quinta-feira, 16 de março de 2017

INTERIOR PAULISTA E MINEIRO (NOSSA REGIÃO TAMBÉM) PRECISA ADERIR A MOVIMENTO QUE JÁ LIVRA 280 CIDADES BRASILEIRAS DO FRACKING



No Paraná nestes dias a mobilização foi intensa e mais 46 cidades aprovaram legislação ambiental que proibe a extração do Gás de Xisto e de outros gases ou óleos de forma agressiva para as águas do subsolo que se contaminam provocando uma crise de alimentos e de doenças também na população


Proibição do fracking já mobiliza muitas cidades do país....

O fracking é uma forma agressiva e poluente de extrair gás natural





Franca, Ribeirão Preto, Uberaba, Uberlândia e toda a nossa macrorregião por aqui na divisa entre os estados de São Paulo e Minas Gerais também integram o Aquífero Guarani (a maior reserva de água no subsolo da América Latina) mas estas cidades ainda não aderiram a um movimento crescente de proibição do fracking (forma ambientalmente agressiva demais para extração de Gás de Xisto, outros gases e óleos, contaminando as águas subterrâneas): Silvia Calciolari e Nathália Clark,  que lideram as entidades Coesus e 350.org, ligadas a este movimento, nos informam que em nosso país, desde 2013, quando começou a campanha Não Fracking Brasil, já são hoje 280 cidades brasileiras que baniram a tecnologia poluente e destrutiva de mineração. O site nacional de assuntos socioambientais EcoDebate faz matéria sobre este movimento positivo e crescente, comentando que a tendência é que aumente ainda mais as cidades com a ecologia de suas águas protegida em 2017, a expectativa é que este avanço sustentável chegue a 400 municípios brasileiros, calcula a jornalista ambientalista Silvia Calciolari.  Por aqui nas cidades entre a Serra da Canastra e os rios Grande, Sapucaí, Pardo e Mogi ainda estão ameaçadas pelos riscos e perigos do fracking que incluem contaminação da água, da produção de alimentos, da biodiversidade, comprometendo a saúde humana e animal, uma atividade minerária que nasceu com empresas dos Estados Unidos, para extrair Gás de Xisto, dentro da indústria petrolífera: lá a população se mobilizou para impedir esta destruição dos aquíferos, agora, megaempresas estão tentando trazer para o interior do Brasil a pior porque mais destrutiva e mais poluente forma de extração de recursos minerais do subsolo. E por aqui, em nossa macrorregião, onde o subsolo é uma das maiores reservas planetárias de água, o Aquífero Guarani, as cidades ainda não aderiram a este movimento. Ao contrário do que acontece ou não acontece por aqui, já está crescendo muito a mobilização no estado do Paraná contra o fraturamento hidráulico ou o tracking, uma tecnologia altamente poluente usada para explorar o gás do folhelho de xisto. Depois da maciça mobilização ecológica em cidades paranaenses do noroeste, oeste, sudoeste e região central, agora mais 46 cidades das regiões do Paraná estão debatendo  e procurando introduzir em sua legislação municipal o banimento do gás e óleo não convencional através da aprovação e sanção de leis municipais. O jornal Tribuna do Vale fez uma reportagem especial também sobre este novimento. "Vamos unir as cidades que ficam no entorno da bacia do Rio Tibagi numa clara demonstração que não queremos e vamos permitir os testes sísmicos e o fracking por aqui", comentou Izabel Marson, professora e voluntária da Coesus – Coalizão Não Fracking Brasil pelo Clima, Água e Vida, ela que também é uma das líderes da organização climática 350.org: "Entendemos que a proibição em conjunto com as 46 cidades irá garantir maior proteção, evitando o que acontece na Argentina onde as ações são isoladas e não protegem cada região".  Há cidades onde o processo está mais avançado como em Cornélio Procópio (cidade do norte do Paraná com cerca de 50 mil habitantes), onde estão sendo feitos estudos e esforços no sentido de ampliar a proibição, os vereadores e técnicos ambientais estão atualizando a legislação aprovada em outubro do ano passado, proibindo agora também testes e pesquisa sísmica:  "Temos recebido o apoio unânime dos vereadores nas Câmaras Municipais para proteger as cidades no que se refere à contaminação da água e dos aquíferos, à qualidade do solo e da saúde, enfim, vida das pessoas", argumenta Izabel Marson. Já segundo Patrícia Watfe, voluntária da Fundação Internacional Arayara e membro da 350.org, “em Ibaiti está tramitando uma versão mais atualizada ainda na legislação, que inclui a proibição de se explorar outros hidrocarbonetos que na extração utilizam métodos não convencionais tão destrutivos quanto é o fracking”.


