sexta-feira, 23 de junho de 2017

CRÍTICAS DE GOVERNANTES E DE AMBIENTALISTAS CAUSARAM SUFOCO AO PRESIDENTE DO BRASIL NA NORUEGA: COBRAM UMA GESTÃO AMBIENTAL SUSTENTÁVEL NO "PAÍS DA NATUREZA"

Ministro do Meio Ambiente norueguês anuncia corte de 200 milhões em verba de apoio ao desmatamento no Brasil: dados  do INPE mostram que este problema tem crescido por aqui onde aumentou 58% desde o ano passado

 
Aumento do desmatamento e falta de gestão ambiental geram críticas ao Brasil 
 
  
A Noruega é o maior doador do Fundo Amazônia, para o qual já destinou cerca de R$ 2,8 bilhões, entre 2009 e 2016, com objetivo de financiar a preservação da floresta. Agora, haverá uma diminuição de cerca de 50% deste tipo de verba em 2017. Nos últimos dias, porém, autoridades norueguesas têm feito críticas ao governo brasileiro e até ameaçado suspender o financiamento para proteção ambiental. Na visita de Michel Temer a Oslo esta situação esquentou os bastidores e foi destaque na mídia da Europa. Houve também uma manifestação na rua, ecologistas da Noruega e de outros país da UE, bem como também de brasileiros e brasileiras residentes na Europa, como o de  uma líder indígena Guajajara, da região do Pará, Amazônia.  
 

    Protestos de entidades civis na visita do Presidente do Brasil à Noruega

    Sônia Guajajara, indígena do Pará, foi levada aos protestos em Oslo
     
 
Não só a corrupção nas altas esferas políticas do Brasil causaram mal estar ao Presidente da República em suas visitas à Rússia e à Noruega. O desmatamento, que vinha em uma tendência de queda há alguns anos no Brasil, teve um aumento de 58% em 2016, segundo estúdo da Fundação SOS Mata Atlântica e dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Além disso, ambientalistas têm criticado o fortalecimento de grupos ruralistas no governo Temer que têm atuado para aprovar no Congresso a flexibilização das regras de licenciamento ambiental e a redução de áreas de proteção. Foi citada a manobra em que duas medidas provisórias foram vetadas pelo Governo, mas que reapresentará a proposta de redução de áreas florestais através de outro projeto de lei, valorizando o agronegócio e a mineração, a dano do meio ambiente.
 

Nem com toda diplomacia Temer escapou da críticas na Europa
 

"Nosso programa de doação é baseado em resultados: o dinheiro é repassado se o desmatamento é reduzido, e foi o que vimos nos últimos anos. Isso significa que, se o desmatamento está subindo, haverá menos dinheiro", disse à BBC o ministro norueguês de Meio Ambiente, Vidar Helgesen,  que também criticou a falta de gestão ambiental no Brasil em matéria no serviço brasileiro da Deutsche Welle, ao comentar problemas ambientais do nosso país, "nós aqui estamos muito informados sobre o que acontece neste setor". Vidar Helgesen argumentou ainda: "Nós mencionamos a nossa preocupação com as autoridades brasileiras em relação a esse debate sobre a legislação que se refere a ambiente em discussão no Congresso. Mas, no fim, é o Brasil que toma a decisão. Quando vemos a tendência indo na direção errada nos últimos anos, é claro que isso levanta preocupação e perguntas sobre o que o governo está planejando para reverter esse quadro. E deixamos bem claro que nosso financiamento é baseado em resultados", oficializando um corte no apoio governamental norueguês.

