domingo, 12 de março de 2017

USP COMPROVA AS PROPRIEDADES CURATIVAS FORA DO COMUM DA PRÓPOLIS (PRODUTO DA NATUREZA E DAS ABELHAS DO BRASIL: O PROBLEMA, AS PATENTES)

O engenheiro agrônomo Severino Matias de Alencar da USP comandou a pesquisa que comprova a eficácia da Própolis desde casos simples de gripes ou problemas de garganta até também por outras propriedades curativas antioxidantes, antimicrobianas, anti-inflamatórias, anticariogênicas e até mesmo anticancerígenas: um sucesso na Medicina Natural, enfim uma notícia feliz


A Própolis produzida pelas Abelhas avança a Medicina Natural

Uma pesquisa agora confirmou as propriedades antioxidantes e antimicrobianas da Própolis orgânica certificada produzida na região Sul do Brasil, ela foi finalizada recentemente pelo engenheiro agrônomo Severino Matias de Alencar, professor associado da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da Universidade de São Paulo (USP), com apoio da FAPESP. "Não se trata somente da Própolis do Sul, também por aqui no interior do país, entre o Nordeste paulista e o Sudoeste mineiro, dentro e em torno da Serra da Canastra, em meio a matas e o mato nativo, a natureza da nossa macrorregião ainda tem uma espécie de planta que, visitada pelas Abelhas, gera um mel e uma Própolis de qualidade superior, considerada anticancerígina: a planta é o Alecrim, já em extinção em vários lugares, mas que é a força principal da Própolis produzida a partir da região de Franca (SP), por exemplo", comenta por aqui no blog do movimento ecológico, científico e de cidadania Folha Verde News, o ecologista e nosso editor Antônio de Pádua Silva Padinha, que esclarece: "Consegui esta informação do engenheiro agrônomo Manoel Tavares, da USP de Ribeirão Preto, que por sinal acabou também se tornando empresário deste setor, produzindo e exportando Própolis e no exterior, aumentam os pedidos deste produto natural que tenha como fonte o mel extraído pelas Abelhas do Alecrim nativo daqui". Mas nosso editor retoma a espinha dorsal desta matéria, divulgando por aqui a notícia que obteve no Jornal da USP e também no site Dia de Campo sobre o engenheiro agrônomo Severino Matias de Alencar, professor associado da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq da USP), que teve no seu estudo a colaboração do farmacêutico Pedro Luiz Rosalen, professor titular de Farmacologia, Anestesiologia e Terapêutica da Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), e com a participação da doutoranda Ana Paula Tiveron (Esalq) e do pós-doutorando Bruno Bueno Silva (Instituto de Ciências Biomédicas, USP), ambos bolsistas da FAPESP. O Mestre Alencar investigou 78 amostras, coletadas no sul do Paraná e norte de Santa Catarina, em diferentes apiários. Nesse total, identificou sete variantes de Própolis orgânica, com comprovadas atividades antioxidante (avaliada pelos métodos de sequestro do radical superóxido, do radical peroxila e do ácido hipocloroso) e antimicrobiana (em relação às bactérias Streptococcus mutans, Streptococcus sobrinus, Staphylococcus aureus, Streptococcus oralis e Pseudomonas aeruginosa). Um avanço científico também para a Medicina Natural. 




Também a Própolis oriunda do Alecrim da nossa região é valorizada...

...mais ainda no exterior do que aqui no Brasil


O Brasil é o segundo maior produtor mundial de Própolis (mas não de patentes)



A Própolis está avançando também a economia ecológica brasileira

Nosso país só é superado pela China: das 700 a 800 toneladas de Própolis consumidas anualmente no mundo, o país responde por 150 a 170 toneladas, atendendo, entre outros clientes, a 80% da demanda do mercado japonês. No entanto, o número de patentes brasileiras em relação ao produto é, ainda, extremamente baixo. Estima-se que mais de 43% das patentes mundiais com Própolis brasileiras tenham sido depositadas por instituições ou empresas do Japão. Há, atualmente, um forte interesse do mercado europeu pela Própolis orgânica certificada produzida no Brasil, porque o produto estaria isento de metais pesados e contaminantes microbianos, bem como pela peculiaridade de seu sabor suave. Mas não havia, até recentemente, nenhum estudo atestando que essa Própolis fosse capaz de atender às expectativas dos consumidores, que buscam o produto por suas possíveis propriedades antioxidantes, antimicrobianas, anti-inflamatórias, anticariogênicas e até mesmo anticancerígenas. O diretor desta pesquisa destacada aqui, agora, engenheiro agrônomo Severino Matias de Alencar, da USP, comenta: “Foi uma constatação importante porque havia dúvida em relação a essas Própolis orgânicas, por causa dos teores muito baixos de flavonoides, que são as substâncias notoriamente responsáveis pelas propriedades antioxidantes e antimicrobianas das Própolis, principalmente de clima temperado. Porém, verificamos que essas mesmas propriedades são exercidas, com igual eficácia, pelos ácidos fenólicos. Constatamos, nas variedades pesquisadas, altos teores de ácidos gálico, cafeico e cumárico, entre outros tipos de ácidos fenólicos". Os ácidos fenólicos e os flavonoides pertencem à mesma classe química dos compostos fenólicos, cuja principal característica é a presença em suas moléculas de pelo menos um radical hidroxila ligado a um anel benzênico. A atividade antioxidante decorre da doação de elétrons ou íons de hidrogênio (H+), originários da hidroxila, que reduzem os radicais livres oxidantes. Já a atividade antimicrobiana decorre de um entre os três modos de ação seguintes: (1) reação com a membrana celular, alterando sua permeabilidade e causando perda de constituintes celulares ou mudanças conformacionais em ácidos graxos dessa membrana; (2) inativação de sistemas enzimáticos ou de enzimas essenciais, como a H+ATPase; ou (3) suprarregulação ou infrarregulação, envolvendo genes de adaptação ao estresse, glicólises e outros fatores”, explicou professor e pesquisador chefe deste importante avanço, Severino Matias de Alencar, a quem cumprimentamos aqui ao lado de toda a sua equipe e em nome do movimento ecológico, científico e de cidadania. Uma feliz notícia também para a economia ecológica e o futuro sustentável do Brasil. 

