sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

EXISTE POSSIBILIDADE DE TEMPORAIS E ATÉ DE ALAGAMENTOS NESTES DIAS POR AQUI E EM TODO O SUDESTE DO BRASIL

Sites e satélites ou institutos de meteorologia estão alertando a população: nuvens carregadas criam a expectativa de chuvas em forma de pancadas com raios e trovões ou relâmpagos em estados como São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo também no Mato Grosso e Paraná tanto nas capitais como pelo interior do país



Só no Nordeste ainda não chove, nesta sexta-feira faz bastante calor mas sem chuva nos estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e no sul da Bahia,  por causa da influência do ar seco a umidade fica baixa no interior cearense, de Aracaju, Paraíba e Alagoas. Mas a população de todos os estados da região Sudeste do Brasil deve ficar atenta às condições meteorológicas nesta sexta-feira e também no fim de semana e até por volta do dia 17 de dezembro, como nos informa aqui no blog da ecologia Folha Verde News também por vídeo Josélia Pegorim, do Climatempo. É alto o risco de temporais, incluindo já neste fim de semana as regiões metropolitanas das quatro capitais São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Vitória. Nesta sexta-feira, as pancadas de chuva com raios e rajadas de vento ocorrem em geral à tarde e à noite, quando é alto o risco de chuva e de ventos com forte intensidade. Algumas rajadas de vento podem alcançar velocidades entre 70km/h e 80km/h ou até mais em áreas localizadas e isto pode ocorrer em qualquer lugar do Sudeste. O alerta para temporais vale para todas as áreas, de todos os estados de toda esta região. A maior chance de alguma chuva já pela manhã é na divisa de São Paulo com o Paraná e com o Mato Grosso do Sul, no noroeste de Minas Gerais e no norte do Espírito Santo. O ar está e vai continuar muito úmido e quente sobre o Sudeste em geral e as grandes nuvens que podem provocar os temporais se formam facilmente nos próximos dias. Nas poucas cidades onde funciona de fato a Defesa Civil já estão sendo tomadas medidas de prevenção, não é caso daqui...



BH é uma das capitais com chance de temporal 

Temporais são esperados para esta sexta-feira e também durante o fim de semana podem ser semelhantes e até mais intensos do que os que foram na tarde e no começo da noite da quinta-feira, 8 de dezembro, com dia e noite chuvosos e ocorrências como queda de árvores, de barreiras ou barrancos e até pontes em algumas áreas rurais. Verdadeiras tempestades ocorrem em vários locais do Rio de Janeiro, de Minas Gerais e de São Paulo. Em Taubaté (SP), segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) choveu cerca de 40 mm em apenas 2 horas e o aeroporto local registrou uma rajada de vento com 79 km/h. Em Rio Claro (RJ) foram 42 mm em 2 horas. Na região de Águas Vermelhas (MG) e Teresópolis/Parque Nacional (RJ), o mesmo instituto registrou cerca de 30 mm em 2 horas de chuva. Em Caldas (MG), esta quantidade de chuva caiu em apenas 1 hora. Em Conchal (SP), o Cemaden registrou cerca de 70 mm num período de aproximadamente 1 hora e meia de chuva, através de pancadas fortes. Em todos os exemplos, a quantidade de chuva foi bastante elevada para um curto período de tempo, com potencial para causar consideráveis alagamentos repentinos nos centros urbanos. Para Vitória (ES) são esperadas intensas descargas elétricas, assim como nas outras capitais do Sudeste. 

 


Descargas elétricas intensas registradas em Vitória

o se pode descartar a chance de novos transbordamentos de córregos e de rios e de deslizamentos de terra como já ocorreu recentemente nos meios urbanos e rurais destas regiões. Choveu muito por todo o Sudeste no mês passado e agora o nível dos rios e dos córregos já está elevado. Não é preciso mais chover três dias sem parar, como no feriado prolongado de 15 de novembro, para que ocorram enchentes e deslizamentos de terra. Desde aquela chuvarada, o tempo não ficou seco por muitos dias. As pancadas de chuva continuaram e os solos estão com bastante umidade, o que facilita o escorregamento. Além disso, nesta situação, os solos já não conseguem absorver muita água. Assim, com a chuva já não precisa ser tão volumosa e prolongada para causar as enchentes e deslizamento. Os efeitos desastrosos podem surgir até com chuvas moderadas.E assim as atividades de trabalho ou de lazer ao ar livre, como os jogos de futebol do Brasileirão neste final de semana, ficam complicadas e até perigosas conforme cada caso. 


