terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

PLATAFORMA DIGITAL DARÁ VOZ A SILENCIADOS OU EXCLUÍDOS DO DEBATE NO 8º FÓRUM MUNDIAL DA ÁGUA QUE SERÁ NO BRASIL NO MÊS QUE VEM E NO ANO QUE VEM

Desta vez o evento internacional com o recurso da tecnologia e a abertura para a sociedade civil participar poderá avançar o Compartilhando Água entre 18 e 23 de março em Brasília: finalmente uma esperança para os que lutam para a proteção dos recursos hídricos, por exemplo, por aqui no interior do país no Aquífero Guarani


Pessoas do mundo todo já podem participar, por meio da Internet, do 8º Fórum Mundial da Água: o tema desta edição Compartilhando Água e a abertura para uma maior participação da sociedade civil é a  principal contribuição para destacar este evento, agendado para 18 a 23 de março de 2018, em Brasília (DF). Em iniciativa inédita do Comitê Diretivo Internacional do Fórum, a Plataforma Sua Voz foi criada para favorecer o amplo debate sobre os temas centrais: a ferramenta digital permite que cidadãos e cidadãs, por exemplo, cientistas e ecologistas compartilhem ideias, experiências e soluções ou façam sugestões que poderão ser incluídas na pauta deste encontro mundial. Os diálogos ocorrerão em discussões com seis diferentes temas: clima, desenvolvimento, ecossistemas, finanças, pessoas e urbano. O tema de clima conta com a moderação do pesquisador Alexandre Gross do Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getúlio Vargas, no caso, a FGV-Eaesp (GVces). A primeira etapa da consulta pública começou em 13 de fevereiro, será encerrada em abril. Em seguida, haverá uma votação mundial para identificar as questões mais relevantes a respeito da água. As discussões online são coordenadas pela Agência Nacional de Águas (ANA) em articulação com o secretariado e demais instâncias de organização do 8 º Fórum Mundial. Estimulando participação de mais gente, a Plataforma Sua Voz está disponível em português e inglês contando também com tradução para mais 90 idiomas de modo a facilitar a comunicação de pessoas de variados países do mundo. O objetivo é fazer do 8º Fórum Mundial da Água em 2017 plural e democrático, o que tem um conteúdo de cidadania e de inovação. Tradicionalmente, este evento conta com a participação dos principais especialistas, gestores e organizações envolvidas com a questão da água no planeta. Com a Plataforma Sua Voz, o Comitê Diretivo Internacional do Fórum pretende trazer para o evento as contribuições de variados setores da população, inclusive das vozes não ouvidas usualmente ou excluídas do debate nesse país. Ocorrendo a cada 3 anos, com o objetivo de resgatar a importância da água na agenda política dos governos e promover o aprofundamento das discussões, o que se planeja agora é uma troca de experiências e formulação de propostas concretas para os desafios relacionados aos recursos hídricos. E esta será a primeira vez que o maior encontro mundial sobre água vai acontecer no Hemisfério Sul. "De repente, um 1º passo grande para a criação de um futuro sustentável, a partir de mudanças e avanços nos problemas da água", comentou por aqui no blog da ecologia e da cidadania Folha Verde News o nosso editor de conteúdo, o repórter e ecologista Antônio de Pádua Silva Padinha: "Agora sim, este Fórum pode virar". 

Mais sobre o 8º Fórum Mundial da Água no Facebook fb.me/WorldWaterForum8  e/ou no Twitter (twitter.com/WaterForum8).



