quarta-feira, 21 de junho de 2017

ESTÁ COMEÇANDO O INVERNO E ENTÃO A TEMPORADA DE QUEIMADAS: EM UM ANO ELAS AUMENTARAM 65% SEGUNDO O INPE

Não foi divulgada nenhuma medida das autoridades públicas para prevenir queimadas nesse inverno: problema grave no meio ambiente e na saúde pública

Todos sabem que elas virão: as autoridades, não?

Mesmo tão agredida, também por aqui e em todo o Brasil,  a natureza está cumprindo sua parte, a nova estação começou e meteorologistas falam que poderá ser menos frio do que em 2017 (sinal da mudança climática que vem sendo causada por CO2, por poluição dos combustíveis fósseis tipo gasolina ou diesel). Pode agendar. O problema nesses próximos 3 meses serão as queimadas, agravando a condição socioambiental, a poluição do ar e gerando doenças respiratórias, algo que de problema se transforma em drama ou até em tragédia, levando em conta a precariedade da saúde pública , algo que também ocorre aqui e em todo o país. E então, SOS Inverno: você por acaso viu na mídia ou ouviu falar de alguma medida preventiva das autoridades?...



Desde hoje o povão encara até que numa boa a natureza do frio nas ruas
Relatório do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) revela que até por volta de agosto, foram registrados em 2016 mais de 53 mil focos de queimadas e incêndios florestais no Brasil. O número representa um aumento de 65% em relação a 2015. E agora em 2017, a tendência é este problema continuar crescente, tanto por falta duma gestão pública ambiental sustentável ou medidas de prevenção dos governos federal, estadual e municipal, como também por algumas circunstâncias do clima e da temperatura.
Segundo o coordenador de Monitoramento de Queimadas e Incêndios Florestais do Inpe, Alberto Setzer, estamos agora no início da temporada de queimadas, que atingirá o pico em setembro. "As queimadas serão controladas somente pelas chuvas de primavera , porque a depender das autoridades públicas e políticas, nada tem sido feito, apesar do alerta de cientistas e de ambientalistas em todas as regiões brasileiras, em especial agora, no centrosul, no sudeste e no sul", comenta por aqui no blog Folha Verde News o nosso editor de conteúdo, o ecologista Antônio de Pádua Silva Padinha. Todo ano o movimento ecológico alerta sobre  a necessidade duma fiscalização para evitar que a população coloque fogo na vegetação nesta época do ano ou de queimadas criminosas, por exemplo, por interesses imobiliários ou outros. Além das queimadas urbanas, a ação irresponsável de pessoas (e de autoridades responsáveis...), aliada ao tempo quente e seco, é uma das principais causas dos incêndios florestais.


Queimadas perigo para ambiente, saúde e estradas: deveria haver uma gestão governamental para esse problema
Desde março, o volume de chuvas vai escasseando em praticamente metade do Brasil, em parte por conta do El Niño, sua ação começou no outono do ano passado. O fenômeno está associado ao aquecimento das águas do Oceano Pacífico equatorial, alterando os ventos em boa parte do planeta e o regime de chuvas Houve uma diminuição deste fenômeno natural e oceânico agora em 2017 mas isso não muda muito a temporada de queimadas, incêndios, de doenças respiratórias e de filas nos postos de saúde pública.


Cientistas avisam que fenômeno El Niño será de fraca intensidade em 2017


Camila Maciel, repórter da Agência Brasil, nos informa que conforme o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), neste ano, as chances de ocorrência do fenômeno El Niño diminuíram desde o último mês. Mesmo que haja confirmação do fenômeno, ele será de baixa intensidade. Este é o período que se caracteriza pela chegada de massas de ar frio, procedentes do sul do continente, que derrubam as temperaturas. Essa queda pode provocar formação de geadas no sul, sudeste e em Mato Grosso do Sul; neve nas áreas serranas e de planalto no sul do país, friagem em Rondônia, no Acre e sul do Amazonas.
Estradas e aeroportos devem sofrer impactos pela formação de nevoeiros e/ou névoa úmida nas regiões sul, sudeste e centroeste que reduzem a visibilidade no período da manhã. Com a redução das chuvas, diminui a umidade do ar, que favorece o aumento de queimadas e incêndios florestais, assim como a ocorrência de doenças respiratórias. Assim como o INPE o Inmet também faz o alerta. Confira na nossa seção de comentários aqui no blog da ecologia e da cidadania o que está previsto acontecer em cada uma das regiões brasileiras nos próximos 3 meses. 







