quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

VIOLÊNCIA NOS PRESÍDIOS BRASILEIROS CHOCA PESSOAS E ENTIDADES HUMANITÁRIAS EM TODO O PLANETA



Agência da ONU chega a lançar manual para a prevenção da violência em presídios e estimular a recuperação da multidão dos presos no país: o documento foi elaborado por especialistas de 25 países, precisa ser considerado pelas autoridades brasileiras



O Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) está lançando um manual com recomendações práticas sobre como administrar prisioneiros violentos, prevenir a violência nas penitenciárias e também facilitar a reintegração social de detentos, algo que não está sendo feito nos presídios brasileiros, onde há cerca de 1 milhão de pessoas sem nenhuma perspectiva de vida pós prisão e sofrendo condição desumana de abandono, de acordo com especialistas brasileiros nesta questão. As medidas anunciadas pelo Governo e Ministério da Justiça não causaram impacto positivo. "Não adianta só dinheiro e construção de mais presídios", alertou Gilmar Mendes, do Poder Judiciário em Brasília. No Rio de Janeiro, 33 torcedores do Corinthians (presos sem culpa formada há 3 meses, por tumulto no Maracanã) foram finalmente liberados hoje. Um deles, que preferiu o anonimato, comentou em off com repórteres que "a situação é igualmente grave em todos os presídios brasileiros, nós estamos sendo liberados porque havia ameaça de que seríamos vítimas de ataques de facções e não porque o juiz quís fazer justiça com a gente. Justiça só a divina, a situação dos presos é um terror". Este depoimento revela os bastidores das prisões no Brasil, onde as facções criminosas competem com o poder do Estado e da Polícia. "Dentro deste contexto, mais importante ainda é esta iniciativa desta agência da ONU em estimular de forma objetiva uma virada humanitária nas penitenciárias brasileiras", argumentou por aqui no blog da ecologia e da cidadania Folha Verde News o nosso editor de conteúdo, o repórter e ecologista Antônio de Pádua Silva Padinha ao postar esta matéria, pauta que deveria estar sendo mais destacada em toda a mídia do país, em busca duma nova realidade. Por que grande parte dos jornais, rádios e TVs se calam sobre esta proposta? É uma uqestão a ser debatida também.


Manual da ONU aborda como gerenciar presos violentos e evitar a violência nas prisões. Foto: UNAIDS/D. Gutu
A ONU produz um documento valioso diante da violência crescente...


 
...nos presídios de várias regiões do Brasil agora













O Manual da ONU aborda como gerenciar presos violentos e evitar a violência nas prisões.
O Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) lançou este documento com recomendações práticas sobre como administrar prisioneiros violentos, prevenir a violência nas penitenciárias e também facilitar a reintegração social dos detentos, que urgentemente precisam de educação, emprego e perspectivas de vida pós prisão. O manual pretende fortalecer componentes chave da administração penitenciária, incluindo o treinamento de funcionários, o gerenciamento de riscos e os esforços de reabilitação de presos. Tendo como alvo funcionários da administração penitenciária e autoridades governamentais, este resumo de sugestões é o primeiro guia técnico das Nações Unidas com o objetivo endereçar a radicalização e o extremismo violento nas prisões, um problema crescente no Brasil e já detectado em alguns outros países, em estado de guerra ou sem estrutura humanitária neste setor: “O manual alerta sobre o risco de presunções gerais sobre assuntos complexos, assim como sobre ‘soluções rápidas’ envolvendo a gestão de presos violentos”, disse o UNODC em comunicado anunciando o manual, que não é aleatório e que foi elaborado por especialistas de 25 estados membros das Nações Unidas e  de entidades internacionais, institutos de pesquisa e organizações da sociedade civil. Os erros e limites das ações brasileiras, segundo a agência da ONU, além da perda de vidas e de danos econômicos, o extremismo violento pode dividir comunidades e dar margem a visões cada vez mais reacionárias e extremistas, aumentando a violência e o sofrimento da população em geral. Em entrevista durante o lançamento do documento em Viena, na Áustria, o vice-diretor executivo do UNODC, Aldo Lale Demoz enfatizou a necessidade de integrar ações em relação aos presos com reformas prisionais que sejam estruturais e mais amplas: “Superlotação, condições precárias de infraestrutura, capacidade de administração insuficiente e corrupção são fatores que prejudicam as tentativas de prevenir e combater efetivamente o extremismo violento nas prisões”. Os participantes do evento de lançamento do relatório também reafirmaram a importância das Regras Nelson Mandela Regras Mínimas da ONU para o Tratamento de Prisioneiros — para a administração penitenciária. No site das Nações Unidas, indicado aqui como fonte desta webpagina você pode acessar na íntegra o manual, um documento da maior importância na atualidade. 


