segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

UM PAÍS QUE VIVE DE TURISMO QUER PORÉM DIMINUIR O NÚMERO DE TURISTAS: É UMA CONTRADIÇÃO OU SERÁ ESTA UMA DECISÃO SUSTENTÁVEL?

Palau quer menor quantidade mas melhor qualidade de visitantes evitando assim os riscos do turismo de massa: conseguirá uma indústria sustentável de lazer? Apesar de serem casos bem diferentes essa situação pode inspírar mudanças e avanços no setor turístico do Brasil

 
Palau depende do turismo mas também da sua ecologia


Palau depende majoritariamente do turismo, responsável por aproximadamente 85% do PIB da nação, que tem apenas 20 mil habitantes, mas nos últimos anos, a população do arquipélago vem se queixando de que o grande fluxo de visitantes tem saturado os locais mais populares, causando danos à ecologia dos recifes de corais e perturbando a vida selvagem, ameaçando de poluir o santuário marítimo. A República de Palau, um pequeno país insular da Oceania, já proibiu a pesca comercial em suas águas territoriais, declaradas como santuário marinho pela ONU. O presidente deste pequeno país, Tommy Remengesau, disse que a medida afetará à totalidade da Zona Econômica Exclusiva do país, de cerca de 370 quilômetros, durante conferência das Nações Unidas sobre a vida dos oceanos. Como estratégia econômica, limitar entrada de turistas pode parecer pouco rentável. Mas o governo de Palau  já decidiu que quer mesmo cada vez menos turistas visitando as suas praias paradisíacas, ultimamente, um multidão de chineses têm visitado estas ilhas. Parece elitista a posição do presidente Tommy Remengesau, que acaba de apresentar um projeto de lei para permitir a construção de apenas hotéis cinco estrelas nesta parte da Micronésia. Acontece que a proposta é diminuir o turismo de massa em troca duma atividade mais sustentável, que renda economicamente mas não destrua a ecologia da sua natureza. 


 
Multidão de turistas da China já visitam as ilhas de Palau



A administração deste país aposta na chegada de menos turistas, mas com menor impacto ambiental e maior poder aquisitivo. Menos pessoas que poluam menos mas deixem mais dinheiro. Palau quer ao mesmo tempo a garantia de que os investimentos contribuam para o desenvolvimento sustentável desse pequeno país do Pacífico, formado por 250 ilhas. "Caso haja necessidade de construir nova infraestrutura, como abrir estradas, os investidores teriam que fazer isso por conta própria",explicou o assessor de imprensa do Presidente Tommy Remengesau à BBC e às agências AFP e EFE: "Em troca, daríamos os incentivos e isenções fiscais necessários", acrescentou o assessor presidencial também num programa de debate da Rádio Nova Zelândia (RZN). O curioso é que Palau depende majoritariamente do turismo,porém entre o ganho imediato e a proteção da sua natureza (sua principal fonte de riqueza), Palau está optando pela ecologia. Ultimamente, a ilha nota um aumento crescente de visitantes especialmente da China. Nos últimos meses, o governo reduziu pela metade o número de voos fretados que chegam do gigante asiático. Mas o projeto é ir ainda mais longe. E sua aposta é converter o país num sinônimo de turismo de luxo e não de massa. Tommy Remengesau deixou claro que não é uma discriminação mas sim privilegiar a qualidade acima da quantidade. Palau precisa atrair apenas pessoas dispostas a gastar muito e destruir pouco: isso resume a meta turística deste país. O objetivo final é positivo, que o desenvolvimento das ilhas ocorra, mas respeitando o meio ambiente a a cultura nativa dos seus habitantes. 


Palau quer proteger a sua ecologia que á a base da sua economia

"Queremos controlar o crescimento ou que o crescimento nos controle?", foi um dos principais pontos questionados num debate de jornalistas locais, segundo a publicação Marianas Variety. Dependemos do turismo mas precisamos escolher melhor nossos turistas, foi uma das conclusões so encontro técnico. Aliás, o Brasil, guardadas as diferenças com Palau, deveria também a implantar normas e estruturas para um turismo sustentável por aqui. Ou vamos esperar a nossa natureza acabar?...


A proteção da cultura nativa e da ecologia de Palau...

...fazem parte da busca dum turismo sustentável ali


Fontes: BBC - APF - EFE - RZN
             Marianas Variety
             www.folhaverdenews.com

5 comentários:

  1. O conteúdo principal desta pauta de hoje aqui em nosso blog é um turismo sustentável, que seja economicamente fértil mas sem impactar a ecologia dum país. Esta é a proposta de Palau, pequeno país formado por ilhas na Oceania. Mas poderia e deveria ser também a meta de um dos maiores países do planeta que dependem do turismo, no caso, o Brasil.

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  2. Logo mais, por aqui nesta seção de comentários, mais informações sobre esta opção das autoridades de Palau por um turismo sustentável: você pode por aqui o seu comentário ou se preferir enviar sua mensagem pro e-mail da redação do nosso blog de ecologia e de cidadania navepad@netsite.com.br

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  3. Você pode também enviar a sua mensagem diretamente para o nosso editor de conteúdo, podendo também enviar fotos ou sugerir matérias através do e-mail padinhafranca603@gmail.com

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  4. "O turismo de luxo pode impactar tanto quanto o turismo de massa, isso depende também dum controle cultural, duma educação ambiental dos visitantes dum país": comentário de Tânia Alves Silva, que atua como agente de turismo em Salvador (Bahia).

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  5. "Não se trata duma questão econômica e sim principalmente, ecológica": comentário também de Tânia Silva, completando sua mensagem desde a Bahia.

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