segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

2016 SERÁ LEMBRADO COMO UM ANO DEVASTADOR E ECOLOGISTAS QUEREM UM 2017 SUSTENTÁVEL E MAIS FELIZ

Poluição, CO2, indústria petrolífera, violência, corrupção, ecologia perdida na vida da gente são marcos negativos da atualidade: há avanços mas num rítmo ainda devagar diante do processo de devastação no país e também no planeta inteiro ameaçado de não ter futuro

A gente aqui no blog hoje homenageia a luta desta revista


Por aqui no ex-pa[is da natureza, aumentou a lista vermelha das espécies ameaçadas de extinção no mundo verde. E em todo lugar do mundo, só para citar alguns números, foram mortos violentamente 145 mil elefantes e 1500 rinocerontes, ursos brancos, morsas, girafas estão virando apenas retratos da natureza em extinção. Segundo avaliação do movimento ecológico, científico e de cidadania nacional e internacional muito precisa ser mudado na realidade que anda insustentável, com pontos de muito desequilíbrio socioambiental e econômico também. Pela avaliação das revista ambientalista Eco21, 2016 foi cheio de surpresas. No caso do Brasil, casos de Dilma, Cunha, LavaJato com vários partidos e políticos envolvidos até às tampas, dúvidas sobre se o pastor Crivella no Rio ou o empresário João Dória em São Paulo conseguirão dar uma virada na situação e estimular uma mudança geral no país. Muitas dúvidas, na verdade, controvérsias e ceticismo em relação também ao Governo Temer e o medíocre Congresso Nacional. Em termos mundiais, os repórteres ambientais Lúcia Chayb e René Capriles no seu editorial que divulgamos em alguns trechos por aqui no blog Folha Verde News falam da questão da saída do Reino Unido da UE, tragédia Trump, da grande desgraça dos polinizadores, as abelhas e outros insetos benéficos para a vida desaparecendo por causa dos agrotóxicos utilizados em grande escala pelo agronegócio, aqui, nos Estados Unidos, na Europa, na China, em todo o planeta, com um câncer da vida na atualidade. O desmatamento das florestas no Brasil e na Indonésia atingiu níveis nunca vistos, algo devastador para a condição de vida das florestas e da prespectiva de implantação dum desenvolvimento sustentável, capaz de recuperar o equilíbrio ecológico e de avançar a economia também. Diante desse panorama, os ambientalistas reagem, lutam nas Conferências da ONU sobre o clima, a desertificação, a biodiversidade e os recursos hídricos e denunciam os atropelos dos megas interesses econômicos, o processo de destruição cresce mais rapidamente que a reconstrução essencial da ecologia perdida aqui no país e em toda a Terra. 

