quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

JOVENS SÃO AS MAIORES VÍTIMAS DA VIOLÊNCIA DO TRANSITO SEGUNDO PESQUISA DE EMPRESA DE SEGUROS





Motoristas entre 18 e 25 anos continuam sendo aqueles que mais se envolvem em acidentes graves mais ainda quando ele ocorrem de madrugada: em um ano foram quase 154 mil desastres graves em todo o Brasil mostrando a violência dos carros

 

 

 


Uma das faces da violência da realidade hoje

Marjorie Cohn está nos informando em matéria do site de assuntos socioambientais EcoDebate que um estudo realizado pela Liberty Seguros revela que, quando comparados com condutores de outras faixas etárias, os motoristas de 18 a 25 anos foram responsáveis ou as vítimas pela maior parte dos acidentes com indenização integral no período da madrugada. Foram avaliados 153.673 desastres em todo o país, entre os meses de agosto de 2015 e julho de 2016. O tipo de indenização recebida pelos clientes desta seguradora é um dos indicadores avaliados pelo levantamento: considerando o total de sinistros abertos relacionados a acidentes no período, 91,3% resultaram em indenização parcial e 8,7% em indenização integral. Dos acidentes ocorridos no período da madrugada 29% foram classificados como indenização integral e, comparativamente aos outros períodos, este é horário que concentra os acidentes mais graves. No período da manhã os acidentes classificados como indenização integral representam 8%, à tarde, 7% e à noite, 10% das ocorrências. A madrugada, o período de maior perigo, é a campeã de desastres fatais com jovens. Os jovens de 18 a 25 anos se envolveram em 10.967 dos acidentes avaliados. Nesta faixa etária, 37% dos acidentes acontecidos durante a madrugada foram registrados como indenização integral. Casos envolvendo jovens de 18 a 25 anos estão 8% acima da média geral de acidentes. Ainda nesta faixa etária, a maioria dos acidentes (33%) aconteceu no período da tarde, seguidos pela noite (31%), manhã (25%) e madrugada (11%). Do total de acidentes envolvendo jovens, 16% resultaram em indenização integral. O levantamento também mostra que os motoristas de 26 a 35 anos se envolveram em 23.310 acidentes (14,6% do total), sendo que a maior parte dos acidentes deste pessoal (35%) aconteceu no período da tarde. Já os  motoristas com idade superior a 55 anos surpreendem, são aqueles que menos se envolvem em acidentes que resultam em indenização integral e apenas 9% das ocorrências com esses clientes são consideradas graves. O levantamento da Liberty Seguros também traz uma análise das ocorrências em cada região do Brasil. Dos 153.673 casos, 59.853 (39%) aconteceram no Sul, sendo que 8% resultaram em indenização integral. No Sudeste, foram 57.332 (37%), com 10% de indenizações totais. Na região Norte, dos 3.445 casos registrados, 9% resultaram em indenizações totais. No Nordeste foram registrados 20.234 casos (13%), com 8% de indenizações totais. Já no Centro-Oeste, dos 12.809 (8% do total geral) sinistros abertos, sendo que 8% resultaram em indenização total. Em resumo, no Brasil todo, num período de um ano, quase 154 mil acidentes de gravidade, o que sinaliza que a civilização do carro faz tantas vítimas como uma guerra em nosso país.


Carros fazem parte da cultura de consumo (e da violência)

O bafômetro é uma tentativa de baixar o índice de acidentes



Fontes: www.ecodebate.com.br
              www.folhaverdenews.com 

7 comentários:

  1. Mais tarde aqui, edição de comentários com mais informações nessa pauta e também mensagens e opiniões, aguarde e confira depois.

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  2. "Não são os carros que são violentos mas as pessoas. A realidade tem muita violência em todos os setores, no trânsito também. Então eu vejo que é preciso mudar a realidade e as pessoas": comentário de Humberto Santos, 22 anos, vítima de acidente em que virou tetraplégico e trabalho com Intenet em Campinas (SP).

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  3. Catarina Nanini, especialista em trânsito da GM, comenta que "o problema é que muitos motoristas tem vícios no dirigir, por exemplo, muitos não usam o cinto de segurança, ao realizarem uma manobra eles não sinalizam com a seta com antecedência. Outro problema também é aquele pessoal que vai passando no vermelho, que vai passando devagar e vai avançando. São falhas que podem resultar em mortes e não apenas de jovens".

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  4. Segundo pesquisa da PM em acidentes de trânsito a maioria deles reflete uma situação de embriaguez, uma vez que a maioria das pessoas que acabam morrendo em acidentes tem algum envolvimento com o álcool.

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  5. "A sociedade de consumo incentiva a paixão pelos carros que são um equipamento perigoso, para ser usado com calma e moderação, hoje em dia, poucos têm estas qualidades em meio à loucura do dia a dia": comentário de Rafaela Morais, de São Paulo (SP), estudante de Psicologia da PUC.

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  7. "São números de uma guerra civil a quantidade de vítimas fatais da violência do trânsito, precisa mudar o tráfego mas também toda a cultura dos carros e do consumismo, necessário também é um combustível que polua menos e custe menos, enfim, é toda uma estrutura a ser modificada": quem comenta é Henrique Mendes, engenheiro formado pela USP e especializado em trânsito: "Falta além do mais uma gestão mais inteligente no setor".

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