quinta-feira, 11 de maio de 2017

MEGAUSINA DE ENERGIA SOLAR É NA ÁFRICA E EM MARROCOS MAS BEM QUE PODERIA SER NA AMÉRICA DO SUL E NO BRASIL

Bomba na BBC e na web de todos os países a informação sobre a maior usina de Energia Solar do mundo: nosso país e continente, por exemplo na Caatinga do Nordeste ou em desertos como de Atacama no Chile, estão perdendo a chance de liderar a nova estrutura energética do planeta que já está antecipando o futuro


Uma megausina solar num deserto de Marrocos e por que na Caatinga?...



 A megausina de Energia Solar encravada em deserto de Marrocos pretende abastecer toda a Europa, nos informa Sandrine Ceurstemont, através da BBC, noticiando este gigantesco  complexo energético que fica ao pé da Cordilheira do Atlas, a 10 km de Ouarzazat, terra seca e cheia de rachaduras, ainda assim, a região não parece tão desolada quanto já foi no passado. Neste ano, ela começou a sediar uma das maiores usinas solares do planeta com centenas de espelhos cruzados, cada um deles maior que um ônibus comum, todos estão enfileirados cobrindo 1,4 quilômetro quadrado de deserto, uma área do tamanho de 200 campos de futebol. Ali é uma região conhecida como Porta do Deserto, que tem cerca de 330 dias de sol por ano, o lugar ideal para uma central de energia como esta, que bem que poderia estar por exemplo na Chapada Diamantina ou em outro ponto da Caatinga do Brasil como solarização praticamente todos os dias do ano. Além de suprir as demandas domésticas de energia, Marrocos espera um dia poder exportar energia solar à Europa, as conversações já começaram, essa megausina tem o potencial para ajudar a definir o futuro não só da energia mas de toda África e do mundo via a nova economia ecológica do Sol. Nova sim, mas muito mais velha do que a Terra que somente agora está acordando para a realidade do desenvolvimento sustentável, hoje, cada vez mais urgente. 


Tecnologia do Sol logo transformará a África em exportadora de energia limpa


Marrocos e a África fazendo o que o Brasil e a América do Sul deveriam fazer


A estabilidade do governo e da economia do Marrocos ajudou para este país a conseguir este investimento da União Europeia, que financiou 60% dos custos do projeto Ouarzazate e este país planeja gerar 14% de sua energia através do Sol até 2020 e acrescentar as outras fontes renováveis como vento e água ao plano sustentável com o objetivo de produzir 52% de sua própria energia até 2030. Isso jáz vai tornando Marrocos alinhado com países como o Reino Unido, que quer gerar 30% de sua eletricidade através de energias renováveis até o fim da década. Os Estados Unidos (onde o ex-presidente Barack Obama havia então já determinado índice de 20% de energias limpas até 2030), está agora em compasso de espera porque Donald Trump ameaçou cortar o financiamento de fontes renováveis, mas talvez esta posição presidencial não tenha tão grande impacto, já que a política energética é determinada pelos governos estaduais e por grandes companhias privadas que já estão na prática optando por adotar fontes mais limpas e baratas de energia. Em Ouarzazate, os refletores da megausina geralmente podem ser ouvidos enquanto se movem para seguir o Sol como um campo gigantesco de girassóis. Os espelhos filtram a radiação solar e depois esquenta um óleo sintético que segue por uma rede de canos. As temperaturas podem chegar a 350ºC e o óleo quente é usado para produzir vapores de água  e alta temperatura, alimentando um gerador movido a turbinas. É o mesmo processo dos combustíveis fósseis, só que o calor do Sol é que é usado como fonte. Além de aumentar a produção de energia de Marrocos, o projeto Ouarzazate já está ajudando a economia local. Cerca de 2 mil funcionários foram contratados durante os dois anos iniciais da construção, sendo que muitos deles são marroquinos. As estradas que foram construídas para criar acesso à planta e conectá-la às cidades mais próximas, agora vão ajudar as crianças a chegar até a escola. Além disso, já uma grande quantidade de água está sendo levada ao complexo através de encanamentos, o que dá acesso a água para mais 33 vilarejos que assim, podem agora crescer e ter uma melhor qualidade de vida. Não só no meio urbano, também no rural, hoje com a megausina os pequenos agricultores e pecuaristas já avançaram as suas práticas nesta região, nas proximidades do vilarejo de Asseghmou, a 48 km da cidade de Ouarzazate, a forma como ovelhas são criadas mudou e avançou, passando a ter maior produtividade, aumentou a quantidade de sítios que se dedicam à criação de ovelhas (doadas pela empresa que está construindo a usina solar) e por toda a vizinhança as amendoeiras estão prosperando e isso, também por conta de técnicas de cultivo mais avançadas que foram divulgadas ali. O problema do desemprego na região e no país é grande e muita gente da população local acha que esta megausina deveria criar mais empregos permanentes, a maioria foi contratada para trabalhar na construção por apenas alguns meses, quando entrar em operação total a gigantesca usina empregará só entre 50 e 100 funcionários, apenas. Um outro ponto crítico no projeto é que a usina solar usa uma enorme quantidade de água da represa de El Mansour Eddahbi. Nos últimos anos, a escassez de água tem sido um problema na região semidesértica e sempre há cortes no fornecimento. A agricultura ao sul do Vale Draa depende da água desta represa, o rio local geralmente é seco. O coordenador da usina, Mustapha Sellam, diz que a água usada pelo complexo representa 0,05% do abastecimento, pouco comparado à sua capacidade. Mas ainda assim, o consumo da usina é o bastante para fazer uma diferença na vida dos moradores locais, que já enfrentam dificuldades. E diante disso a usina está tentando reduzir a quantidade de água que consome, utilizando ar pressurizado para limpar os espelho e mais, a água usada para resfriar o vapor produzido pelos geradores é reutilizada para produzir mais eletricidade.  Todo este relato na BBC nos faz pensar numa megausina solar na Caatinga ou num deserto dos Andes. Junto com a usina há toda uma tecnologia de ponta, sistemas parecidos já estão em uso na África do Sul, na Espanha e em alguns lugares nos Estados Unidos, como no deserto Mojave, na Califórnia e em Nevada. Mas em geral com uma altura de 26 metros, a estrutura de Ouarzazate será a mais alta do tipo no mundo inteiro. E o melhor é que a fartura de Sol na África poderá tornar este continente um exportador de energia solar nos próximos anos, outras grandes usinas solares já estão em construção nesta região do planeta, que logo vai virar um point de Energia Solar e criação do futuro. Confira mais informações na seção de comentários do nosso blog de ecologia e de cidadania que faz questão de relacionar áreas desérticas do Brasil e da América do Sul com este tipo de desenvolvimento sustentável, a bem da economia e da ecologia. 

