sexta-feira, 30 de junho de 2017

ENTREGANDO O PRÊMIO MACHADO DE ASSIS DIA 20 DE JULHO A ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS (ABL) CELEBRARÁ 120 ANOS DE LUTA CULTURAL

O historiador baiano João José Reis venceu em 2017 este prêmio pelo conjunto de seus livros que resgatam a negritude do Brasil e do próprio Machado de Assis
 
 
 
O prêmio literário mais importante do Brasil neste ano irá para...

...o autor e pesquisador João José Reis, da Bahia
 
O historiador baiano João José Reis é o vencedor de 2017 do Prêmio Machado de Assis, concedido pela Academia Brasileira de Letras a escritores pelo conjunto da obra. O anúncio foi feito hoje pelo atual presidente da ABL, Domício Proença Filho: a entrega desta aguardada premiação entre escritores do Brasil será em solenidade no Petit Trianon, a sede da academia, na data 20 de julho, que marca 120 anos da fundação desta entidade. O premiado autor é uma referência mundial para o estudo da história e da escravidão no século 19 no Brasil, João José Reis, de 65 anos, tem diversos livros publicados, dentre eles A morte é uma festa, que já lhe rendeu o Prêmio Jabuti de Literatura. Graduado em História pela Universidade Católica de Salvador, Bahia, Reis tem mestrado e doutorado pela Universidade de Minnesota (EUA) e diversos pós-doutorados, nas universidades de Londres, na Inglaterra, e de Stanford, na Califórnia (EUA). Enfim, um autor e pesquisador brasileiro respeitado internacionalmente tem procurado contar a verdade sobre os negros do nosso país e agora recebe esta premiação que leva o nome de um dos afro-brasileiros mais ilustres, Machado de Assis, considerado por muitos críticos o maior escritor do Brasil e um dos mais importantes do mundo pela estrutura dos seus personagens, criados dentro do Realismo: de origem africana, Machado de Assis nasceu e morreu no Rio de Janeiro entre 1839 e 1908, registrando a negritude na brasilidade humana, o nascimento do nosso país e ao mesmo tempo a universalidade do ser humano: "No passado ou agora, seja aqui ou em qualquer outro lugar do mundo, a pessoa tem sentimentos e pensamentos, comportamentos, anseios e angústias que se assemelham em qualquer época em nossa vida, mas com certeza a escravidão foi um tempo dramático demais e tanto o carioca Machado de Assis, nome do prêmio, como o baiano João José Reis, o premiado da ABL, os dois estão ligados a este período da formação do nosso povo". comenta por aqui no blog da ecologia e da cidadania Folha Verde News o nosso editor de conteúdo Antônio de Pádua Silva Padinha: "Esta situação precisa ser comemorada como um sinal de resgate dos negros brasileiros, desprezados porém fundamentais para a alma e a vida de nossa terra e nossa gente", argumenta Padinha, que foi informado desta premiação por e-mail enviado ao nosso blog por um amigo, o musicólogo e pesquisador das origens africanas do Brasil, o maranhense Estêvão Maya, "feliz com esse regate da África Brasil".
 
 
Machado de Assis captou a alma brasileira na virada para o século 20

Fã de Machado e pesquisador da história negra no Brasil escritor baiano premiado
 
 
 
Dentro desta ótica de resgate da cultura negra, João José Reis é também professor visitante e pesquisador de outras prestigiadas universidades norte-americanas, entre elas Princeton e Harvard. Atualmente, ele dirige o Departamento de História da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Considerado o mais importante prêmio literário do país, o Machado de Assis é concedido anualmente pela ABL desde 1941. No ano passado, o vencedor foi o romancista e contista Ignácio de Loyola Brandão, de São Paulo. Muitos jovens ou renomados autores de todas as regiões do Brasil estão de olho nesta premiação que destaca e motiva a leitura dum livro. E a leitura de livros (que não seja online) está cada vez mais rara na maioria da população brasileira, mas um prêmio com o peso deste que João José Reis estará ganhando em julho também ajuda no sentido de tirar das prateleiras das bibliotecas tanto os livros geniais da ficção realista e universal de Machado de Assis na época da escravidão, como os escritos atualmente pelo historiador João José Reis, que pesquisa e valoriza os negros na formação do nosso povo, os dois autores buscam definir em síntese a alma brasileira.
 
