domingo, 19 de fevereiro de 2017

FOLIÕES DE BIKE NESSE FIM DE SEMANA EM BALADA DE CARNAVAL ECOLÓGICO E DE CIDADANIA NA PRAIA DO LEME NO RIO


Bloco do Rio de Janeiro estimula folião ir de bicicleta e no carnaval de rua em todo o país cidadania, ecologia, críticas também ao momento político e econômico do país






Alana Gandra, da Agência Brasil,  está nos informando que neste ano, o Bloco Brasil decidiu unir folia da carnaval no Rio de Janeiro com a preservação do meio ambiente. Na festa que rolou neste sábado e invadiu o domingo, este bloco tradicional carioca incentivou os foliões a deixarem os carros em casa e irem de bicicleta ao Leme, local da festa. Ela aconteceu num espaço reservado e seguro da Praça Almirante Júlio de Noronha, na Praia do Leme, zona sul do Rio. E antes, durante e depois do samba houve gente andando de bike no ritmo das músicas, proposta de esportistas e de ecologistas, um biciletário no local tinha a capacidade de guardar com segurança mais de 500 bicicletas



Bloco Brasil vai distribuir purpurina biodegradável para foliões
Durante a balada o Bloco Brasil distribuiu purpurina biodegradável aos foliões






Durante a folia dentro da proposta ecológica, os participantes receberam ali purpurina ecológica, biodegradável, feita de gelatina e corantes naturais. Foram distribuídos dez quilos. Um dos organizadores e vocalista do Bloco Brasil, Carlo Zarro, explicou que a purpurina tradicionalmente vendida durante o carnaval é feita de plástico. Esses resíduos acabam poluindo o mar: "São micropartículas e acaba indo tudo para o mar e o nosso pessoal quer farrear mas não pretende deixar um rastro de sujeira aqui". As latas de bebida consumidas durante a festa serão recolhidas e entregues à associação de moradores do Morro da Babilônia, localizado no bairro. O valor arrecadado com a reciclagem das latas será revertido para os mais carentes da comunidade, algo que também incentiva a cidadania das pessoas. Este bloco tem 18 integrantes fixos e chega a reunir em torno de 20 mil foliões no Leme como neste fim de semana agora. Ele costuma se apresentar em outras partes do país também, levando a experiência do carnaval do Rio de Janeiro: "A gente toca, no nosso repertório, música popular brasileira com a roupagem e a força da bateria de escola de samba, enfim, a gente faz um carnavalzão". 

A balada no Leme reuniu mais de 500 ciclistas e milhares de foliões


Data Vênia combate à violência,  a tabus e ao preconceito


Também em São Paulo carnavalzão com blocos na rua


Com o lema Não desfile seu preconceito neste carnaval, a Caixa de Assistência dos Advogados do Estado do Rio de Janeiro (CAARJ) já está fazendo uma campanha contra o preconceito, o racismo e o assédio, a partir do desfile de um outro bloco cabeça, o Data Vênia Doutor. Durante a folia, a organização vai distribuir ventarolas com o lema para os foliões em pelo menos 12 blocos, como Vestiu a Camisinha e Saiu por Aí, Dinossauros da Alegria, Embaixadores da Folia, Imaginô e Imagininho, enmtre outros grupos alternativos e que têm propostas de cidadania: "Por exemplo, a mulher, fantasiada ou não, não pode ser obrigada a fazer nada contra a sua vontade, não pode ter seu cabelo puxado, não pode ter sua integridade física contestada. A campanha quer mostrar que nós nos preocupamos também com esse tema, sendo uma entidade essencialmente de advogados, temos que nos somar a essa preocupação de ter um carnaval sem violência de qualquer tipo, sem piadas de mau gosto, para que todo mundo possa brincar", argumentou Marcelo Oliveira, resumindo a filosofia carnavalesca da CAARJ. Um carnaval de rua como antigamente mas no novos formatos da vida de agora. 


A balada fica mais gostosa nos blocos alternativos...
..onde rola samba e cidadania no pé...


Fontes: Agência Brasil
             www.folhaverdenews.com

9 comentários:

  1. Ao longo dops próximos dias e do Carnaval a gente irá atualizando aqui informações nesta seção de comentários: acompanhe, confira e participe.

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  4. "Eu não curto carnaval, mas sou ligado em ecologia e em cidadania, gosto também de samba e de confraternização, aí, vou ficar atento e acompanhar estes blocos alternativos": comentário de Pedro Barroso, de Niterói, Rio de Janeiro, executivo.

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  5. "Tudo o que combate a violência e aproxima as pessoas é o que mais precisamos hoje, dentro ou fora do Carnaval": comentário de Isabel Castro Silva, de São Paulo, que veio de Catanduva (SP), onde segundo ela, "o carnaval de rua é de arromba".

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  6. "Os blocos são mesmo uma tendência crescente, no Carnaval de São Paulo que começa oficialmente hoje há 200 blocos a mais do que no anos passado. No total, uns 500 na cidade, que já foi chamada de túmulo do samba, mas nada disso, Sampa é samba": comentário de Dario Mendes Sousa, de Recife (PE) mas que vive (e samba) atualmente na capital paulista. Dario é Fisioterapeuta.

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  7. "Esse fenômeno dos blocos significa que as pessoas querem um carnaval mais autêntico, menos oficial, menos comercial, até arrisco a dizer, estão em busca da alegria de fato": comentário de José Pedro, de São Paulo (SP), executivo de empresa de TI.

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  8. "Um milhão de foliões em São Paulo, um milhão no Rio onde só no domingo saíram 46 blocos, o lance rolou também em outras grandes e pequenas cidade de toda região do país, acho que o povo anda cansado de tristeza e sufoco": comentário de Marina Azevedo, de Bauru (SP), autôno,ma, que passou o fim de semana no Rio de Janeiro.

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  9. "Na minha premonição carnavalesca, eses blocos todos vão acabar virando manifestações para mudar a realidade do Brasil": comentário de Ary Gonçalves, de Santo André (SP), lojista no ABC.

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