segunda-feira, 13 de março de 2017

DEPOIS DO SETOR DO PETRÓLEO QUAL É A INDÚSTRIA MAIS POLUENTE DO MUNDO?

Poucas pessoas têm a informação de que no segundo lugar no ranking dos que mais poluem hoje  está a charmosa indústria da moda: este post de hoje questiona isso

 

A economia ecológica vai chegar à indústria da moda?


Devido a este fato, na Argentina, empresários com consciência ecológica fundaram a Industry of All Nations, que hoje está também nos Estados Unidos, com uma proposta  de design e desenvolvimento com o compromisso de repensar métodos de produção, para eles se tornarem  menos poluentes, ou seja, mas sustentáveis. Eles argumentam por exemplo que calças ou malhas de poliéster,  que são a fibra sintética mais usada na indústria têxtil em todo o mundo, não apenas requer, segundo especialistas, 70 milhões de barris de petróleo todos os anos, como demora mais de 200 anos para se decompor!  A viscose, outra fibra artificial, mas feita de celulose, exige a derrubada de 70 milhões de árvores todos os anos. E, apesar de natural, o algodão é a uma fibra cujo cultivo é o que mais demanda o uso de substâncias tóxicas em seu cultivo no mundo, 24% de todos os inseticidas e 11% de todo os pesticidas, com óbvios impactos na terra e na água. "Nem mesmo o algodão orgânico escapa: uma simples camiseta necessitou de mais de 2700 litros de água para ser confeccionada", informa uma reportagem especial sobre esta setor industrial na BBC. Confira aqui no blog da ecologia e da cidadania um resumo desta informação em seus principais detalhes, mais um novo desafio para a nossa geração de ambientalistas em busca do desenvolvimento sustentável, capaz de no dia a dia da realidade atual equilibrar o interesse econômico com o ecológico, algo difícil mas possível e que vai se configurando como essencial para que exista futuro na vida. Confira a seguir.  

Um setor com muitos desafios econômicos, ecológicos e de tecnologia


Usar e jogar fora - Talvez, o maior dano causado pela indústria de roupas seja a tendência da moda rápida, marcada especialmente pelos preços baixos. O consumo maior multiplica os problemas ambientais. O custo deste tipo de moda segundo HBS Getty:  

Uma peça de roupa
  • que usamos menos de 5 vezes
  • e jogamos fora após 1 mês
  • produz mais 400% de emissões de carbono
  • que uma usada 50 vezes e mantida por 1 ano

Este segundo especialistas é o chamado segredo sujo da moda e deu origem a iniciativas que buscam uma maior responsabilidade ambiental. Na Argentina, a Industry of All Nations foi fundada como uma  empresa de design e desenvolvimento com o compromisso de repensar métodos de produção no setor, objetivando produzir uma roupa limpa. "Eu e meus irmãos nos demos conta de que num planeta tão grande, quase todos os produtos são feitos em dois ou três países asiáticos. E a única razão é porque é mais barato produzir lá", explica Juan Diego Gerscovich, fundador desta empresa familiar: "A IOAN, como diz o nome, existe para que voltemos à produção e aos produtores originais, para que regressemos à fonte e protegendo assim o ambiente e nosso futuro". Os hermanos Gerscovich, que são argentinos e vivem Los Angeles, começaram produzindo sandálias, usando os serviços de uma fábrica há 20 anos no ramo:  "Era uma empresa sustentável sem saber, as sandálias feitas de juta e algodão. A empresa produzia um milhão de unidades. A única coisa que fizemos foi mudar as tiras, que eram de material sintético, para algodão". Mas estes empresário queriam mais, eles queriam produzir jeans, mas abandonaram a ideia quando se deram conta que este tecido acabava tendo uma produção muito tóxica. Decidiram resgatar o método tradicional de produção do tecido, com o uso de algodão orgânico e índigo, uma tintura obtida da planta Indigofera tinctoria. Gerscovich encontrou um pequeno vilarejo no sul da Índia, Auroville, onde levaram anos investigando como reviver a indústria local:  "Era uma indústria muito importante e conectada à cultura indiana, mas a Revolução Industrial trouxe os corantes químicos, a indústria do tecido natural desapareceu, era muito mais econômico e rápido usar os métodos mais modernos ou menos artesanais". Ele explica que o processo natural requer mais tempo e investimento, mas o processo é muito menos agressivo para o meio ambienteNa história. da comunidade indiana, com o desaparecimento da indústria mais artesanal, isso fez com que fosse necessário treinar tecelões, pois ninguém lá naquela comunidade sabia mais fazer jeans. Depois, esta mesma empresa se dedicou à produção de suéteres com lã de Alpacas bolivianas. "E sem corantes", ressalta Gersovich, contando a sua aventura ecológica, que agora começa a ganhar a mídia. "A cooperativa que produz os suéteres na Bolívia conhece nossa filosofia e montou um pequeno laboratório para começar a desenvolver tintas naturais", relata Gerscovich, dizendo que além de fazer roupa de forma sustentável, a comunidade lá passou a melhorar a condição de vida. E ele filosofa em cima da sua procura: "O mais importante é que, como seres humanos, a gente mude nossa mentalidade, por exemplo,  precisamos  e podemos consumir menos".  Desta forma, a IOAN, assim como outras iniciativas deste gênero, hoje crescente, produzem suas peças em mais tempo e a um custo maior. Um par de jeans, por exemplo, custa US$ 170, valor bem superior ao de muitas marcas no varejo mundial. Mas o que ocorre é que os custos tendem a reduzir à medida que as vendas vão crescendo, o que já acontece também. Estas empresas alternativas de tecido nunca chegarão aos níveis das grandes cadeias que produzem roupas para rede de lojas, que por sinal, conforme pensa Gerscovich, na prática estão desrespeitando o meio ambiente e os consumidores. Para a nossa equipe aqui do nosso blog é uma novidade de informação este questionamento, a gente nem sabia que a indústria da moda é a segunda depois da petrolífera no ranking da poluição, assim, de toda forma, abrimos um fator a mais no debate por aqui no movimento ecológico, científico e de cidadania hoje à procura da sustentabilidade na vida. 


