quinta-feira, 24 de novembro de 2016

JOVEM ENGENHEIRO DE FRANCA VENCE PRÊMIO EXCELÊNCIA DA CAPES-NATURA POR PESQUISA DE GRANDE IMPORTÂNCIA AMBIENTAL




Fernando do Couto Rosa Almeida está no momento pesquisando e trabalhando em sua área na Escócia e foi representado na entrega do prêmio agora em Brasília pelo seu ex-professor da UFSCar Almir Salles: o pesquisador francano desenvolveu por dois anos informações técnicas que levam ao desenvolvimento de um resíduo da extração de cana de açúcar que pode substituir a areia utilizada na construção civil, uma conquista para o jovem engenheiro, para a economia e para a ecologia ao mesmo tempo, um avanço sustentável para o meio ambiente do Brasil nesta época de overdose de cana e de tanta necessidade de inovações tecnológicas para criar o futuro do país e até do planeta

Fernando do Couto Rosa Almeida em meio a seu trabalho


Pedro Arcanjo nos informa detalhes sobre o Prêmio Capes-Natura Campus Excelência em Pesquisa que foi entregue aos dois estudos vencedores em cerimônia realizada na sede da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), em Brasília. A iniciativa, uma parceria entre esta importante Coordenação e a empresa de cosméticos Natura, concedeu 25 mil reais  a cada um dos autores premiados. Na categoria Sustentabilidade: novos materiais e tecnologias, o artigo Sugarcane Bagasse Ash Sand (Sbas): Brazilian Agroindustrial By-Product For Use In Mortar, de autoria do pesquisador Fernando do Couto Rosa Almeida, foi escolhido o vencedor. Publicado no periódico Construction Building Material, o artigo que resume a pesquisa traz informações técnicas sobre o desenvolvimento de um novo material, um resíduo da extração de cana de açúcar que pode substituir a areia de construção utilizada para a fabricação de concretos e argamassas. "É uma forma de economizar material caro e de aproveitar ecologicamente um resíduo que prejudica o ambiente, além de atualizar a engenharia civil", resumiu por aqui no blog da ecologia e da cidadania Folha Verde News, o nosso editor de conteúdo o repórter ambientalista Antônio de Pádua Silva Padinha: ele aproveita esta matéria para  cumprimentar o premiado Fernando, seu orientador na pesquisa, a própria UFSCAR (um point de tecnologia de ponta em São Carlos no interior paulista, cumprimentando também os familiares do jovem pesquisador, os seus pais que residem em Franca (SP), João Silvestre de Almeida, advogado, corretor de imóveis, e Nísia do Couto Rosa de Almeida, a sua mãe, professora de Matemática. Os dois têm muita saudade do filhão Fernando, que está no meio duma especialização de 4 anos na Europa, devendo ficar ainda mais 2 anos na Escócia. Devido a este detalhe, o orientador da pesquisa e professor da Universidade Federal de São Carlos (UFScar), Almir Salles recebeu o prêmio em nome de Fernando do Couto Rosa Almeida, quando explicou que o desenvolvimento do novo material tem potencial de resolução de um duplo problema ambiental: "O material residual da produção do álcool e do açúcar é gerado na ordem de milhões de toneladas ao ano, o que constitui grave passivo ambiental. Por outro lado, a areia já está escassa em muitos estados, porque a areia de construção, em sua maior parte, é retirada dos nossos rios, o que gera assoreamento, estando, inclusive, proibida a abertura de novas lavras deste material. O resíduo da queima da cana pode, então, se tornar uma alternativa com valor agregado, substituindo a areia". Realmente, um avanço de sustentabilidade. Um segundo prêmio de valor, integra a categoria Sociobiodiversidade e Conservação Biológica, o artigo vencedor foi Increased Tolerance to Humans Among Disturbed Wildlife, escrito por Diogo Soares Menezes Samia e publicado na revista Nature Communications. O estudo identifica características de espécies mais propensas a riscos de extinção dado o aumento da população humana, voltado aos aspectos de comportamento em uma interface entre ecologia comportamental e a conservação biológica. Algo também de muito valor para a ciência contemporânea e o meio ambiente, que foi desenvolvido por Diogo Menezes na Universidade Federal de Goiás, a UFG, também comemorando esta importante premiação.
 


