sexta-feira, 31 de março de 2017

O SUS E A SAÚDE PÚBLICA DA REGIÃO NORDESTE PAULISTA ESTÃO PASSANDO POR AVALIAÇÃO ATÉ 2018 SENDO FEITA AGORA POR PESQUISADORAS DA USP


A Saúde Pública da macrorregião de Ribeirão Preto está sendo avaliada em pesquisa da Escola de Enfermagem da USP de Ribeirão Preto: importante para se buscar uma gestão sustentável e melhor qualidade de vida para a população a partir do que acontece no interior paulista

 


Na mídia nacional e regional uma das notícias de todos os dias é a má qualidade dos serviços e do atendimento no SUS em prejuízo das pessoas que não conseguem manter um plano de saúde privado, por sinal, a maioria da população: em função desta realidade, é de grande valor a avaliação sendo feita por pesquisadoras da EERP da USP de Ribeirão Preto (SP). A questão da saúde aliás tem sido também um dos principais desafios dos governantes e uma das maiores preocupações dos brasileiros. Até um levantamento do Ministério da Saúde, que avalia o nível de qualidade do SUS (Sistema Único de Saúde), em uma escala de 0 a 10, chegou à média nacional de 5,5. Mais em quaisquer cidades do país, também por aqui no nordeste paulista, se um repórter perguntar na rua "de 0 a 10 como você avalia os serviços de saúde pública", com certeza, a média será muito abaixo dessa nota oficial. O sistema público de saúde teria como função atender à toda população, mas expõe falhas em seus principais programas, como por exemplo, no programa Saúde da Família, focado em prevenção de doenças. Nestes últimos 20 anos, nenhuma cidade e nenhum estado alcançou a área de cobertura que deveria atender completamente. Sete estados têm apresentado atendimento abaixo da metade da área que deveria cobrir, Amazonas, Roraima, Distrito Federal, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Rio Grande do Sul, com cerca de somente 20% da necessidade. A consequência destas falhas são hospitais lotados: de acordo com dados do TCU (Tribunal de Contas da União), 64% dos hospitais brasileiros estão sempre com superlotação e, somente 6% nunca estão cheios. Outro problema é a mão de obra, uma vez que faltam oportunidades para a capacitação de profissionais, além de infraestrutura e médicos para atuar no interior dos estados: "Os centros de formação em geral preparam profissionais para o mercado de saúde mas o SUS é uma política pública e não é mercado, a saúde no SUS é vista como direito social, enquanto que no mercado é vista como mercadoria mesmo", afirma o consultor legislativo e especialista nesse tema, Geraldo Lucchese. A gestão e o financiamento são outras das causas do caos da Saúde Pública no país. Na opinião de Roberto Luiz dÁvila, médico que foi presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), "na prática, não há gestão qualificada. Há fraude, há corrupção. Isso precisa ser resolvido e se resolve com um gerenciamento competente e também com um financiamento adequado". Com todos estes conteúdos, esta é também uma questão de cidadania, um bom serviço de saúde pública é um dos direitos básicos de todos cidadãos e cidadãs brasileiros.

 

Uma esperança de mudar e avançar esta realidade vem da EERP da USP

 

A EERP da USP de Ribeirão Preto tem se destacado no país...


...com uma boa estrutura para estudos...


...e pesquisas de enfermagem e de saúde


A Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da USP está avaliando o atual modelo de administração das secretarias de saúde dos municípios que fazem parte do Departamento Regional de Saúde XIII (DRS-XIII), que inclui Ribeirão Preto toda uma região situada entre o nordeste e o norte do Estado de São Paulo. A proposta é inserir formas mais inovadoras de gestão que, futuramente, possam trazer mais benefícios para toda a comunidade e também para os profissionais, pacientes e famílias. A unidade da USP em Ribeirão Preto analisará ainda, por exemplo, as práticas de membros da saúde que atuam na região de Araraquara com o objetivo de promover o uso de ferramentas de trabalho que ajudem a desenvolver parceria com trabalhadores dos serviços de saúde. Estes projetos foram aceitos no Programa de Pesquisa para o Sistema Único de Saúde (PPSUS) e têm o objetivo de desenvolver ações preventivas para a melhoria do sistema. Eles ficarão em vigência até dezembro de  2018 e são coordenados pelas professoras da EERP Andrea Bernardes e Cinira Magali Fortuna, sendo este trabalho destacado em reportagem de Stella Arengheri no Jornal da USP. Nós daqui do blog da ecologia e da cidadania Folha Verde News abrimos nosso webespaço para esta informação e este debate, levando em conta os direitos da população e a má qualidade evidente do SUS em todos estes anos e em todos os lugares do interior e de todo o Brasil. O PPSUS é uma parceria entre o Estado de São Paulo, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa (Fapesp), o Ministério da Saúde e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) que tem como objetivo apoiar pesquisas voltadas para problemas prioritários, além do fortalecimento da gestão do sistema público de saúde no país, cá entre nós, na verdade, um dos setores mais deficientes da administração pública na atualidade, na realidade, um caos. 
 

