terça-feira, 6 de junho de 2017

AS CIDADES COSTEIRAS DO BRASIL MAIS AMEAÇADAS PELAS MUDANÇAS CLIMÁTICAS E AQUECIMENTO GLOBAL PRECISAM CRIAR UMA FORMA DE PROTEÇÃO E DE PREVENÇÃO

           
Santos, Recife e Rio de Janeiro estão entre as cidades mais ameaçadas de enchentes e outros problemas mas toda a costa de Santa Catarina cada vez mais vai correr o risco também de furacões nos próximos anos e décadas




Inundações, destruição de infraestrutura, epidemia de doenças entre os problemas...
...e na costa de Santa Catarina poderá haver além do mais, furacões


Estão sendo divulgados nesta semana do Meio Ambiente no país os principais dados que constam do relatório especial Impacto, vulnerabilidade e adaptação das cidades costeiras brasileiras levantados pelo Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas (PBMC). Este agora é o segundo documento sobre mudanças climáticas e cidades do litoral elaborado por este organismo científico criado desde 2009 e apoiado pelos ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação, também do Meio Ambiente. No mapa do perigo entre as cidades que são mais vulneráveis a problemas estão Rio de Janeiro, Santos, Fortaleza, Recife, Salvador e no Sul do Brasil, todo Vale do Itajaí. A costa de Santa Catarina tem mais riscos extras, além do aumento do nível do mar e invasão no continente das águas salgadas, existe também uma possibilidade de se tornar uma rota de furacões. As fortes tempestades na região, que já têm hoje ventos superiores a 80 quilômetros por hora, já são um sintoma claro desta tendência, informa a Agência Brasil que entrevistou  sobre este tema a secretária executiva do comitê científico do painel, PBMC, Andrea Santos. Por sua vez, o EcoDebate, o  site nacional de assuntos socioambientais, está mostrando em detalhes as recomendações do relatório, que recomenda que sejam realizadas avaliações mais precisas ainda do risco de desastres associados ao aumento na frequência de extremos de clima e aumento do nível do mar nas cidades costeiras brasileiras, sobretudo no Norte e Nordeste do país. Segundo avalia este comitê científico, esses estudos podem permitir uma previsão dos riscos e dos perigos que ameaçam estes municípios e populações, sendo que a maioria deles não estão preparados nem preparando medidas de prevenção nem de controle. Rio de Janeiro e Santos são as duas únicas cidades da costa brasileira que já estão investindo em relação às prováveis mudanças do clima. "Pelo estudo, estas duas cidades que estão atuando em alguma política pública no sentido de promover ações de adaptação”, esclareceu ainda a coordenadora do comitê Andrea Santos: "A gente não tem visto a concretização destas medidas nem um aprofundamento das políticas públicas que se fazem necessárias, tanto de mitigação, para redução das emissões de gases de efeito estufa, quanto também das ações integradas no âmbito de medidas de adaptação. Pelo nível de informações que já foram disponibilizadas pelo PBMC, o Rio de Janeiro e Santos já deveriam ser hoje as duas cidades melhor preparadas para evitar problemas que virão a crescer cada vez mais nos próximos anos e décadas em todas as zonas costeiras, mais vulneráveis que as cidades do interior do continente às mudanças do clima, que precisam com urgência e desde já serem combatidas e controladas. Neste ponto, cientistas e ecologistas brasileiros criticam o recuo dos Estados Unidos (um dos países que mais causam estas mudanças climáticas pelo excesso de poluição, CO2, efeito estufa, overdose do uso de energias fósseis como é o caso do petróleo): Donaldo Trump anunciou por enquanto que não irá cumprir as metas que já foram aprovadas em dezembro no Acordo do Clima em Paris por 195 dos países, inclusive o Brasil, também sob pressão do lobby petrolífero ou por outros interesses, como um golpe midiático para chamar a atenção de todo o planeta sobre os States. Até a China, o país mais poluidor, confirmou que vai cumprir as metas socioambientais para conter as mudanças do clima e o aumento da temperatura, por exemplo, estimulando ao máximo que for possível a utilização de energias limpas como a Eólica e a Solar.  De toda forma, pelo que concluiu o relatório do PBMC em nosso país, além do aumento do nível do mar, há a perspectiva também de outros eventos, como chuvas fortes demais, tempestades, erosão costeira causada por enchentes e inundações, destruição da infraestrutura urbana entre outros impactos nos municípios que de localizam junto à costa marítima. De acordo com o estudo sendo divulgado agora, 18 das 42 regiões metropolitanas brasileiras se encontram na zona costeira ou sofrem influência dela. O documento analisou a situação de todas estas cidades costeiras nas regiões Nordeste, Sudeste e Sul. Os cenários mais pessimistas citados no relatório apontam que o nível do mar pode chegar a subir 40 centímetros até 2050, provocando perdas econômicas de até US$ 1,2 bilhão para as 22 maiores cidades costeiras latino-americanas. Não há ainda, entretanto, mensuração exata no Brasil dos custos econômicos que poderão ser provocados pelas mudanças do clima e pelo aumento anormal da temperatura. De acordo com a própria presidente deste comitê científico, o PBMC, Suzana Kahn, professora do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ), a elevação do nível do mar e das temperaturas terão impacto muito maior no Brasil, porque grande parte das regiões metropolitanas está localizada  em áreas litorâneas: "Não há como evitar totalmente os danos, mas sim implantar soluções, no sentido de que possamos nos adaptar a uma nova realidade”. Ela se preocupa com a prevenção a bem da economia ou da segurança nas cidades costeiras e principalmente dos milhões de brasileiros e de brasileiras que habitam nosso litoral. Além do nível do mar, os eventos extremos de chuvas também são citados como causas de futuros problemas ambientais nas regiões costeiras, acarretando riscos tipo deslizamento de terras, enxurradas e enchentes. Também já foi constatado nas cidades litorâneas a forte emissão de gases poluentes. De acordo com o relatório do PBMC, o Rio de Janeiro é o nº 1 nestes ranking negativo, com a maior emissão de gás carbônico (CO2) por habitante, da ordem de 3,47 toneladas entre todas as cidades brasileiras ameaçadas. Confira na seção de comentários aqui no nosso blog da ecologia e da cidadania Folha Verde News algumas das medidas preventivas que já poderiam e já deveriam estar sendo tomadas neste caso como uma gestão ambiental sustentável que se torna cada vez urgente, conforme alertas feitos por mais de mil cientistas do IPCC da ONU.


