domingo, 11 de junho de 2017

HIPSTERS GARANTEM A VOLTA DE ARTESÕES E REVALORIZAM PROFISSÕES ANTIGAS QUE ESTAVAM EM EXTINÇÃO COM SEU MOVIMENTO ANTIMODA

Críticos falam que há um excesso de romantismo nesta tendência anticonsumo que se inspira ao mesmo tempo nos hippies dos anos 60 e 70 mas também na praticidade da economia e da vida urbana contemporânea: se trata duma nova síntese de comportamento que está nascendo nas cidades agora

                     
Já se espalham também quadrinhos com novos personagens Hipsters
                     

Algumas profissões quase mortas estão renascendo graças ao novo modismo ou nova cultura, mas afinal quem são os hispters?  Um movimento urbano, rebeldes contra o consumismo e praticantes dum modo de viva mais simples, mais econômico e mais artesanal, havendo nele também a onda da pessoa fazer a própria roupa ou a sua própria comida, renasce a profissão da boleira, do alimento feito em casa, fugindo em todo setor da padronização da comunicação de massa, da superindustrialização e dos limites da sociedade de consumo. Um movimento ainda nascendo, mas que já reflete no dia a dia, nos bens e serviços, um novo modo de viver, mais autêntico ou em busca de mais originalidade, a palavra chave é  um estilo mais pessoal. Nesse contexto, alfaiates, costureiras, tintureiros, sapateiros, profissões que estavam praticamente extintas, estão renascendo: os novos barbeiros, por exemplo, estão na ousadas barbershops, que vão além do que somente oferecer corte de cabelo e barba. Embora tenha um quê de vanguarda, os hipsters são também um retorno romântico ao passado mais artesanal: tem a ver também com a arte da vida, a procura da sabedoria e um modo mais espontâneo ou feliz de viver. Dentro disso, reaparecem linhas de serviços que estavam desaparecidas das cidades, graças à influência desta nova tribo urbana.  


As novas barbershops fazem parte desta onda cult...

...barbeiros, alfaiates, tintureiros voltam com um novo estilo


Phil Hubbard, que é professor de estudos urbanos da Universidade Kings College de Londres, adverte, porém, sobre os riscos de uma visão romântica demais destes jovens e dessas profissões,se a gente enfocar os hispters dentro do contexto da globalização ou da era do consumo, mas por outro lado, esta antimoda fez renascer muitos pequenos comércios e alguns costumes tradicionais de algumas minorias étnicas, que de toda forma estão criando um novo estilo, um novo mercado, um modo de vida mais simples e com certeza mais barato: "É o embrião duma nova realidade?", questiona Phil Hubbard. Ele ainda lembra que algumas profissões são antiquíssimas, algumas feitas como um trabalho manual ou um artesanato, que agora estão se revalorizando. Os hispters invadem o pop, o punk, o rap com a sua filosofia que em certa medida é um revival do movimento hippy.

 
Garotas Hipsters buscam um estilo mais pessoal de vestir e de viver


Com a onda Hipster artesãos ganham novo mercado
   
Não tem nada a ver com os atuais hippies de rua semimendigos ou ambulantes que vendem bijouterias e até drogas leves, últimas manifestações dum movimento que já era. Na grandes cidades de hoje os hispters estão reinventando profissões que caíram em desuso, agora são funções bem remuneradas, reconhecidas nas comunidades e algumas executadas até por jovens com formação universitária mas que preferem ser uma espécie mais original de barman ou um tatuador com um toque de new pop art. Alguns deste jovens não querem exercer mais determinadas profissões muito prestigiadas e concorridas na economia atual, como as ligadas à tecnologia, ao invés disso, reabilitam velhos ofícios que ganham então também um status diferente: barbeiros, sapateiros, tintureiros, costureiras da antimoda e por aí vai. Um exemplo disso é a proliferação de barbearias contemporâneas (conhecidas como barbershops), que se inspiram nas antigas e tradicionais barbearias para oferecer o serviço completo para os homens, com barba, cabelo e até limpeza de pele, com direito a cerveja servida no local e feita em casa. artesanalmente.  

    
  A antimoda tem um conceito mais original de beleza


Garotada Hipster revaloriza velhos alfaiates e costureiras
                



No seu livro Mestres Artesãos: Velhos Ofícios da Nova Economia Urbana , o professor de sociologia da Universidade de Nova York, Richard Ocejo, também incluiu na lista os cada vez mais numerosos fabricantes de bebidas alcoólicas artesanais.Há novos consumidores para estas novas tendências de profissões e de mercados alternativos. Os consumidores do estilo hipster buscam produtos mais personalizados, comportamentos mais pessoais, querem ter informações sobre o que consomem, a origem, a história, o processo de produção, de preferência, artesanal. 

