terça-feira, 18 de abril de 2017

DOIS PEQUENOS PRODUTORES RURAIS E UM PESCADOR RELATAM EM TRÊS FILMES O QUE É O PACTO PELO PANTANAL

Desde 1998 atuando nesta que é a maior região úmida do planeta o WWF já conseguiu 46 entidades parceiras, recuperar 70 nascentes, instalar biofossas e implantar uma cultura de proteção sustentável do Pantanal (algo que as autoridades governamentais do país deveriam estar fazendo intensamente e ainda não fazem)

Pescador Apolinário conta como é o Pacto pelo Pantanal


Quando foi criado o movimento Pacto em Defesa das Cabeceiras do Pantanal, a meta do WWF (entidade ambientalista respeitada pelo seu trabalho em todo o planeta) junto com  ecologistas locais era a de recuperar pelo menos 50 nascentes até 2020 mas agora neste começo de 2017, já estão sendo recuperadas 70 nascentes e este número tende a crescer, a bem dos rios e de toda a ecologia pantaneira. Além disso, 20 famílias foram beneficiadas pela instalação de biofossas em suas propriedades rurais. Além de solucionar a falta de saneamento básico, as biofossas garantem um fertilizante seguro capaz de incrementar a produção de frutíferas. E tem mais ação positiva ainda nesse movimento de proteção sustentável: educação ambiental das comunidades locais e de toda a população do Mato Grosso, veja que até o dia 3 de maio, oito salas de cinema Multiplex, localizadas no Pantanal Shopping, na capital Cuiabá, exibirão, antes dos trailers, três vídeos realizados pelo WWF Brasil sobre a importância dos rios e nascentes das cabeceiras para a biodiversidade e para a sobrevivência do povo do Pantanal e desta maravilhosa natureza do interior do Brasil. Nestes três filmes, as personagens, pantaneiras de nascimento ou de coração, são pequenos produtores agrícolas e um pescador que detalham o trabalho que vem sendo feito por este Pacto pela vida do Pantanal e dos pantaneiros. 

Pacto pelas águas, pelas matas e animais nativos,reserva de vida do Pantanal
 
 
A iniciativa tem por objetivo recuperar nascentes degradadas e conservar os rios Jaurú, Sepotuba, Cabaçal e Alto Paraguai. Juntos, estes quatro rios somam mais de 30% das águas que abastecem a planície pantaneira e sua biodiversidade, por ali, mais de 4 mil espécies de animais e plantas já foram registradas. Nos curtas, José, Antônio, Márcio e Apolinário, estão comentando sobre a queda na qualidade da água dos rios devido à contaminação e constatam o desaparecimento das nascentes por más práticas agropecuárias. Fazem também um alerta: ainda há tempo de trabalhar pela conservação das águas. Ao narrar suas histórias de vida, elas contam como o trabalho do Pacto tem melhorado a qualidade da vida pantaneira, a condição de suas famílias, das comunidades e também do meio ambiente. Idealizado em 2012, o Pacto conta hoje com 46 entidades com variadas parceiras entre empresas, envolvendo ambientalistas, prefeituras e até também o governo do estado de Mato Grosso, a ação spcioambiental e de sustentabilidade já alcança uma área de 25 municípios da região. Ao aderir, cada instituição opta por implementar em seu município pelo menos três medidas para preservar as nascentes e os rios, como, por exemplo, a recuperação de áreas degradadas, recuperação de nascentes, restauração de matas ciliares, melhoria da qualidade da água dos rios, um avanço do processo de saneamento básico, além da troca de experiências de educação ambiental "ações que estão mudando a realidade neste lugar fantástico, ícone da ecologia que ainda resta no interior do Brasil, como uma forma de preservar nossa natureza para também criar a vida futura da Nação", comentou por aqui, ao resumir esta matéria, o ecologista Antônio de Pádua Silva Padinha, editor do blog do movimento ecológico, científico e de cidadania Folha Verde News, destacando ainda "O WWF merece mais apoio de todos em nosso país pelo que está fazendo como proteção ecológica e sustentabilidade". 


