domingo, 4 de dezembro de 2016

MERGULHADORA E ECOTURISTA FAZ CRÍTICAS A DETALHES NADA ECOLÓGICOS EM FERNANDO DE NORONHA MAPEADO ATÉ DEBAIXO D'ÁGUA PELO GOOGLE



Google iniciou o seu mapeamento subaquático dos oceanos em Fernando de Noronha que é um tesouro marinho do país e do planeta: ecologista mergulhadora alerta sobre agressões que já começaram à natureza da ilha

Além de usar bugues, mochileiros e barcos para fotografar as ilhas, a megaempresa da web contratou uma equipe de mergulhadores para registrar a vida submarina da Ilha Fernando de Noronha e é desta forma quer o Google Maps em breve vai abranger, além das ruas e pontos da superfície de todo os lugares da Terra, também, o fundo do mar: a gigante norteamericana já está fazendo o mapeamento subaquático dos oceanos e no Brasil a primeira parada do projeto foi o arquipélago de Fernando de Noronha, um point de ecoturismo nacional e internacional.  Aqui neste mesmo post do nosso blog de ecologia e de cidadania Folha Verde News você pode conferir também um resumo das observações que foram feitas pela mergulhadora e ecoturista Adriana Castro, que frequenta este lugar desde criança e está divulgando suas críticas a agressões contra a ecologia de Fernando de Noronha no site O Eco: "Em terra, na parte mais urbanizada daqui já há bastante lixo sem coleta e bueiros abertos, não há gestão adequada de descarte e, muito menos, coleta seletiva. No mar, de azul intenso e visibilidade que atingiu os cinquenta metros em um dos pontos tradicionais de mergulho, é notório que a vida marinha diminuiu drasticamente", comentou criticamente Adriana Castro sobre a condição ambiental da ilha que é um Patrimônio Mundial Natural da Unesco, mas não está recebendo a proteção que deveria  por parte das autoridades governamentais brasileiras.  

O Google Maps oceânico no Brasil começou por Fernando de Noronha


Mergulhadora e ecologista adverte sobre agressões na ilha


O projeto maior do Google Maps é de fazer um mapeamento de todo o mundo e o arquipélago Fernando de Noronha foi o ponto de partida, tanto para fazer o Street View (mapeamento das ruas, que tem sido realizado em todas as cidades, inclusive há anos por aqui no interior do país), como agora com a primeira coleta das imagens subaquáticas. Tomás Czamanski Nora é o responsável técnico pelo projeto na América Latina e foi recentemente entrevistado pelo site internacional BBC. Nessa primeira parte do projeto, foram mapeados 50 km a pé e 6 km embaixo d’água, ao longo de 12 dias, em outubro, tanto em Fernando de Noronha  como no Atol das Rocas (reserva ecológica próxima). Para a coleta, os técnicos do Google usaram uma mochila especial com uma enorme bola na ponta onde ficam 15 câmeras fotográficas que captam imagens em 360º. Antenas de GPS fazem a geolocalização de forma a vincular cada imagem a um ponto geográfico específico e com isso, cada vez que o bonequinho do Street View for acionado pelo usuário, mostrará exatamente aquele ponto do oceano no momento da captura das imagens, o que inclui as vistas de Corais, Golfinhos e Tubarões. Segundo a empresa, as imagens já começam a ficar disponíveis para os usuários deste sistema, aliás, desde 2015, ele vem sendo aiconado aos poucos e cada vez mais pelos internautas. O projeto de mapeamento oceânico já ocorreu também em reservas ambientais subaquáticas da Flórida (EUA) e da Austrália.

O Google Maps já presta serviço com imagens submarinas do país e do planeta


Observações constrangedoras de uma mergulhadora em Fernando de Noronha 


"Fazia 19 anos que eu não ia a Fernando de Noronha. Olhando a ilha na aterrissagem, semana passada, concluí que continua sendo uma das aproximações mais bonitas que já vivi. A ilha, Patrimônio Mundial Natural da UNESCO, é majestosa. Não deve nada aos melhores destino do planeta mas já há dificuldades socioambientais em sua realidade, não posso ficar calada quanto a isso", comentou Adriana Castro. 



