sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

EM PLENO CARNAVAL ESTÁ FALTANDO ÁGUA EM BRASÍLIA E EM CIDADES SATÉLITES DO DISTRITO FEDERAL: MAU SINAL PARA NÓS POR AQUI TAMBÉM?



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Choveu menos que o esperado na capital federal mas as principais causas da questão da água neste Carnaval falta de gestão (defasagem no sistema de abastecimento) e  desmatamento no Cerrado sinalizam problemas para 2017 e 2018: Deus queira que a seca não volte por aqui no interior

 

Brasília está secando numa época perigosa para o clima






Ainda bem que Climatempo prevê algumas chuvas por aqui no nordeste paulista (afastando a cisma de chegada duma nova seca por aqui) e segundo nos informa Bruno Calixto da revista e do site Época, o Distrito Federal está secando ou tendo uma estação chuvosa atípica, choveu menos que o esperado, os reservatórios que abastecem a região caíram vertiginosamente e já estão em vigor decretos de rodízio de água. O motivo do racionamento não é tão somente climático. A situação hídrica em Brasília agora se parece muito com a crise que atingiu São Paulo entre 2014 e 2015 e dois anos depois, mesmo com chuvas, não está ainda resolvida totalmente. Assim como aconteceu em São Paulo, a crise hídrica no DF é um problema de gestão. Os políticos do Brasil (e de Brasília) não aprenderam  com os erros do governo de São Paulo. .



Vista da nível da barragem do Rio Descoberto, na BR-070,no Distrito Federal,Brasilia (Foto: Arthur Menescal/Esp. CB/D.A Pres)
O nível do reservatório na barragem do Rio Descoberto no DF abaixo dos 20%


A estiagem no Distrito Federal começou em 2016, possivelmente como resultado da incidência do fenômeno El Niño. Em 2015, não havia crise: os reservatórios estavam com 100% de suas capacidades, como diz o próprio presidente da Caesb, a empresa de abastecimento do DF. Entre março e julho de 2016, todos os meses viram menos água que o comum. As chuvas começaram a se recuperar em novembro, que foi um mês dentro da média, mas dezembro ficou abaixo do esperado. O sistema de abastecimento do DF não resistiu a uma seca que dura menos de um ano. As cidades da região precisam dobrar investimento para proteger nascentes e mananciais.

 
Proteger nascentes e mananciais. deveria ser a prioridade agora

As chuvas suprem os dois principais reservatórios do DF. O reservatório de Santa Maria atende Brasília, e está com 41% de sua capacidade. Já a represa de Descoberto é a que enfrenta o maior problema. Ela atende as cidades-satélites e está apenas com 19,4% de sua capacidade. Pela legislação do DF, o racionamento pode ser decretado quando o reservatório fica abaixo dos 20%. Por isso, segundo a Caesb, o racionamento foi decretado para as cidades mais periféricas e não para o Plano Piloto.  Juntos, Santa Clara e Descoberto cobrem 80% da população do Distrito Federal. Mas eles não são o suficiente para a atender a população local. As autoridades sabem disso há algum tempo. Segundo o Atlas do Abastecimento da Agência Nacional das Águas, apenas cinco das 23 cidades da região metropolitana de Brasília estão com situação segura no abastecimento. As outras 18 precisam de pelo menos R$ 862 milhões em investimentos de ampliação da estrutura de abastecimento. E como o DF chegou a essa situação? Segundo Julio Sampaio, coordenador do programa Cerrado da ONG WWF-Brasil, a equação é simples. A população cresceu, o sistema de abastecimento não: "O caso de Brasília é muito parecido com o de São Paulo, são vários fatores similares. O principal deles é o crescimento urbano. A densidade populacional aumentou muito em Brasília, especialmente nas cidades-satélites e a capacidade para fornecer água não acompanhou na mesma proporção". Outro fator, na opinião de Salgado, é a integridade das bacias hidrográficas. Áreas que antes eram agrícolas e que mantinham relativa integridade de nascentes e rios foram engolidas pelo conglomerado urbano. Desmatamento de matas ciliares pode secar as nascentes e diminuir a capacidade de absorção da água que vem da chuva. “É preciso melhorar a qualidade da produção de água nas regiões que abastecem a cidade. Isso é feito com proteção e recuperação de nascentes". Para conter a crise, o governo do DF e a Caesb anunciaram obras e prometem investir R$ 765 milhões na ampliação dos sistemas de abastecimento. O anúncio não fala sobre medidas de conservação. A crise hídrica que atingiu o Sudeste do país – principalmente São Paulo - serviu de alerta para as demais regiões. No Distrito Federal (DF), a atual preocupação das autoridades é encontrar alternativas para aumentar a captação de água. A redução das perdas no sistema e a conscientização da população também estão entre as prioridades. Para especialistas, “um sinal amarelo está aceso” na região, como alerta Marcelo Gonçalves Resende, engenheiro ambiental e sanitaristas da Universidade Católica de Brasília. Segundo ele, nos horários de pico, o sistema de abastecimento de água chega a operar no limite. A previsão é que, com o aumento da população e, consequentemente, da demanda, o DF poderá sofrer com a falta do recurso a partir de 2018, caso não sejam tomadas medidas que aumentem a disponibilidade de água. Mais um motivo para a implantação de uma gestão ambiental de desenvolvimento sustentável por ali no centro todo do Brasil. 

