terça-feira, 7 de março de 2017

GREENPEACE DENUNCIA MOVIMENTO MONSTRO PARA REDUZIR UNIDADES DE CONSERVAÇÃO DA FLORESTA NA AMAZÔNIA

Mesmo com o Ministro do Meio Ambiente sendo contrário à redução das UCs este processo está em andamento, aumentaram as áreas para desmatamento, grilagem, garimpo de ouro a dano da ecologia e do futuro da vida através do desenvolvimento sustentável: isso fará a Amazônia perder também o apoio internacional além do seu equilíbrio vital



Segundo informações do Greenpeace Brasil, o "Governo do Brasil já está dando sinal verde para o processo de destruição na Amazônia": esta denúncia está tendo destaque no site ambientalista brasileiro Envolverde, também junto a entidades ecológicas internacionais, por exemplo, na Noruega e na Alemanha, que têm apoiado também com recursos financeiros a implantação das Unidades de Conservação. Há até um sentimento de indignação diante de comentários deste realidade: mesmo com aumento de 75% no desmatamento entre 2012 e 2015, o Governo poderá encaminhar proposta ao Congresso Nacional para reduzir Unidades de Conservação, entregando algumas reservas florestais de bandeja para a grilagem de terras, desmatamento e emissões de gases do efeito estufa. Até a ONU está sendo "passada para trás" nesse processo, uma vez que este fato ofenderá diretamente o Acordo do Clima em Paris (França) assinado pelo Brasil junto com quase outros 200 países. O efeito será um aumento dos gases do efeito estufa uma vez que o desmatamento corresponde a cerca de 40% deste problema em nosso país. A denúncia do Greenpeace não se trata de exagero ou excesso de zelo ecológico, esta ameaça está muito explícita nos bastidores em Brasília. Atendendo à pedidos de parlamentares do Amazonas, o Ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha e o Presidente Michel Temer podem encaminhar em breve aos parlamentares uma proposta para acabar com uma Unidade de Conservação (UC) e reduzir em 40% a área de outras quatro UCs criadas nos últimos momentos do governo anterior depois dum processo de reconhecimento que se arrastava desde 2014. A proposta se transformada em medida governamental colocará à disposição da grilagem de terra e do desmatamento cerca de 1 milhão de hectares de florestas, o equivalente à sete cidades de São Paulo. O Ministro do Meio Ambiente, José Sarney Filho, colocou-se contrário à redução. Mas mesmo sendo o responsável pelo setor, ele será ouvido? No impasse, ele poderia vir a ser mais um ministro a se afastar do atual Governo. Por outro lado, é que preciso reconhecer que a criação de Unidades de Conservação foi uma estratégia bem sucedida que contribuiu para a redução da taxa de desmatamento na Amazônia: "No contexto atual, esta retomada de altas taxas de desmatamento com a redução destas UC’s é caminhar na contramão do que precisa ser feito para conter a destruição”, argumenta Cristiane Mazzetti, da Campanha da Amazônia do Greenpeace.



Esta é uma das áreas a serem reduzidas na Floresta Nacional do Aripuanã


O que será da Amazônia de 2017 em diante? 


Ao diminuir deliberadamente a proteção de áreas de conservação a serem reduzidas, o Governo Federal sinaliza aprovação à grileiros e incentiva o desmatamento em um momento pouco favorável para a floresta. Em 2016, o Brasil registrou a maior taxa desde 2008, com quase 8 mil km² perdidos. O Amazonas, em especial, teve o maior crescimento relativo (54%) entre todos os estados da Amazônia Legal. Além disso, estão em discussão no Congresso Nacional medidas que incentivam a ocupação ilegal de terras. A criação destas UCs foi parte de uma série de ações governamentais e técnicas desenvolvidas com apoio da sociedade civil com a finalidade de reduzir os fortes impactos socioambientais observados no sul do estado do Amazonas, decorrente do processo de ocupação irregular que resultou no aumento expressivo da taxa de desmatamento na região. Elas estão em uma região estratégica, servindo como barreira para conter o avanço da destruição em direção às porções preservadas de floresta. Até hoje, o Amazonas é conhecido como o estado com a maior área contínua de floresta amazônica preservada. Mas se essas UCs forem perdidas, diversos serviços ambientais prestados pela floresta, como a regulação do clima, serão comprometidos. Pode se esperar o pior para 2017 e os anos seguintes se a proposta para acabar totalmente com uma Unidade de Conservação (UC) e reduzir  40% a área de outras quatro UCs for em frente agora.  O Greenpeace fez alguns sobrevoos para analisar a situação destas áreas ameaçadas, com um detalhe que chega a ser escândalo internacional e trágico para os que lutam dentro do movimento ecológico, científico e de cidadania brasileiro, do que nosso blog Folha Verde News participa: a redução da área vai servir a diversos interesses como mineração, extração de madeira, especulação de terras e avanço da pecuária. Poucas ocupações de migrantes foram de fato encontradas nestas regiões, tendo sido detectados desmatamentos próximos aos limites atuais das UCs. Mais um dado dramático demais: a redução já em estudos em Brasília atingirá nada menos do que 40% da área total das atuais Unidades de Conservação de florestas na Amazônia. É a notícia mais negativa da atualidade brasileira para os que amam a natureza e lutam por um futuro sustentável da Nação e da vida no Brasil.

