segunda-feira, 15 de maio de 2017

UM DEBATE ESSENCIAL PARA TODOS NÓS HOJE AQUI E EM TODO CONTINENTE PORÉM ESTA DISCUSSÃO NEM APARECE NOS JORNAIS E NA GRANDE MÍDIA DA ATUALIDADE

As bases que sustentam a ecologia estão sendo destruídas, alerta evento que foi organizado pela 350.org na Argentina: Leonardo Boff e Adolfo Perez Esquivel debateram alternativas para a crise climática, econômica e social na América Latina e de todo o planeta, entre elas, abandonar os combustíveis fósseis e avançar as energias limpas e renováveis com urgência ou antes que seja o caos

Esquivel, Boff e Olsson debatem na Faculdade de Medicina de Buenos Aires


Participaram do debate Leonardo Boff, teólogo e intelectual brasileiro, Adolfo Perez Esquivel, Prêmio Nobel da Paz e o ambientalista Juan Pablo Olsson, coordenador de Campanhas Climáticas da 350.org na Argentina, o evento aconteceu na Faculdade de Medicina de Buenos Aires, tendo sido discutido em especial o cuidado com os recursos naturais estratégicos, como a água do Aquífero Guarani, da Antártida e da Amazônia, que também atualmente sofrem além do mais, a ameaça da exploração predatória do Gás de Xisto, de interesse apenas da indústria petrolífera. Nessa questão, houve participação também da Coesus do Brasil, que luta contra o fracking, a forma altamente agressiva de explorar este gás, danificando as águas subterrâneas. Enfim, todo um conjunto de problemas socioambientais precisam ser enfrentados para conter a violência agora contra os recursos naturais e os direitos da população quanto a eles e a um meio ambiente equilibrado. O brasileiro Leonardo Boff, que foi um dos líderes mundiais da Teologia da Libertação, já há alguns anos vem espalhando o trabalho levantado pelo Papa Francisco na sua Encíclica Laudato Si, que também chama a atenção para um dos piores problemas enfrentados pela humanidade na atualidade, a crise ambiental sob o ponto de vista das suas consequências sociais. Boff nestes dias na Argentina estava lançando o seu novo livro Sustentabilidade: a urgência ante o grito da Terra. O debate na Faculdade de Medicina de Buenos Aires foi organizado pela Cátedra Livre de Saúde e Direitos Humanos desta faculdade lado a lado com a entidade internacional 350.org como uma Aula Magna, contando também com a participação do Nobel da Paz, Adolfo Perez Esquivel nesses debates, "assuntos que os jornais e a grande mídia atualmente ignoram ou omitem", conforme destacou Esquivel. No evento foi discutido o cuidado dos recursos naturais estratégicos, e mais especificamente a água nos casos do Aquífero Guarani, da Antártida e da Amazônia: “O diagnóstico dos principais cientistas do mundo indica que estamos vivendo uma era muito preocupante para o planeta, e esses são dados que não aparecem na imprensa em geral, porque vão contra o sistema",  argumentou Esquivel. "Estes temas evitam o acúmulo e impedem que as empresas sigam sua lógica de desrespeito à Terra, na verdade, vivemos em uma época de grandes contradições", falou por sua vez Leonardo Boff durante o encontro: “Devemos respeitar não só os aspectos físicoquímicos dos ecossistemas de cada região, mas também o aspecto humano das populações que os habitam, as suas culturas, costumes, religiões, organizações sociais, toda essa realidade complexa que forma os biomas”, completou o intelectual brasileiro neste debate que estamos divulgando agora aqui no blog da ecologia e da cidadania Folha Verde News, uma pauta que tem feito parte do dia a dia das nossas postagens e lutas por aqui. 



Não à destruição dos recursos naturais como as nossas águas subterrâneas

O caos do clima e do ambiente a dano também da saúde e da vida da população da América Latina e de todo o ser humano em todo o planeta


