quarta-feira, 5 de abril de 2017

ENERGIA SOLAR ATÉ DEBAIXO DE CHUVA: O BRASIL PRECISA AVANÇAR URGENTE NESTA TECNOLOGIA LIMPA PARA ASSIM GARANTIR O NOSSO FUTURO



Cientistas chineses desenvolvem na Universidade Oceânica painéis solares que funcionam até mesmo com chuva ou nevoeiro e cientista brasileiro explica como e porque nosso país está perdendo uma chance histórica na economia e na ecologia   

 

Segundo a agência de notícias EFE, uma equipe de cientistas de duas universidades chinesas desenvolveu painéis solares capazes de gerar energia também em dias de baixa insolação, inclusive com chuva ou nevoeiro, e período noturno, é o que informou hoje o jornal oficial da China Diário do Povo. Por aqui no Brasil, esta informação é destacada no site de assuntos socioambientais EcoDebate e por aqui no blog do movimento ecológico, científico e de cidadania Folha Verde News, estes dois veículos de comunicação ambientalista vem acompanhando direto tudo o que acontece na luta para avançar o uso de energias limpas em nosso país e no planeta, como um canal para a criação de um futuro sustentável na vida atual. "O objetivo é elevar a eficiência de conversão da luz direta até que volte a ter mais, gerando energia suficiente em condições de pouca luminosidade tais como chuva, nevoeiro, bruma ou até mesmo na escuridão da noite", comentou o professor Tang Qunwei, da Universidade Oceânica da China, responsável pela implantação deste projeto que é uma forma de possibilitar uma maior utilização da Energia Solar. O Brasil, um dos países mais solarizados do mundo, precisa desenvolver também esta tecnologia, por exemplo, para a época de chuvas no verão ou de tempo nublado no inverno, enfim, para captar energia o tempo todo, também à noite, mesmo por aqui em nosso país, que tem Sol todos os dias do ano e precisa ampliar ao máximo o uso desta estrutura energética a bem dum equilíbrio entre a economia e a ecologia, o que gera um desenvolvimento sustentável.

 

O Brasil está perdendo tempo e dinheiro em não avançar as usinas solares

 
As usinas fotovoltaicas poderão colocar o Brasil como líder mundial



Uma outra equipe, liderada pelo professor Yang Peizhi, da Universidade Pedagógica de Yunnan, também participa do desenvolvimento dessas placas solares, que segundo a a mídia chinesa podem representar uma nova  e poderosa revolução fotovoltaica. De acordo com esta informação, a principal inovação dos painéis permanentes é o uso de um novo material chamado LPP (sigla em inglês de “fósforo de longa persistência”), que pode armazenar Energia Solar durante o dia para que seja colhida à noite. “Só a luz parcialmente visível pode ser absorvida e transformada em eletricidade, mas o LPP pode armazenar energia solar a partir de luz não absorvida e perto da infravermelha”, explicou Tang, “permitindo a geração de energia contínua de dia e de noite”. Estes avanços foram publicados também em revistas científicas dos Estados Unidos e da Europa, que destacaram a queda de custos que a Energia Solar poderia ter graças a esse tipo de painel mais aperfeiçoado ainda. Boa parte da energia consumida na China ainda procede de combustíveis fósseis (carvão e petróleo), mas, ao mesmo tempo, a segunda economia mundial é o país com mais centrais solares instaladas (com capacidade para mais de 77 gigawats), conforme a Solar Cell That Is Triggered by Sun and Rain - Q. Tang, X. Wang, P. Yang, B. He, Angew. Chem. Int. Ed. 2016, 55, 5243.  Você pode ter todos os dados técnicos deste avanço com todos os detalhes no site http://dx.doi.org/10.1002/anie.201602114


