terça-feira, 20 de dezembro de 2016

0,36% DA POPULAÇÃO TÊM PATRIMÔNIO QUE CHEGA A 45% DO PIB DO PAÍS E ISSO MOSTRA O MAPA ATUAL DA DESIGUALDADE POR AQUI


As 700 mil pessoas mais ricas do Brasil chegam a pagar até menos impostos do que assalariados: confira o levantamento de várias entidades sobre a desigualdade que chega a ser monstruosa no país hoje em dia 


 



Uma reportagem de Evilásio Salvador ganhou destaque nos sites Outras Palavras e Envolverde relatando o sistema tributário brasileiro, um dos mais injustos do planeta, a matéria mostra dados sobre uma das mais altas desigualdades no mundo, sendo também um dos maiores desequilíbrios socioeconômicos entre todos os países na atualidade. Até mesmo os mais ricos da pópulação pagam proporcionalmente menos impostos do que os mais pobres, criando uma das maiores concentrações de renda e patrimônio da Terra. Toda essa relação direta entre tributação injusta,  desigualdade, concentração de renda e patrimônio é investigada no estudo Perfil da Desigualdade e da Injustiça Triburária, produzido pelo Inesc, que é o Instituto de Estudos Socioeconômicos, tendo sido feito com o apoio da Oxfam Brasil, Christian Aid e Pão Para o Mundo: "Tive o privilégio de conduzir a pesquisa e redigir sua versão final", conta Evilásio Salvador.  Foram considerados os quesitos de sexo, rendimentos em salário mínimo e unidades da Federação. O texto busca identificar o efeito concentrador de renda e riqueza, a partir das informações sobre os rendimentos e de bens e direitos informados à Receita Federal pelos declarantes de Imposto de Renda recentemente, no período de 2008 a 2014. Os dados da Receita Federal analisados para o estudo revelam uma casta de privilegiados no país, com elevados rendimentos e riquezas que não são tributados adequadamente e, muitas vezes, sequer sofrem qualquer incidência de Imposto de Renda (IR). Por exemplo: do total de R$ 5,8 trilhões de patrimônio informados ao Fisco em 2013 (não se considera aqui a sonegação), 41,56% pertenciam a apenas 726.725 pessoas, com rendimentos acima de 40 salários mínimos. Isto é, 0,36% da população brasileira detém um patrimônio equivalente a 45,54% do total. Considera-se, ainda, que essa concentração de renda e patrimônio está praticamente em cinco estados da federação: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraná, agravando ainda mais as desigualdades regionais do país. "Este fato mostra a necessidade urgente de mudanças na estrutura social do Brasil para que existe ética e cidadania, ideais da população agora mas que diante desta realidade mostram ser utopias", comenta por aqui o repórter e ecologista Antônio de Pádua Silva Padinha, editor de conteúdo deste blog que resume na seção de comentários mais dados e informações sobre a violência desta situação, um mapa da injustiça que abala a Nação. Confira que é um fator de prioridade para mudar e avançar o Brasil. Enfim, não são apenas os desequilíbrios socioambientais, também os econômicos, que travam a criação do futuro brasileiro.

O Jardim Acapulco no Guarujá um dos points onde se paga poucos impostos




Fontes: Inesc - Oxfam - Cristian Aid - Pão Para O Mundo
             Outras Palavras - Envolverde
             www.folhaverdenews.com

8 comentários:

  1. O nosso movimento cultural tem consciência que se não mudar a estrutura econômica no Brasil, não conseguiremos defender com êxito a ecologia. Este mapa monstro da desigualdade no país sinaliza também este fato. Mais um fator de mudança urgente para um desenvolvimento sustentável por aqui.

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  2. Os sites Outras Palavras e Envolverde detalham um sistema tributário injusto que amplia — ao invés de amenizar — esta desigualdade. Um dos fatos mais graves é que a tributação sobre a renda no Brasil não alcança todos os rendimentos tributáveis de pessoas físicas. A legislação atual não submete à tabela progressiva do IR os rendimentos de capital e de outras rendas da economia. Elas são tributadas com alíquotas inferiores à do Imposto de Renda incidente sobre a renda do trabalho. Não existe Imposto de Renda Retido na Fonte sobre os lucros e dividendos.

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  3. Um dispositivo legal (mas excêntrico) — o dos “juros sobre capital próprio” — permite uma redução da base tributária do IR e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido. Esses rendimentos são tributados a 15% de forma exclusiva, não necessitando o beneficiário fazer qualquer ajuste na Declaração Anual do IR. A consequência chega a ser bizarra: os 71.440 declarantes hiper-ricos, que tinham renda acima de 160 salários-mínimos em 2013, praticamente não possuíam rendimentos tributáveis, pois 65,80% de sua renda tinha origem em rendimentos isentos e não tributáveis.





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  4. O estudo enfocado hoje em nosso blog feito por estas respeitadas entidades aponta ainda que os contribuintes com rendas acima de 40 salários mínimos representam apenas 2,74% dos declarantes de IR, mas se apropriaram de 30,37% do montante dos rendimentos informados à Receita Federal em 2013. Além disso, dos R$ 623,17 bilhões de rendimentos isentos de Imposto de Renda em 2013, R$ 287,29 bilhões eram de lucros e dividendos recebidos pelos acionistas. Se submetidos à alíquota máxima da atual tabela progressiva do Imposto de Renda (27,5%), esses recursos gerariam uma arrecadação tributária extra de R$ 79 bilhões ao Brasil.

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  5. Caso você queira obter mais detalhes, saiba quye as informações tornadas públicas pela Receita Federal, a partir da disponibilização da base de dados “Grandes Números das Declarações do Imposto de Renda das Pessoas Físicas”, contribuem para uma maior transparência sobre a questão tributária no país, que há tempos ocupa lugar na agenda pública das propostas de reformas. Os dados ampliaram um novo olhar sobre a desigualdade social no Brasil e reforçam ainda mais a injustiça tributária no país. No site www.envolverde.com.br você pode acessar na íntegra este estudo.

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  6. Depois mais tarde, aqui nesta seção, você pode colocar o seu comentário ou se preferir, envie a sua mensagem para o e-mail do nosso blog de cidadania e ecologia navepad@netsite.com.br e/ou direto pro e-mail do nosso editor de conteúdo deste blog padinhafranca603@gmail.com

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  7. "Estas informações precisam ser usadas para motivar o movimento de cidadania a se manifestar por uma nova estrutura tributária no Brasil, sem o que outras lutas ficam sem efeito": comentário de João César Pereira, do Rio de Janeiro, agente de turismo.

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  8. "Este é um retrato da raiz dos problemas do Brasil e sem resolver isso, nada avançará nesse país, nem a ecologia, nem a cidadania e muito menos uma gestão sustentável de desenvolvimento": quem comenta é Maria Luíza Amaral, de Campinas (SP), ambientalista e formada em Engenharia pela Unesp.

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