terça-feira, 9 de maio de 2017

O NOVO PRESIDENTE FRANCÊS É CASADO COM UMA MULHER 24 ANOS MAIS VELHA: ESTE ROMANCE FOI O QUE FEZ A FRANÇA SE APAIXONAR POR ELE?



Macron se apaixonou pela sua professora de francês e de latim na escola quando ainda era um garoto e amigo da filha dela, o Presidente se casou na década de 90 com Brigitte Trogneux e ela é 24 anos mais velha do que ele, quebrando um tabu: ele será capaz também de surpreender nas causas humanitárias e ambientais de hoje?


Eric Feferberg, que atua em Paris na agência de notícias France Press foi talvez o primeiro jornalista a falar de Brigitte Trogneux, quando Emmanuel Macron era ainda um somente um dos candidatos à presidência francesa.Macron surpreendeu a todos com a sua ascensão nas pesquisas, vencendo as eleições na disputa contra Marine Le Pen, da legenda ultranacionalista Frente Nacional (FN). O novo homem  da política francesa e europeia, que não era um político de carreira, também chama atenção pela sua história de amor incomum, o ex-ministro da Economia é casado com sua ex-professora, 24 anos mais velha do que ele. Este caso de amor superando os limites da idade, do tempo e dos padrões atuais da sociedade de consumo, talvez tenha sido a força extra que o levou a ser hoje o Presidente mais jovem da história da França, parece que este país romântico se apaixonou por ele. O que todo mundo hoje já sabe depois que toda mídia mundial enfocou o fato é que Macron, de 39 anos, e Brigitte Trogneux, de 64, se conheceram em 1992, quando o Presidente tinha apenas 15 anos. Ela, à época, tinha exatamente a idade que o líder centrista tem agora. A primeira-dama fora do comum foi professora de francês e latim do político numa escola em Amiens, no Norte da França. Macron inicialmente fora amigo de classe de uma das filhas de Brigitte, Laurence. Escrever uma peça de teatro em conjunto foi o que aproximou o casal diferente que se encontrava todas as sextas-feiras para realizar e depois ensaiar o texto. Um vídeo da France3 mostra a apresentação da peça em 1993. No vídeo deste canal de TV Brigitte cumprimenta o seu então aluno com um beijinho no rosto após a sua boa performance. 


Nestas duas fotos, o momento atual e o início deste caso de amor

Reprodução/France 3 imagem de 1993


 
O novo Presidente da França precisa também se apaixonar pela causa dos refugiados e pela criação do futuro sustentável segundo a visão dos ecologistas


Macron se apaixonou por Brigitte. Ao perceber a intimidade entre professora e aluno, os pais dele tentaram separá-los e enviaram o jovem a Paris para terminar os estudos. Porém, de nada adiantou. O jovem apaixonado continuou mantendo contato e até profundou o relacionamento com a professora e prometeu à amada que a relação não iria acabar: “Você não vai se livrar de mim. Eu vou voltar e vou casar contigo”, disse ele, segundo contou Brigitte em entrevista à revista Paris Match. "Este romantismo influiu com certeza nas eleições agora, em meio a uma realidade de tanta violência e tantos problemas", comenta por aqui o nosso editor de conteúdo do blog Folha Verde News, o ecologista Antônio de Pádua Silva Padinha, que ficou sabendo do fato através da reportagem de Eric Feferberg, da AFP. Na campanha, o romance foi usado por Le Pen como sinal de fraqueza de Macron, mas parece que o efeito do feitiço virou contra a feiticeira. O novo Presidente da França logo após sua eleição contou em uma de suas entrevistas coletivas que o romance só começou depois de ele ter completado 18 anos e que se casou com Brigitte depois de ela ter se divorciado. Ela tem 3 filhos do primeiro casamento e 7 netos. O casamento aconteceu em 2007, quando ele tinha 29 e ela 54 anos. Enfim, uma estória de amor que agora faz parte da história da França e (por enquanto) teve um final feliz. Parece até mesmo roteiro de um filme, esperamos que na realidade Macron consiga conquistar também a velha Europa com avanços tipo desenvolvimento sustentável na economia e na ecologia, para assim ajudar num dos países líderes do planeta também a criação do futuro da Terra, este talvez seja o maior desafio da França, da UE e de Macron agora. Confira a nossa seção de comentários, onde postaremos mais informações tanto sobre este caso de amor original e raro, como também sobre os atuais desafios franceses, da Europa e do mundo atual, que agora tem um novo protagonista, um líder centrista e moderado, que vai precisar ter muito equilíbrio para ter êxito na sua tarefa principal, superar os problemas que vêm do passado, tumultuam a atualidade e assim quem sabe conquistar o futuro como fez em sua vida particular, superando tabus, preconceitos e mesmo sendo um economista, se deixou levar pelos sentimentos comuns dum ser humano qualquer. Como comentou em resumo aqui no blog nosso editor, o ecologista Padinha, ligado à não violência, "a diferença é que agora Macron se tornou um líder planetário, muitos esperam que pelo menos ele continue se deixando levar pelos bons sentimentos, como o amor. E ame também por exemplo os refugiados, que vêm encenando na Europa uma situação das mais tristes de violência na atualidade humana, algo que precisa também ter um final ou para usar a linguagem romântica, ter um happy end agora, algo que é esperado hoje por muita, muita gente. Essa parte da história parece ser a mais difícil e dramática".


Emmanuel Macron e Brigitte Trogneux

A questão dos refugiados na França e na Europa é um dos maiores desafios...