Já há um declínio das espécies subaquáticas por falta de gestão








Ela ao ir embora da ilha disse que a ilha continua com o seu encanto mas agora já perigosamente misturado com preocupação, ela critica erros de gestão e incoerência de um destino tido oficialmente como paraíso ecológico mas não sendo tratado desta forma. De fato, ela ao mergulhar, observou muitas maravilhas ainda, como muitas Tartarugas e Barracudas. Golfinhos presentearam a todos mais uma vez aparecendo em grupos mas mesmo assim, a ecologista Adriana percebeu um declínio significativo de outras espécies em comparação às suas primeiras idas e mergulhos em Noronha: "Em 1997, lembro-me bem da Laje Dois Irmãos cheia de tubarões bico-fino. Vi apenas dois este ano por ali, e poucos em outros pontos. Além disto, percebi o fundo em grandes áreas coberto por uma única espécie de alga, formando um grande carpete verde. Não era assim antes. Questiono, portanto, se o limite do Parque Marinho e as restrições dentro deste são suficientes para que haja efetiva preservação das espécies marinhas". Ela comentou ainda neste seu relatório que "em terra, na parte mais urbanizada daqui já há bastante lixo sem coleta e bueiros abertos, não há gestão adequada de descarte e, muito menos, coleta seletiva. No mar, de azul intenso e visibilidade que atingiu os cinquenta metros em um dos pontos que mais curto e onde de novo mergulhei, é notório que a vida marinha diminuiu drasticamente". O final do texto de Adriana Castro levanta um problema sério do ponto de vista dos turistas em Noronha: "Minha estadia na ilha terminou com um diálogo no mínimo esdrúxulo na fila da companhia aérea. Observando pessoas despachando caixas de isopor, eu e minha amiga perguntamos ao homem atrás de nós o que havia dentro delas. Ele prontamente respondeu: “Peixes". Questionamos: "É mesmo? Você pescou em alto-mar?”. Ao que ele sem o menor constrangimento (aliás, espantado) responde: "Não, nas praias mesmo, nas pedras”. Se os turistas carregam para casa peixes aos montes, dá assim para imaginar o que deve ocorrer em relação à pesca industrial no entorno do Parque Marinho e Área de Proteção Ambiental, é algo  que vem sendo denunciado há alguns anos, embora por poucos, os que lutam de verdade pela nossa ecologia". 


Nem mapeada a Ilha de Fernando de Noronha escapará de agressões?


Fontes: www.google.com.br
              www.oeco.org.br
              BBC - Reuters - 
              www.folhaverdenews.com 

7 comentários:

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  4. "Se nem Fernando de Noronha está escapando, imagine o que vem acontecendo no restante das reservas do país que são mais próximas e tem um turismo mais fácil": comentário de Agenor Monteiro, de São Paulo (SP), designer e que já atuou em agências de turismo.

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  5. "O projeto Google Maps é uma realidade positiva hoje em todo lugar da Terra, até debaixo da água, o mapeamento pode também ajudar aos governos fazerem um planejamento para um futuro sustentável, mas o que falta é a classe política ter esta grandeza": comentário de João Pedro dos Santos, de Campinas (SP) que estudou Oceanografia na Unicamp mas hoje se dedica ao comércio de produtos agrícolas com o exterior.

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  6. "Importante a tecnologia do Google e também a visão de ecologia desta mergulhadora, achei interessante nessa matéria, a técnica e a natureza lado a lado, o que pode ser o caminho": comentário de Luiza de Souza Alves, do Rio de Janeiro (RJ), que veio de Lisboa (Portugal) com toda a família. Ela estuda na UFRJ.

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  7. "Uma vergonha estes turistas ricos saindo de Fernando de Noronha carregando peixes aos montes em isopor, levando prá casa o que deveriam deixar na ilha, é preciso respeitar uma reserva": comentário de Humberto Soares, de Santos (SP), que nos manda informações sobre a pesca predatória no Brasil, agradecemos a informação.

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