Já foram nesta semana reformados os contratos  entre o Fundo Internacional do  Desenvolvimento (Fida) com o estado do Piauí para revisar os termos da cooperação do projeto Viva o Semiárido (PVSA). A iniciativa já havia recebido anteriormente 90 milhões de reais desta agência da ONU e agora vai receber mais 16 milhões de dólares, confirmou o governador daquele estado Wellington Dias. Este é um programa que busca fortalecer a base produtiva de comunidades agrícolas, estimulando a geração de renda no meio rural, criar melhor condição para a educação das crianças nesta região, bem como proteger seus recursos hídricos, em especial do Rio Piauí e da Barragem de Jenipapo.
O cultivo de mandioca garante renda e saúde pro povo desta região

A sobrevivência do pequeno produtor do Piauí  na água e nas hortas

Até uva e outras frutas têm sido produzidas na bacia do rio Piauí

Recursos se destinam também para educação das crianças da zona rural

Os rios Piauí, Guariba, Canindé são vitais para esta região
 
Atualmente, este programa está presente em 89 municípios dos territórios Vale do Sambito, Vale do Rio Guaribas, Vale Chapada do Itaim, Vale do Rio Canindé e Serra da Capivara. Mais de 2 mil famílias já são beneficiadas e a expectativa agora é que outras sejam incluídas nos incentivos: "Estamos fazendo um aditivo a um contrato já existente, serão 16 milhões de dólares mas já com um outro contrato de 30 milhões nesse mesmo formato já previsto a vir por aí e a esperança é que em 2018 possamos ampliar ainda mais este programa”, afirmou o representante do Fida no Brasil, Hardi Vieira, nos informando que, desde o início do convênio, em 2013, houve grande avanço na economia regional e na vida da população em torno de 89 cidades nordestinas do Piauí". Até agora em 4 anos foram mais de 150 planos de negócios produtivos já aprovados: "O balanço é muito positivo. Recomendamos ao governo do estado daqui alguns pequenos ajustes, principalmente o reforço de atenção a outros componentes do projeto que não são ligados à questão produtiva, como a educação contextualizada e o empreendedorismo para jovens no campo".  Quanto à educação de crianças do meio rural piauiense, uma das frentes de atuação deste fundo das Nações Unidas tem sido a capacitação da juventude do campo, o projeto tem entre seus objetivos a formação de 1,5 mil professores de cem escolas rurais. Com isso, o Fida espera alcançar 12 mil alunos da rede estadual. Os docentes que participarem da iniciativa receberão bolsas de estágio e poderão publicar livros e artigos científicos tendo em vista o seu avanço cultural. Um outro objetivo direto do programa é o de evitar que os jovens saiam da região onde moram por não terem uma formação e apoio no que diz respeito ao mercado de produção e de emprego, melhorando a renda das famílias do agreste do Piauí. Um outro alcance extraordinário não só para produção agrícola no meio rural, mas também para o abastecimento de 89 cidades ali do semiárido e para o desenvolvimento sustentável futuro do Piauí é a proteção do Rio Piauí para que seja possível o aproveitamento destes recursos hídricos fundamentais na região, a partir da Barragem de Jenipapo com capacidade de até 300 milhões de metros cúbicos de água, um verdadeiro oásis em meio ao nordeste sempre vitimado pela seca, como nestes últimos anos. Além da recuperação ou despoluição e revitalização da bacia do Rio Piauí, o plano é conciliar a garantia de abastecimento das cidades desta macrorregião com a produção de piscicultura, uso para irrigação de lavouras e hortas, beneficiando também neste impulso os barramentos de todos os municípios dos vales do Sambito, do Rio Guaribas, da Chapada do Itaim, do Rio Canindé e da Serra da Capivara. Com água é menos difícil a sobrevivência desta população piauiense, lutando também para criar o futuro da natureza e do povo do Nordeste do país.
 
 
No coração da seca está sendo plantado o futuro da vida
 
 
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