sexta-feira, 4 de novembro de 2016

KAYAPÓS FAZEM PARCERIA COM O IBAMA QUE COM SATÉLITES, HELICÓPTERO, WHAT ZAPP E AMIZADE COM OS ÍNDIOS DEFENDE OS RECURSOS NATURAIS DA AMAZÔNIA POR ALI NO PARÁ

Na BR-163 Kayapós viram vigilantes da natureza e nesta parceria com o Ibama quadrilhas estão sendo desmanteladas: os  índios já vivenciam e querem formalizar um projeto piloto de  defesa dos territórios das florestas que ainda resistem no Pará




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 Animação mostra os problemas em torno das terras indígenas dos Kayapós


Nas duas terras indígenas dos Kayapós no Pará a floresta está intacta


Com fotos de Marcio Isensee e Sá, a jornalista Juliana Tinoco fez uma importante reportagem sobre invasões, garimpo, desmatamentos e crimes que quadrilhas a mando de grandes grupos de exploração têm feito na Amazônia, neste caso, em especial na Terra Indígena Mekrãgnoti onde tentam proteger os recursos da natureza índios nativos ali da etnia Kayapó. A matéria está em destaque no site nacional O Eco e já desperta atenção na web também no exterior  Além de atividades de monitoramento, o Ibama apoia ações de preservação da cultura e do território Kayapó. Entre o final de 2014 e o início de 2016, operações deste instituto com o apoio da Polícia Federal conseguiram capturar duas grandes quadrilhas de criminosos ambientais operando em regiões próximas à BR-163, rodovia que liga Cuiabá (MT) a Santarém (PA), na Amazônia. As autoridades, no entanto, sabem que há muitas outras quadrilhas espalhadas nestas áreas. Contando com a sofisticação de monitoramento por satélite, a amizade com os índios e as redes sociais, fiscais do Ibama estão conseguindo realizar a sua missão, com o apoio fundamental dos índios Kayapós: esta colaboração poderá gerar uma parceria mais ampla na defesa dos territórios de floresta pública que ainda resistem no Pará. E na defesa das terras indígenas na Amazônia. A operação Curuá Livre conseguiu desativar um garimpo de ouro nesta região dentro desta esquema de ação. Para garimpar ouro é usado o mercúrio, metal pesado que contamina o ambiente, envenena a água, pode poluir rios ainda limpos, o que causa a destruição da ecologia da floresta. As terras do garimpo haviam sido griladas por 
Antônio Junqueira Vilela Filho, que é o Jotinha, chefão da quadrilha, que recebeu desde já multa ambiental por desmatamentos e atividades ilegais no Pará no valor de cerca de 120 milhões de reais. Ele está preso em São Paulo, mas integrantes do garimpo, do desmate e do esquema de ocupção sempre voltam, enquanto Curuá não for inteiramente libertado. É uma operação de guerra pela paz e pela ecologia no Pará, na Amazônia. 

Criança Kayapó da Terra Indígena de Baú no Pará
 
No Pará, Raoni é também inspiração para a luta dos Kayapós



Kayapós defendem as suas terras e usam nisso seus rituais e até what zapp


Dotô é Dototakakyre Kayapó, herdou o nome do avô, que por sua vez achou bonita a alcunha de um certo Doutor Bruno, médico do Serviço de Proteção ao Índio (SPI) que frequentava a aldeia quando era mais jovem, e resolveu incorporar o Dotô ao próprio nome da família Takakyre. O líder da da Terra Indígena Mekrãgnoti saiu de lá para estudar, aprendeu português, teve formação básica e agora entende a cultura do branco. Aos dezoito anos Dotô foi oficialmente contratado pela Funai para atuar na interlocução com os Kayapós, função que executou por vinte anos. Agora lidera a defesa da TI. Os Kayapós vigiam suas terras circulando no entorno regularmente, indo e voltando de cidades mais próximas como Novo Progresso e Castelo dos Sonhos. E há um reforço extra, o Instituto Kabu, uma organização dirigida pelos próprios índios para representar as dez aldeias que compõem a TI Mekrãgnoti. Na sede desse instituto, em Novo Progresso, fica a "central de inteligência  kayapó", como brinca Luciano Evaristo, diretor de Proteção Ambiental do Ibama O Kabu conta com equipamentos comprados com recursos do Plano Básico Ambiental (PBA) da BR-163. De lá, profissionais de geoprocessamento monitoram com imagens de satélites o que acontece dentro e também próximo estas terras dos indígenas.
Desde 2014 começou a se formar esta parceria entre os Kayapós e o Ibama. Estes índios não são os únicos a fazerem este tipo de monitoramento. O que chama a atenção no caso deles é o quão bem preservadas mantêm suas terras, ressalta a reportagem de Juliana Tinoco. São 6 milhões e meio de hectares totalmente intactos, a natureza íntegra. Isso nas duas terras indígenas dos Kayapós ali no interior do Pará  - Mekrãgnoti e Baú. Se você olha em volta das reservas de helicóptero, tudo destruído. Dentro, tudo inteiro. Por que será? Os Kayapós defendem a natureza ali na sua área. Aí um caminho que o índio pode ensinar ao branco, hoje na luta também pela ecologia e equilíbrio ambiental das florestas. 

