terça-feira, 2 de maio de 2017

ÍNDIOS GAMELAS SOFREM ATAQUE E O FATO CHAMA A ATENÇÃO DA ONU E DOS QUE AMAM A NÃO VIOLÊNCIA EM TODO O PLANETA

Índios Gamelas são atacados por pistoleiros no Maranhão a mando de invasores de suas terras em mais um conflito violento no Brasil: dois dos indígenas tiveram as mãos decepadas e pode chegar a 15 os feridos pelo ataque de ruralistas


A terra tradicional dos Gamelas desperta a cobiça até de autoridades do Maranhão....

A CNBB e o CIMI já se colocam ao lado dos direitos dos Gamelas


A situação do povo indígena Gamela, no povoado de Bahias, município de Viana (MA), vítima de nova investida de homens armados de facões, paus e armas de fogo resultou no ferimento de 15 pessoas, cinco em estado grave, nesse domingo: a violência despertou a atenção da ONU e provocou uma coletiva de imprensa que a CNBB realizou no1º de Maio, no Santuário Nacional de Aparecida em São Paulo. O bispo de Viana dom Sebastião Lima Duarte, disse que a situação se agravou após o processo de organização para retomada da terra tradicional do povo Gamela. Este povo chegou a ser considerado extinto, perdendo traços de sua cultura e língua. Há três anos, após um processo de organização popular acompanhado por organismos como o Conselho Indigenista Missionário (CIMI) e outras organizações, os indígenas resolveram assumir a sua identidade e organizar-se para a retomada de suas terras originais. Segundo o religioso, há documentos e registros, inclusive da Universidade Federal do Maranhão, que comprovam que a terra foi doada aos indígenas ainda no período do Império. O processo de regularização da terra indígena se encontra parado em Brasília e no Incra. A área foi ocupada por fazendeiros, entre eles uma juíza federal e o próprio vice-prefeito de Viana. Uma agente das Pastorais Sociais da diocese de Viana foi destacada, pelo bispo, para ir ao local e fornecer informações mais apuradas sobre o caso. Entre os feridos, há casos de indígenas que tiveram suas mãos decepadas. Cinco indígenas, que tiveram ferimentos mais graves, foram levados para hospitais em São Luis, capital maranhense. Os outros foram atendidos em hospitais da região de Viana. Lideranças de cidadania denunciam a morosidade para resolver esta situação e o que consideram “ausência do Estado”. O bispo de Viana pede maior presença da Secretaria Estadual de Direitos Humanos e também do governador do Maranhão, Flávio Dino para resolver definitivamente a questão. Os povos nativos atualmente estão proibidos de colher os frutos de sua própria terra, como o coco de babaçu e o açaí. E isso explica bem a situação, é uma das razões da revolta dos Gamelas. Um grupo destes índios do município maranhense de Viana, a 214 quilômetros de São Luís (MA), foi atacado na tarde de domingo por pistoleiros ligados a invasores de terras e fazendeiros. De 13 feridos, três foram levados para um hospital da capital. O Conselho Missionário Indigenista (CIMI) informou que o Gamela Aldeli Ribeiro levou dois tiros na coluna e teve as mãos decepadas. Um irmão dele, José Ribeiro, foi atingido com um projétil no peito. Inaldo Cerejo, uma liderança indígena atuante no Estado, foi baleado no rosto e nas costas. Até a tarde de ontem, o estado dos índios internados era grave, dezenas de Gamelas deixavam uma área reivindicada pela etnia no povoado de Bahias, interior de Viana, quando foram surpreendidos pelo bando armado. O ataque ocorreu entre 16h30 e 17 horas. Nesse momento, ainda segundo o CIMI, uma patrulha da Polícia Militar estava no local, mas se omitiu no conflito, não interveio. As lideranças indígenas cobram uma investigação para descobrir a autoria do atentado. Elas também exigem do governo do Estado e da Fundação Nacional do Índio (Funai) proteção para as famílias Gamelas que moram em aldeias no município. A Funai e o Ministério da Justiça não se pronunciaram sobre o atentado contra os Gamelas. Mas conforme a Agência Brasil divulga nesta terça feira, “o Ministério da Justiça e Segurança Pública já está averiguando o conflito agrário no povoado de Bahias, no Maranhão. Por determinação do ministro Osmar Serraglio, a Polícia Federal já enviou uma equipe para o local para evitar mais conflitos e ofereceu apoio à Secretaria de Segurança Pública que, por sua vez, já instaurou inquérito para investigar o caso”, diz o comunicado divulgado na página do ministério na Internet. Cerca de 700 famílias Gamelas vivem numa área de apenas 530 hectares próxima ao povoado de Bahias. Há três anos, lideranças da etnia iniciaram um processo para retomar áreas ocupadas ilegalmente por fazendeiros na década de 80. A Polícia Civil de Viana registra pelo menos dois outros ataques aos Gamelas. Em 2015, pistoleiros atiraram num acampamento montado pelos índios. No ano passado, em outro ataque, três homens com coletes à prova de balas invadiram o território dos Gamelas e atiraram sem conseguir ferir ninguém, mas agora nestes dias, a violência se repetiu com mais violência, fazendo vítimas. Uma vergonha em nível nacional e internacional, envolvendo até autoridades públicas que deveriam cumprir a leia e defender os direitos fundamentais de todos e das terras dos índios Gamelas.


