quinta-feira, 27 de abril de 2017

O FEITIÇO CONTRA O FEITICEIRO: MOSQUITOS DE LABORATÓRIO ESTÃO SENDO SOLTOS PARA COMBATER O AEDES EGIPTI


Fiocruz usa biotecnologia e cria mosquitos de laboratório em Niterói para combate à dengue e a médio prazo inverter a situação que está quase incontrolável hoje em algumas regiões do país

 






Fiocruz usa a biotecnologia para combater grande inimigo da saúde pública





A Fiocruz tomou uma iniciativa inédita e inteligente, segundo nos informa Vladimir Platonow, da Agência Brasil: a Fundação Oswaldo Cruz soltou milhares de mosquitos Aedes aegypti em Niterói, no Rio de Janeiro, agora pela primeira vez no Brasil, com objetivo de combater os vírus da Dengue e da Chikungunya. Os insetos foram inoculados com a bactéria Wolbachia e a expectativa é que eles venham a infectar outros mosquitos, que ficarão estéreis, o que acarretará, aos poucos, na redução da problemática população dos Aedes aegypti. Os mosquitos de laboratório já foram soltos nos bairros de São Francisco, Charitas, Preventório e Grota, onde a incidência deste problema de saúde pública é maior. O método, desenvolvido por esta fundação muito respeitada no país e no exterior pelos seus trabalhos científicos, já tinha sido adotado experimentalmente em 2012 na Ilha do Governador e em outros locais de Niterói, como Jurujuba, sendo que os resultados foram satisfatórios segundo os dados coletados pelos pesquisadores. "Uma solução mais sustentável do que jogar veneno em áreas urbanas, que podem causar efeitos colaterais indesejados no meio ambiente e na saúde da populaçã", comenta por aqui no blog da ecologia e da cidadania o nosso editor, o ambientalista Padinha.  

Moscas de laboratório foram aprovadas pelo
CTNBio)...



Uma solução mais sustentável do que o uso indiscriminado de inseticidas 



...e parecem ser mais sustentáveis que inseticidas


A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) conforme já informara o site G1 já havia aprovado a liberação comercial de um mosquito transgênico criado para controlar a população do Aedes aegypti selvagem, que transmite a Dengue. Segundo o órgão, ligado ao Ministério da Ciência, é o primeiro inseto geneticamente modificado a obter licença no Brasil. Vale destacar também a informação do Jornal da USP, cita o Laboratório de Mosquitos Geneticamente Modificados do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB/USP) que é coordenado pela professora Margareth Capurro, a cidade de Juazeiro na Bahia tem sido a sua área de atuação, constituindo-se em um dos Laboratórios de Campo do ICB mesmo porque ali tem uma biofábrica e este foi o principal motivo pelo qual o laboratório se instalou ali onde fica a empresa Moscamed Brasil, especializada na produção de moscas da fruta estéreis. Enfim, a tecnologia já está bem desenvolvida no Brasil. Porém, tecnicos colocam que ela não está totalmente resolvida, pode ser mais aperfeiçoada ainda. Por exemplo, a Wolbachia  vive apenas dentro de células, o que impõe limitações significativas na sua capacidade de dispersão, uma vez que ela só pode ser transmitida verticalmente, de mãe para filho, por meio do ovo da fêmea de mosquito. Fêmeas com Wolbachia sempre geram filhotes com Wolbachia no processo de reprodução, seja ao se acasalar com machos sem a bactéria ou machos com a bactéria. E, quando as fêmeas sem Wolbachia se acasalam com machos com a Wolbachia, os óvulos fertilizados morrem.  Os técnicos especializados explicam que inicialmente, a vantagem reprodutiva será pequena já que haverá poucos mosquitos com Wolbachia na população total. Mas, com as sucessivas gerações, o número de mosquitos machos e fêmeas com Wolbachia tende a aumentar até que toda a população  de mosquitos tenha esta característica e aí sim, o feitiço vai virar contra o feiticeiro. 
Avança a guerra contra o Aedes aegypti

 
Fontes: Agência Brasil  - G1 - Jornal da USP
              www.folhaverdenews.com 


5 comentários:

  1. De que forma o mosquito transgênico faz diminuir a população do Aedes aegypti? A tecnologia consiste em produzir em laboratório mosquitos machos com dois genes diferentes do Aedes aegypti original. Fêmeas que vivem na natureza e cruzam com esses espécimes modificados geram filhotes que não conseguem chegar à fase adulta. Assim, ela "gasta" seu potencial reprodutivo com filhotes que acabam morrendo. Com o tempo, isso afeta o total da população numa determinada área.



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  2. A experiência feita pela USP na Bahia registrada pelo Jornal da USP. Diante da impossibilidade de eliminação do mosquito vetor da Dengue – em especial por conta do grande fluxo de pessoas mundialmente – e num momento em que as pesquisas exigiam a produção em massa de mosquitos para serem testadas novas tecnologias, surgiu o Laboratório de Mosquitos Geneticamente Modificados do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP.
    A pesquisa que visava controlar a transmissão da doença por meio da supressão da população de mosquitos necessitava sair do laboratório e ir a campo para testar a sua viabilidade e eficácia.
    Ao sair da universidade, no entanto, altera-se a escala com a qual se trabalha e a produção de mosquitos passa a ser executada por uma biofábrica. Esse foi o principal motivo pelo qual o laboratório se instalou em Juazeiro, onde fica a empresa Moscamed Brasil, especializada na produção de moscas da fruta estéreis. Como a empresa trabalhava com a estratégia de supressão da população de insetos através de machos, aplicar o mecanismo para o mosquito da dengue foi mais fácil.

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  3. Mais tarde mais informações, detalçhes nesta seção de comentários, onde vc pode colocar a sua msm ou então se preferir enviar um e-mail para a redação do nosso blog navepad@netsite.com.br

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  4. Vc pode tb optar por entrar em contato com o editor de conteúdo do nosso blog de ecologia e de cidadania através do e-mail padinhafranca603@gmail.com

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  5. "Uma experiência que pode mudar e avançar a saúde pública, ainda precária, também neste setor de combate a doenças como a Dengue, com inseticidas que usados indiscriminadamente podem polçuir o ambiente e agredir a saúde das pessoas": comentário de Lucia Maria Alcântara, de São Paulo (SP).

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