quinta-feira, 3 de novembro de 2016

PLÁSTICO VERDE A PARTIR DA CANA CRIADO NO BRASIL COMPLETA 6 ANOS E JÁ ESTÁ ENTRANDO NO MERCADO DE QUATRO CONTINENTES PRESENTE HOJE EM 70 PAÍSES


O chamado Plástico Verde feito com resina de cana de açúcar é sustentável mas por outro lado o excesso de canaviais também prejudica o meio ambiente falam os críticos desta alternativa mas a luta contra os combustíveis fósseis de toda forma precisa continuar: no balanço dos prós e contras é um processo de avanço, sendo  parte da solução sustentável cada vez mais urgente hoje em dia no país e no planeta



Ecycle diz que o problema não é o Plástico Verde mas os canaviais


 A Braskem desenvolve oeste bioplástico desde 2007
 

Plásticos e embalagens verdes já estão em 4 continentes hoje


A gente acessou uma matéria de pesquisa elaborada pela equipe Ecycle que elogia este novo produto da Braskem, do Rio Grande do Sul, mas questiona alguns pontos paralelos à entrada desta inovação tecnológica no mercado. Veja no 2º bloco deste post, o texto com o subtítulo Controvérsias sobre este produto. 

 


Plástico e embalagens originadas da cana. I'm green diz a propaganda do bioplástico. No site Planeta Sustentavel o que está dito é que na produção de combustíveis automotivos ou de vários produtos plásticos, a dependência ao petróleo é um desafio a ser vencido na luta pela diminuição das emissões de gás carbônico. Na China e nos Estados Unidos, a maior parte das pesquisas no setor tem buscado a matéria prima no amido ( que lá  é retirado principalmente do milho). No Brasil, se busca da mesma fonte da qual provém o etanol para os motores dos carros, assim como o açúcar às vezes faz o preço do etanol subir, o mesmo poderá acontecer com um aumento maior das embalagens feitas com plástico de cana? A National Geografic Brasil chegou a debater este outro lado da questão, se bem que dá com entusiasmo detalhes de como é elaborado o Plástico Verde ou bioplástico a partir da cana de açúcar. No Laboratório Nacional de Biociências (LNBio), em Campinas, que é ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia, uma parceria com a petroquímica rendeu a descoberta de uma forma nova de obtenção do polipropileno. "Esse tipo de plástico é viável em termos comerciais. No futuro, teremos diversos polímeros gerados de outras fontes sustentáveis", explica Kleber Franchini, diretor do LNBio. Especialistas advertem, no entanto, que hoje nenhuma matéria prima garante a obtenção de algum tipo de plástico 100% biodegradável. Bem, de toda maneira, este é o primeiro polietileno de origem renovável a ser produzido em escala industrial no mundo, o Plástico Verde I'm green da Braskem já completou 6 anos de mercado. Atualmente, esta resina fabricada a partir de etanol de cana de açúcar é já hoje uma realidade presente no dia a dia de indústrias de diferentes segmentos e também dos consumidores de países das Américas do Sul e Norte, Europa, Ásia e Oceania. Mais um dados, as pesquisas de uma matéria-prima renovável, capaz de manter a qualidade da produção e atribuir vantagens ambientais, começaram ainda em 2007. Três anos depois, a Braskem (que é ligada ao grupo Odebrecht) fez um aporte de US$ 290 milhões para inaugurar sua fábrica de PE Verde em Triunfo, no Rio Grande do Sul. "Ali investimos em pesquisa e desenvolvimento de alternativas tecnológicas que conduzam a produtos feitos a partir de fontes renováveis e que promovam benefícios ambientais", afirma Alexandre Elias, diretor de Químicos Renováveis da Braskem. Na produção de combustíveis automotivos ou de produtos plásticos, a dependência do petróleo é um desafio a ser vencido na luta pela diminuição das emissões de gás carbônico. Este talvez seja o ponto mais positivo deste bioplástico. O Plástico Verde foi criado para tentar diminuir os impactos causados pela indústria petroquímica na produção e comercialização do plástico. Apesar de reciclável, o plástico comum é oriundo de uma fração do petróleo chamado nafta e é um recurso não renovável. A indústria brasileira Braskem foi a primeira empresa a desenvolver a tecnologia de produção de plástico com matéria-prima renovável. O álcool etílico, obtido a partir da cana de açúcar, possui as características necessárias para a produção do polietileno (PE), o Plástico Verde. A principal inovação e vantagem deste produto não está bem em suas características físicas (que são bem semelhantes às do plástico comum), mas no fato de ter origem vegetal. Como o Plástico Verde é oriundo da cana de açúcar, há a captura e fixação de CO2 na matéria-prima e, consequentemente, no produto final. Para cada tonelada de polietileno verde produzido, cerca de 2,5 toneladas de CO2 são capturadas da atmosfera. E por não ser biodegradável, o CO2 capturado permanece fixado por todo o período de vida do bioplástico. Isso, sem contar que hoje não há necessidade de grandes mudanças tecnológicas para processar o material, pois os bioplásticos possuem as mesmas propriedades técnicas e de processamento das resinas fósseis, além de serem 100% recicláveis. Isso sinaliza o fator positivo deste produto inovador. Mas há controvérsias.