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Helicoptero do Ibama no Pará ña operação Curuá Livre



Por enquanto (fotos de Marcio Insense e Sá) a missão tem conseguido defender a ecologia das matas onde sobrevivem os Kayapós e muitos recursos da natureza da Amazônia


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Curuá-Livre-2



Fontes: www.oeco.org.br
             www.folhaverdenews.com

8 comentários:

  1. Logo mais postaremos aqui mais informações e mensagens nesta seção de comentários, aguarde nossa edição em breve, ainda hoje.

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  2. Houve algumas aldeias da tribo Kayapó por aqui entre o nordeste paulista e o sudoeste mineiro, entre a Serra da Canastra (São Francisco) e o Rio Grande, mas foram dizimados ou se integraram à população de imigrantes e cafeicultores. O nosso editor de conteúdo Padinha é desta região e sua avó paterna era Kayapó.

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  3. Os Kayapós, hoje concentrados na Amazônia, Pará, Tocantins e Mato Grosso falam a língua Jê, um povo da floresta que se dedica à agrioultura, caça e pesca, tradicionalmente usavam como arma bordunas. São animistas, acreditam que espíritos pairam sobre as suas aldeias, rios e florestas, Pajés tentam se comunicar com eles. Na sua crença existe um mundo celeste daonde veio a humanidade.

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  4. Você pode colocar aqui nesta seção o seu comentário ou então se preferir enviar um e-mail para a redação do nosso blog navepad@netsite.com.br e/ou direto pro nosso editor de conteúdo aqui deste blog padinhafranca603@gmail.com

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  5. "Muito interessante esta matéria e revela bem o universo do índio hoje, num choque cultural, mas seguindo as pegadas do Raoni creio que os atuais Kayapós estão encontrando seu caminho": comentário de Fabrício da Silva, formado em História pela Unesp de Franca (SP) vivendo hoje em Brasília (DF) onde dá aulas.

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  6. "Entre o final de 2014 e o início de 2016, operações do IBAMA em parceria com a Polícia Federal conseguiram capturar duas grandes quadrilhas de criminosos ambientais operando em regiões próximas à BR-163, rodovia que liga Cuiabá (MT) a Santarém (PA), na Amazônia. As autoridades, no entanto, sabem que há muitas outras espalhadas nestas áreas. Contando com a sofisticação de monitoramento por satélite, a amizade e as redes sociais, fiscais do IBAMA com o apoio dos índios Kayapós querem preservar as florestas que sobrevivem no Pará. As quadrilhas eram de madereiros e de garimpeiros e foram aprisionados na Operação Curuá Livre": este é um resumo da reportagem de Juliana Tinoco, que você pode conferir na íntegra no site ambientalista www.oeco.org.br



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  7. "O uso do Mercúrio em garimpos na separação do ouro é conhecido pelo IBAMA. O metal pesado Mercúrio é muito tóxico. Na lista do que pode causar em seres humanos está paralisia cerebral, surdez, cegueira, danos motores, ataques cardíacos e problemas renais. No Esperança IV, que tinha licença de operação expedida pelo município de Altamira, foi apreendido Mercúrio. O garimpo foi embargado e multado em R$ 50 milhões": um outro trecho da reportagem de Juliana Tinoco, O Eco.

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  8. "Na Operação Curuá Livre da Polícia Federal, os garimpeiros do Esperança IV e o grileiro paulista têm algo em comum: seus crimes foram descobertos pelos vigilantes indígenas Kayapós": quem comenta é Hermes Freire, de Araraquara (SP), que foi ao Pará recentemente e conhece as tribos citadas, comprou e revendeu em festas da região artesanato e miçangas destes índios, que ele considera "antenados". Freire é produtor cultural.

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