segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

A UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO TEM PESQUISAS DE PONTA COMO O MAGLEV COBRA MAS TRAVADAS PELA FALTA DE INFRAESTRUTURA


Por que ainda não está nas ruas de todo o país este veículo de levitação magnética, silencioso, rápido, não poluente e econômico?

 

 A UFRJ é top mas em termos de pesquisas como o MagLev (uma solução sustentável de trânsito e de mobilidade urbana) mas problemas de infraestrutura e outros que existem em todo o país travam as universidades e os pesquisadores, também outros setores do Brasil. O MagLev uma solução sustentável de trânsito e mobilidade urbana que já vem sendo desenvolvida ali há 16 anos. Paula Ferreira e Jessica Lauritzen, do jornal e site O Globo, nos informam  que o MagLev Cobra, trem de levitação magnética e silencioso, com zero em emissão de poluentes, é o nº 1 do mundo com esse formato, sendo uma das principais pesquisas desenvolvidas pela Federal do Rio (UFRJ). Mas o trem de levitação magnética, fruto de uma pesquisa com tecnologia de ponta, não consegue escapar dos erros e dos limites da realidade brasileira. A matéria cita que  enquanto este coletivo experimental transportava estudantes numa viagem de teste, ali mesmo nas proximidades, outros universitários esperavam por um ônibus comum, quase aos pedaços, perto do esqueleto de um alojamento em construção. No tapume da obra parada as repórteres anotaram  reivindicações dos estudantes, como bandejão, creche, moradia e...transporte. Estas duas realidades bem Brasil e muito contrastantes podem ser observadas em todo lugar do país e também ali na Cidade Universitária da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), na Ilha do Fundão. Revelam toda a contradição de uma instituição que, avaliada como a melhor do país pelo Ranking Universitário Folha (RUF), do jornal Folha de S. Paulo no entanto tem os mesmos problemas de infraestrutura, dívidas e queda ou falta de recursos para pesquisas, bem como para todo o processo de educação e de cultura. A UFRJ é realmente de ponta mas não é exceção no Brasil, em relação a problemas estruturais que atrasam nosso país


 


Maglev-Cobra. Trem de levitação magnética silencioso e com zero de emissão de poluentes é o primeiro do mundo nesse formato e um dos carros-chefe da Federal do Rio

MagLev Cobra sem emissão de poluentes ...mas também... sem recursos


A Universidade Federal do Rio teoricamente ultrapassou neste RUF, pela primeira vez em muitos anos, até a USP na lista das melhores instituições de ensino superior do Brasil e obteve o 1º lugar entre 195 universidades que foram analisadas, sem bem que a Universidade de São Paulo como não participa do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), ficou com zero no indicador do ranking que leva em conta esta prova. Se participasse do Enade, estaria à frente da federal carioca. De toda forma, o resultado leva em consideração a pesquisa, a graduação e a relação com a sociedade. Não podemos ignorar que gerações anteriores foram capazes de construir uma instituição sofisticada do ponto de vista da pesquisa e das práticas acadêmicas, comenta o reitor da universidade, Roberto Leher: "Não temos dúvidas que existe hoje na UFRJ um gargalo orçamentário extremamente preocupante. Estamos numa situação limite. É fundamental que professores e alunos tenham local adequado para cumprir sua função. As edificações estão exauridas, grande parte dos prédios vêm dos anos 70 e nunca passaram por reforma". De acordo com os cálculos desta universidade, para fechar 2016 e avançar em 2017 no azul seria necessário um montante de R$ 720 milhões, mas o valor disponível gira em torno de R$ 440 milhões. Assim como em outras universidades, o repasse de verbas federais não acompanhou a expansão da instituição, em 12 anos, ela passou de 35 mil alunos para 60 mil e logo deve chegar a 100 mil. Faltam investimentos na educação. Como de resto em todo o país.  