Já tem havido os primeiros sinais dos problemas que devem se intensificar


A preservação dos manguezais também pode ajudar a prevenir problemas maiores

A economia e o charme turístico do Rio e de todo litoral brasileiro ameaçados

Fontes: Agência Brasil
             www.ecodebate.com.br
             www.folhaverdenews.com 

8 comentários:

  1. Entre as medidas de proteção das cidades costeiras ou de prevenção destes problemas que deverão ser da maior gravidade jamais vista no Brasil o PBMC. comitê especializado nesta questão, está por exemplo preparar a a infraestrutura de todas essas cidades costeiras hoje suscetível a impactos físicos, em razão das mudanças climáticas e seus efeitos.

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  2. O documento faz recomendações de que venham a ser implantadas no país políticas públicas que sejam lideradas pela União, estados e municípios para atenuar esses impactos grande na vida do litoral e que já podem desde já serem previsto. Por exemplo, o Rio de Janeiro e Santos, que estão pensando no planejamento de médio e longo prazo, hoje deveriam também já estar desenvolvendo ações que podem ser feitas no curto prazo. Veja a seguir, algumas.

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  3. Entre estas medidas, a construção de piscinões, como um piscinão na Praça da Bandeira, centro do Rio de Janeiro, que durante anos passou por inundações e alagamentos. Técnicos consideram que este reservatório subterrâneo construído naquela área já foi considerado uma medida de adaptação, já que, na prática, evitou novas enchentes e um aumento dos problemas e sequelas, até como doenças transmitidas pela água das enchentes.

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  4. Além de barreiras de proteção contra a elevação do nível do mar, o comitê científico do PBMC também recomendou que as cidades costeiras preservem seus ecossistemas. O mangue tem um papel fundamental ao conter o avanço da água salina.

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  5. Medidas de curto prazo como a integração do transporte público também são recomendadas. O transporte rodoviário será o mais afetado em inundações e sistemas integrados podem diminuir o impacto das chuvas no dia a dia de usuários. Outra medida simples, em que a população tem um papel a cumprir, diz respeito à destinação de resíduos: "Se a população não joga lixo na rua, isso facilita os desastres ambientais e o surto de doenças aumentará", alertam os especialistas.

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  6. "Eu estava até pensando em mudar pro litoral, para ter uma vida com mais lazer junto ao mar com a minha família, mas diante desta previsão de tantos problemas, estou repensando": comentário de Odair dos Santos Pereira, médico pneumologista, que hoje atua em Formiga (MG).

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  7. "Acredito que a mídia deveria programar um debate sobre esta pauta desde agora, para que este sistema de proteção e de prevenção das cidades, para uma segurança mínima da população litorânea, seja implantado mesmo": comentário de Anecy Almeida, de Santos (SP), educadora ambiental.

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  8. "Os seres humanos ainda estão longe de preservar o ambiente que é que os sustenta": comentário de João Noronha, fotógrafo de jornais e agências em Curitiba, Paraná.

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