sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

UMA DAS POUCAS DECISÕES OBJETIVAS DA CÚPULA DA BIODIVERSIDADE NO MÉXICO É QUE A PRÓXIMA SERÁ SÓ EM 2018 NO EGITO

Com a participação de quase 10 mil especialistas a Cúpula da Biodieversidade termina amanhã em Cancún no México com muitos debates mas nenhum avanço que realmente mude a realidade antiecológica de hoje como é o que pode fazer de fato a Agroecologia ou a cultura da vida e da não violência


 
A sabedoria ancestral e a cultura da vida precisam ser ouvidas hoje


Segundo nos informa Emílio Godoy, do IPS, que está no evento mundial em Cancún a biologia sintética, a geoengenharia mas também e principalmente o reconhecimento dos saberes ancestrais são os temas centrais na 13ª Conferência das Partes (COP 13) do Convênio sobre Diversidade Biológica (CDB), que terminará amanhã, 17 de dezembro de 2016. O debate sobre estes nesta semana, na reta final do encontro que desde o começo do mês recebe a COP 13 neste balneário do ecoturismo como um fórum internacional dedicado à riqueza natural do planeta. Para os países do sul em desenvolvimento, esses temas são vitais, devido aos capitais biológico e cultural que concentram em seus territórios neste hemisfério do planeta (onde está também o Brasil): "Em uma escala de um a dez, diríamos que estamos em quatro. As negociações estão lentas. Necessitamos que sejam agilizadas e sigam em favor da população em geral", apontou ecologista Santiago Obispo, dirigente da organização  não governamental Rede de Cooperação que envolve todos os países da região amazônica como Venezuela, Colômbia, Equador, Brasil, Bolívia. Em relação à biologia sintética (synbio, em inglês), também em pauta neste evento, governos, representantes acadêmicos, além de especialistas da sociedade civil e de povos indígenas temem seu impacto devastador em ecossistemas e meios de vida das comunidades locais. A biologia sintética consiste em bioengenharia obtida por computadores para desenhar e construir formas sintéticas de vida, partes vivas, artefatos e sistemas que não existem na natureza. Não deixa de ser um contrasenso porque a Conferência das Nações Unidas sobre Biodiversidade agora em Cancún, de que participam delegados de governos, representantes de entidades internacionacionais e líderes da sociedade civil como do movimento ecológico, científico e de cidadania estão reunidos lá no México para debater novas propostas que possam avançar a riqueza biológica da Terra, algo que está superameaçado nas atuais sociedades de consumo.


A ONU reuniu mais de 6500 especialistas que não avançaram quase nada


A biologia sintética prejudica também produtores de alimentos naturais do Brasil  e de todos os países com mais recursos naturais que são  agredidos e desprezados


Atualmente, há pesquisa sobre a criação de sabor sintético de baunilha, cuja produção industrial ameaça o bem-estar de camponeses de países como Comores, China, Madagascar, México, Reunión e Uganda. Também há pesquisas semelhantes sobre o vetiver, um fragrância utilizada em produtos cosméticos e cuja versão biossintética golpeará produtores de alimentos naturais no Brasil, China, Haiti, Indonésia, Japão, Índia e Reunión. E também aparecem, dentro dessa tecnologia de laboratório os chamados impulsionadores genéticos, aqueles capazes de alterar permanentemente espécies mediante o impulso de um caráter específico dentro do processo reprodutivo dos organismos. Isso possibilita que sejam esses genes alterados os herdados por toda a descendência. O temor de seus críticos é que sejam eliminadas espécies ou ecossistemas com sequelas imprevisíveis. Em Cancún, onde se reúnem até amanhã mais de 6.500 delegados oficiais e representantes sociais de mais de 160 organizações não governamentais, acadêmicas e de povos indígenas, foi pedida uma moratória sobre experimentos que envolvam biologia sintética, como a desses tais impulsionadores genéticos. Nos debates desta COP 13, os blocos africano e caribenho, secundados por El Salvador, Bolívia e Venezuela, se pronunciaram a favor dessa moratória, mas Austrália, Brasil e Canadá lideram a pressão pela aceitação da synbio, a biologia sintética. Brasil, que era o país da natureza, agora liderando a desnatureza... Agora neste grande evento no México em Cancún se decidiu que o Egito será a sede da COP 14, em 2018. Esta foi uma das poucas decisões objetivas da COP 13.
Ser ou não ser orgânico: esta é a questão central que deveria ser definida

Fontes: www.envolverde.com.br
            IPS  -  BBC
            www.folha


5 comentários:

  1. Logo mais, numa próxima edição desta seção de comentários, postaremos aqui outras informações, mensagens e opiniões dentro desta pauta: confira aqui logo mais.

    ResponderExcluir
  2. Desde já você pode postar aqui seu comentário ou então, se preferir, envie a sua mensagem para o e-mail da redação do blog navepad@netsite.com.br

    ResponderExcluir
  3. Você pode também mandar o seu e-mail diretamente pro nosso editor de conteúdo aqui neste blog da ecologia e da cidadania padinhafranca603@gmial.com

    ResponderExcluir
  4. "Já que isso não rolou agora em Cabcún, onde foi mais um lazer de ecoturismo dos participantes, que a alimentação orgânica seja o tema central da COP 14 no Egito daqui 2 anos, quando continuaremos a perder tempo debatendo alimentos sintéticos e outros bichos": comentários de Odélia dos Santos, nutricionista de Belém (Pará), que gostaria de participar dum evento da ONU como este, um dia.

    ResponderExcluir
  5. "Eu achi que esta disputa entre o natural e o artificial nunca vai se resolver, é como entre o bem e o mau, só quando se superar esta dicotomia e se encontrar o sustentável": comentário de Júlio Assis, geógrafo de São José do Rio Preto (SP) que hoje está em Fortaleza (Ceará) estagiando numa empresa de pesca em alto mar.

    ResponderExcluir

Translation

translation