Mobilização por lei anti-fracking em várias cidades do Paraná


Resumo deste movimento e do que precisa ser feito por aqui urgente



Cientistas e ecologistas dos USA se movimentam contra o fracking


Idealizado e sugerido aos municípios pelas entidades ambientailistas especializadas Coesus e 350.org Brasil, o Projeto de Lei prevê diversos mecanismos que proíbem operações de fracking para extração do gás e óleo de xisto. Este PL proíbe definitivamente a concessão de licenciamentos e outorgas de água com a finalidade de exploração e/ou explotação dos gases e óleos não convencionais pelos métodos de fratura hidráulica – fracking e refracking – refraturamento hidráulico – na esfera da competência municipal. Além de proibir o tráfego de caminhões com produtos químicos e a queima de gases, há ainda a proposição de uma multa para quem descumprir as determinações contidas na Lei.  A legislação veda ainda a instalação, reforma ou operação de atividades, empreendimentos e obras de produção ou serviços, comercialização, transporte, armazenamento, utilização, importação, exportação, destinação final ou temporária de resíduos, ou quaisquer outros produtos usados para o fraturamento ou refraturamento hidráulico, componentes e afins, em todo o território do município. A proibição é extensiva aos testes e pesquisa sísmica, que são tão impactantes para o meio ambiente e para as pessoas como a tecnologia do fracking.  "O recado de nossa cidades para a Agência Nacional de Petróleo e Gás (ANP) é claro, não vamos permitir que o Paraná, e nenhum lugar desse país, seja destruído pela indústria do gás da morte e dos combustíveis fósseis”, garante Juliano Bueno de Araujo, coordenador de Campanhas Climáticas da 350.org e coordenador nacional da Coesus. De acordo com ele,  "a meta é trabalhar para que 100% de todas as cidades que tenham reservas de gás de xisto (shale gas)tight oil e outros hidrocarbonetos aprovem o banimento de todos métodos não convencionais de extração".  Hoje já são cerca de 254 cidades do Paraná e até o final de 2017 quase 400 de todo o Brasil que estão ligadas a este movimento ecológico, científico e de cidadania, pois é fatal na exploração do Gás de Xisto e similares a contaminação da água, a produção de alimentos na região, a destruição da biodiversidade, sendo assim um perigo muito grande de afetar os animais e a saúde da população, se trata dum atividade minerária que causa poluição e morte. "No caso da nossa macrorregião, que integra o Aquífero Guarani, a legislação das cidades precisa incluir que só serão permitidas atividades que sejam sustentáveis, isto é, que ajudem a economia sem agredir a ecologia, para que exista futuro em nossa vida", comenta por aqui o repórter e ecologista Antônio de Pádua Silva Padinha ao fazer este resumo do movimento aqui no blog Folha Verde News.  



No interior baiano já há instalações para fazer fracking...
...uma atividade minerária que acaba com os recursos hídricos
Depois da exploração do Xisto um deserto, como este na América do Norte


Fontes: www.ecodebate.com.br
             www.folhaverdenews.com 

10 comentários:

  1. Logo mais, mais informações sobre esta grave ameaça que pode contaminar as águas de toda nossa macrorregião, as megaempresas americanas estão chegando ao país com tudo para extrair o Gás de Xisto aqui, lá nos Estados Unidos, cientistas e ambientalistas estão proibindo o fracking.

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  2. "Este movimento contra a exploração do Gás de Xisto através do fracking tem toda a razão de ser e ainda mais no Paraná, onde foram detectadas grandes reservas dele por empresas dos Estados Unidos, que só se interessam pelo lucro com a exloração do gás natural do Brasil de uso crescente nos States, pouco se lixam pros danos ambientais muito graves e que contaminam nossas águas": comentário de José Pedro Moretti, de Curitiba, Paraná, advogado que já participou duma ação com as entidades Coesus e 350.org,que lutam contra esta atividade.

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  3. "Na avaliação da IEA, o Brasil é o décimo colocado no planeta em Gás de Xisto com 6,3 trilhões de metros cúbicos de reservas, basicamente no Centro-Sul": comentário de Magda Chambriard, ligada à ANP (Associação Nacional de Petróleo), para ela e a maior parte dos especialistas a exploração é boa economicamente mas péssima para ecologia, não sendo uma atividade sustentável.

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  4. Das 72 áreas leiloadas pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) leiloou há algum tempo 54 envolviam bacias de Xisto. Empresas como Petrobras, HRT, OGX, Orteng, Cemig e Petra já demonstram interesse na extração do gás de Xisto, embora todos tenham a informação sobre os danos ambientais, à água, aos alimentos e à saúde dos animais e da população. (Notícia da Agência Brasil).