Cresce no Brasil a polêmica se Temer privatizará ou não o uso das águas 

Um bem ecológico a serviço do interesse econômico é algo insustentável




O Aquífero Guarani tem 84 mil km² e a água depositada nele daria para abastecer toda a população brasileira atual por 2.500 anos, sem nenhum prejuízo aos habitantes do Paraguai, Uruguai e Argentina que também podem ser abastecidos por este megamanancial, uma das maiores reservas hídricas do planeta, a maior da América do Sul. ."Agora, o Governo Temer vai transferir o seu domínio a empresas como Coca-Cola ou à Nestlé", denuncia o jornalista Carlos Alberto Reis Sampaio, no site Jornal Expresso. Mas não há ainda, oficialmente, nenhuma definição sobre este tipo de privatização das aguas no país, o que vem sendo mais debatido deste agosto e setembro do ano passado nos bastidores por especialistas e repórteres. As autoridades mantém silêncio ou sigilo. Um outro jornalista, Roberto Malvezzi, no site Outras Palavras, chegou a afirmar que o Governo Michel Temer está somente esperando um momento politicamente mais oportuno para divulgar esta meta. Malvezzi foi entrevistado também pelo jornal Folha de São Paulo e comentou que está havendo uma nova investida no momento da Agência Nacional das Águas para a criação do que chamou de mercado outorga das águas. Anos atrás esse tema foi polêmica em meio a integrantes do movimento ecológico, científico e de cidadania. Agora, está de volta. Na entrevista à Folha, algumas informações e declarações do entrevistado não foram publicadas e foi dado mais espaço à opinião dos defensores do mercado das águas. Esta situação fez aumentar a polêmica.  O que se comenta ainda em off é que a proposta de privatização das águas brasileiras vem do Banco Mundial e do FMI como uma alternativa à crise hídrica global. Mas, no Brasil, a água é definida como um bem da União (Constituição Federal de 1988), não podendo ser privatizada nem mercantilizada. Porém, multinacionais que atuam neste setor estariam negociando com o Governo para a criação do mercado das águas, pelo mecanismo de compra e venda de outorgas. Este tipo de solução está longe de ser sustentável (equilíbrio entre interesse econômico com ecológico) e mais ainda, em países ela foi implantada, foi um fracasso. Na Bolívia gerou uma revolta popular conhecida como Guerra da Água no ano de 2000 e o interesse público acabou prevalecendo. Na França, depois de alguns anos de privatização, o serviço voltou ao controle público. Roberto Malvezzi comentou e o Dr. Flávio José Rocha da Silva, uma autoridade em Ciências Sociais, em artigo no site EcoDebate, observou ainda que pela nossa atual legislação, existe uma ética no uso da água, por exemplo, em caso de escassez a prioridade é o abastecimento humano, bem como, o direito à vida dos animais.  Flávio José Rocha da Silva é também um dos principais líderes da OPA, o Observatório da Privatização da Água. Este tema ou problema precisa ser urgentemente pautado no Fórum Mundial das águas em março, em Brasília, para informar de vez a opinião pública e mobilizar a população para mudar e avançar a realidade da água e de todos os recursos da nossa natureza.

 
O Aquífero Guarani é nosso mas... até quando?






Este é um dos interessados Perter Brabeck, presidente da Nestlé
 
A água, o saneamento, a qualidade de vida: um direito socioambiental


 O 8º Fórum Mundial da Água é esperança por aqui



Fontes: Envolverde - Página 22 - Reuters - www.folhaverdenews.com
             

7 comentários:

  1. Dias atrás nós tínhamos feito aqui no blog da ecologia matéria sobre a polêmica que rola nos bastidores, em Brasília e no Brasil, sobre a eventual privatização ou mercado das águas. Agora, é oportuna a informação sobre este 8º Fórum Mundial da Água, na capital federal, e com esta plataforma que pode ampliar o debate, esclarecer a população e avançar soluções sustentáveis.

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  2. Desta forma, estamos postando hoje um resumo do Fórum Mundial e em seguida, no mesmo espaço, resumimos um pouco do conteúdo desta matéria sobre o interesse de empresas como a Nestlé e a Coca Cola de se apossarem de recursos hídricos, até do Aquífero Guarani, como se comenta em off por aqui no interior do Brasil.

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  3. Nada melhor que a tecnologia, a inovação e a boa vontade ou cidadania, conteúdos da Plataforma Digital do 8º Fórum Mundial da Água, para todos terem voz nos debates sobre os recursos hídricos.

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  4. Você pode colocar direto aqui o seu comentário ou se preferir, enviar um e-mail com a sua mensagem para a redação deste blog navepad@netsite.com.br

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  5. Outra opção para participar desta pauta de hoje: você pode enviar um e-mail pro nosso editor de conteúdo com a sua opinião ou crítica, a sua foto ou até a sua sugestão de pauta, envie sua mensagem para padinhafranca603@gmail.com

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  6. "Diante do alcance da gravidade dos problemas desta ameaça de privatização, nada melhor no momento do que um Fórum da Água participativo": comentário de José Aldair Ribeiro Alves, de Minas Gerais, BH, estudante da UFMG.

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  7. "Importante esta matéria e esta plataforma através da qual o cidadão, o pesquisador, o ecologista possam participar do debate dos problemas e da busca da solução para a água, seja aqui no Brasil ou em qualquer país do mundo hoje é tema de prioridade": comentário de Luiz Peres, economista e assessor de agroindústrias no interior de SP.

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