 
O futuro chega e muda a vida...

 ...no deserto de Quarzazate no Marrocos

Por que não uma megausina solar na Caatinga nordestina do Brasil?...


Fontes: BBC
             www.folhaverdenews.com


9 comentários:

  1. Outras usinas similares já estão em construção no Marrocos. E o sucesso dessas usinas no Marrocos e na África do Sul podem incentivar outros países africanos a adotar a Energia Solar. A África do Sul já entrou na lista dos dez maiores produtores de Energia Solar do mundo e Ruanda tem a primeira usina do tipo no leste africano, criada em 2014. Há também planos de construção de usinas solares em Gana e Uganda.

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  2. O Sol da África pode um dia transformar todo o continente em um exportador de energia limpa para o resto do mundo. Ao menos Sellam tem grandes expectativas em relação a Noor. "Nosso principal objetivo é a independência energética, mas, se um dia estivermos produzindo a mais, podemos suprir outros países".

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  3. Enquanto isso, no Brasil, não se fala em usar as zonas mais desérticas para este tipo de tecnologia que dá futuro e muda toda a realidade. Já se falou em fazer usinas solares flutuantes, como na represa de Sobradinho, no Rio São Francisco, na Bahia. Mas o empreendimento parece que não vai sair do papel.

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  4. Depois, aqui nesta seção de comentários, mais informações e debate sobre este tema: você pode também colocar aqui a sua mensagem ou então enviar por e-mail para a redação do nosso blog de ecologia e de cidadania navepad@netsite.com.br

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  5. "Seria maravilhoso ver florescer na Chapada Diamantina ou em alguma outra área simidesértica da Caatinga uma megausina solar, iria mudar e avançar o nordeste e todo o país": comentário de Geraldo Vieira, engenheiro eletrônico, hoje atuando no Espírito Santo, região de Vitória.

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  6. Você também pode entrar em contato com o nosso editor do nosso blog, envie sua mensagem, opinião, crítica ou sugestão de pauta, de matéria ou fotos e vídeos para padinhafranca603@gmail.com

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  7. "Por que não uma megausina solar como a de Marrocos no deserto de Quarzazate em alguma região remota do Nordeste brasileiro ou dum deserto dos Andes?": comentário do nosso editor de conteúdo deste blog, o ecologista Padinha: "Você tem ideia por que não?"...

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  8. "Nessa matéria hoje, no vídeo do Fantástico e ao longo de várias postagens deste blog sobre as energias limpas como é o caso da Solar, o que a gente vê é que um novo sistema energético é o fator nº 1 pro desenvolvimento sustentável": comentário de Esdras Carvalho, engenheiro, que se especializou no Japão em energias alternativas.

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  9. "O Brasil precisa urgente priorizar as fontes limpas de energia, como a Solar, nossa natureza tem umas das mais intensas solarizações do planeta, o país está perdendo tempo, tecnologia e dinheiro": comentário de Luiza Derminio, economista que fez mestrado na USP e atua hoje em dia na região de Uberlândia (MG).

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