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  5. Dentro do movimento ecológico e científico, a dupla fracking-gás de xisto causa terror: “O único argumento por trás da exploração é o econômico”, diz Carlos Rittl, coordenador do programa Mudanças Climáticas e Energia da organização ambientalista WWF-Brasil: "Precisamos criticar a ausência de discussão sobre os aspectos sociais e ambientais da questão e a guinada do Brasil rumo aos combustíveis fósseis, na contramão do que recomenda o aquecimento global".



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  6. "A extração do xisto betuminoso costuma promover destruição em vasta escala do terreno circundante. Isso é o que acontece numa zona de exploração deste gás no Canadá. Xisto é o nome popular da rocha denominada folhelho. Uma de suas variações, o xisto betuminoso, contém querogênio nos poros, uma mistura de compostos químicos orgânicos a partir da qual se produz hidrocarbonetos como óleo e gás (sobretudo metano). Estima-se que os depósitos de xisto betuminoso no mundo equivaleriam a um volume entre 2,8 trilhões e 3,3 trilhões de barris de óleo recuperável, enquanto as reservas provadas da Arábia Saudita, o maior produtor mundial, eram de 265,4 bilhões de barris em 2011. Já as reservas de Gás de Xisto seriam de 187,51 trilhões de metros cúbicos. O Brasil está entre os 10 países com mais reservas deste gás": comentário de Fabrício Batista, de São Paulo, SP, Geólogo formado pela USP.






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  7. "O fraturamento hidráulico, ou fracking, é conhecido desde a década de 1940, mas o aumento nos custos da exploração de petróleo viabilizou economicamente sua utilização nos últimos anos pára captar o Gás de Xisto. Os poços abertos para trazer à superfície os combustíveis contidos no xisto são inicialmente perfurados no sentido vertical, em geral até 2 mil metros de profundidade. Quando se atinge a camada desejada, entra em cena a inovadora perfuração horizontal, numa extensão que costuma variar entre 300 e 2.000 metros. Por esse duto se injeta água, a uma pressão bastante alta, misturada com areia e produtos químicos. A manobra causa fraturas nas rochas, por onde é liberado o combustível. Este sobe com a água para tanques de armazenagem, onde os produtos são separados. Após ser retirado das rochas de xisto pela tecnologia do fracking, o gás é canalizado e levado aos consumidores
    Após ser retirado das rochas de xisto pela tecnologia do fracking, o gás é canalizado e levado aos consumidores nos Estados Unidos e no Canadá": comentário também do geólogo Fabrício Batista que nos mandou informações sobre o problema ambiental nesta atividade mineradora. Confira um resumo a seguir.




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  8. "Impactos ambientais na exploração do Gás de Xisto:
    1) Vazamento – Muitos depósitos de xisto estão abaixo de aquíferos. Se a vedação do poço tiver falhas, produtos químicos usados no fracking poderão ser liberados na água. Embora um executivo da Halliburton tenha sido notícia em 2011 ao beber o fluido de fracking utilizado pela empresa, para mostrar que ele é seguro, há dúvidas sobre a composição desse material. Uma pesquisa da Universidade Duke (EUA) detectou um aumento da concentração de metano na água potável na vizinhança dos poços, que pode ocasionar incêndios ou explosões.
    2) Contaminação – A mistura de água, areia e produtos químicos injetada nos poços sobe gradualmente para a superfície, podendo contaminar o solo e a água.
    3) Consumo de água – Retirar as imensas quantidades de água usadas no processo pode prejudicar os ecossistemas da região. Calcula-se que um poço normal exija em média entre 11 milhões e 30 milhões de litros de água durante sua vida útil.
    4) Terremotos – Embora cientistas britânicos afirmem no Journal of Marine and Petroleum Geology que o fracking não causa abalos sísmicos importantes, não há consenso sobre o tema. Para eliminar o problema, um dos autores do estudo, o professor Richard Davies, da Universidade de Durham, sugere evitar perfurações perto de falhas tectônicas.
    5) Poluição originária do processo – Um estudo da Universidade Cornell divulgado em 2011 na revista Climatic Science estima que a pegada de carbono do processo de extração do gás de xisto seja até 20% maior do que a do carvão, o mais “sujo” dos combustíveis fósseis": comentário do geólogo Fabrício Batista que nos mandou estas informações de São Paulo.

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  10. "As informações estão aí bastante claras, agora é preciso boa vontade e amor ao futuro da vida no país, no planeta todo, para se evitar os desastres ambientais desta atividade mineradora, a mais poluente do mundo. Esta legislação municipal citada aqui nesta matéria é uma boa saída para o problema": comentário de Rosana Moreira, que está cursando Engenharia Ambiental na UFRJ.

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