sábado, 17 de dezembro de 2016

SOBREPESCA E EXCESSO DE CONSUMO FAZEM AUMENTAR A LISTA VERMELHA DE PEIXES AMEAÇADOS DE EXTINÇÃO NO BRASIL REFÉM DE INTERESSES COMERCIAIS


Tribunal Federal reafirma validade da lista do MMA de 475 espécies peixes ameaçados por excesso de pesca e de consumo no país que foi elaborada após uma pesquisa de 5 anos feita por cientistas a serviço do Instituto Chico Mendes

 

A lista vermelhaé uma garantia mínima diante do excesso...


...de pesca, de interesse comercial de de consumo






  É urgente controlar o excesso de pesca e de poluição das águas





O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) manteve a validade da portaria que define a Lista Nacional de Espécies de Peixes Invertebrados Aquáticos Ameaçados de Extinção, estabelecia pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) e mais conhecida como lista vermelha de espécies ameaçadas hoje no Brasil: o documento revalida a portaria e serve como um alerta à toda população, engloba 475 espécies de peixes e invertebrados expostos à exploração. Esta lista vermelha chegou a ser questionada pelo Conselho Nacional de Pesca e Aquicultura, também contestada pela Confederação Nacional de Pescadores e Aquicultores e até pela entidade dos Engenheiros de Pesca no país: para contestar, eles alegavam que a portaria havia sido publicada pelo extinto Ministério da Pesca (hoje integrado ao Ministério da Agricultura) e desta forma, a questão precisou ser analisada pela Advocacia Geral da União e pelo Poder Judiciário, que mais uma vez asseguram a portaria das espécies ameaçadas está em plena validade. Esta informação nos alertou também aqui no blog Folha Verde News, ligado ao movimento ecológico, científico e de cidadania, assim, agradecemos as informações editadas por Fábio Massalli na Agência Brasil. Para a diretora da organização não governamental Oceana Brasil, Mônica Drick Peres, a medida possibilita que as espécies ameaçadas não entrem, de fato, em extinção. “A lista representa uma proteção, a única que essas espécies poderiam ter nesta época com excesso de pesca e de consumo”. Peres explicou que nesta relação há 100 espécies que ainda sobrevivem nos oceanos, inclusive no Atlântico. Ela argumentou também a legitimidade ecológica da lista vermelha de espécies ameaçadas, argumentando que a referida Portaria 445 publicada em dezembro de 2014 só foi definida após cinco anos de estudos coordenados pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), envolvendo cerca de 1.400 cientistas e 200 instituições de pesquisa para se chegar a este documento essencial para a preservação dos peixes mais pescados e também mais consumidos no país e no exterior, uma vez que aumentou muito a exportação deste item nos últimos meses. "A proteção dos recursos naturais brasileiros, também os que os pertencem a ecossistemas marítimos, são uma garantia mínima de preservação, que dá chance aos oceanógrafos e ecologistas em geral de preservarem as espécies fundamentais no Brasil para a busca de um reequilíbrio ambiental em toda a nossa natureza, este bem maior é superior aos interesses da sociedade de consumo, dos pescadores, dos comerciantes e dos consumidores, sem a lista vermelha de proteção das espécies o que entra em risco de extinção é o próprio futuro da vida no país", comentou por aqui o repórter ambientalista Antônio de Pádua Silva Padinha ao divulgar neste blog esta informação de grande importância: ele destaca que esta situação mostra também a urgência de uma gestão governamental sustentável, equilibrando os interesses econômicos com os ecológicos, para garantir a sobrevida das espécies brasileiras de nossos rios e mar. 


A lista vermelha é válida e legítima mas o que se pergunta é...
...se ela é respeitada no Brasil...
...onde prevalecem a sobrepesca e interesses comerciais


A lista vermelha é também vital para a educação ecológica


Fontes: Agência Brasil
              Oceana Brasil
              www.folhaverdenews.com

9 comentários:

  1. Na sequência, estaremos postando aqui mais detalhes, mais informações nesta seção de comentários, aguarde nossa próxima edição e confira aqui você também.

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  2. "A lista é um alerta em nome dos oceanógrafos, dos ecologistas e também para uma redução da violência em relação às espécies de vida já ameaçadas ou em extinção, também sob o ponto de vista do valor dos recursos naturais para o Brasil": comentário de Mônica Drick Peres, que dirige a entidade Oceana Brasil.

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  3. Você pode colocar aqui nesta seção de comentários a sua mensagem ou opinião. Se preferir, envie a sua msm por e-mail para a redação do nosso blog de ecologia e de cidadania que postaremos na primeira oportunidade.

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  4. O e-mail da redação é navepad@netsite.com.br e o do nosso editor de conteúdo deste blog de ecologia é o padinhafranca603@gmail.com

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  5. No seu e-mail pro nosso editor vc tb pode sugerir pautas ou ainda nos enviar fotos e/ou outras informações a bem do nosso movimento ecológico, científico e de cidadania.

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  6. "Estão acabando com violência com os peixes e com todos os nossos recursos naturais, esta lista das espécies é também um alerta vermelho nesse sentido": comentário de Durval Mariano de Souza, de Santos (SP), que se formou em Oceanografia na Unicamp.

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  7. "Só quando os brasileiros em geral tiverem um mínimo de cultura de vida é que não precisará existir e ser objeto maior de fiscalização esta lista vermelha dos peixes e outras espécies": quem comenta é Marina Helena Morais, de Niterói (RJ), ela que tem constado junto a pescadores fluminenses e cariocas "uma redução muito grande de toda espécie de peixes por aqui".

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  8. "A violência sofrida pelos peixes e todos os animais no Brasil equivale à que sofrem as pessoas em termos de má qualidade de vida, esta condição desumana só pode ser corrigida com uma gestão ambiental e humanitária no país": comentário de Agenor Mendes da Silva, de São Paulo (SP), advogado criminalista.

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  9. Em termos de peixes de água doce, o meu estado aqui de Rondônia é um dos maiores produtores do país": comenta Luiz Alves, que nos manda uma série de informações sobre isso: "De Rondônia 40% dos peixes in natura seguem para o Maranhão, Manaus, Brasília, Piauí e Rio de Janeiro. 30% são eviscerados e comercializados na região sul do País e 30% são transformados em cortes nobres, costelas bandas e filés consumidos no mercado paulista ou exportados. O grupo Mar e Terra com frigorifico, em Itaporã no Mato Grosso do Sul, beneficia uma média de mil e 100 toneladas, ano, de pirarucu, produzido em Rondônia. Uma parte menor é comercializada no mercado interno e outra maior é exportada".

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