O MegaLev da UFRJ está ao mesmo nível do trem do futuro do Japão



A falta de investimentos está no cerne dos problemas na Ilha do Fundão, o maior campus da universidade. Em resumo, aqui no blog do movimento ecológico, científico e de cidadania Folha Verde News não negamos que são muitas contradições nessa posição de nº 1 da UFRJ no Ranking Universitário Folha (RUF), a instituição tem  professores excelentes, mas sofre com insegurança, salas sem carteiras suficientes ou ar condicionado, além de falta de moradia estudantil. A liderança não pode mascarar os problemas: "Fico pensando assim, se a melhor universidade do país vive essas condições, imagine a pior então como está", critica Ana Beatriz Castro, jovem estudante no curso de Literatura. A falta de segurança no campus e a precariedade das instalações destinadas aos alunos ficaram evidentes após o assassinato do estudante Diego Machado, há seis meses, quando ele foi encontrado morto próximo ao alojamento, que tem superlotação, problemas de encanamento, fiação e esgoto. Reivindicação antiga, a construção da nova moradia está paralisada. De acordo com a instituição, a previsão é que a obra seja retomada somente ao longo de 2017, o que não aconteceu até agora. Bem, mas para calcular o RUF são considerados indicadores de pesquisa, ensino, mercado, inovação e internacionalização. Além disso, para obter a melhor colocação neste ranking a produção de conhecimento na área de petróleo e gás é considerada um dos fator top de linha. A excelência do corpo docente e a alta qualidade das pesquisas de uma maneira geral fizeram com que a Federal do Rio ganhasse destaque. A aposta em estudos de ponta viabilizou projetos como o do Maglev-Cobra, este trem de levitação magnética. Extremamente silencioso e com zero de emissão de poluentes, o primeiro veículo do mundo nesse formato começou a ser desenvolvido há 16 anos pelo Laboratório de Aplicações de Supercondutores da Coppe/UFRJ. Já deveria estar rodando nas ruas de cidades brasileiras, carentes de solução sustentável para problemas de transporte coletivo, mobilidade, trânsito e meio ambiente. 




Esta solução sustentável já deveria estar nas ruas das cidades...


...de todo o país com problemas evidentes de mobilidade...


...também de poluição, de saúde pública....


...de mobilidade e de congestionamentos monstros....


...que já poderiam estar resolvidos há mais de 10 anos



Fontes: www.extraglobo.com

             www.folhaverdenews.com

8 comentários:

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  3. "Será que algum dia ainda vou o MagLev Cobra tão espetacular pro trânsito e pro ambiente circulando nas cidades do país?": comentário de Humberto de Souza, que fez engenharia pela Unicamp e atua em São Paulo.


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  4. "A falta de recursos para pesquisa e para todos os setores da educação e da cultura no Brasil pode condenar nossa população a uma tragédia não só da economia, um caos socioambiental": comentário de Luís Mendes Ferreira, de Curitiba (Paraná), produtor cultural especializado em tecnologia.

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  5. "A grande mídia precisa bater firme urgente em questões como esta, as cidades do Brasil não podem serem privadas de soluções tão importantes como esta e outras que poderão vir a ser criadas se houver investimento": comentário de Paulo Antônio Morais, do Riu de Janeiro, que ainda escreve: "Até eu, que sou engenheiro, não conheço as pesquisas que vêm sendo feitas aqui na Federal do Rio e muito menos em outras universidades".

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  6. "Por que ainda não está nas ruas de todo o país este veículo de levitação magnética, silencioso, rápido, não poluente e econômico?...Gostaria de colocar mais uma razão, o interesse da megaindústria do petróleo que domina o país e quase todo o planeta":comentário de Sônia Soares Birmighan, de Vitória (ES), exportadora.

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  7. "Primeiro trem de levitação magnética desenvolvido no país, o Maglev-Cobra foi aprovado em fase de testes. Ágil e não poluente, a tecnologia é promissora diante dos desafios de mobilidade urbana e da poluição das cidades. O Maglev-Cobra flutua sobre os trilhos. A cabine é feita de fibra de vidro": informaçções de henrique Kugler, da UFRJ;.

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  8. "O MagLev é um veículo que, em vez de rodas, usa um sistema de levitação. Vantagens: não há atrito entre as estruturas, o movimento é silencioso e os trilhos podem ser bem mais leves do que os usados para sustentar trens convencionais. É como se o Maglev-Cobra flutuasse no ar. Imagine dois ímãs que se repelem: é essencialmente esse o princípio de funcionamento da tecnologia de flutuação magnética”, comenta o coordenador do projeto, o engenheiro Richard Stephan, do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

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