segunda-feira, 20 de março de 2017

MILHARES DE PROFESSORES E ESTUDANTES VÍTIMAS DA VIOLÊNCIA NAS ESCOLAS E NA REALIDADE DA VIDA HOJE NO PAÍS


Dados da pesquisa Prova Brasil mostram que mais de 22 mil professores foram ameaçados por estudantes no período de um ano em todas as regiões brasileiras




A realidade da vida invade as escolas




Fomos informados aqui no blog da cidadania pela Mariana Tokarnia, repórter da Agência Brasil, que mais de 22,6 mil professores foram ameaçados por estudantes e mais de 4,7 mil sofreram atentados à vida nas escolas em que lecionam em variadas regiões do país. Os dados são uma conclusão do questionário da Prova Brasil, aplicado desde 2015 a diretores, alunos e professores do 5º e do 9º ano do ensino fundamental de todo o país. As informações estão completas e organizadas na plataforma QEdu www.qedu.org.br  e as respostas aos questionários mostram que há um cenário de violência nas escolas. As agressões não ocorrem apenas com professores e funcionários, mas também entre os próprios estudantes. A maioria dos professores (71%), o que equivale a 183,9 mil, disse ter ocorrido agressão física ou verbal de alunos a outros estudantes. Mais de 2,3 mil professores afirmaram que estudantes frequentaram as aulas com armas de fogo e mais de 12 mil disseram que havia alunos com armas brancas, como facas e canivetes. Muitas vezes, havia nas aulas estudantes que tinham bebido, segundo 13 mil professores, ou usado drogas, de acordo com 29,7 mil. Segundo o pesquisador da Fundação Lemann, Ernesto Faria, muitos desses conflitos vêm de fora da escola: "O desafio não é tão simples porque a violência, muitas vezes, não está ligada à vida escolar mas a problemas locais na região. É importante não pensar a escola como uma caixinha sozinha. A escola vai ter que envolver a comunidade e pensar que tipo de parceria deve haver", explica Ernesto Faria. Ao todo, 262,4 mil professores responderam aos questionários. Embora, percentualmente, os índices de violência não sejam tão altos, quando olhados em números, segundo o pesquisador, são muito preocupantes. Ele argumenta que é preciso olhar o quanto o ambiente escolar é ou não agradável, como vai a relação de professores e alunos, sendo ainda necessário pensar em gestão em sala de aula, em disciplina, em trabalho com habilidades socioemocionais. "A realidade invade a escola e as pessoas, isso então significa, que é preciso mudar e avançar a vida para diminuir a violência", comenta por sua vez o nosso editor de conteúdo Antônio de Pádua Silva Padinha aqui do Folha Verde News, o blog do movimento ecológico, científico e de cidadania ligado justamente nessa luta, para a criação dum futuro sustentável e feliz, também para estudantes e professores.

 
Um índice alto de violência entre adolescentes e até crianças

Alguns conseguem movimentar a galera positivamente

No Rio estudantes de arte fazem protesto diante da violência de hoje


A escola pública e municipal Armando Ziller na periferia de BH, numa região com alto índice de violência é um oásis: veja porque na seção de comentários aqui no blog
 

Esta luta de cidadania tem tudo a ver com nosso blog


Fontes: Agência Brasil 
             www.qedu.org.br
             www.folhaverdenews.com 
 

10 comentários:

  1. A escola pública e municipal Armando Ziller, na periferia de Belo Horizonte (MG) fica numa região com alto índice de violência mas é um oásis: ela é conhecida na vizinhança por exigir o rígido cumprimento de horários e por não liberar os alunos por falta de professores. Foi uma das escolas destacadas pela pesquisa Excelência com Equidade, que identificou escolas públicas que atendem a alunos de baixa renda familiar e que conseguem alcançar bons índices educacionais. Continua ano próximo comentário, informação da Agência Brasil.

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  2. "A escola é muito tranqüila, considerando a localização, a situação local é de conflitos no entorno entre gangues rivais. A comunidade tem essa escola como referência. Por maiores que sejam os problemas, aqui dentro parece outra realidade", comentário do seu diretor Hamilton Gomes Pereira.

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  3. Segundo Hamilton Gomes Pereira quando é identificada uma situação de violência, os responsáveis pelos estudantes são imediatamente convocados. Eles não são chamados apenas em situações críticas. A escola busca envolvê-los, ainda que com dificuldade, no aprendizado dos estudantes. Logo no início do ano, os professores se apresentam e mostram o planejamento de cada uma das disciplinas. Ao longo do ano letivo, os estudantes avaliam a escola e o ensino e fazem uma autoavaliação. Isso é apresentado aos responsáveis, que também podem contribuir. Os professores também anotam o que ocorre em sala de aula e repassam as informações. Eles também são informados se alunos faltam às aulas numa ação de prevenção. (Continua a informação sobre a escola pública municipal de BH vista como oásis, no comentário a seguir).

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  4. "O aspecto físico da escola conta muito. Uma escola suja, pichada, contribui para a indisciplina. Os estudantes sabem que, quando eles sentam em uma carteira, ela é de responsabilidade deles. Se há alguma pichação ou algo anormal, o estudante específico é procurado. Quando não conseguimos identificar a autoria, tiramos foto, mas rapidamente fazemos a limpeza": comentário do diretor Hamilton Pereira, explicando a causa da escola ser diferente da maioria.


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  5. Logo mais, por aqui nesta seção, mais comentários e informações sobre esta pauta de hoje: você pode colocar aqui mesmo a sua mensagem ou mandar um e-mail para a redação do nosso blog de cidadania navepad@netsite.com.br e/ou direto por nosso editor de conteúdo padinhafranca603@gmail.com

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  6. "Nunca soube que a violência nas escolas já chegou a tal ponto, esta pesquisa é um trabalho fundamental para os que buscam mudar a realidade do país": comentário de Lúcia Helena Santos, de São Paulo (SP), produtora de teatro e educadora.

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  7. Tem tudo a ver esses sons do videoclip num post sobre violência, muito bom": comentário de Denise Ribeiro, de Ribeirão Preto (SP), estudante de Biologia da USP.

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  8. "Até em cidades médias como Franca (SP) e Uberaba, aqui em Minas tem havido direto ocorrências desse tipo nas escolas, ainda ontem, nestas duas cidades mais dois casos de violência": Oswaldo Moreira, lojista de Uberaba nos mandou um resumo de notícias da sua região, inclusive, Sacramento, Uberlândia e Araxá. Agradecemos o material.

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  9. "Ruído 397 creio que reflete bem criticamente o caos sonoro da realidade hoje em nossa vida, tem sim uma certa poesia ainda que cruel": Maria Alves Rudge, de São José dos Campos (SP), engenheira florestal.

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  10. "A música das coisas, dos objetos, na era digital e da Internet, serve como protesto, acho que é a antimúsica, mas vale como expressão da hora": comentário de Rubens Hugo, que se formou em música erudita e contemporânea em Tatuí (SP). Ele analisa assim o videoclip dos músicos André Damião e Thomas Rohres como sendo "tipo experimentalismo sonoro, mostra sentimentos de hoje".

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