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Professor orientador de Fernando Almeida, Almir Salles (UFScar) recebendo o prêmio





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Parceria entre a Capes e a empresa Natura garantiu importante prêmio





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O diretor de tecnologia digital da Natura e coordenador do Capes na cerimônia



Fernando está hoje em especialização na Universidade de Gasglow (Escócia)


A seleção de pesquisas do Prêmio Capes-Natura será realizada a cada dois anos, já estando previstas no acordo três edições. O próximo edital será lançado em 2017 e a premiação, em 2018. Confira a seguir na nossa seção de comentários aqui no blog da ecologia e da cidadania mais detalhes sobre o prêmio outorgado numa feliz parceria entre a empresa Natura e Capes, a Coordenação de Aperfeiçoamento Pessoal em Nível Superior.


Fontes: UFSCar - Natura - Capes
             www.folhaverdenews.com 

8 comentários:

  1. Durante a cerimônia de premiação, o diretor de Educação a Distância da Capes, Carlos Lenuzza, destacou esta premiação como ação inovadora, com objetivo de estimular a pesquisa de excelência nesta área temática que é estratégica para o país. “Para se ter ideia da relevância da área, existem 148 programas de pós-graduação em biodiversidade, sem contar os novos programas em processo de submissão. O tema da biodiversidade e sustentabilidade é central no debate internacional e dever ser um compromisso brasileiro – do Estado e de empresas – diante de nossas dimensões continentais e maior biodiversidade do planeta. A Natura é um exemplo de como tratar o assunto com excelência e de forma brasileira”.


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  2. O diretor de Educação a Distância da Capes, Carlos Lenuzza, destacou a iniciativa desta premiação como ação inovadora e o vice-presidente de tecnologia digital da Natura, Agenor Leão Júnior destacou o investimento consistente em pesquisa e inovação realizada pela empresa. “Hoje a Natura conta com um time de 250 pesquisadores, divididos na aplicação de curto prazo, que gerou a criação de 250 produtos em um ano, além do trabalho de longo prazo. O espírito da empresa, fundada em 1969, sempre enfatizou a pesquisa para entregar bem-estar e a melhor maneira de realizar isso é com parceiras com universidades e comunidades que trazem ingredientes da sociobiodiversidade brasileira”, comentou Agenor Leão Júnior, TI, Natura.

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  5. "Importante esta matéria que mostra e prestigia jovens pesquisadores brasileiros em áreas de valor para a ecologia, para a economia, para a criação dum futuro sustentável, que é a luta de todo o nosso movimento cultural": comentário de Geraldo Soares, Tecnologia de Comunicação, que atua em São Paulo (SP).

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  6. "Muito boa notícia e curti muito também o vídeo com cientistas falando sobre o potencial da nova geração que é realmente grande, basta ver este avanço que Fernando Almeida conseguiu": comentário de Altair Moraes Pereira, do Rio de Janeiro e estudioso de novas alternativas na área da construção civil, setor em que é empresário.

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  7. "Parabéns ao Fernando, já tinha ouvido falar dele em Franca e em São Carlos, é um cara esforçado e de muito talento, um exemplo": Maria Rita, Geógrafa, de Ribeirão Preto (SP).

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  8. "Poxa, nesse país com tanta sacanagem e tristeza, de repente, esta notícia maravilhosa destes jovens pesquisadores, criando o futuro": comentário de Maria Helena Paiva, de São Paulo (SP), que atua como economista e consultora empresarial.

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