terça-feira, 6 de dezembro de 2016

COM ESTE NOVO CASO DE INVIABILIDADE ECONÔMICA E AMBIENTAL PRECISA AVANÇAR A IMPLANTAÇÃO NO PAÍS DE USINAS SOLARES E EÓLICAS


Ouvindo especialistas, a população e o bom senso o Ibama indefere licença ambiental da Usina de Tijuco Alto no Vale do Ribeira entre São Paulo e Paraná: a natureza e o futuro do interior agradecem


Pelo menos por enquanto o Tijuco Alto está livre




O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) indeferiu a licença prévia ambiental para a construção da Usina Hidrelétrica de Tijuco Alto, no Vale do Ribeira, na divisa entre os estados de São Paulo e do Paraná, devido este empreendimento ter inviabilidade ambiental e enfrentar a crítica de toda uma região. Este indeferimento também mostra mais uma vez a urgência de se implantar o desenvolvimento sustentável no Brasil, já se optando de vez por energias limpas como a Solar e a Eólica, ao invés de grandes hidrelétricas que são cada vez mais inviáveis ecologicamente e economicamente: é a hora de mudar a estrutura energética brasileira. Camila Boehm faz hoje no site da Agência Brasil um relato com todos os detalhes do caso Tijuco Alto, que uniu ecologistas, cientistas e população, foram 28 anos de luta das comunidades locais, também quilombolas e pequenos agricultores contra a construção da usina hidrelétrica. A usina se mostrou inviável para o Ibama, o processo de licenciamento ambiental tramitava há mais de dez anos, com início em janeiro de 2004. Os dados do Estudo de Impacto Ambiental são datados de 2005. Desde 2007 houve audiências públicas nos municípios de Cerro Azul (PR), Adrianópolis (PR), Ribeira (SP), Registro (SP) e Eldorado (SP), que sofreriam impactos socioambientais negativos causados pela obra. As audiências tiveram grande participação da sociedade  além de fortes manifestações contrárias ao empreendimento expressadas por especialistas em energia, como por exemplo, de Ivy Wiens, do Programa Vale do Ribeira do Instituto Socioambiental (ISA) sobre a importância da resistência local e também sobre o valor de novas soluções energéticas mais econômicas e mais ecológicas, numa palavra, sustentáveis, gerando mais desenvolvimento para o interior paulista, paranaense e do interior brasileiro, sofrendo com apagões e deficit de energia elétrica. Segundo o despacho da Coordenação-Geral de Infraestrutura de Energia Elétrica (CGENE), os dados mostram que "a relação da área inundada com a energia firme (máxima produção em período crítico), demonstram que o projeto é ineficiente quando comparado a outros da mesma ordem de grandeza de área inundada”. O Ibama constatou também que o trecho a ser inundado estava “em franco processo de regeneração vegetal”. Tudo isso influenciou na decisão, o projeto já demonstrava ser “inviável ambientalmente há tempos". A proposta de construção da UHE Tijuco Alto iria abranger e danificar o trecho superior do Rio Ribeira de Iguape. As cidades afetadas diretamente com a inundação seriam Adrianópolis (PR), Cerro Azul (PR) e Ribeira (SP). A licença havia sido solicitada pela Companhia Brasileira de Alumínio (CBA), que havia conseguido concessão para produção de energia elétrica de uso exclusivo, por meio do Decreto Federal nº 96.746, de 21 de setembro de 1988, com prazo de vigência expirando em 2018. Felizmente para a última ecologia regional, em recuperação, e para o futuro dos recursos naturais desta região do interior do país, a licença ambiental está descartada e novas soluções energéticas devem ser procuradas a partir de agora. 


Ibama ouviu o interesse do povo e dos especialistas neste caso

População regional, ecologistas e cientistas se mobilizaram todos juntos contra a UHE Tijuco Alto

Solução tipo placas solares flutuantes sobre represas e lagos é uma saída...


Fontes: Agência Brasil
             www.folhaverdenews.com

9 comentários:

  1. Pelo menos desta vez o Ibam tomou a decisão mais correta ecológica e economicamente, contrariando alguns interesses poderosos que vinham articulando a UHE Tijuco Alto há alguns anos.

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  2. Além da inviabilidade do empreendimento, observada por especialistas e pesquisadores, houve todo um movimento de cidadania contrário a esta usina no Vale do Ribeira.

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  3. É também o caso da Fundação Cultural Palmares que foi à luta em todos estes anos. Um dos momentos emblemáticos da luta foi a mobilização da Fundação Cultural Palmares, que é o órgão consultado no caso de empreendimentos que afetem as comunidades quilombolas, que tinha emitido parecer que não se opunha à liberação da licença prévia. Assim que as organizações do Vale do Ribeira souberam do parecer, pediram então uma audiência específica com a entidade, que ocorreu em Adrianópolis com as comunidades. E aí, a Fundação reviu o seu parecer equivocado.

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  4. “A boa decisão ocorreu porque esta Fundação não estava simplesmente em um gabinete despachando, mas conhecendo a realidade, conversando com as comunidades e então se viu que, de fato, haveria um impacto socioambiental”, comentou Ivy Wiens, do Programa Vale do Ribeira do Instituto Socioambiental (ISA) avaliando esta posição como um resultado positivo da articulação e da pressão da sociedade.

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  5. O documento de suspensão foi assinado pela presidente do Ibama, Suely Araújo e pela diretora de Licenciamento Ambiental, Rose Mirian Hofmann, considerando que “a ponderação dos efeitos benéficos e adversos do empreendimento mostra evidente desequilíbrio na distribuição de ônus e benefícios, em virtude da perspectiva de alto impacto ambiental, em área inserida integralmente no bioma Mata Atlântica, para geração ineficiente de energia elétrica que iria abastecer e beneficiar mais é o complexo metalúrgico da Companhia Brasileira de Alumínio(CBA)”.

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  6. “A primeira hidrelétrica a ser construída seria Tijuco Alto, um empreendimento do Grupo Votorantim. Planejada para gerar 155 MW [megawatts] de energia, ela atenderia exclusivamente aos interesses da Companhia Brasileira de Alumínio, empresa desse grupo empresarial que detém um complexo metalúrgico localizado no município paulista de Mairinque”, comentou Pedro Igor, jovem estudante de engenharia na Unicamp que participou do movimento agora vitorioso.

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  8. Outra opção é enviar sua msm e contatar o editor de conteúdo do blog padinhafranca603@gmail.com

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  9. "Ufa, finalmente uma vitória dos cientistas e dos ecologistas nesse país": comentário de Roseli de Almeida Passos, parabenizando o Vale do Ribeira por este movimento vitorioso, ela que é professora de Geografia na região de Vitória (ES).

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