quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

CIENTISTAS E ECOLOGISTAS DO BRASIL E TRÊS OUTROS PAÍSES DA AMÉRICA DO SUL (ESTADOS UNIDOS TAMBÉM) PREOCUPADOS COM A PRIVATIZAÇÃO DO AQUÍFERO GUARANI

Nestlé e Coca Cola são duas das empresas que planejam se aproveitar da privatização do uso da água no Brasil que é algo que o Governo Temer por enquanto em off estaria negociando desde setembro passado e  até a privatização do Aquífero Guarani está na mira de empresas transnacionais e mais, o Governo argentino já autorizou os Estados Unidos a instalar bases militares sobre estas reservas extraordinárias de água de acordo com informação de La Radio del Sur: mais detalhes em nossa seção de comentários e você pode conferir também nesta edição aqui na TV Folha Verde News vídeo sobre este tema da maior importância também para o movimento de cidadania e para a soberania do Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai, um risco que envolve todo o futuro da vida na América do Sul. (Matéria de Antônio de Pádua Silva Padinha, editor deste blog de ecologia e cidadania).


O Aquífero Guarani é uma das maiores reservas mundiais de água doce

Megainteresses e até bases militares dos USA sobre estas reservas extraordinárias


Nestlé e Coca Cola seriam duas das empresas que planejam se aproveitar da privatização do uso da água no Brasil que é algo que o Governo Temer (por enquanto em off) estaria negociando. Os recursos hídricos brasileiros são um dos segmentos mais estratégicos para o crescimento do país, mas um técnico da Agência Nacional de Águas (ANA), em condição de anonimato, à reportagem do Correio do Brasil. O Aquífero Guarani, reserva de água doce com mais de 1,2 milhão de km², está na mira para constar na lista de bens públicos privatizáveis, nos bastidores se fala também que o Governo Federal planeja privatizar outras reservas na área energética porém o mais chocante agora neste início de Michel Temer é entregar à exploração de multinacionais reservas de água brasileira, como a do Aguífero Guarani, patrimônio da natureza de toda a América do Sul. Segundo está também denunciando o Sindiaguars, o atual Presidente temendo uma reação de cidadania, não divulgou uma primeira reunião nesse sentido dentro do conselho do Programa de Parceria e Investimentos (PPI), na qual poderão vir a ser definidas em breve as primeiras concessões e privatizações. 


Confira mais estes dados sobre o nosso Aquífero Guarani...


...de valor extraordinário e estratégico para o Brasil e toda América do Sul


As negociações com os principais conglomerados transnacionais do setor, entre elas a Nestlé e a Coca-Cola, estariam avançando "a passos largos”, como se comenta hoje nos bastidores em Brasília. Representantes destas companhias já estariam realizando encontros reservados com autoridades governamentais, no sentido de formular procedimentos necessários à exploração pelas empresas privadas de mananciais, principalmente no Aquífero Guarani, em contratos de concessão para mais de 100 anos. Os especialistas em recursos hídricos lembram que a relevância de um dos maiores mananciais mundial de água doce é tamanha que, há décadas, tem sido alvo da especulação quanto ao seu uso e exploração. O Projeto de Proteção Ambiental e Desenvolvimento Sustentável do Sistema Aquífero Guarani, conhecido por Projeto Aquífero Guarani (SAG), da ANA, foi criado com o propósito de apoiar Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai na elaboração e implementação de um marco legal e técnico de gerenciamento e preservação desta megareserva de água para as gerações presentes e futuras, além da busca dum equilíbrio ecológico no interior do país.  Por enquanto, a gente posta estas informações em forma de especulação e alerta, o movimento ecológico, científico e de cidadania precisa estimular e cobrar um processo de gestão ambiental sustentável e não retrocessos do Brasil, medidas governamentais dum tempo em que o meio ambiente não era ainda o fator nº 1 de desenvolvimento, o que é atualmente, em todo o planeta, em busca dum equilíbrio tático e estratégico entre os interesses econômicos e ecológicos.

Uma das ameaças é a exploração do Gás de Xisto no Aquífero Guarani


Algo que cientistas e ecologistas rejeitam nos States será feito por aqui?...


Fontes: ANA - Correio do Brasil - El Pais
              La Radio del Sur  (Argentina)
              www.folhaverdenews.com 

9 comentários:

  1. Além do mais, de tudo o relata esta matéria, o risco da exploração do Gás de Xisto, interesse não do Brasil (que não precisa deste recurso) mas das grandes empresas petrolíferas dos Estados Unidos e do mundo, aponta para um desequilíbrio total da nossa última ecologia na América do Sul, alertam cientistas e ambientalistas.

