sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

O MAIS IMPORTANTE CONCURSO DE COZINHEIROS DO MUNDO ELEGE PARA A FINALÍSSIMA MUNDIAL A COZINHA VEGETARIANA



Agora é a vez dos vegetais no festival gastronômico mais importante do planeta: o Bocuse D'Or valoriza esta alimentação saudável que avança mais em todo o planeta

 

Opção vegetariana ganha status de arte da alimentação



Sinal dos tempos, o mais prestigiado concurso de cozinheiros do mundo, acaba de divulgar as coordenadas para a preparação do prato principal que os concorrentes devem fazer na final em janeiro em Lyon na França: ele deve ser vegetariano. Aqui, no blog da ecologia e da cidadania Folha Verde News um resumo da notícia de Patrícia Ferraz na seção Paladar do site Estadão que está surpreendendo muita gente: o Bocuse D'Or completa 30 anos em janeiro de 2017 e a festa mundial da alimentação será à base de frutas, verduras, cereais e sementes pela primeira vez na história, a competição mais prestigiada do mundo entre cozinheiros, espécie de copa do mundo da gastronomia, eliminou as carnes do prato principal que os concorrentes devem preparar na prova final, que será realizada em 2017 no fim de janeiro e devido a este detalhe do cardápio está empolgando não só os chefs e os pesquisadores de alimentação, mas também os ecologistas de todo o mundo, sejam os vegetarianos como os vegans e ainda também médicos que defendem a busca de mais saúde como a melhor forma de combater doenças: "Uma alimentação saudável, como é a opção vegetariana, pode ser prevenção de doença e facilitar um pouco o desafio da Saúde Pública, hoje um drama nas cidades brasileiras", comentou Rafael Souza, médico da USP. ao tomar conhecimento desta notícia. De acordo com as regras sendo divulgadas agora pelo site deste evento internacional, os 24 concorrentes que participam da prova final (entre eles a brasileira Giovana Grossi) deverão apresentar um prato 100% vegetal, preparado apenas com legumes, sementes, verduras e cereais. Eles terão um mês para desenvolver a receita, que poderá ser quente, fria ou até um caldo. Os concorrentes estão autorizados a incluir no prato dois produtos vegetais típicos de sua região e, na hora da prova, deverão preparar 14 pratos com a mesma receita, exatamente com a mesma apresentação, para que os jurados provem a arte culinária de cada concorrente ao prêmio. 

A brasileira Giovana Grossi, que se classificou para a final e vai representar a América Latina no evento, está sendo treinada pelo Chef Laurent Suaudeau, que aprovou a ideia do prato vegetariano no Bocuse D'Or 2017. Se alguém ainda tinha dúvidas de que a alta gastronomia está guinando em direção à cozinha saudável, a notícia do Bocuse d'Or é a prova que faltava. Talvez o primeiro grande marco nesse sentido tenha sido a Nouvelle Cuisine, no fim dos anos 1960 e 1970, quando um grupo de chefs então se rebelou contra os molhos pesados, os longos cozimentos e os excessos de carnes da alta cozinha francesa, apostando no frescor, nos preparos mais rápidos e mais naturais, nas porções menores e em um certo minimalismo inspirado no Japão e nas tradições mais antigas do Oriente, agora invadindo o Ocidente. 



Giovanna, ao lado de Laurent, foi primeira mulher a vencer o Bocuse D'Or Brasil. A alagoana também venceu a etapa latino-americana do concurso e vai para a final na França em janeiro.
Giovana Grossi ao lado do Chef Laurent é a brasileira que está na finalíssima




Giovanna, ao lado do Chef Laurent, foi primeira mulher a vencer o Bocuse D'Or Brasil. A alagoana também venceu a etapa latino-americana do concurso e vai para a final na França em janeiro de 2917, num festival de gastronomia que pode marcar época para um avanço da alimentação vegetariana, como uma alternativa de vida mais saudável: "O que eu gosto de ressaltar é que além de saudável, a comida vegetariana é muito gostosa", disse Giovana Grossi, uma das entrevistas do jornal francês Le Monde que fez uma reportagem especial sobre este evento. Este jornal comenta que muitos anos depois, em 2001, outro marco se deu no mesmo sentido pela decisão do Chef três estrelas Alain Passard, do L'Arpege, em Paris, ao deixar de servir carnes em seu menu-degustação. A notícia teve grande impacto e o trabalho do Chef, que passou a se dedicar a um cultivo próprio de legumes e verduras orgânicos e se aproximou mais de produtores do movimento da ecologia, ele acabou inspirando cozinheiros no mundo todo, num movimento lento e discreto que nunca parou. Agora esta tendência chega ao ápice. Não por acaso, Alain Passard foi homenageado pelo conjunto da obra na edição do 50 Best, os 50 melhores restaurantes da Terra, evento que aconteceu neste ano. Nos últimos 10 ou 12 anos, alguns movimentos gastronômicos importantes estão convergindo rumo à cozinha saudável , como o farm-to-table, do americano Dan Barber, o locavorismo ou a cozinha de produto. Também ganharam força os produtos orgânicos e o papo cabeça do jornalista e escritor americano Michel Pollan, autor nesse meio tempo dos best sellers hoje na Europa O Dilema do Onívoro e Regras da Comida, publicações dedicadas à investigação da produção e consumo de alimentos no mundo contemporâneo.