Confira mais detalhes sobre a Própolis na seção de comentários aqui no blog


Esta pesquisa comprova o valor fora do comum da Própolis

Nosso blog parabeniza o pesquisador Severino Matias Alencar por este trabalho



Fontes: www.jornal.usp.br

             www.diadecampo.com.br

             www.folhaverdenews.com

12 comentários:

  1. O Jornal da USP fala sobre a atividade protetora da Própolis. A atividade antimicrobiana dela já era empiricamente conhecida pelos antigos sacerdotes egípcios, que a utilizavam no processo de embalsamamento, para proteger as múmias do ataque de fungos e bactérias. Há relatos de uso da Própolis também na Idade Média, para prevenir infecções no cordão umbilical de recém-nascidos. E, até mesmo na Segunda Guerra Mundial, ela foi empregada como agente cicatrizante e antimicrobiano no tratamento de soldados em alguns hospitais da antiga União Soviética.

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  2. "Este produto consiste, basicamente, em uma resina vegetal, exsudada por plantas, e coletada em botões florais pelas abelhas presentes no bioma. As abelhas recolhem a resina e a carregam para a colmeia, onde ela desempenha várias funções úteis, como as de vedação, impermeabilização e assepsia ambiental, entre outras. Foram essas funções, essenciais para a preservação da colmeia, que fizeram com que o material fosse chamado de “própolis” (do grego, pro, “em benefício de”, e polis, “cidade”)": comentário do Jornal da USP.



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  3. “Muitas plantas secretam resinas para proteger os brotos e as folhas em crescimento. Por causa de sua constituição, rica em compostos fenólicos, essas resinas têm um grande poder antioxidante, antifúngico e antibacteriano. As Abelhas raspam as plantas e transportam as resinas”: comentou o engenheiro agrônomo Severino Matias Alencar. também no site Dia de Campo.


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  6. "Esta pesquisa é espetacular e mostra o alcance da ciência e da natureza do nosso país, preocupante só a questão das patentes": comentário de Lúcia Santos Belmonte, de Salvador (Bahia), que se formou pela Unesp de Bauru e atua como produtora cultural lá.


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  7. "As 78 amostras de própolis utilizadas na pesquisa foram coletadas em apiários no sul do Paraná e norte de Santa Catarina. Além do seu sabor suave e alto valor comercial, a Própolis orgânica produzida lá e em outras regiões do país como por aqui no nordeste paulista e sudoeste mineiro, possui propriedades químicas com potencial farmacológico para várias doenças. As substâncias agem como anti-inflamatório, antioxidante, antibacteriano e até como anticancerígeno": comentário do engenheiro agrônomo Severino Alecar, que liderou o estudo de pesquisadores da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP em Piracicaba, feito em apiários no sul do Paraná e norte de Santa Catarina.

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  8. "Há uma estimativa de que 44% das patentes mundiais com Própolis tenham sido depositadas pelos japoneses, que importam cerca de 80% da Própolis brasileira para consumo interno. Embora o Brasil seja um dos maiores produtores, possui um reduzido número de patentes concedidas em relação aos trabalhos publicados. A pesquisa feita na Esalq foi desenvolvida em parceria com pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e da Universidade Federal de Alfenas (Unifal), MG, ajuda também a economia ecológica do Brasil": comentártio de Ana Luíza Braga Mendes, economista ligada à UFMG.


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  9. "Em novembro de 2016, o assunto Os benefícios farmacológicos da própolis orgânica produzida no sul do Brasil foi tema de um artigo publicado em revista científica internacional, a Plos One, da Public Library of Science, EUA. Assinaram o texto Severino Matias de Alencar, Ana Paula Tiveron, e outros pesquisadores": informação da Chemical Characterizatio no Jornal da USP.

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  10. "Pesquisamos por meio das técnicas de HPLC semipreparativo e espectrometria de massas, os compostos bioativos responsáveis pela atividade antioxidante. Esperamos que, com a identificação desses compostos biologicamente ativos, possamos ter marcadores químicos para essas Pórpolis. Estamos com os trabalhos bastante adiantados para, muito em breve, depositar patentes associadas à própolis orgânica, garantindo a propriedade intelectual ao país”: comentário da doutoranda Ana Paulo Tiveron que está pesquisando com toda esta equipe coordenada pelo engenheiro agrônomo Alencar, da USP, estudo enfocado hoje, aqui.

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  11. "Curti muito este trabalho que envolve vários pesquisadores, da USP, da Unicamp, de diferentes áreas, importante também a luta para patentear o Pr´polis brasileiro e nosso mel, cada vez mais valorizados no exterior, mostrando a força da economia ecológica no país": comentário de Valdo Mendes, de Brasília (DF), economista formado pela USP e que atua em empresa do Distrito Federal.

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  12. "Este trabalho precisa ser apoiado e divulgado também pela grande mídia, pelo Ministério da Saúde, do Ambiente, a questão das patentes nacionais é algo é ter prioridade, ajudaria muito também ao desenvolvimento sustentável, que é uma forma da gente criar futuro para a vida no país e no planeta todo": comentário do ecologista Padinha que edita este blog ligado ao movimento ecológico, científico e de cidadania do Brasil.

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