quarta-feira, 15 de março de 2017

AS CRIANÇAS SÃO AS PRINCIPAIS VÍTIMAS DOS CONFLITOS ARMADOS E PORTANTO A PAZ É MAIS DO QUE TUDO UMA QUESTÃO HUMANITÁRIA

Milhares de crianças foram mortas e mutiladas como resultado dos conflitos que rolam na Síria e em mais cinco países nesse momento sacrificando toda uma nova geração e travando o avanço do ser humano para criar o futuro: que futuro?


Na Síria, hoje exatamente faz 6 anos que a guerra perdura, ela já deslocou 6,3 milhões de pessoas, segundo levantamento da ONU e pode ser considerada o pior desastre da humanidade desde a 2ª Guerra Mundial, também pela sua crueldade com as crianças. No Afeganistão, na Somália, no Sudão do Sul, no Iraque, no Iêmen, milhares de crianças foram mortas e mutiladas nos últimos meses como resultado de conflitos cada vez mais violentos. Aqui no Brasil, onde a violência em alguns pontos e em algumas regiões, equivale à de uma guerra, a luta pela não violência e pela paz tem também um sentido de urgência. Nós do blog ligado ao movimento ecológico, científico e de cidadania Folha Verde News levantamos a nossa luta pela condição humana de vida da garotada, a paz precisa ser conseguida imediatamente, aqui e em todo país onde está prevalecendo a violência da realidade.


Na violenta guerra da Síria a criançada é a maior vítima


Meninas no distrito de Mawyah, Taiz, no Iêmen. Este papel fica frequentemente com meninas e mulheres mais novas, prejudicando sua educação. Foto: OCHA
Meninas tendo que trabalhar como adultas em Mawyah, Taiz, no Iêmen


Os direitos das crianças precisam ser uma pedra angular nos esforços de prevenção dos conflitos e nos processos de manutenção e construção da paz, disse Leila Zerrougui, a representante especial do secretário-geral da ONU para crianças em conflitos armados, nesta semana ela debateu este tema no Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas. Ela expressou profunda preocupação com o aumento e a gravidade das violações cometidas contra crianças conforme demonstra relatório feita ao longo do ano passado em meio a combates armados: "No Afeganistão, na Somália, no Sudão do Sul, no Iraque, na Síria e no Iêmen, milhares de crianças foram mortas e mutiladas como resultado de conflitos". O recrutamento e o uso de crianças em conflitos armados também continuam altos nesses países já citados e também na República Centro-Africana, na República Democrática do Congo e na Nigéria. Cá entre nós, até em cidades como Rio e São Paulo, as crianças vítimas de balas perdidas e da crueldade da violência isso tem que ser questionado. Mas voltando à questão específica dos países em guerra, as Nações Unidas estão chamando a atenção também para o impacto que os ataques a escolas e hospitais têm sobre a educação e saúde das crianças, bem como a negação de ajuda humanitária e até mesmo o assédio que faz parte da crueldade. Leila Zerrougui apelou  a todos os  estados-membros da ONU para que tomem medidas rápidas e objetivas para evitar que esse tipo de violações continuem ocorrendo. Além disso, ela pediu às autoridades dos países que protejam os direitos das crianças que sejam associadas a grupos armados ou exploradas por eles no sentido de que tratem esses menores como vítimas, e não como criminosos: "Os estados-membros não podem prender uma criança, destruindo toda a sua vida. E a detenção prolongada só criará e alimentará cada vez mais injustiças e problemas".
  

No Brasil, violência e falta de condição de vida equivalem a uma guerra


Por fim, Leila Zerrougui, pediu através das Organização das Nações Unidas que os governos que sigam o modelo do Níger e adotem protocolos para a transferência de crianças encontradas em operações militares e de segurança: "É especialmente preocupante a segurança das meninas que são alvo de violência sexual ou de tráfico e que são frequentemente estigmatizadas, rejeitadas pelas suas comunidades quando regressam depois de serem sequestradas por grupos armados". Ela define esta situação como um bullying social, como um grande sofrimento para crianças er adolescentes: "Precisamos dar prioridade à preparação e sensibilização das comunidades para juntos buscarmos todos mudar este tipo de situação, todas as formas de violência e mais, criando a paz", concluiu
Leila Zerrougui. Ela estava falando também a gente.


Fontes: www.onu.org
             www.folhaverdenews.com 

8 comentários:

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  4. "Vejo o momento presente, não só na Síria e nem somente nos países em guerra armada, como uma realidade de terror, especialmente para as crianças, que estão perdendo a sua infância": comentário de Isabel Mendes Silva, formada em Psicologia pela Unesp e atuando em rede de hospitais na Grande São Paulo.

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  5. Você pode consultar outras fontes de pesquisa ou de infomações sobre este tema: OIT, UNICEF, ONU, OMS, IBGE. Há entidades e pessoas trabalhando direto nesta causa, como Marcio Demari, ligado a
    PLANETA VOLUNTÁRIOS – A maior Rede Social de Voluntários e ONGs do Brasil http://www.planetavoluntarios.com.br
    ANN / Agencia responsável pela distribuição.
    http://www.agencianacionaldenoticias.com.br

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  6. “Se deixarmos de fazer o que precisamos para proteger uma criança, que diferença teremos daqueles que as violentam?”: comentário de Jefferson Drezett) em matéria dentro de pauta na Revista Exame.

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  7. "No Brasil, 11,5% das crianças de oito e nove anos são analfabetas, segundo o IBGE. O percentual supera a média nacional entre adultos, de 10%. No Nordeste, o índice infantil vai a 23%. No Maranhão atinge o pico nacional: 38%. Isso aqui, no mundo é ainda pior. Pelo menos 100 milhões de crianças em idade escolar esperam por uma vaga em colégios nos países pobres, regiões em que o fornecimento de educação básica está entre as Metas do Milênio estabelecidas pela ONU": comentário de Humberto Rosa, que nos enviou textos e informações sobre este problema. Ele é profissional de TI em BH, Minas Gerais.

    “Temos mais de 100 milhões de crianças sem escola no mundo, dos quais 58 milhões são meninas.

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  8. "O Unicef denuncia que, a cada ano, pelo menos um milhão de menores (três mil ao dia) são introduzido no mercado do sexo, mas alguns pesquisadores acreditam que o número deva ser quatro vezes maior porque ainda não existem dados estatísticos totalmente confiáveis. Segundo estimativas da ONU, no ano passado um total de 150 milhões de meninas e 73 milhões de meninos foram abusados sexualmente no mundo todo": comentário de Márcio Demari da rede Planeta Voluntários.

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