 A primeira fábrica da Braskem em Triunfo (RGS)



Canaviais invadem áreas de florestas e produção de alimentos



Pesquisadores anti-canaviais defendem a biodiversidade


Controvérsias sobre este produto

Há, pelo menos, três questões que o consumidor precisa inteirar-se sobre o o assunto para uma compreensão mais extensiva sobre o produto, alerta a equipe do site Ecycle. Um deles é que a produção de cana de açúcar para este fim implica em aumento da área de plantio, os canaviais deixam sequelas ambientais e também como consequência aumenta o consumo de água, uso de fertilizantes e outros insumos, alguns deles nada favoráveis ao equilíbrio do meio ambiente. Outra questão é a competição direta com a produção do etanol combustível à base de cana de açúcar. Enquanto os automóveis ao redor de todo o mundo forem movidos a combustíveis fósseis, a demanda por petróleo para seu fim menos nobre continuará e em seu refinamento sempre sobrará a fração nafta, destinada em grande medida à produção de plásticos. Assim, paradoxalmente, o efeito do Plástico Verde não evita, necessariamente, a redução da extração de petróleo e de seu uso na produção de plástico baseado em matérias primas não renováveis, que precisam diminuir radicalmente. E por fim, cabe a reflexão quanto à utilização de áreas de cultivo para a produção de matérias primas em detrimento de seu uso na produção de alimentos. Trata-se de questão polêmica, que apresenta contrargumentação relacionada à alta eficiência produtiva da cana-de-açúcar e à baixa participação das terras cultiváveis para a produção do etanol em relação às outras culturas, podendo seu cultivo se expandir ainda sobre extensa área de pastagens degradadas, sem necessária concorrência com o plantio de alimentos. Pesquisadores nesse sentido chegam a questionar que se use outra fonte e não a cana. O que não se pode negar é que o bioplástico é um sucesso brasileiro e hoje já internacional.Com faturamento de R$ 53 bilhões, é a maior produtora mundial de biopolímeros, polietileno derivado do etanol de cana de açúcar (Plástico Verde), com capacidade de 200 mil toneladas anuais. "Com o propósito de melhorar a vida das pessoas, criando as soluções sustentáveis da química e do plástico", a Braskem refuta o argumento de seus críticos, atua em mais de 70 países, conta com cerca de 8 mil integrantes e opera 36 unidades industriais, localizadas no Brasil, EUA e Alemanha. Lidera ainda a construção de um complexo industrial petroquímico no México, em parceria com a mexicana Idesa,com um investimento avaliado em cerca de US$ 5,2 bilhões. Aqui no blog da ecologia e da cidadania Folha Verde News a gente mostrou os dois lados que envolvem o bioplástico, trata-se realmente dum produto inovador e positivo em muitos fatores, mas é também bastante válido que se pesquisem e se utilizem outras fontes além de cana para aí sim o avanço ser um completo desenvolvimento sustentável. O atual Plástico Verde, um pioneiro do que será o futuro sustentável da gente.


Fontes: www.ecycle.com.br
             www.braskem.com.br
             www.folhaverdenews.com

9 comentários:

  1. Numa outra edição, vamos dar mais alguma informação aqui nesta seção dos comentários. Você desde já pode colocar aqui a sua visão desta pauta sobre o Plástico Verde.

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  2. Uma outra opção, você pode também enviar um e-mail com a sua mensagem, informação, opinião para a redação do nosso blog navepad@netsite.com.br

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  3. Pode também enviar um e-mail diretamente para o editor deste blog (que é ligado ao movimento ecológico, científico e de cidadania) através de padinhafranca603@gmail.com

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  4. "Temos mesmo que discutir com todos os detalhes as inovações tecnológicas e quanto mais sustentáveis, melhor, também vejo no bioplástico um processo de avanço": comentário de Jerônimo Vaz, de Ribeirão Preto, que se dedica à Biotecnologia.

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  5. "Não vi ainda o Plástico Verde no mercado, claro que moro numa cidade mais ou menos pequena, mas nem em grandes shoppings de outras cidades": comentário de Vânia Alves, de Juiz de Fora (MG).

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  6. "A Braskem tem com uma de suas parceiras no exterior a Made In Space e assim os astronautas que hoje estão trabalhando na Estação Espacial Internacional estão usando nas suas operações o Plástico Verde produzido no Brasil": é em resumo a notícia da Agência Folha, veiculada em jornais de todo o país, como o Diário, em Franca (SP).

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  7. Esta mesma noticia ainda informa que a Braskem planeja usar esta experiência no espaço para buscar novas aplicações do seu produto aqui na Terra, por exemplo, em tecnologia de impressão 3D.

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  8. "Vi este lance aqui no blog e relacionei com uma notícia que ouvi no rádio por aqui na região de Campinas (SP) onde moro, que no Laboratório Nacional de Biociências, acho que na Unicamp,há uma nova parceria para a pesquisa de outras matérias primas para obtenção do polipropileno ou do bioplástico": comentário de Tadeu Ferreira, engenheiro civil. Ele nos manda informação sobre a produção de "cimento" com restos de construção.

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  9. "O mundo estará à beira duma revolução quando se livrar do petróleo e das alterações climáticas, o futuro está na pesquisa de fontes alternativas de matéria prima e energias limpas que serão capazes de criar um desenvolvimento sustentável entre a economia e a ecologia, mas para isso é urgente coibir o predomínio mundial de toda a indústria petrolífera. É nesse universo de coisas que vejoo bioplástico": comentário de Valdir Batista de Morais, de São Paulo (SP), TI.

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