 
 
A questão dos índios e dos presídios foi levantada como focos de violência

 
"Tenho empreendido todos os esforços para manter o rumo da sustentabilidade com determinação e vontade política. (...) Quero assegurar a Vossa Excelência que o compromisso do governo brasileiro com a sustentabilidade, com o controle do desmatamento e com a plena implementação dos compromissos de redução de emissões assumidos sob o Acordo de Paris permanecem inabaláveis", são alegações da cara do Ministério do Meio Ambiente do Brasil às autoridades norueguesas. O documento diz ainda que seria "prematuro" concluir que as contribuições ao Fundo Amazônia, tanto da Noruega como de outros países como a Alemanha, tenham impacto limitado no combate ao desmatamento. As críticas não vieram somente de autoridades governamentais, mas também de entidades da sociedade civil como a Anistia Internacional (por causa da violência crescente em vários setores) WWF e o Greenpeace. Esta organização ecologista por sinal soltou um nota acusando o Governo Temer de ter vetado duas medidas provisórias que reduzem proteção florestal (logo substituídas por projeto de lei com o mesmo conteúdo) apenas como "uma manobra política para acalmar a opinião pública e também para poder visitar a Noruega sem o peso de  ter assinado qualquer redução da floresta no Brasil". O marketing e a estratégia dos políticos brasileiros não conseguem explicar os fatos que indicam a falta duma opção pelo desenvolvimento sustentável no Brasil, o que poderia equilibrar os interesses econômicos com os ecológicos, resgatando em parte a imagem abalada hoje no exterior de "país da natureza". Este é o tom de notícias e críticas de boa parte da mídia na Europa, como a edição especial desta pauta no jornal da França, Le Monde.  


Através da sustentabilidade o Brasil voltará a ser o país da natureza?


Fontes: BBC - Deutsche Welle - MSM
             www.folhaverdenews.com

9 comentários:

  1. Logo mais, estaremos postando aqui mais informações desta pauta, também mensagens e comentários, agaurde nossa edição e venha conferir.

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  2. Você pode colocar direto aqui seu comentário ou se preferir enviar por e-mail para a redação do nosso blog do movimento ecológico, científico e de cidadania: navepad@netsite.com.br

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  3. Por e-mail você também pode contatar o editor de conteúdo do nosso blog padinhafranca603@gmail.com

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  4. Aqui está o 1º dos comentários que recebemos: "Vi a edição do jornal Le Monde criticando muita coisa, pelo visto, eles acessaram lá matérias que saíram em sites brasileiros como o Nexo Jornal": comentário de Dario Gonçalves, de São Paulo (SP), exportador e importador, que atua também no mercado europeu.

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  5. "Pelo que eu sei, o contrato entre a Noruega e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (Bndes), responsável pelo fundo, não prevê limite máximo de recursos, mas diz que o dinheiro será usado em projetos até 2020. O Brasil deveria aproveitar melhor a boa vontade e o apoio dos noruegueses": Cristina Batista, de Santo André, ABC, São Paulo, professora de Português e Inglês.

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  6. "Os políticos nórdicos em geral, ainda mais na Noruega, têm sido rigorosos quanto a ética e o meio ambiente, segundo ouvi em emissão de rádio, eles estão chocados com o Brasil nestes dois pontos e isso refletiu no corte de 50% do apoio à luta contra o desmatamento aqui": Mário Souza Alcântara, médico em Campinas (SP).

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  7. "Recentemente, a Noruega já havia mostrado preocupação com o aumento do ritmo do desmatamento na Amazônia e com a aprovação pelo Congresso de duas medidas provisórias que reduziam a área de proteção ambiental na floresta. Isso e mais a questão da corrupção, considerada lamentável pela opinião pública e pelos políticos de Oslo, segundo pesquisa também recente, explica o que aconteceu agora na relação Brasil Noruega": comentário de Heleno Pais, estudante de Direito da Unesp.

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  8. "Uma pesquisa em Oslo botou em questão o corte governamental de 50% da verba de apoio da Noruega à luta do desmatamento no Brasil, devido aos maus resultados no setor, a maioria dos entrevistados (61%) falou sim aos cortes mas 95% exaltaram o valor da ecologia brasileira e o seu amor pela nossa natureza. A questão dos índios foi vista como violência do estado": texto de informação usado como uma chamada no Facebook para este post do nosso blog.

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  9. "Aline Muniz me parece mais talentosa do que a maioria dos músicos brasileiros hoje, bem melhor que as cantoras ou compositores das canções que abundam no país, canções só de consumo": comentário de Washington Mendes, do Rio de Janeiro e da UFMG.

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