domingo, 5 de março de 2017

JOSÉ BONIFÁCIO DE OLIVEIRA SOBRINHO (O INVENTOR DA GLOBO) BONI ESTÁ BEM E CRITICA TELEJORNAIS, BBB E DEFENDE O HARD NEWS

Nosso blog da cidadania resume aqui para você algumas críticas deste profissional de TV com grande know how nesta mídia e elas servem para dimensionar erros e limites da comunicação hoje no país  


Boni enfoca a mídia


Ele mora no Leblon no Rio, mantém uma emissora independente que por sinal se chama Vanguarda e navegando de lancha que é o seu esporte, ele deu entrevista à revista Isto É por smartphone, falou em quantidade e em qualidade de informação mais coisas que muitos programas de 1 hora em estúdio, criticando alguns equívocos das TVs ( e não só da Globo) atualmente. Ele tem moral para criticar, sou testemunha do trabalho criativo deste cara,  que estimulou um avanço das comunicações no Brasil a partir da década de setenta. "Porém, agora, 2017, já navegando no século 21, vejo que o futuro ainda não chegou, por conta talvez da mediocridade de alguns ou da submissão a lobbies e a outros interesses quaisquer de outros, a maioria dos profissionais de comunicação deveria ouvir Boni, que sabe o que diz", comentou por aqui no blog da cidadania e da ecologia Folha Verde News o nosso editor de conteúdo Antônio de Pádua Silva Padinha que já atuou no Globo Repórter e na produtora de documentários Blimp Filmes (era dirigida pelo irmão dele, Carlos Augusto de Oliveira, o Guga, que também faz falta no setor pela sua ousadia criativa). Padinha ainda comenta que "Boni é tipo vinho, continua sendo lúcido e justo na sua forma de ver a televisão e a vida. Não perdoa o BBB mesmo sendo este programa sendo dirigido pelo seu filho, o que é uma raridade hoje também, ter uma visão isenta  de emoção pessoal costuma ser fundamental para acertar o alvo". Bem, mas o que interessa não é a minha opinião, segue aqui nesta webpagina (que sempre critica erros e limites da mídia atualmente no país) o  melhor da entrevista online de Boni à repórter Eliane Lobato, da revista e site Isto É, resumida aqui para você, no pique de estimular mudanças e avanços na mídia brasileira. 


 Guga o irmão do Boni


Boni o irmão do Guga




"A sala de José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, 81 anos, o Boni, revela seus focos. Uma tela permanece ligada na TV Vanguarda, uma afiliada da Rede Globo no interior de São Paulo, da qual é dono e presidente. Ali também ficam espalhados  livros, fotos de famílias e amigos e revistas da escola de samba Beija-Flor, na qual desfila. Uma enorme janela mostra o mar do Leblon, onde fica seu escritório, na zona sul do Rio de Janeiro, e acalma o espírito" (trecho da matéria de Eliane Lobato)






 
Boni analisa a queda de audiência de programas como Jornal Nacional e Fantástico: “As reportagens estão longas demais". E por que programas jornalísticos andam registrando queda de audiência? "Eles estão errando. Nos Estados Unidos, os telejornais são diários oficiais. O sujeito viu algo na Internet, mas ele não confia totalmente, quer ter certeza se é verdade e busca a televisão. Aqui, o cara assiste o JN na intenção de saber o que aconteceu na greve do Espírito Santo, mas a reportagem entrevista um sujeito envolvido, a mulher que estava não sei onde, o vizinho, a filha da mulher… O espectador não aguenta. Ele só quer saber se é verdade ou não. O JN teria que ser hard news, só para confirmar. A opinião e o aprofundamento da notícia ficariam para outros produtos, como o Jornal da Globo, por exemplo, que não devia ser tão tarde, e programas de entrevistas, que estão faltando. Sabe qual é o problema? Perderam o ponto final. Isso acontece também com o Fantástico, que começa uma reportagem e não termina mais. Não pode pegar o assunto da seca e terminar em quem é São Pedro". É todo um padrão que precisa ser mudado. Para explicar porque os telejornais fazem reportagens tão longas, ele é direto como sempre foi sempre na sua crítica agora: "Fazem isso para encher linguiça. A matéria mais longa ocupa espaço mais barato. Mas cansa o cara que assiste. Nosso telejornal especula a notícia até o fim, está errado. Isso deve ser feito em outro horário. O número de assuntos tem de ser maior e a apresentação mais rápida. O melhor jornalista não é o especialista em determinado assunto, é o que escreve ou apresenta o maior número de assuntos. Os jornais americanos têm um apresentador só. Sabe por quê? Para evitar sorrisinhos, perda de tempo. Não tem matéria sobre o o cabelo de Donald Trump, só sobre o essencial dos fatos". 