 Liberados de prisão no Rio: terror dentro das penitenciárias brasileiras

 A recuperação dos presos precisa ser a prioridade a bem de toda população

Fontes: https://nacoesunidas.org
             www.folhaverdenews.com 

11 comentários:

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  3. "Creio estar equivocado o rumo das medidas e dos pacotes do Governo e do Ministério da Justiça sobre esta questão, este documento da ONU por seu lado é algo a ser consultado para uma decisão melhor": comentário de Fernando César, advogado ligado à OAB, em Brasília (DF).

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  4. "Estas medidas propostas por especialistas de vários países deveriam ser ouvidas pelas autoridades da Justiça, da Defesa e do Governo do país, o plano já anunciado para conter a violência não me parece eficaz": comentário de Marina Soares, de São José dos Campos, advogada criminal.

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  5. "Vi os telejornais falando de tudo sobre as rebeliões, não vi em nenhum canal de TV nenhuma notícia sobre esta iniciativa inteligente da ONU, não adianta 10 milhões a mais de verba nem 1.000 homens do Exército se não houver mudança na estrutura das ações no sistema penitenciário, que abre um novo rombo no país": comentário de José Itamar, de Uberaba (MG), professor de Educação Física pela PUC de Minas.

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  6. "A greve dos policiais civis e agentes penitenciários do Rio de Janeiro mostra que não somente no lado dos presos mas também dos responsáveis por eles, falta segurança, o país está virando um caos": comentário de Lúcia Helena, de Niterói (RJ), médica legista.

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  7. "Dentro e fora dos presídios a violência está aumentando no país e não vejo medidas que possam conter esta tendência, por parte das autoridades, a não ser um documento como esse da ONU que por incrível que pareça está sendo desprezado no país carente de solução": comentário de Geraldo Alves, de São Paulo (SP), TI.

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  8. "Está me lembrando em alguns pontos a Queda da Bastilha na França ditatorial, esta rebelião pode ganhar adesão das ruas onde há milhões de pessoas marginalizadas, sem informação e sem nenhum projeto humanitário": comentário de Antônio Luiz Araújo, de Salvador (Bahia), que pretende fazer uma mestrado sobre violência dentro e fora dos presídios.

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  9. "Tem uma notícia que estou vendo aqui que vocês deveriam inclui neste levantamento aí: alguns vereadores de Foz do Iguaçu, aqui no Paraná, assumiram seus cargos (com salários de 9 mil por mês) e voltaram para a cadeia": comentário de Benedito Freitas, de Curitiba (PR), formado em Jornalismo e atuando como agente de Turismo hoje.

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  10. "Acabei de ver numa TV a Cabo Michel Temer dizendo que a situação nos presídios é um "drama infernal". OK, o que eu gostaria de comentar é que no lado de fora das penitenciárias, por causa da violência e de outros tantos problemas, a situação está longe de ser celestial": comentário de Olavo Martins Silva, de Curitiba, Paraná, mkt de rede de lojas.

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  11. "O aumento da criminalidade dentro dos presídios e a falta de estrutura para as penitenciárias abrigarem tantos detentos, mostra a ausência de políticas ou medidas sociais por parte do poder público para tentar solucionar o problema e tem também a morosidade nos julgamentos. A recuperação dos presos como alternativa de reeducar não é tida como suficiente, para que os detentos esqueçam a extrema miséria que vivem na prisão, convivendo com ratos, baratas insetos e dividindo celas com indivíduos de alta periculosidade. Diante desta realidade os direitos e garantias do cidadão são violados e o Estado não realiza a sua função de cumprir a lei. Vi estes comentários num site, mas ele defendia a privatização dos presídios e aí, acho que será pior ainda. As sugestões da ONU têm a ver e são sustentáveis": comentário de Isabel Moreira, do Rio de Janeiro (RJ), advogada, que se diz militante da OAB.

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