Marcelo Resende engenheiro ambiental alerta Brasília

Fontes: www.epoca.globo.com
             www.agencia brasil.com.br
             www.folhaverdenews.com

11 comentários:

  1. me / Rádio Nacional de Brasília / Tarde Nacional - Brasília
    A Rádio nacional de Brasília, no programa Tarde Nacional, foi feito uma matéria Desmatamento do cerrado é uma das causas da escassez hídrica no DF com a unidade estratégica de biodiversidade e cerrado da Secretaria do Meio Ambiente, Leonel Generoso, que fala sobre o assunto de importância para todos nós. Você pode acessar a reportagem baixando o audio desta emissora, OK?

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  2. Com o baixo nível de água nos reservatórios e com o índice de chuvas abaixo do esperado para o período, a população do Distrito Federal enfrenta uma situação de escassez hídrica. Um dos fatores que contribuíram para desencadear a situação foi o desmatamento do cerrado. Isso em resumo foi o que alertou na Rádio Nacional de Brasília Leonel Generoso.

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  3. De acordo com Leonel Generoso ações de preservação do bioma poderiam contribuir para a produção de água. Mais informações num player em radios.ebc.com.br







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  4. De acordo com a Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb), a capacidade atual de produção do sistema é 9,5 mil litros por segundo. Em média, na época da seca, o consumo chega a 7 mil litros por segundo. Nas épocas mais frias, cai para 5,5. Em horários de pico, entretanto, o consumo fica próximo à marca de produção, mas, segundo o órgão, isso dura cerca de uma hora e é amortecido pelos reservatórios.

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  5. "Teríamos uma crise em 2018, mas não em função da quantidade de chuva, mas em volume de água que a gente tem nos reservatórios para abastecimento. Além dos fatores climáticos, do uso e da ocupação do solo, acho que um dos fatores mais importantes é o crescimento da população do DF. A própria demanda por água é crescente”, comentário do coordenador do curso de engenharia ambiental e sanitária da Universidade Católica de Brasília, Marcelo Gonçalves Resende, integrante do Conselho de Recursos Hídricos do DF.






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  8. "Já há obras em andamento para aumentar a capacidade dos reservatórios. A obra de Corumbá 4 já está em execução e é feita em parceria com a Saneamento de Goiás S/A (Saneago). A expectativa é que, ao final da obra, no segundo semestre de 2017, segundo previsões da Caesb, seja possível gerar um adicional de 2,8 mil litros por segundo. A captação do Bananal, que gerará em etapa única mais 700 litros por segundo, deve estar concluída ainda este ano. As obras no Paranoá que foram licitadas no primeiro semestre de 2015 poderão gerar 2,8 mil litros de água por segundo. O abastecimento aumentará de forma gradativa, a partir de 2018. A capacidade total demorará até seis anos para ser atingida e até lá poderá haver situação de crise hídrica": comentário de Luiz Alves Melo, advogado, de Brasília (DF) que nos enviou uma série de notícias sobre a situação da água na região. A gente agradece.

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  9. "Estou indo passar o feriado do Carnaval perto de Brasília e pretendia ir andar de canoa e até dar umas braçadas no lago de Paranoá. Será que ele tá secando? Pelo visto, vou ter que dar uma de turista, ficar num restaurante à beira da loga imaginando": comentário de José Almir, executivo de comunicação que diz ter visto nossa notícia "no aeroporto de Cumbica, já esperando vôo para Goiás".

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  10. "Pelo visto José Almir vai ter mesmo que dar uma de turista, ficar num restaurante à beira da lagoa de Paranoá, imaginando estar no Cerrado": comentário de Isabela Santos, esposa do Almir, que se dedica a um blog de alimentação saudável.

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  11. "Não conheço mas pelas minhas informações não convém o senhor Almir nadar no Paranoá, por causa hoje da poluição da lagoa": Humberto Alves, que estuda na Universidade de Brasília e é de São Paulo (SP).

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