Na Europa já há manifestações pelo desinvestimento em combustíveis fósseis

Mudanças climáticas produzem secas ou inundações, insegurança alimentar e aumento da incidência de doenças tropicais, afetando mais intensamente as pessoas e regiões que por sinal contribuíram menos para agravar a situação que já enfrentam hoje. A crise climática é o resultado da queima de combustíveis fósseis e a exploração irracional dos recursos naturais, realizada principalmente pelos países mais ricos do Hemisfério Norte. Na América Latina, os efeitos mais evidentes das mudanças climáticas podem ser vistos em secas ou por outro lado em inundações devastadoras e sem precedentes em sua magnitude, o que demonstra a necessidade urgente de uma mudança de modelo econômico. Atualmente, as regiões mais afetadas pelas cheias na Argentina são Comodoro Rivadavia (Chubut), La Pampa, Tucumán, Catamarca, Província de Buenos Aires, San Luis e Córdoba. Enquanto isso, secas abalam por exemplo áreas do nordeste brasileiro e de todo semiárido e do Cerrado. “A humanidade precisa de uma grande mudança de consciência, estamos em um momento que representa um dilema planetário: ou mudamos nossos ritmos e modos de produção e de consumo, nossa forma de habitar o planeta, ou vamos ao encontro do pior”, frisou Leonardo Boff. O intelectual também debate e sintetiza estas questões em seu novo livro Sustentabilidade: a urgência ante o grito da Terra, lançado nesta semana também na Argentina. "As contribuições de Boff para o pensamento latino-americano têm profundo valor e ficamos honrados de acompanhá-lo nestas discussões, a sua grande figura e visão representam um norte para os movimentos sociais e ambientais para nós aqui nos paós latinoamericanos, Boff está seguindo também as mensagens do Papa Francisco”, afirmou por sua vez Juan Pablo Olsson, coordenador de Campanhas Climáticas da 350.org na Argentina. Já Adolfo Perez Esquivel deixou claro o seu apoio à campanha global para o desinvestimento em combustíveis fósseis. Para ele, a questão da crise climática está fortemente ligada também com a justiça social, uma vez que centenas de pessoas ao redor do mundo são forçadas a deixar suas casas todos os dias por causa de eventos climáticos extremos, causados pela civilização do petróleo. Está havendo em todas as regiões do planeta uma Mobilização Global pelo Desinvestimento com este conteúdo alertando em seis continentes e visando retirar da indústria fóssil a licença para poluir, reafirmando a necessidade de uma transição para as fontes limpas e renováveis de energia, como por exemplo, a Solar e a Eólica. Somente uma nova estrutura energética, uma economia que seja também ecológica, é capaz de concretizar um desenvolvimento sustentável, sem o que vai aumentar o caos,  o sofrimento da população e até a ameaça de não existir futuro em nossa vida.

A exploração dos Gás de Xisto ameaça também nosso Aquífero Guarani...

...com o fracking que agride o ambiente e contamina as águas subterrâneas

Há várias opções para desinvestir em combustíveis fósseis...


Fontes: 350.org - Coesus - 
             www.ecodebate.com.br
             www.folhaverdenews.com

8 comentários:

  1. Entre você também no Google e pesquise a página da Mobilização Global pelo Desinvestimento.

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  2. Logo mais, por aqui nesta seção de comentários, mais informações e também mensagens, aguarde nossa próxima edição, confira, participe deste debate.

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  3. Você pode colocar direto aqui a sua mensagem ou então, se preferir, envie um e-mail com esse conteúdo para a redação do nosso blog de ecologia e de cidadania navepad@netsite.com.br

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  4. Você também pode contatar o nosso editor deste blog, enviando mensagem, informações, vídeo, fotos, críticas ou sugestões de pauta ou de matérias para o e-mail padinhafranca603@gmail.com

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  5. "A chamada civilização do petróleo está nos levando a um caos ambiental e social, já passa da hora de se investir em energias limpas, urgente o desinvestimento em combustíveis fósseis, também por aqui no Brasil": comentário de Pedro Álvaro da Silva, engenheiro que nos manda material sobre a exploração do Gás de Xisto, agradecemos o envio e vamos sim divulgar.

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  6. "O gás de Xisto, pela agressividade ambiental com que é extraído, pode destruir os mananciais de água, com do Aquífero Guarani, isso seria o "ápice" da indústria do petróleo e dos combustíveis fósseis no Brasil, temos que estancar este processo depredador e poluente, fazendo avançar as energias limpas como a Solar e a Eólica": comentário de Padinha, ecologista que edita este blog.

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  7. "Volto aqui a esta seção de comentários para dar um apoio à campanha do desenvestimento em combustíveis fósseis,concordo que a extração de Gás de Xisto das entranhas dos aquíferos é o fim da picada da civilização do petróleo": comentário de Pedro Álvaro da Silva, engenheiro que atua hoje no interior de Minas Gerais.

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  8. "Estava vendo agora o telejornal Bom Dia Brasil da Globo SP e fiquei encantada com o trabalho das equipes, com a tecnologia e matérias de utilidade pro povão de Sampa, pena que esse pessoal tão competente não entre em assuntos mais polêmicos como a de hoje aqui neste blog, creio que é mesmo urgente debater a mudança na estrutura da energia, saindo das poluição para uma melhor qualidade de vida no país": comentário de Luiza Helena Bastos, de Itu (SP), que atua na Receita Federal daquela região.

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