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  2. Cientista da Coppe, ligado à ONU e mestre na UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), José Carlos de Assis fez um longo comentários sobre alguns ângulos deste assunto mais que dramático. Confira comentários a seguir.

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  3. "O Brasil sempre se resguardou da presença militar estrangeira em seu território. A Argentina também. Isso preservava o Cone Sul, entre outras coisas, do risco da ingerência externa em sua soberania econômica e política. Esse tempo acabou. O presidente argentino Mauricio Macri, como resultado da visita de Barak Obama a Buenos Aires em maio do ano passado, abriu as fronteiras de seu país à entrada dos Estados Unidos mediante a instalação de duas bases norte-americanas, uma em Ushuaia, Terro do Fogo, e outra na Tríplice Fronteira. Com Trump, sgora, este megaproblema será maior ainda".

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  4. Seguem outros trechos de comentário do pesquisador da Coppe e da UFRJ, José Carlos de Assis: "A base em Ushuaia é uma projeção próxima e direta sobre a Antártica, a maior reserva gelada de água doce do mundo, além de conter importantes minerais estratégicos. A base na Tríplice Fronteira é uma projeção sobre o Aquífero Guarani, a terceira maior reserva de água doce do mundo. Obviamente, os interesses "científicos" dos EUA em instalar essas bases se efetiva na realidade no campo geopolítico. Eles correram para fazer o acordo com Macri tão logo tomou posse porque, assim como no caso brasileira, não querem correr risco de recuo".

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  5. "É espantoso que justamente um governo argentino tome essa iniciativa em favor da ingerência norte-americana no Cone Sul quando foram os EUA, na única guerra em que a Argentina se envolveu do século XX para cá, a Guerra das Malvinas, que colocaram toda a sua infraestrutura de informação a favor do inimigo que saiu vitorioso, a Inglaterra. Talvez Macri, por ser relativamente jovem, tenha se esquecido disso. Duvido, porém, que o subconsciente coletivo do povo argentino também tenha se esquecido. O rescaldo macabro da Guerra das Malvinas foi a instalação permanente de uma base militar inglesa nas ilhas Geórgias, militarizando, inclusive do ponto de vista nuclear, o Atlântico Sul. Agora Macri, pouco depois de eleito, corre para fazer esses acordos militares com os EUA. A Guerra das Malvinas os argentinos perderam; não tinham como resistir à imposição inglesa. Agora, porém, não há nenhuma pressão insuportável para aceitar bases militares. É uma combinação de ideologia subserviente com ilusão de ganhos econômicos". alerta ainda o Dr. José Carlos de Assis, que é pesquisador com trânsito na ONU.

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  6. "O governo Macri nos expõe à presença militar norte-americana de uma forma que cria desconforto em todo o Cone Sul. É fundamental que o Ministério da Defesa do Brasil, através do Itamarati, exija explicações do governo argentino sobre essa dupla iniciativa acobertada de atividade científica. A Argentina deverá escolher entre sua aliança estratégica com o Brasil, que lhe tem garantido sobrevivência econômica, e a condição de subordinada aos interesses de Washington. Se colocar os pesos na balança, verá que a aliança com o Brasil interessa mais. A não ser que confunda Brasil com José Serra!": é ainda comentário do pesquisador da UFRJ, José Carlos de Assis.

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  7. Você pode postar aqui seu comentário ou enviar um e-mail para a redação do nosso blog de ecologia e de cidadania navepad@netsite.com.br e/ou você pode também contatar noss editor de conteúdo deste blog através de padinhafranca603@gmail.com

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  8. "Por que será que a grande mídia no Brasil não discute um tema de tamanha dimensão?...Que outros interesses estão por trás? Ainda bem que existe jornalistas mais independentes a nos alertar como deste blog ou da Radio del Sur": comentário de Joaquim dos Santos Pereira, de São Paulo (SP), empresário de ecoturismo.

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  9. "Situações de tanta gravidade como estas e o que me chama mais a atenção é que não vejo a mídia em geral noticiar estes fatos, isso me faz temer ainda mais pelo Aquífero Guarani e todos os nossos recursos naturais brasileiros": comentário de Nelson Pires, de São José dos Campos (SP) que é de São Paulo e atua nesta região com empresa de transporte de carga.

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