departamento de criação da Zug Publicidade.

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  5. "Vi a jornalista Maria Julia (Maju) no lançamento dum livro de meteorologia e depois a foto dela aqui no blog, debatendo racismo, realmente ela merece ser enfocada no seu trabalho sem preconceito com a sua cor, com respeito ao seu talento": comentário de Marcos Pereira Alves, do Rio de Janeiro (RJ), Tecnologia da Informação.

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  6. "Importante jovens jornalistas, seja em Franca, em Ribeirão Preto, no interior ou nas capitais, eles se preocuparem com os problemas brasileiros e com um avanço da cidadania, sem preconceito de forma alguma": comentário de Jandyra Mendes, de Araxá, Minas Gerais, educadora ambiental.

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  7. "Estou em Cuiabá e estava procurando matérias sobre preconceito para levar para a Federal do Mato Grosso e encontrei este blog com esta pauta, curti muito, é isso aí": comentário de Eliza Fernandes, que estuda Sociologia na UFMT.

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  8. "Enquanto aí no interior vocês debatiam Preconceito, aqui em São Paulo, integrantes de movimentos sociais, centrais sindicais e de defesa dos direitos da comunidade negra se reuniram para um dia inteiro de atos para marcar o Dia Nacional da Consciência Negra, que é lembrado todo dia 20 de novembro. Os atos ocoreram na Avenida Paulista, região central da cidade, e culminaram na 13ª Marcha da Consciência Negra, que saiu do Museu de Artes de São Paulo (Masp) para terminar na Praça da República, alertando toda a cidade e o país": comentário de Flávio Bernardes, de São Paulo, ligado à arte e cultura alternativa.

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