quarta-feira, 17 de maio de 2017

AS PRINCIPAIS CAUSAS DE MORTE PRECOCE DE ADOLESCENTES E DE JOVENS NO BRASIL E NO PLANETA INTEIRO

A Organização Mundial da Saúde da ONU fez levantamento e a causa mortis nº 1 nesta faixa de idade é a violência em variadas formas de manifestação na realidade: confira aqui um resumo da pesquisa e das soluções sugeridas pela OMS: se trata duma questão urgente mesmo porque mais de 3 mil adolescentes e jovens morrem por ano em todo o mundo
Marina Webtzel, fez esta reportagem na Basiléia na Suiça para a BBC que está levantando a discussão deste fato em todo o mundo, também por aqui no Brasil, onde já há uma certeza, estatisticamente, a violência interpessoal tem sido a principal razão pela qual pessoas entre 10 a 19 anos perdem a vida precocemente no Brasil, segundo estes novos dados da OMS da ONU. A informação vem de um estudo global sobre mortes de adolescentes e de jovens, os cálculos são de que 1,2 milhão deles morrem por ano no mundo, algo em torno de três mil caos por dia.  As principais causas de mortes indicadas por esta pesquisa, no caso de adolescentes brasileiros de 10 a 15 anos, são, nesta ordem: violência interpessoal, acidentes de trânsito, afogamento e doenças, como leucemia e infecções respiratórias. Já jovens na faixa de 15 a 19 anos morrem em decorrência de violência interpessoal, acidentes de trânsito, suicídio, afogamento e  também, infecções respiratórias. A OMS repassou esse ranking de causas, levantado por cada região ou país onde o estudo foi feito. A conclusão é que no contexto geral, 1,2 milhão de mortes acontecem precocemente por ano, no que se refere ao Brasil e outros países das Américas com maiores índices de baixa renda 43% das mortes de adolescentes e de jovens são atribuídas à violência. 



O Global Acceleration Action for the Health of Adolescents (Ação Global Acelerada para a Saúde de Adolescentes) é o títilo desta pesquisa que não avalia países individualmente, mas áreas econômicas do planeta. O Brasil está inserido na categoria países de renda baixa-média das Américas. "O Brasil se insere exatamente no perfil desta região planetária", comentou Kate Strong, especialista da OMS para o monitoramento da realidade de crianças e jovens. Em nosso país e nestes países deste bloco, a principal causa da mortandade infantojuvenil é chamada de violência interpessoal, este conceito de violência interpessoal segundo conclusão do estudo é bastante amplo, pois engloba desde a preponderante agressão relacionada às gangues e ao narcotráfico até o feminicídio, incluindo assassinatos, brigas, bullying, questões ligadas a drogas e alcoolismo, violência entre parceiros sexuais e abuso emocional, classifica o documento. E de acordo com os números desta edição atual do relatório, publicado pela iniciativa mapadaviolência.org.br, a situação é preocupante. "A principal vítima da violência homicida no Brasil é a juventude", afirma o documento nacional, no site do Mapa da Violência. Confira mais dados e mais detalhes na nossa seção de comentários aqui mesmo no blog da ecologia e da cidadania. 

O documento aponta soluções que podem evitar mortes precoces  como estas

Acidentes de trânsito...

Violência interpessoal....

Alcoolismo precoce ou drogas...

Sugestões de políticas públicas podem ter um maior impacto nas estatísticas. Um exemplo é a recomendações da implementação de leis e campanhas de conscientização pelo uso do cinto de segurança. Em 2015, acidentes de trânsito mataram 115 mil jovens de 10 a 19 anos no mundo todo. O Brasil é citado no documento como caso bem sucedido no combate a mortes no trânsito. "Entre 1991 e 1997 o Ministério da Saúde do Brasil registrou aumento dramático na mortalidade de jovens em acidentes de trânsito", afirma o documento. Apesar de o trânsito ser um problema universal, há marcantes diferenças entre as regiões quanto às causas de óbito. Nos países de renda baixa-média da África, doenças transmissíveis como HIV-AIDS, infecções do sistema respiratório, meningite e diarréia são os principais vilões e não os acidentes de trânsito. A anemia, doença causada pela deficiência de ferro no sangue, também é um mal muito comum, que atinge milhares de jovens no mundo todo tanto em países pobres e ricos. O suicídio, ou a morte acidental causada por atitudes auto-destrutivas, foi a terceira causa detectada de mortalidade de adolescentes, totalizando 67 mil mortes. Em sua maioria, as vítimas são adolescentes mais velhos.Em regiões com boas condições econômicas como a Europa, o suicídio também aparece entre as principais causas. Cortar a si mesmo é o tipo de autoviolência mais comum observado no continente. A estimativa global da OMS é de que até 10% da população adolescente mundial cometa algum ato de violência contra si. Nestes casos, as sugestões para diminuir os índices de mortes precoces são para as autoridades fazerem mais investimentos e dar mais atenção especial às pessoas mais inexperientes, nesta fase da vida grandes frustrações e incertezas despontam: "jovens normalmente tomam responsabilidades de adultos como cuidar de irmãos menores, trabalhar, ter de abandonar os estudos, casar cedo, praticar sexo por dinheiro, simplesmente porque precisam dar conta das necessidades básicas de sobrevivência. Como resultado, eles sofrem de desnutrição, acidentes, gravidez indesejada, violência sexual, doenças sexualmente transmissíveis e transtornos mentais", resume o documento. Melhorar a forma como o sistema de saúde atende aos adolescentes é apenas uma parte da solução", na avaliação de Anthony Costello, médico da OMS. Entre as políticas básicas que os países devem tentar implementar para diminuir o risco de mortes precoces estão: programas de orientação sexual nas escolas, aumento da idade mínima para consumo de álcool, obrigatoriedade do uso do cinto de segurança nos automóveis e de capacetes para ciclistas e motociclistas; redução do acesso a armas de fogo, aumento da qualidade da água e melhoria da infra-estrutura sanitária, estas duas últimas soluções entram pela realidade socioambiental dos países que, em muitos casos, é por si só uma forma de violência.