Salétile Goes captado pela Climatempo agora

Daqui até o fim desta primeira quinzena de dezembro, três frentes frias vão passar pela costa da região Sudeste. A primeira avança até o litoral do Rio de Janeiro ainda nesta sexta-feira e depois se afasta em alto-mar, sem chegar ao litoral capixaba. A segunda vai avançar rapidamente neste sábado, 10, pela costa da região Sul e no domingo passa por São Paulo chegando ao litoral do Rio de Janeiro até a noite. Esta frente avança para o litoral capixaba na segunda-feira, dia 12. Estas duas frentes frias são fracas, não trazem nenhum ar polar potente para causar grande queda da temperatura no Sudeste. A sexta feira e o fim de semana serão abafados em todos os estados desta região. Mas a primeira quinzena de dezembro poderá terminar mais fresca para os padrões de dezembro, por causa da terceira frente fria que chegará ao litoral do Rio de Janeiro no dia 14 ou 15 de dezembro e depois avança para o Espírito Santo. Mapas mostram chuva para a região Sudeste pelo menos até o dia 13 de dezembro. As estimativas dos meteorologistas são de volumes de 100 mm ou mais acumulados no período de 5 dias. Tem um lado bem positivo nesta situação do tempo (que envolve alguns riscos): a chance de seca em 2017 diminuiu.


Fontes: www.climatempo.com.br
             www.terra.com.br
             www.folhaverdenews.com 

8 comentários:

  1. Nesta sexta-feira e nos próximos dias, porém, n~em sinal de chuva no Nordeste do Brasil onde faz bastante calor e não chove nos estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e no sul da Bahia. Por causa da influência do ar seco a umidade fica baixa no interior cearense, de Aracaju, Paraíba e Alagoas.

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  2. "A chuva que está por aqui em todo o Sudeste bem que poderia chegar ao Nordeste, onde elas são esperadas somente pela final de janeiro ou para fevereiro, a população sofre com a seca": quem comenta é Rafael Pereira, que é de Alagoas e atua como representante comercial na Grande São Paulo.

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  5. "Cada vez mais as cidades, de todas as regiões, tanto as chuvosas como as secas, precisam urgente ter uma série de medidas preventivas, mas não vejo na maioria das cidades uma Defesa Civil que seja realmente técnica e eficiente, não há na verdade Secretarias de Meio Ambiente mas apenas departamentos sem verbas, como é o caso aqui da minha cidade": comentário de Lourdes Corrêa Alves, de Franca (SP), empresária no setor de máquinas e metalurgia.

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  6. "A informação do blog sobre o risco de temporais e alagamentos está completa, com pesquisa em vários sites e institutos de meteorologia, mas o que acho de melhor nesta página é o espírito crítico, realmente, onde no país tem alguma Defesa Civil prevenindo desgraças?": comentário de Joelmir Alves Ferreira, de Uberlândia (MG). a quem agradecemos os elogios. Ele se dedica ao mercado de laticínios e produtos agrícolas.

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  7. "Nas TVs nos boletins de meteorologia não falam em riscos de temporais mas só em pancadas isoladas de chuva, com muita abertura de sol: estão mais é preocupados com o sol, com o lazer no fim de semana e nas férias, não com a informação": comentário de Helena Soares, de Campinas (SP), que estudou Geografia na Unesp de Araraquara e pretende fazer Mestrado sobre ambiente e clima.

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  8. "Vi no Facebook um comentário sobre esta matéria, também acho que existe uma diferença entre curtir ou consumir o sol e a natureza: curtir é bem legal mas o consumismo do lazer, a exibição de poder, tudo isso é ruim demais. Isso e mais imprudência das autoridades, realmente não existe uma Defesa Civil que funcione para prevenir problemas, como temporais e alagamentos, se vierem, a população é que se prejudicará mais uma vez": comentário de Izabel Morais Oliveira, do Rio de Janeiro (RJ), agente de turismo.

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