A arte de rua tipo grafite pode se adaptar à moda alternativa  
Atrás dum simples jeans muitos desafios


A moda além de charmosa pode vir a ser sustentável?

Fontes: www,bbc.com
             www.folhaverdenews.com

8 comentários:

  1. Se existe tantos problemas na indústria da moda, o desafio para tornar este setor sustentável é dos mais interessantes para quem se dedica à inovação, tecnologia e criação do futuro.

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  2. A partir desta matéria da BBC, a gente pesquisou o assunto e levantamos que a Revista Galileu, aqui no Brasil, fez uma reportagem muito profunda sobre esta questão. E vale à pena, caso você tenha o interesse de buscar novos caminhos ir ao Google e pesquisar - Galileu Revista, Escravos da moda: os bastidores nada bonitos da indústria fashion, com 80 bilhões de peças de roupa vendidas por ano, mantém uma fórmula que combina o consumo desenfreado com a exploração da mão de obra. A matéria foi publicada ainda em 2006 mas continua muito atual nas suas informações básicas.

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  3. Entre variados conteúdos nesta reportagem da Revista Galileu, selecionamos só para ilustrar e estimular nossos comentários, um tópico apenas, a Roupa Livre. Com o objetivo de estender a vida útil das roupas, esta organização conta com um mapa colaborativo em seu site (roupalivre.com.br) para que os usuários identifiquem onde é possível encontrar brechós ou locais para doações, além de indicação de costureiras e cursos sobre moda consciente. Em dezembro, a organização arrecadou quase R$ 26 mil em um financiamento coletivo para o desenvolvimento de um aplicativo para troca de roupas, por exemplo. Vale acessar este site também e divulgar esse movimento alternativo na indústria da moda.

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  4. Logo mais, por aqui, mais informações, vamos atualizar esta seção de comentários: você pode colocar aqui a sua opinião, notícia ou mensagem ou ainda, se preferir, enviar um e-mail para a redação do nosso blog de ecologia e de cidadania navepad@netsite.com.br

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  5. Você pode também sugerir pautas ou dialogar com o nosso editor de conteúdo deste blog através do e-mail padinhafranca603@gmail.com

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  6. "Sou ligado há pelo menos 20 anos ao movimento ecológico e à arte alternativa, mas nunca havia visto a mídia discutir este tema, importante mesmo a gente buscar inovação e criar uma forma mais sustentável neste setor": comentário de Ilda de Assis Sousa, de São Paulo (SP), designer.

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  7. "Um assunto que quase não se discute mas devido ao volume do negócio da moda e a poluição que causa, para mim uma surpresa, precisa mesmo ser buscada uma nova realidade também neste setor, que então não é só charme, é desafio": comentário de Júlia Mendes, do Rio de Janeiro, veio de Minas Gerais (BH) para atuar no mercado carioca de comunicação publicitária.

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  8. "Muito interessante o site Roupa Livre, vi aqui o link e fui dar uma olhada, tem lá também um blog com matérias legais, como esta: Consertar é revolucionário! Veja 5 dicas para prolongar a vida das suas peças. Isso é uma forma também de poupar o ambiente": comentário de Alice Castro do Nascimento, de Uberlândia (MG), Fisioterapeuta.

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