A autodestruição aumenta também entre adolescentes e jovens
 
No Brasil há ainda a violência policial contra garotos pobres e negros diz a Anistia Internacional


Fontes: BBC
             www.mapadaviolência.org.br
             www.folhaverdenews.com

9 comentários:

  1. Nesse levantamento da OMS da ONU que compilou dados em todas as regiões do planeta e no Brasil foi constatado que jovens de 15 a 29 anos de idade representam aproximadamente 26% da população do país, mas a participação deles no total de homicídios por armas de fogo é muitas vezes maior ou desproporcionalmente superior a este número.

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  2. O peso demográfico dos jovens nos casos de mortes com armas correspondem a quase 60% dos crimes aqui no Brasil. No resto do mundo, as cinco principais causas de morte entre jovens de ambos os sexos, de 10 e 19 anos são: acidentes de trânsito, infecções respiratórias (pneumonia), suicídio, infecções intestinais (diarreia) e afogamentos.

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  3. Mais de dois terços das mortes precoces ocorrem em países em desenvolvimento, revelam os dados da OMS. Não adianta o atual conceito de desenvolvimento, que não atinge a todos nem é sustentável.

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  4. Dividindo por sexo, a estimativa aponta que, no mundo todo, meninos de 10 a 19 anos morrem principalmente por acidentes de trânsito, violência interpessoal, afogamento, infecção do sistema respiratório e suicídio. As meninas da mesma faixa-etária têm mortes atribuídas a infecções do sistema respiratório, suicídio, infecções intestinais, problemas relacionados à maternidade e acidentes de trânsito. Por sinal, os acidentes de trânsito são a segunda maior causa da morte de jovens no Brasil

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  5. Essas tragédias poderiam ser evitadas se os países investissem mais em educação, serviços de saúde e apoio social, diz a OMS. "O período da adolescência é um momento particularmente importante para a saúde, porque definirá hábitos que terão impacto na qualidade de vida pelas próximas décadas. É nessa época que a inatividade física, a má dieta e o comportamento sexual de risco têm início", concluiu o estudo da OMS.

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  6. A Organização Mundial de Saúde critica a falta de atenção dada a essa faixa-etária da população nas políticas públicas. "Adolescentes estiveram completamente ausentes dos planejamentos de saúde nacional por décadas", lamentou Flávia Bustreo, Diretora da OMS, da ONU.

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  7. "No caso do Brasil, a gente precisa acrescentar a violência policial especialmente em manifestações públicas de massa e em crimes contra adolescentes e jovens principalmente na periferia, é muito grande a brutalidade policial contra os pobres e negros no nosso país": comenta o advogado Paulo de Almeida Mendes, de São Paulo, que prepara um estudo com base em relatório da Anistia Internacional para entregar à OAB.

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  8. Logo mais, mais debate por aqui com novas infoirmações e comentários: coloque aqui nesta seção a sua mensagem ou envie por e-mail para a redação do blog da gente navepad@netsite.com.br e/ou você pode também contatar o editor de conteúdo do nosso blog de ecologia e de cidadania padinhafranca603@gmail.com

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  9. "Creio que se trata também dum problema cultural, por exemplo, nossa mídia é omissa em estímulos positivos especiais para a garotada, com raras exceções, os apelos são só de consumo": comentário de Marilene Rocha, Psicóloga, que atua no Rio de Janeiro e se formou na Unesp em Assis.

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