 Rio Paraguai na região de Cáceres no Pantanal

Biofossas fazem um saneamento básico dentro do Pacto pelo Pantanal

70 nascentes já estão sendo recuperadas pelo WWF no Pacto pelo Pantanal

Fontes: www.wwf.org.br
            www.folhaverdenews.com

9 comentários:

  1. Entre hoje e amanhã estaremos fazendo uma nova edição aqui desta matéria com novas informações e comentários. Aguarde, confira e participe.

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  4. "Amanhã, volto aqui sim para conferir mais detalhes sobre este Pacto pelo Pantanal, uma grande ideia que já está dando resultados práticos": comentário de Pedro Pereira Alves, de Bauru (SP): ele informa ter participado do projeto Rondon no Pantanal.

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  5. "Nas últimas três décadas, o Pantanal vem sofrendo agressões pelo homem, praticadas não somente na planície, mas principalmente nos planaltos adjacentes. Atualmente, os impactos ambientais e socioeconômicos no Pantanal são muito evidentes, decorrentes da inexistência de um planejamento ambiental que garanta a sustentabilidade dos recursos naturais desse importante bioma": comentário de Marina Alice, que nos envia um texto de técnicos da Embrapa, resumindo os principais problemas desta grande reserva de água e de vida animal nativa do país.

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  6. Mais um trecho do texto da Embrapa que nos foi mandado por e-mail pela educadora ambiental Amarina Alice, de Cuibá (MT): "A expansão desordenada e rápida da agropecuária, com a utilização de pesadas cargas de agroquímicos, a exploração de diamantes e de ouro nos planaltos, com utilização intensiva de mercúrio, são responsáveis por profundas transformações regionais. Algumas delas têm maior gravidade, como a contaminação de peixes e jacarés por mercúrio e diagnóstico dos principais pesticidas. A remoção da vegetação nativa nos planaltos para implementação de lavouras e de pastagens, sem considerar a aptidão das terras, e a adoção de práticas de manejo e conservação de solo, além da destruição de habitats, são fatores que aceleraram os processos erosivos nas bordas do Pantanal".

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  7. Mais um trecho do estudo feito pela Embrapa Pantanal: "A consequência imediata da remoção de vegetação nativa nas fazendas tem sido o assoreamento dos rios na planície, o que tem intensificado as inundações - com sérios prejuízos à fauna, flora e economia do Pantanal".

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  8. "O assoreamento do rio Taquari constitui, hoje, o principal problema do Pantanal e do Mato Grosso do Sul, com inundações quase permanentes de uma área aproximada de 11.000 km² nas sub-regiões da Nhecolândia e Paiaguás. A pecuária, principal atividade econômica da região, tem sido drasticamente afetada. Preocupados com esse quadro de degradação ambiental da bacia do rio Taquari, técnicos ambientalistas tentam desenvolver algum tipo de solução, desde 1994 vários estudos que buscam entender e quantificar as relações de causa e efeito que ocorrem nos planaltos e que se refletem no Pantanal. Podemos destacar nesses estudos para a bacia do alto Taquari (BAT) o uso do solo, a avaliação e o mapeamento do potencial das perdas de solo, a evolução da erosividade das chuvas e a utilização de pesticidas na BAT. É na
    planície do rio Taquari que estão sendo avaliadas e realizadas as taxas temporais de deposição de sedimento a partir da década de 70, o estudo do aporte, transporte e deposição de sedimento, evolução do regime hidrológico, bem como as alterações na vegetação, avaliação da qualidade da água e impactos na ictiofauna e socioeconomia. As informações geradas nesses estudos de impactos ambientais e socioeconômicos visam subsidiar políticas, legislações, programas, planos e ações de desenvolvimento para essa importante região do Pantanal": os problema é que as orientações da Embrapa Pantanal nem sempre ou quase nunca são ouvidas pelas autoridades brasileiras.

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  9. A implementação do gasoduto Brasil/Bolívia abre algumas perspectivas industriais para a região, mas poderá desencadear alterações nos ecossistemas aquáticos do Pantanal e da bacia platina. Além disso, a hidrovia Paraguai-Paraná desperta a atenção da sociedade pelos impactos que poderá promover. Da mesma forma, a construção de estradas, diques e canais devem ser precedidas de estudos de impacto ambiental e socioeconômico, o que não tem acontecido, agravando a situação": comentário de Geraldo Santos, de Campo Grande, Mato grosso do Sul, resumindo aqui informações de palestra que ouviu, feita por ambientalistas da região.


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