sexta-feira, 16 de junho de 2017

ANTES DO FINAL DO ANO SERÃO FEITAS NOVAS MEDIÇÕES SOBRE O ROMBO DA CAMADA DE OZÔNIO PELA AGÊNCIA METEOROLÓGICA DO JAPÃO

O buraco na camada de ozônio na Antártida voltará a crescer mais ainda agora?



  
Medições do rombo na camada protetora vêm sendo feitas desde 1979


Segundo informa a Nasa, atualmente o buraco da camada de ozônio já é do tamanho da América do Norte inteira. Na Antártida, alcançou o dobro do tamanho deste continente, o que foi o seu quarto maior nível na história, de acordo com a Agência Meteorológica do Japão (JMA). Para estes pesquisadores japoneses, o buraco, que aparece todos os anos entre agosto e dezembro devido ao efeito dos clorofluorocarbonos (CFC) e de outros gases nocivos, chegou a 27,8 milhões de metros quadrados em 9 de outubro de 2016. Agora, há a expectativa dos números desta medição em 2017. Segundo noticia a agência EFE, os dados, obtidos por satélites americanos, mostram que o buraco há um ano já tinha então alcançado o mesmo tamanho do registrado em 1998, quando foi um recorde. As medições tiveram início em 1979, como uma forma de alertar a humanidade e de se buscar solução que seja sustentável para este problema ambiental típico da sociedade industrial e de consumo.                    
Matérias com esta pauta têm sido feitas no site da revista Veja, da Abril, revelando que de acordo com a Agência Meteorológica do Japão (JMA), o buraco tem crescido ano a ano ao invés de ser contido, apesar das medições dos cientistas e do alerta dos ecologistas. Para os especialistas que vêm pesquisando o problema, o buraco de ozônio tem crescido por causa também das baixas temperaturas na estratosfera sobre a Antártida. Isso agrava e ajuda a impedir que se diminua o rombo na camada de ozônio.
 

As mudanças do clima também influem na destruição da camada de ozônio
 
 
A atmosfera, o ser humano, as espécies marinhas e toda vida precisam de proteção
  
Um estudo elaborado no ano passado por 300 cientistas e já aprovado pela Organização Mundial da Meteorologia (OMM) e pela ONU, Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), concluiu que nos próximos anos pode diminuir a destruição da camada de ozônio e que este escudo natural da Terra (capaz de bloquear os raios ultravioleta) pode se recuperar ao longo deste século 21. Porém, isso só será possível se as restrições aos produtos que destroem a camada, como aqueles já conhecidos por conterem clorofluorocarbonos, continuarem a ser aplicadas, cada vez mais intensamente.

Vem sendo estudada também relação da camada com mudanças do clima...
...e desequilíbrios do meio ambiente que possam afetar a camada de ozônio
 
O japonês Atsuya Kinoshita, do escritório de acompanhamento da camada de ozônio da agência japonesa, advertiu que, apesar da presença de gases nocivos pode diminuir nos próximos anos e décadas, as mudanças de temperatura, os problemas do clima e do ambiente por outro lado ampliam o potencial do rombo, danificando a camada de ozônio em níveis que ainda não foram atingidos no planeta.  A emissora pública NHK que divulgou este alerta dos pesquisadores, também está na expectativa de novas medições que estão para serem feitas ainda em 2017.


Todos os problemas socioambientais do planeta são correlacionados
  Fontes: EFE
              www.veja.abril.com.br
              www.folhaverdenews.com

9 comentários:

  1. Estamos atentos aqui no blog da ecologia e novas medições do rombo da camada de ozônio e a detalhes que possam ser informados pelos cientistas que pesquisam o problema, como os da JMA e da Nasa.

    ResponderExcluir
  2. Logo mais, aqui nesta seção de comentários, podermos postar mais informações, aguarde a nossa próxima edição, por aqui, venha conferir depois.

    ResponderExcluir
  3. Você pode colocar direto o seu comentário ou a sua opinião aqui, se preferir, envie uma mensagem com este conteúdo para a redação do nosso blog do movimento científico, ecológico e de4 cidadania pelo e-mail navepad@netsite.com.br

    ResponderExcluir
  4. Há ainda a opção de você contatar diretamente o nosso editor do blog, tanto para enviar sua mensagem, como para nos mandar fotos, vídeos, críticas ou sugestões de novas pautas e matérias, o e-mail é o padinhafranca603@gmail.com

    ResponderExcluir
  5. "Já se aproxima de 4 décadas que pesquisadores tem medido e alertado sobre o rombo na camada de ozônio, se trata já dum problema clássico do meio ambiente planetário, mas as medidas não tem tido o9 alcance ou a dimensão necessárias nestes últimos 36 anos, que espero, não sejam os últimos": comentário que nos enviou Alexandre dos Santos Figueiredo, nos alertando sobre a proximidade das próximas medições do buraco da camada de ozônio, ele é de São Paulo (SP) e está pesquisando o assunto em sites especializados.

    ResponderExcluir
  6. "Eu me lembro que a uns 30 anos atrás, quando os países assinaram o Protocolo de Montreal, a situação era muito pior. Recentemente, o buraco na camada de ozônio estava regredindo, mas parece que sugiram depois outros problemas ambientais e globais que voltam a complicar": comentário de José Ribeiro Neves, engenheiro civil pela USP e que vive em Vitória (ES).

    ResponderExcluir
  7. "O buraco na camada de ozônio foi descoberto na década de 50 e alcançou um tamanho recorde em outubro de 2015. Pesquisadores afirmam que o recorde aconteceu devido também à erupção do vulcão chileno Calbuco naquele mesmo ano. O vulcão atrasou ligeiramente a recuperação do ozônio, que é sensível ao cloro, à temperatura e à luz do sol. Injeções vulcânicas de partículas causam uma destruição maior que o normal no ozônio": comentário da cientista Anja Scmidt, da Universidade de Leeds, entrevistada pelo G1.

    ResponderExcluir
  8. "Essas erupções do vulcão Calbuco no Chile são uma fonte esporádica de minúsculas partículas no ar que fornecem as condições químicas necessárias para que o cloro dos CFCs introduzido na atmosfera reaja eficientemente com o ozônio na atmosfera sobre a Antártida. O ozônio passa por um ciclo regular a cada ano, com sua redução começando em agosto, no final do inverno escuro da Antártida. O buraco normalmente atinge seu tamanho máximo em outubro. A tendência geral em direção à recuperação se tornou evidente quando os cientistas estudaram as medições feitas por satélites, instrumentos terrestres e balões meteorológicos no mês de setembro, em vez de outubro. As pessoas, eu inclusive, estiveram focadas demais em outubro, porque é quando o buraco de ozônio é enorme": comentário de Susan Solomon, química atmosférica (MIT) também ao G1.


    ResponderExcluir
  9. "O rombo da camada de ozônio está sujeito a outras variáveis, por exemplo, pequenas alterações meteorológicas. Fizemos um estudo nesse sentido e ele nos permitiu à equipe quantificar os impactos separados de poluentes emitidos pelo homem, de mudanças na temperatura e nos ventos, bem como de vulcões no tamanho e na magnitude do buraco de ozônio da Antártida. Observações e modelos de computador confirmam: a situação ainda não está definida mas a cura do ozônio da Antártida já começou": comentário também em matéria do G1 de Ryan Neely, professor e pesquisador de ciência atmosférica na Universidade de Leeds.

    ResponderExcluir

Translation

translation