Gamelas fazem ritual pelos feridos e na luta pelos direitos dos índios


Fontes: www.gentedeopinião.com.br 
              www.terra.com.br
              Agência Brasil - Isto É
              www.folhaverdenews.com

8 comentários:

  1. Os índios Gamelas lutam por suas terras e até pelo direito à vida.

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  2. Nosso blog da ecologia e da cidadania logo mais aqui nesta seção de comentários postará mais dados e outras informações, confira nossa próxima edição ainda hoje.

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  5. "Um absurdo que isso esteja se repetindo mais uma vez no Brasil e ainda bem que a CNBB entrou na parada, a ONU pressiona e parte da mídia não se omita": comentários de Fábio Rubens, de São Luís, Maranhão, que nos mandou fotos que fez no povoado de Bahias em Viana, onde aconteceram os fatos. A gente agradece o envio e vamos juntos, na luta pela paz.

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  6. "feriados mesmo que seja um válido como Dia do Trabalho desmobiliza muita gente, assim, só fiquei sabendo desta ocorrência, hoje, quarta, ao dar uma olhada aqui neste blog, de toda forma, vou tentar contatar amigos meus que são lideranças indígenas no Maranhão": comentário de Alex Guajajara, que mora atualmente no Rio de Janeirro e se prepara para um curso na PUC do Rio.

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  7. "Esta situação dos Gamelas está se repetindo com índios de todas as etnias em todas as regiões do Brasil que precisa ter uma posição mais clara, mais humanitária e de respeito aos direitos dos povos da floresta": comentário de Izabel Moretti, advogada, de São Paulo (SP), que nos mandou dados da ONU sobre este problema. A gente agradece e irá utilizar sim o material, abraços e paz.

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  8. "Paulo Victor, da Agência Brasil nos informa hoje que as investigações para apurar os autores do ataque a uma aldeia indígena no último domingo (se iniciaram com o depoimento de agricultores, posseiros e indígenas que moram no local. De acordo com as autoridades, um inquérito policial foi aberto para investigar o crime, que deixou feridos 13 indígenas da etnia Gamela em uma aldeia localizada em Viana (MA), na região conhecida como Bahias. As forças de segurança permanecerão atuando para garantir a integridade física dos cidadãos, enquanto todos aguardam o pronunciamento do governo federal sobre a questão indígena em debate, afirmou o governo do Maranhão, por meio de nota, sobre o que classificou de "grave situação de violência".

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