Fontes: Agência Brasil
             www.folhaverdenews.com 

8 comentários:

  1. Na região Centro-Oeste, o período seco já começou. A tendência é de que a umidade relativa do ar nos próximos meses fique abaixo de 30%, com picos mínimos abaixo de 20%. No Distrito Federal, por exemplo, que já enfrenta racionamento de água, a situação pode piorar. As chuvas devem ficar entre normal e abaixo da média no inverno. O período seco deve vir acompanhado de temperaturas médias acima do normal, devido à permanência de massa de ar seco e quente, especialmente entre agosto e setembro.

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  2. O tempo seco também será uma característica do Sudeste para os meses de inverno, especialmente em Minas Gerais. A previsão do Inmet indica que as chuvas devem permanecer dentro do esperado para o período, exceto São Paulo e o sul do Rio de Janeiro, que podem ter chuvas até acima do esperado. As temperaturas devem permanecer acima da média em grande parte da região, mas, em alguns pontos, massas de ar frio podem provocar declínio acentuado da temperatura e formação de geada.

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  3. No Sul do país, foram registradas chuvas acima da média no outono. O volume máximo ocorreu no noroeste do Rio Grande do Sul. Na segunda quinzena de abril, houve intenso resfriamento, com temperaturas abaixo de zero. De acordo com o Inmet, na segunda semana de junho, nevou na serra catarinense, devido a forte massa de ar de origem polar. O Paraná, Santa Catarina e o nordeste do Rio Grande do Sul devem ter chuvas acima da média. O aumento de frentes frias vai contribuir para maiores variações de temperatura ao longo dos próximos três meses. Mesmo assim, elas se mantêm de normal a abaixo da média, o que favorecerá as geadas, mas, segundo o órgão de meteorologia, devem menos intensas do que em 2016. “Novos episódios de neve podem ocorrer, principalmente no mês de julho, nas áreas propícias ao fenômeno”, diz o Prognóstico de Inverno do Inmet.

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  4. Para o Norte do país, a meteorologia prevê a permanência de chuvas variando de normal a abaixo do esperado. A exceção é o nordeste de Roraima e o centro-norte do Pará. Além disso, de acordo com o instituto, a possibilidade de ocorrência de temperaturas médias abaixo do normal favorece a incidência de friagem, principalmente no sul do Amazonas, Acre e de Rondônia.

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  5. No outono, as chuvas ocorreram com maior intensidade no leste da região Nordeste, principalmente em Pernambuco, Alagoas, Sergipe e parte da Bahia. Segundo o Inmet, acumulados de chuva muito acima da média são comuns nessa área. O mesmo ocorreu nos anos de 1966, 1975, 1985 e 2009. O órgão chama atenção para o fato de que a estação chuvosa na região segue até agosto, favorecendo a ocorrência de chuvas que podem ultrapassar o volume de 100 milímetros em um único dia. A previsão do instituto indica, no entanto, que haverá predomínio de áreas com maior probabilidade de chuvas dentro da faixa normal ou levemente abaixo do esperado para a estação. “As temperaturas estarão mais amenas ao longo da costa. No interior da região, começa o período seco, com temperaturas altas e baixos índices de umidade relativa”, diz o Prognóstico de Inverno do Inmet.

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  6. "Vejo aqui nesse balaço região por região que em alguns pontos do Sudeste pode surpreendentemente chover. Será a providência da natureza para atenuar queimadas, doenças respiratórias e outros problemas, já que nossas autoridades parecem que vivem em um outro país": comentário de Francisco Soares, de São Paulo, médico.

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  7. Você pode colocar aqui a sua mensagem ou então enviar e-mail para a redação do nosso blog através do navepad@netsite.com.br e/ou mandar um e-mail pro editor de conteúdo do nosso blog de ecologia e de cidadania padinhafranca603@gmail.com

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  8. "Vejo as queimadas ou os incêndios como um crime ambiental de falta de previsão das autoridades, o MP deveria tomar posição quanto a isso": Vilma de Almeida Salles, advogada na região de Campinas: "Por aqui logo mais, elas começam, com certeza".

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