Usinas solares um meganegócio desprezado no Brasil


Mas porque  afinal a energia Solar não avança definitivamente no Brasil? Segundo o especilista Heitor Scalambrini Costa, uma das maiores autoridades brasileiras no setor, nosso país continua desaproveitando seu índice de insolação elevadíssimo, por falta de políticas do estado e boicote das distribuidoras privada: paineis solares produzem apenas 0,0008% da eletricidade consumida no Brasil! A capacidade instalada por aqui, levando em conta todos os tipos de usinas que produzem energia elétrica, é da ordem de 132 gigawatts (GW). Deste total menos de 0,0008% é produzida com sistemas solares fotovoltaicos (transformam diretamente a luz do Sol em energia elétrica). Só este dado nos faz refletir sobre as causas que levam nosso país a tão baixa utilização desta fonte energética tão abundante, limpa,com tanto potencial de criação do nosso futuro sustentável. Sem avançar o uso da Energia Solar não teremos futuro e olha que o Brasil é um dos únicos países da Terra que recebe uma insolação (numero de horas de brilho do Sol) superior a 3000 horas por ano. E não tem fundamento científico a desculpa que a energia solar é cara demais comparada a outras fontes concorrentes, que além do mais são poluidoras e prejudicam a soberania brasileira. Mais informações aqui na seção de comentários em nosso blog.


Fontes: www.ecodebate.com.br
              EFE  -  Carta Capital 
             www.folhaverdenews.com 

8 comentários:

  1. "A região Nordeste conta com uma incidência média diária de Sol entre 4,5 a 6 kWh. Por si só estes números colocam o pais em destaque no que se refere ao potencial energético solar. Diante desta abundância, por que persistimos em negar tão grande potencial? Por dezenas de anos, os gestores do sistema elétrico (praticamente os mesmos) insistiram na tecla de que a fonte solar é cara, portanto inviável economicamente, quando comparadas com as tradicionais? Até a “Velhinha de Taubaté” (personagem do magistral Luis Fernando Veríssimo), que ficou conhecida nacionalmente por ser a última pessoa no Brasil que ainda acreditava no governo militar, sabe que o preço e a viabilidade de uma dada fonte energética dependem muito da implementação de políticas públicas, de incentivos, de crédito com baixos juros, de redução de impostos. Enfim, de vontade política para fazer acontecer": comentário de Heitor Scalambrini Costa, da Universidade Federal de Pernambuco.

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  2. "O que precisa ser dito claramente para entender o porquê da baixa utilização da energia solar fotovoltaica no país é que ela não tem apoio, estímulo nem neste, nem nos governos passados. A política energética na área da geração simplesmente relega esta fonte energética. Por isso, em pleno século XXI, a contribuição da eletricidade solar na matriz elétrica brasileira é pífia, praticamente inexiste": comentário de uma matéria especial sobre esta pauta no respeitado site nacional Carta Capital.

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  3. "O número de sistemas deste tipo implantados passou de 8 (de janeiro a março de 2013) para 725 (entre abril e junho de 2015). Deste total, 681 são sistemas fotovoltaicos, 4 biogás, 1 biomassa, 11 solar/eólica, 1 hidráulico e 27 eólicos. São números insignificantes quando comparados, por exemplo, com a Alemanha — que dispõe de mais de um milhão de sistemas instalados nos telhados das residências. Fica evidente que persistem obstáculos para uma maior participação da eletricidade solar na matriz elétrica. Para transpor os obstáculos, são necessárias políticas públicas voltadas ao incentivo da Energia Solar": comentário de Heitor Scalambrini em cima de dados oficiais brasileiros, do próprio Aneel.

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  4. Depois, mais tarde, por aqui nesta seção de comentários, mais informações e maiores detalhes sobre esta pauta de grande importância para a economia e para a ecologia do Brasil: aguarde a nossa próxima edição de comentário, confira e participe.

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  5. Você pode colocar aqui o seu comentário ou então enviar a sua mensagem por e-mail para a redação do nosso blog de ecologia e de cidadania, participe deste debate, mande para navepad@netsite.com.br

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  6. Caso você queira pode também contatar o nosso editor de conteúdo deste blog, para trocar informações ou para comentar, criticar, fazer sugestões de pautas e de matérias ou enviar fotos e vídeo pro nosso blog, para isso o e-mail padinhafranca603@gmail.com

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  7. "Importante este raio X da Energia Solar no mundo e em nosso país, realmente, perdendo tempo e dinheiro": comentário de Agenor Moreira, engenheiro civil, atuando na região de Vitória (ES).

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  8. "O que era uma alternativa, uma exceção, tende a virar a matriz energética do país, assim que as autoridades governamentais caírem na realidade e pensarem no futuro da nação": comentário de Adélia Rocha, do Rio de Janeiro (RJ), agente de turismo.

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