 
Confira um trecho do editorial da revista Eco21 sobre a virada 2016/2017

 
 O desmatamento monstro no Brasil exemplifica a crise socioambiental do planeta




"E o Papa Francisco entrou no coro das vozes que protestam. No mês passado, na Pontifícia Academia das Ciências, perante 60 cientistas de todo o mundo afirmou que “a comunidade científica que demonstrou a crise do nosso planeta, hoje está convocada para constituir uma liderança que indique soluções sobre a água, as energias renováveis e a segurança alimentar. É indispensável criar um sistema normativo que inclua limites invioláveis e garanta a proteção dos ecossistemas antes que se produzam danos irreversíveis não só ao meio ambiente, mas também à convivência, à justiça e à liberdade”. Felizmente, o homem, que como disse Fidel Castro na RIO-92 é uma espécie a caminho da extinção, reage. Líderes, como Obama, conseguiram preservar imensas áreas marinhas (no Pacífico) e terrestres (no Alasca e Norte dos EUA) reegiões que (por enquanto) ficaram livres da sobrexploração da pesca e das empresas dos combustíveis fósseis. Se não foi possível acabar com a caça das baleias, pelo menos houve a sensatez de preservar o Mar de Ross, na Antártida. Que tempos são esses em que se destrói o Cerrado para plantar soja irrigada com glifosato?! Ou se acaba com florestas na Anazônia para ampliar pastagem para o gado?! O Cerrado, que guarda a cura de inúmeras doenças e armazena as águas do Brasil, virará em poucos anos um deserto sem vida pior do que o Saara, o qual, paradoxalmente, mantém latentes vidas únicas nesse ecossistema tão hostil. Mas, não é só a destruição da natureza que nos espanta. A tragédia de Alepo vai além da imaginação. Kosovo foi quase um treinamento. Treblinka foi o ensaio geral. Quando explodiu a bomba atômica em Hiroshima, a apoteose da destruição, como escreveu Albert Camus, “a guerra, calamidade que se tornou definitiva somente por causa da inteligência humana, não dependerá mais dos apetites ou das doutrinas de tal ou qual estado. Em face às terrificantes perspectivas que se abrem perante a humanidade, nós percebemos mais ainda que a paz é o único combate que vale a pena ser livrado. É uma perspectiva aberta pela eleição de Trump, mas ela se contrapõe às palavras do Papa Francisco que nos lembra: “a submissão da política à tecnologia e às finanças que buscam a ganância, se revela pelo atraso na aplicação de acordos mundiais sobre o ambiente, além das contínuas guerras de predomínio que, mascaradas por nobres reivindicações, causam danos cada vez mais graves ao ambiente e à riqueza moral de todos os povos". Os Jogos Olímpicos foram um sucesso relativo no Brasil mas 2016 também foi um ano devastador entre os esportistas pelo desastre do time Chapecoense. A morte de todos esses jovens deslanchou uma corrente universal de solidariedade jamais vista. O mundo inteiro foi Chapecoense e nós também somos Chape", escrevem Lúcia Chayb e Renê Capriles na emoção deste momentos de agora, para resumir o editorial da Eco21, revista que já tem 27 anos de lutas e com certeza está participando diretamente da criação do futuro, na emoção pura da vida que sobrevive, por enquanto. Vamos à luta juntos, com energia e paz. 


Há avanços mas ainda lentos diante de todo processo de desequilíbrios


Fontes: www.envolverde.com.br
             www.folhaverdenews.com

7 comentários:

  1. Logo mais, mais tarde, estaremos postando aqui nesta seção de comentários outras informações e detalhes desta situação tão bem enfocada no editorial de fim de ano na revista Eco21. Fim de ano, fim de feira.

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  2. Foi uma tragédia para acabar 2106. O mundo inteiro chorou a morte de 71 pessoas e em especial dos jogadores de um time do interior de Santa Catarina, na contramão do futebol business. Todo mundo foi Chapecoense e nós também somos Chape até morrer. Até sermos vítimasd duma próxima tragédia. Socioambiental...isso, se tudo continuar como está, urgentes mudanças e avanços na realidade do Brasil e a Terra.

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  3. Você pode colocar aqui nesta seção de comentários a sua mensagem ou oinião. Se preferir, pode enviar um e-mail com o seu conteúdo para a redação do nosso blog de ecologia e cidadania navepad@netsite.com.br

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  4. Outra opção é você enviar o seu e-mail direto pro nosso editor de conteúdo aqui deste blog indo à luta com movimento ecológico, científico e de cidadania: padinhafranca603@gmail.com

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  5. "Acordei do sonhoi do Natal e vi este editorial da Eco21 e deste blog, muito bom este balanço": quem comenta é Júlia Pires, de São Paulo, engenheira florestal pela Unesp.

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  6. "Os avanços nos últimos 10 anos têm sido bem mais lentos que o processo de destruição do equilíbrio da nossa natureza": comentário de Reginaldo Sousa Ferreira, de Belo Horizonte (MG) que se formou em Jornalismo na PUC.

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  7. "Ecologistas denunciam, cientistas conseguem um avanço ou outro mas falta aos governantes uma gestão ambiental sustentável no país, nos estados e nas cidades, corrigir isso deveria ser a prioridade de 2017": comentário de José Pedro Diniz, de São João da Boa Vista (SP) hoje morando e trabalhando em Curitiba (Paraná) numa equipe de administração rural.

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