...do atual Presidente e da primeira dama francesa hoje

 
Fontes: AFP - BBC - G1
             www.folhaverdenews.com

10 comentários:

  1. Os dados indicam (informa a APF) que, mesmo vitorioso, Macron pode encontrar dificuldade para governar pelos próximos cinco anos. Em junho, há eleições parlamentares e o partido do presidente eleito, o Em Frente!, é novo e pequeno — com dificuldade, portanto de construir maioria sem compor novas alianças: “Sei que o país está dividido, que muitos votaram pelos extremos” Emmanuel Macron Presidente eleito da França.

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  2. O novo presidente Macron, de 39 anos, foi ministro da Economia no governo do atual presidente, o socialista François Hollande, entre 2014 e 2016, mas abandonou a gestão antes do fim. Com isso, se descolou da impopularidade que fez naufragar a candidatura do Partido Socialista, que concorreu com Benoît Hamon, e criou uma via alternativa aos extremos do espectro político. Ele teria sido aconselhado a isso pela sua mulher, Brigitte Trogneux, comenta ainda em resumo a France Press.

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  3. Antes de tudo isso, Macron trabalhou no setor financeiro, o que foi usado para realçar o perfil de jovem dinâmico, realizador e aberto ao mundo, em contraposição a uma candidatura, de Le Pen, que o tempo todo usou como argumento a ideia de fechar a França, fosse para os mercados comuns, fosse para estrangeiros. O agora presidente fundou o próprio bloco político e apelou para o perfil do candidato prático e executivo, “nem de direita e nem de esquerda”. Macron se formou em uma escola de elite, por onde passaram pelo menos outros dois ex-presidentes franceses — Jacques Chirac [1995-2007] e François Hollande [2012-2017] —, e tem perfil sócioeconômico bem acima da média da população francesa. (Resumo de notícias da APF, BBC e G1).

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  4. Apesar de ser visto com desconfiança pela extrema-esquerda, acabou abraçado por eleitores de todas as tendências, preocupados com a possibilidade de que Le Pen ganhasse. (Idem, ibidem).

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  5. A França é a sétima economia do mundo, com um PIB de US$ 2,4 trilhões. Em 2016, o país cresceu 1,2%. Esse número representa um crescimento menor que o da Alemanha (1,9%) e do Reino Unido (1,8%). Caberá a Macron tentar reerguer a economia do país sem cair no receituário liberal que frequentemente provoca embates entre os governos franceses e as poderosas centrais sindicais. A taxa de desemprego está hoje em 10% e as reformas trabalhistas realizadas pelo atual presidente, Hollande, foram não apenas impopulares, como também foram consideradas ineficazes por todos os candidatos que concorreram nesta eleição. Macron terá de lidar com a permanente inquietude dos franceses em relação à própria identidade, que seria ameaçada pela imigração estrangeira, sobretudo de islâmicos do Oriente Médio e do Norte da África. O país buscará provavelmente equilibrar políticas humanitárias e inclusivas com a proteção das fronteiras. (Notícia BBC).

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  6. Ataques terroristas assumidos ou atribuídos a grupos extremistas islâmicos impõem um desafio adicional ao novo presidente, que terá de se equilibrar entre os imperativos de segurança e a abertura do país a pessoas que são estrangeiras, ou que, mesmo tendo nascido na França, descendem de imigrantes e são tidos por muitos franceses como culturalmente inadaptados. De repente, esse detalkhe é uma esperança para os refugiados na Europa e todos os que se preocupam com eesta causa e o pacifismo.

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  7. O futuro da União Europeia também parece mais seguro sob o mandato de Macron, pois Le Pen prometia retirar o país da Zona do Euro (grupo de países que adotam moeda comum) e realizar plebiscito sobre a saída da França do bloco. Macron, ao contrário, é um entusiasta da permanência. Pelo menos em tese, a sua vitória favorecerá o comércio exterior com parceiros internacionais. Macron pode levar adiante, com força renovada, as negociações entre a União Europeia e o Mercosul, bloco do qual o Brasil é fundador e membro. Europeus e sul-americanos tentam definir o quadro geral dessa aproximação até o fim de 2017, para entabular negociações setorizadas e mais sensíveis em seguida. Esta é uma outra esperança, outro ponto positivo, pelo menos teoricamente, por enquanto, pós-eleição de Macron.

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  8. Nossa equipe do blog da ecologia e da cidadania pesquisou um pouco mais o contexto que vai enfrentar Macron na Franca: "Os assuntos de segurança internacional devem pressionar o novo presidente. A França é, desde o fim da Segunda Guerra, uma das cinco potências nucleares que fazem parte do Conselho de Segurança das Nações Unidas. O órgão enfrenta uma grave crise diante do impasse sobre como lidar com a guerra na Síria que, desde seu início, em 2011, já deixou mais de meio milhão de mortos e 7 milhões de deslocados. Os franceses conduzem operações militares em solo sírio e sofrem, ao mesmo tempo, com ações terroristas em casa. Enfim, os desafios são muito grandes. Na área do meio ambiente e da cidadania também há expectativas positivas, porém, os desafios são de toda forma gigantescos para Macron": comenta o professor de economia Eugenio Vieira, de São Paulo.

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  10. "Tanto Macron como a sua amada são dois milionários, espero que eles enfoquem a realidade da França e da vida com algum sentimento, que é o que mais falta entre os políticos tradicionais": comentário de Helena Santos, de Campinas (SP), que nos envia a tradução dum texto do jornal Le Monde, pelo que agradecemos a esta estudante da Unicamp.

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