 
A participação dos negros na formação dos brasileiros é tema de João José Reis
 
 
Fontes: Agência Brasil - Isto É
             www.folhaverdenews.com

8 comentários:

  1. João José Reis é um dos mais importantes historiadores do Brasil e autor de diversos livros publicados, dentre eles A morte é uma festa, que lhe rendeu o Prêmio Jabuti de Literatura.

    ResponderExcluir
  2. A ficha completa deste pesquisador, que também busca um resgate do valor das origens afrobrasileiras, é bastante extensa. Resumindo. João José Reis é graduado em História pela Universidade Católica de Salvador, tem mestrado e doutorado pela Universidade de Minnesota e diversos pós-doutorados, que incluem a Universidade de Londres, o Center for Advanced Studies in the Behavioral Sciences, da Universidade de Stanford, e o National Humanities Center. Também foi professor visitante das seguintes universidades: Universidade de Michigan, Universidade Brandeis, Universidade de Princeton, Universidade do Texas e Universidade de Harvard. Atualmente é professor titular do departamento de História da Universidade Federal da Bahia.

    ResponderExcluir
  3. "Abdias do Nascimento, sociólogo pela USP e negro, de Franca (SP), doutor e pesquisador na Universidade de Búfalo (USA), quando senador identificado com Leonel Brizolla, voltou ao Brasil e morava no Rio de Janeiro, me disse que é da Bahia que vão sair os grandes líderes da comunidade negra do país. Vejo que ele também se referia ao João José Reis": comentário de Izabel Morais, carioca do Leblon, que foi aluna de Abdias e sendo afrobrasileira, se diz feliz com o prêmio Machado de Assis dado a um autor afrodescendente.

    ResponderExcluir
  4. "Machado de Assis escreveu alguns dos livros mais profundos da literatura brasileira, em termos de desenvolvimento de personagens e de psicologia, importante que ele seja visto também como negro e que o prêmio nacional em sua homenagem desta vez seja entregue a um autor e pesquisador da Bahia, a região mais negra do país": comentário de Lúcio de Almeida Salles, de São Paulo (SP), revisor que atua em três editoras na capital paulista.

    ResponderExcluir
  5. Você pode colocar direto aqui o seu comentário ou, se assim preferir, envie por e-mail para o nosso blog pelo webendereço navepad@netsite.com.br

    ResponderExcluir
  6. Quem se interessar pode contatar o editor de conteúdo do blog da gente, para enviar comentário, crítica ou sugestão, material, vídeos, fotos, enviando para padinhafranca603@gmail.com

    ResponderExcluir
  7. "Foi bom ver nesse blog de ecologia e de cidadania que eu sempre consulto um destaque cult, Machado de Assis e um pesquisador da Universidade da Bahia, agora premiado nacionalmente, isso valoriza muito nosso povo, nosso país": comentário de Alberto Soares, fotógrafo e designer, em BH.

    ResponderExcluir
  8. “Machado é precursor da literatura afro-brasileira por diversas razões. Ressalto apenas duas, a segunda decorrente da primeira: o ponto de vista afroidentificado, não-branco e não-racista, apesar de toda discrição e compostura do “caramujo”; e o fato de matar o senhor de escravos em seus romances, criando um universo ficcional que é alegoria do fim da escravidão e da decadência da classe que dela se beneficiou ao longo de mais de 300 anos de história”: comentário de Eduardo de Assis Duarte, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

    ResponderExcluir

Translation

translation