segunda-feira, 22 de maio de 2017

MAIS DE 58% DA POPULAÇÃO APROVAM EM REFERENDO ENERGIAS LIMPAS COMO SOLAR E EÓLICAS (SÓ QUE ESTE AVANÇO FOI NA SUIÇA)

    
Suíços aprovam a Estratégia 2050 em referendo e querem mais energias renováveis e sem usinas nucleares neste país que já se destaca como um dos mais avançados do planeta
 
Imagem que os suíços divulgam hoje resultado do referendo 2050
 
Aqui no Brasil, nem mesmo se consulta a população sobre a estrutura energética e as decisões têm sido prejudiciais à economia e à ecologia, como megausinas hidrelétricas ao invés de pequenas em maior quantidade, causando menos sequelas socioambientais e não ameaçado com desequilíbrios até áreas de reserva como o Pantanal e a Amazônia, além de continuar sem razão os investimentos em usina nuclear, aumentar a dependência de petróleo e energias fósseis e até mesmo admitir a exploração do Gás de Xisto, altamente destrutivo dos aquíferos, ameaçando as nossas águas subterrâneas, um recurso natural imprescindível para o desenvolvimento sustentável e a garantia de vida ao futuro. Porém, exemplarmente, não é o caso da Suíça.  Os suíços aprovaram neste domingo referendo, por 58,2% dos votos, a chamada Estratégia 2050, que visa a reduzir bem o consumo de energia, aumentar a eficiência energética, promover as energias renováveis e  a economia mais ecológica, inclusive, também, proibindo a construção de novas usinas nucleares. A informação é da Agência EFE e esta notícia está sendo divulgada com prioridade no site socioambiental EcoDebate e aqui no nosso blog da ecologia e da cidadania, em variadas edições indo à luta por energias limpas como a Solar e a Eólica, que poderiam colocar o Brasil, já hoje, numa posição de liderança mundial, o que não acontece por falta de gestão e de visão errada por parte das autoridades políticas, que parecem ter outros interesses. No caso positivo da Suíça, neste país que já é do chamado 1º Mundo, apenas quatro regiões, Argóvia, Glarus, Obwalden e Schwyz, rejeitaram a nova lei e a nova estrutura energética em que o governo da Suíça começou a trabalhar depois do acidente nuclear de Fukushima, no Japão, em 2011: com o apoio agora na maioria das regiões, os suiços vão deixar a era atômica para trás e estabelecer as bases do futuro, um ambicioso projeto de transformação energética que com certeza inicia mudanças e avanços em toda a Europa. Mais detalhes desta informação na seção de comentários em nosso blog, confira.


No Brasil várias opções possíveis como a energia geotérmica...

...placas solares flutuantes, energia solar e eólica...

...um país líder em recursos da natureza mantém uma estrutura energética retrógrada
 

Fontes: EFE
             www.ecodebate.com.br
             www.folhaverdenews.com
 

12 comentários:

  1. A Suíça conta ainda hoje com cinco centrais nucleares, que serão desativadas assim que for cumprida sua vida útil, daqui a 20 ou 30 anos, elas estarão totalmente desativadas, programa a Estratégia 2050, a bem da economia e da ecologia deste país.

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  2. Um terço da energia produzida pela Suiça é de origem nuclear, 60% procedem de usinas hidrelétricas e o resto de usinas termelétricas e algumas de fontes de energia renovável mas esta a partir de agora passa a ser a prioridade da gestão energética deste país de 1º Mundo.

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  3. Considerando que, com a nova lei, aprovada pela maioria do povo, a Suíça não poderá contar no futuro com um terço da energia que produz atualmente, a Estratégia 2050 estabelece uma redução do consumo de energia e eletricidade.
    Em média, cada pessoa deve diminuir o consumo energético em 16% até 2020 e em 43% até 2035, em comparação com o ano 2000, e o de eletricidade em 3% e 13%, respectivamente. Enfim, avanço para a ecologia e para a economia da população.

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  4. Para compensar essa redução, a Suíça pretende aumentar a produção de energia por meio de recursos renováveis como solar, eólica e geotérmica, biomassa e o biogás. Tudo o que o Brasil deveria estar priorizando...

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  5. O financiamento do estímulo às energias renováveis será bancado por um pequeno aumento na conta de luz de residências e empresas. A estimativa para uma família de quatro pessoas e com um consumo médio é de um aumento de 40 francos (cerca de R$ 130). Este esquema de financiamento não daria certo hoje no Brasil, a população aqui em geral ganha pouco demais e não poderia fazer uma "vaquinha" deste tipo. Aui, a solução tem que ser outra, quem sabe a venda antecipada de energia para algumas empresas exportadoras ou pessoa com mais recursos, descontando no IR.

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  6. Opositores criticam na Suiça a "vaquinha energética" e também argumentam que a exigência de reduzir quase à metade o consumo de energia nos próximos 18 anos requer “medidas drásticas” aos suíços, com instalações novas nas residências e com mais burocracia e proibições. Destacam que a lei provocará perdas de postos de trabalho e de conforto, sobretudo no turismo, no comércio varejista e nos setores manufatureiros etc. Mas há medidas inteligentes e sustentáveis anunciadas dentro da Estratégia 2050 para evitar estas sequelas negativas, levantadas politicamente pela oposição defensora do Petróleo, termelétricas e outras fontes fósseis, que estão gerando um caos do clima.

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  7. Logo mais, mais informações e debate, você pode colocar aqui a sua mensagem ou enviá-la por e-mail para a redação do blog navepad@netsite.com.br e/ou direto para o nosso editor de conteúdo para divulgar a sua opinião, mande e-mail, fotos, vídeo, críticas ou sugestões diretamente para padinhafranca603@gmail.com

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  8. "Na Suiça há opositores mas prevalecerá a razão, mas por aqui, há outros interesses que com certeza prevalecem desde sempre": comentário de Ygnácio de Souza Lima, engenheiro elétrico, de São Paulo (SP), consultor empresarial.

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  9. "É uma virada que depende também da educação ambiental ou da consciência ecológica das pessoas, mas no Brasil, até mesmo uma "vaquinha" entre os consumidores e mais venda antecipada de energia solar e eólica para empresas com mais recursos, isso poderá ajudar na implantação, que é caro, a vantagem é que o consumo depois vai ser mais barato": comentário de Marta Batista, professora de Geografia em Bauru (SP).

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  10. "O Brasil é um dos poucos países do mundo que tem uma maior insolação (um número maior de horas de brilho do Sol), algo em torno de 3 mil horas por ano, segundo matéria especializada que vi na Carta Capital. No entanto, está longe de ser um dos líderes mundiais em energia solar e também eólica, há ventos de sobra, falta visão e vontade política dos governantes": comentário de Carlos Vieira dos Santos, engenheiro, de São Paulo (SP).

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  11. "Não é cara nem inviável a energia solar ou a eólica, o preço ou a viabilidade duma fonte energética depende de incentivos, créditos, baixos juros, enfim, duma gestão pública": comentário de Durval Pereira, economista, hoje atuando no mercado de exportação e de importação.

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  12. "Por aqui na região se noticiou que o Ministério de Minas e Energia iria em setembro de 2016 iria implantar placas flutuantes solares para completar a geração de energia das hidrelétricas do Rio Grande e assim evitar apagões, além de atualizar o sistema, mas até agora, nenhum avanço nesse sentido": Tadeu Monteiro, de Igarapava (SP), plantador de soja e de café.

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