A Monalisa Hipster faz selfie e faz careta


Em outras palavras, essa economia incipiente reflete um novo tipo de relação de quem oferta bens e serviços. Esses novos profissionais, em geral, também se veem como agentes de mudança, porque de certa forma, estão mudando, de dentro para fora, as indústrias e os comportamentos tradicionais.O retorno ao passado em resposta a esse e a outros desafios das modernas linhas de produção, assim como a pouca idade dos protagonistas desse novo tipo de mudança, imediatamente remetem à categoria hipster, que está começando a fazer sucesso.  

Arte de fazer coquetéis também é profissão que tem atraído os mais jovens
Fazer novos coquetéis com arte e magia é também nova profissão Hipster




Esta nova tribo urbana leva muito a sério suas novas profissões, para muitos, esquisita, mais para uma minoria crescente, a maior onda do momento. "E muitos chegam a essas ocupações quando estão buscando algo que lhes satisfaça intelectual e espiritualmente. São menos atraídos pelo dinheiro do que pelo tipo de gratificação que vem do trabalho bem feito e da busca de ser feliz", comenta ainda Phiç Hubbard, da Universidade Kings College, de Londres, Inglaterra. Na sua pesquisa, ele concluiu que muitos deles são pessoas de classe média, com recursos e até formação universitária, que curtem também arte e cultura alternativa, revivem algumas heranças étnicas e em especial buscam criar tanto um novo mercado como um novo estilo de viver. Em São Paulo, Recife, Porto Alegre, Curitiba, BH, Rio de Janeiro e em algumas cidades médias ou do litoral brasileiro, os hipsters já estão chegando com a sua nova maneira de viver, mais econômica e mais pessoal.


Videoclip aqui no blog: Hipsters à brasileira (do rap) menos sofisticados mas autênticos


Fontes: BBC - Terra - G1 - Reuters
             www.folhaverdenews.com

8 comentários:

  1. Estamos preparando mais informações e detalhes sobre o movimento ou o estilo Hipster, aguarde a nossa nova edição aqui desta seção de comentários.

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  2. Você pode colocar direto aqui a sua opinião ou mensagem, mas se preferir, envie por e-mail para a redação do nosso blog de ecologia e de cidadania navpepad@netsite.com.br

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  4. "Tem tudo a ver, não é punk nem hippy, é pop mas não tem nada a ver com a era industrial e tecnológica, é um estilo artesanal, não é só a antimoda e sim a busca de ser original, simples, autêntico": comentário de Jofre Santos, de São Paulo (SP), que diz estar aderindo "ainda de leve" à onda Hipster, porque trabalho como executivo duma grande empresa, mas logo vou montar minha alfaiataria diferente".

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  5. "Hipster é um estilo de vida ou de comportamento cultural ou social, vem desde os anos 90 nas artes, agora está virando um movimento": comentário de Tadeu Silvestre, do Rio de Janeiro (RJ), que mora em Santa Tereza e estuda Arquitetura. Eles nos enviou um material de informação, confira a seguir.

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  6. "Hipster é um termo anglo-americano geralmente aplicado a uma subcultura da classe média urbana que coexiste com a cultura dominante. O termo, criado nos anos 1940, foi inicialmente ligado à música e ressurgiu nos anos 1990, sendo então associado não apenas à música independente mas a outras formas de expressão artística (cinema, literatura, design, moda, artes visuais), afinal definindo um estilo de vida alternativo, baseado em padrões estéticos, de consumo e de comportamento não convencionais ou não perfeitamente identificados com a cultura de massa": pesquisa Google feita por Tadeu Silvestre, que há uns 10 anos vem pesquisando o designer deste estilo Hipster.

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  7. "A cultura hipster foi descrita como um mix de estilos, gostos e comportamentos sempre em mutação. Segundo Christian Lorentzen, do Time Out New York, "o hipsterismo fetichiza a autenticidade" dos elementos de todos os movimentos marginais do pós-guerra - beat, hippie, punk e mesmo o grunge. Mais do que um grupo objetivo de pessoas, é uma mitologia cultural ou a cristalização de um estereótipo mediático, gerado com o propósito de compreender, categorizar e trazer o consumidor de cultura indie para o mercado de consumo": outro trecho da pesquisa de Tadeu Silvestre, estudante de Arquitetura no Rio.

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  8. "Muito importante a gente discutir este movimento renovador e rebelde, bem melhor, em relação ao futuro que precisamos criar com urgência também aqui no Brasil, bem mais positiva que a overdose de corrupção e desgraça na política": comentário de Sindoval Rezende, de Belo Horizonte (MG), designer.

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