Mapa detalha as UCs que estão para serem reduzidas


Fontes: Greenpeace - Reuters
             www.envolverde.com.br
             www.folhaverdenews.com 

8 comentários:

  1. "Na minha opinião, diante deste fato documentado pelo Greenpeace, classifico como um processo monstro esta proposta de redução de unidades de conservação da floresta, estimulando aumentar a destruição da Amazônia e a emissão de gases de efeito estufa, a dano do nosso país e de todo o planeta": comentário do ecologista Antônio de Pádua Silva Padinha que edita esta blog ligado ao movimento ecológico, científico e de cidadania no Brasil.

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  2. O Greenpeace informa também que "os parlamentares alegam que investimentos foram feitos na região e que populações teriam que ser deslocadas em virtude das UC’s. Para apurar o que dizem os parlamentares, ativistas desta entidade realizaram sobrevoos na região para documentar possíveis ocupações humanas, além de registrar as pressões no entorno e a exuberância da floresta que seria perdida com a proposta. Observamos muita floresta ainda preservada, ou seja, trata-se de uma área em que o desmatamento é praticamente zero. Há, entretanto, forte pressão no entorno. A redução da área serviria à diversos interesses como mineração, extração de madeira, especulação de terras e avanço da pecuária. Poucas ocupações foram de fato encontradas, verificamos desmatamentos próximos aos limites atuais".


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  3. "Na Floresta Nacional (Flona) de Urupadi foram encontradas áreas de garimpo de ouro, muitas com aparência recente e operando, essas áreas apresentam apenas autorização ou requisição para pesquisa relacionada à minério de ouro, mas não para exercer a atividade. A Flona fica na divisa com o Pará, onde o garimpo ilegal é uma atividade que ocorre na floresta. Na Flona do Aripuanã foram encontradas estradas que podem indicar exploração de madeira – o distrito de Santo Antônio do Matupi é o polo madeireiro da região e está relativamente próximo da Flona. Bem como áreas de desmatamento recente, ambos próximos dos limites inferiores da áreas protegida – que podem indicar um processo de estabelecimento de fazendas": trecho do relatório do Greenpeace.

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  4. "Evolução do desmatamento dentro da Flona do Aripuanã – Até 2014 havia apenas uma estrada e o desmatamento aumentou relativamente após a titulação da área para o ICMbio e consequente criação da UC. No Parque Nacional (Parna) do Acari, Flona do Aripuanã, Reserva Biológica (REBIO) do Manicoré Área de Proteção Ambiental (APA) dos Campos de Manicoré, visitamos áreas registradas no Cadastro Ambiental Rural (CAR) a maioria delas estava completamente preservada, sem nenhuma atividade visível, inclusive em locais isolados de estradas ou qualquer infraestrutura. Foram encontrados 185 cadastros ambientais rurais registrados que sobrepõem as áreas protegidas. Destes, 102 estão nas áreas a serem reduzidas. O CAR é um registro autodeclaratório e de caráter ambiental, funciona como um importante instrumento no combate ao desmatamento. No entanto não indica posse ou propriedade da terra, por isso está sendo fortalecido e monitorado para não correr o que já ocorre, ser utilizado como ferramenta para promover a grilagem na Amazônia": outro trecho do documento do Greenpeace.



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  5. Depois, aqui nesta seção de comentários, postaremos mais informações, detalhes e opiniões também sobre a redução das Unidades de Conservação na Amazônia. E você pode colocar aqui a sua informação ou a sua visão deste problema. Se preferir, envie sua mensagem para o e-mail da redação do nosso blog de ecologia e de cidadania navepad@netsite.com.br

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  6. Você pode também em optar por entrar em contato com o nosso editor de conteúdo deste blog: pode fazer isso no Facebook, mandando uma mensagem em off para a time line dele (Antônio de Pádua Silva Padinha) ou então um e-mail para padinhafranca603@gmail.com

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  7. "Acredito que a grande mídia deveria divulgar ou ao menos pesquisar este processo de destruição da Amazônia, mais ainda, o Ministério Público tem a obrigação moral, ética, de processar esta denúncia que envolve o interesse nacional e o futuro da vida da Nação": comentário de Fabiano Morais, advogado em São Paulo, formado pela PUC de BH em Minas Gerais.

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  8. "O dado mais alarmante para mim é que a redução já em estudos em Brasília atingirá 40% da área total das atuais Unidades de Conservação de florestas na Amazônia, vai desequilibrar todo o bioma": comentário de Saul Santos Duarte, de Curitiba, no Paraná, engenheiro florestal.

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