O chef francês Alain Passard.
O pioneiro deste avanço foi o Chef Alain Passard




"Atualmente vivemos a era da cozinha de produto e a da cozinha artesanal em que a vanguarda é voltar ao passado e fazer as coisas com as próprias mãos, do pão à cerveja, passando por queijos", comentou Regis Marcon: esta frase dele em matéria no jornal The New York Times, ele que é o presidente do comitê internacional de organização do Bocuse D'Or, para justificar a escolha do prato vegetariano, está na maior sintonia com os tempos atuais. "Cozinhar só pode ser belo quando nos leva para perto da paz da natureza", comentou ainda o especialista Regis Marcon, definindo a sua opção por um alimento sem carne e à base de legumes, sementes, cereais, verduras e frutas. 

Os alimentos vegetarianos e vegans vivem um boom entre Chefs

Fontes: www.estadão.com.br
            The New York Times
             www.folhaverdenews.com

9 comentários:

  1. Logo mais, aqui nesta seção de comentários do nosso blog de ecologia e de cidadania, mais informações sobre esta pauta, alimentação vegetariana: a seguir uns dados do site G1 sobre o risco cancerígeno de alguns tipos de carnes.

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  2. Médicos vem se manifestando sobre a publicação de um relatório que relaciona o consumo de carne vermelha e embutidos ao risco de câncer o que legitima a luta em favor de dietas alternativas como é o caso da opção dos vegetarianos e vegans.
    OMS coloca bacon, linguiça e salsicha na lista de alimentos cancerígenos. Carne processada pode causar câncer.

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  3. "Quantas crises alimentares nós devemos enfrentar antes que as pessoas se deem conta de que as proteínas animais não são boas para nós", comentou Jasmijn de Boo, presidente da Vegan Society, organização criada ainda em 1944 com sede na Grã-Bretanha: "A salmonela nos anos 1980, a 'vaca louca' nos anos 1990, a febre aftosa nos anos 2000, a carne de cavalo há dois anos e agora isso: não adianta passar de uma carne para outra. É mais saudável e melhor para o meio ambiente e para os animais ser vegano ou vegetariano", disse de Boo à AFP e ao site G1 defendendo a exclusão de carnes e até de todos os produtos de origem animal na alimentação, mesmo o leite e o queijo.

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  4. Coloque aqui seu comentário ou nos mande a sua opinião enviando um e-mail para a redação do nosso blog navepad@netsite.com.br e/ou então envie a msm pro e-mail do editor de conteúdo deste blog padinhafranca603@gmail.com

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  5. "Eu que sou gaúcho tenho mais dificuldade de assumir este tipo de dieta que meu médico me recomendou, mas estou me esforçando e moderando ao máximo minha alimentação": comentou Pedro Conte, que veio do Rio Grande do Sul atualmente mantém restaurante La Finestra em Franca (SP). n

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  6. Rosana Moreira, nutricionista ligada no movimento ecológico e na busca da saúde, atua em São José dos Campos (SP), ela que é do Rio de Janeiro (RJ) e nos enviou uma série de informações, como ela nos explica, "para ajudar no conteúdo desta matéria de hoje do blog de vocês". A gente agradece e resume a seguir as informações que Rosana Moreira pesquisou para a gente. Confira.

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  7. "Ao contrário do que muitos dizem, é possível, na alimentação vegetariana, chegar ao equilíbrio de aminoácidos essenciais. Para tanto, a gente deve combinar cereais, sementes, frutas, verduras, legumes e leguminosas, em especial a soja, já que é uma excelente fonte de proteínas vegetais. Estudos recentes mostram que sua proteína é nutricionalmente equivalente à animal e até supera a sua qualidade. Uma das formas de consumir é o tofu (queijo de soja) ou o shoyu (molho) e aí, a proteína da carne não fará falta".

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  8. A nutricionista Rosana Moreira continua comentando: "Os ovolactovegetarianos e lactovegetarianos (incluem apenas laticínios e ovos em suas refeições) e pescatarianos (consomem peixes, laticínios e ovos) são capazes de atingir facilmente as necessidades de vitaminas e minerais para um bom funcionamento do organismo. Já os vegetarianos ortodoxos ou vegans mesmo variando ao máximo a sua alimentação, tendem a apresentar deficiências, principalmente de cálcio, ferro e vitamina B12, devendo ser, por vezes, suplementados. Mas o tofu, as folhas verdes escuras, sementes, cereais enriquecidos e grãos integrais são ricos em cálcio, zinco, riboflavina e outras vitaminas do complexo B. Para os que consomem leite ou derivados, eles e mais a gema de ovo e os peixes fornecem a vitamina B12. Quanto ao ferro, dificilmente se atinge as necessidades nutricionais deste mineral. Isto porque os vegetais são fontes de ferro não-heme, ou seja, a sua forma menos absorvida - o organismo absorve apenas 1/4 do ferro não-heme proveniente dos vegetais, em relação ao ferro heme encontrado em carnes, peixes e aves. Desta forma, é importante a inclusão de alimentos fontes de vitamina C, como, por exemplo, suco de laranja ou de limão, potencializando, assim, uma melhor absorção".



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  9. "Não há provas científicas de que os vegetarianos tenham uma sobrevida maior que as pessoas que consomem carne. Entretanto, não há dúvidas de que este grupo desfruta de algumas vantagens. Um exemplo disso é a obesidade, uma condição rara entre os adeptos da alimentação vegetariana. Além disso, tendem a apresentar níveis de colesterol mais baixos, reduzindo os riscos de virem a desenvolver aterosclerose, doenças do coração ou derrame cerebral. Este fator de mais saúde já é um ganho que privilegia os vegetarianos", conclui Rosana Moreira na sua pesquisa para a gente, que agradecemos o seu apoio a esta pauta. Paz aí.

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