As pesquisadoras Andrea Bernardes e...

  ...Cinira Magali Fortuna, as responsáveis por essa avaliação agora


Fontes: Jornal da USP
             www.folhaverdenews.com

9 comentários:

  1. Importantíssima esta pesquisa e muito oportuna esta avaliação dos serviços da Saúde Pública numa das regiões mais prósperas do interior do país, realizadas por profissionais daquela que é considerada uma das melhores escolas de enfermagem no Brasil e na América do Sul.

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  2. Você pode colocar aqui mais informações ou comentários sobre o SUS, bem como sobre a pesquisa da EERP da USP ou a necessidade de mudar e avançar o sistema e toda realidade da Saúde Pública em geral: você pode mandar a sua mensagem ou opinião para o e-mail da redação do nosso blog de ecologia e de cidadania navepad@netsite.com.br

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  3. Você pode também contatar o editor de conteúdo do nosso blog para outras informações, enviar fotos ou sugestão de matérias ou fazer críticas, envie sua mensagem por e-mail padinhafranca603@gmail.com

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  4. "A gente confia mais nos profissionais e estudantes da USP e de outras universidades públicas do que nas autoridades, de repente, os jovens com uma visão mais ampla e maiores condições técnicas poderão mesmo avaliar e indicar alternativas de solução que os políticos em geral não enxergam ou não se interessam em implantar": comentário de Elizeu Ribeiro, formado em Psicologia pela UNESP de Assis (SP), elogiando esta avaliação feita na EERP da USP.

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  5. "Vi com atenção essa pesquisa em andamento na EERP da USP que é muito conceituada, curti também o vídeo da FioCruz que dá a dimensão do desafio que é mudar o SUS em todas as regiões do país": comentário de Gerusa Santos Neves, de São Paulo (SP), Fisiatra que se especializou no Canadá.

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  6. "Esta matéria me chamou a atenção e então vi no portal Hospitais do Brasil que a dívida global do setor já ultrapassa R$ 21 bilhões. Em 2015, saldo final teve o fechamento de 218 hospitais e 11 mil leitos, além de 39 mil trabalhadores demitidos. Ou seja, não é só a população que sofre os erros da administração pública da saúde": comentário de Irineu Batista, de Uberlândia (MG), que tem um filho se formando para médico na universidade federal nesta cidade do Triângulo Mineiro.





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  7. "A história da saúde pública, no Brasil, tem se caracterizado por crises crônicas, expondo a população ao drama da desassistência, especialmente na área médico-hospitalar, vítima permanente de um estado incapaz de se organizar com níveis aceitáveis de eficácia nesse importante setor. Não bastasse o descaso da União, com o financiamento das ações e serviços de saúde, ao longo de décadas – inclusive durante a vigência da CPMF – a descentralização, ou municipalização, com hierarquização, tem sido um fiasco na maioria dos estados e municípios, incapazes de uma gestão competente e responsável": comentário em uma matéria especial do mesmo portal Hospitais do Brasil.

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  8. "A situação da saúde se acha agravada ainda mais pela conjuntura de crises vivenciadas pelo país: política, econômico e financeira, moral e ética. Chegamos ao último trimestre de 2016 com os hospitais universitários exauridos e sem condições de honrar os seus compromissos, com greves de servidores, falta de materiais e medicamentos, sucateamento físico e tecnológico. Para 2017 a previsão é de piorar mais e quem paga o pato são os mais pobres": comentário de Maria Lúcia de Mello, de São Paulo (SP), economista.

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  9. "O povo do país espera respostas mais responsáveis dos políticos e dos governos, principalmente do federal que, se fosse competente, a atual crise seria superada, com dificuldades é certo, mas seriam superadas": comentário de José Urias, de Campinas (SP), que nos mandou um texto resumindo palestra que acompanhou com especialistas em saúde pública no hospital universitário da Unicamp "que é uma instituição de ponta, mas já sofre com esta situação, cada vez mais agressiva". Ele atua como advogado nesta região do interior paulista.

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