 Boni hoje muito know how de mídia



Boni jovem na época da virada da Globo


"Os produtos culturais estão em transformação. A revista americana “Vanity Fair” disse que Hollywood caminha para acabar já que as pessoas não querem mais sair de casa para ver filmes. O sr. acha isso possível?". Aqui, mais uma resposta do Boni que é meio que uma previsão do futuro da comunicação: "Acabar tudo não, mas vai modificar. Em vez de produzir filmes de duas horas, talvez Hollywood tenha que produzir de 30 minutos, ou capítulos de seis minutos para aplicativos. Mas os grandes provedores de informação e entretenimento, como o “New York Times”, o “Washington Post” ou a “TV Globo”, vão continuar existindo. O que vai mudar é a distribuição e o espaço. E os eventos permanecerão na TV aberta, como jogos de futebol, Olimpíada, novela. mas precisam se adequar a uma realidade mais rápida na vida de todo mundo".  Se eu tivesse essa manha ou possibilidade, acrescentaria a esta fala do Big Boni: SOS urgente uma nova estrutura mais sustentável para a mídia e para a realidade, para mais gente ser feliz. Isso é mais liberdade de informação, opina aqui o editor deste blog que busca criar o nosso futuro, o ecologista Padinha. 

Big Boni é também um livro

Fontes: Isto É
             www.terra.com.br
             www.folhaverdenews.com 
 

9 comentários:

  1. Esta postagem de hoje é um debate sobre a mídia, que a gente do movimento ecológico, científico e de cidadania tanto critica, também aqui neste blog. Mas não deixa também de ser uma homenagem ao Boni pelo seu trabalho de comunicação no Brasil. Ele precisa ser ouvido...

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  2. "Tenho liberdade de também homenagear o amigo Guga, irmão do Boni, porque tive o prazer de conviver com ele, com a mãe deles, uma senhora que trabalhou com Monteiro Lobato e isso explica o talento destes dois caras na comunicação": comenta o nosso editor de conteúdo desde blog, ecologista Padinha.

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  3. Logo mais estaremos dando mais informações sobre este debate da mídia hoje, em especial no Brasil, e também postando comentários e mensagens: você pode postar aqui direto a sua opinião. Se preferir, pode enviar sua mensagem pro e-mail da redação deste blog navepad@netsite.com.br

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  4. Caso queira, você pode contatar o nosso editor do blog pelo e-mail paddinhafranca603@gmail.com

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  5. "Os comentários deste respeitado profissional, ex-chefão da Rede Globo, são bem oportunos e curti também esta edição deste blog de vez em quando olho porque sempre tem alguma coisa interessante": a gente aqui agradece o comentário de Reginaldo Alves Sousa, do Rio de Janeiro, formado pelo UFRJ e que hoje atua com TI em Minas Gerais.

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  6. "Um debate sobre mídia, na minha opinião passa por uma maior liberdade de informação, além de acesso a condições de produção cultural": comentário de Fabiana Vivi, de Recife (PE), que faz Letras na Unesp em Araraquara.

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  7. "detesto a Rede Globo mas acho o Boni simpático, apesar dele ter sido o chefão disso tudo": comentário de Getúlio Assis, de Santos (SP), que trabalha com tradução e versão de Inglês.

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  8. "A Globo talvez seja o que há de pior em termos de submissão política da mídia a outros interesses , mas de toda forma é sempre saudável observar as lições de TV dum mestre como Boni": comentário também, de Getúlio Assis que nos envia noticiário sobre liberdade de informação da Reuters. A gente agradece o material, abraços aí, paz

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  9. "Para a mídia ter liberdade de informação e servir o interesse da cidadania e da população é necessária toda uma nova estrutura na comunicação": comentário de Geraldo Santos Paula, economista e professor em faculdades em São Paulo.

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