terça-feira, 20 de junho de 2017

MEGAEMPRESAS DE GÁS DE XISTO TENTAM INVADIR REGIÃO OESTE QUE NA ECONOMIA É A MAIS CARENTE DE SÃO PAULO MAS TEM RECURSOS HÍDRICOS IMPORTANTES


O extremo oeste de São Paulo está na mira da indústria do fraturamento hidráulico (fracking) atividade que é muito poluente e proibida no exterior: a comunidade está sendo alertada por cientistas e ecologistas para evitar a extração que destrói o meio ambiente e assim impedirá um desenvolvimento de verdade na região hoje carecendo de investimentos como um plano B para escapar desta loucura que ameaça também a água dali que é no Aquífero Guarani a sua chance maior de futuro e nesse contexto gera problemas graves socioambientais e de Saúde Pública

 



Já é consenso entre cientistas e ecologistas que a extração de Gás de Xisto...

polui as águas subterrâneas: condenará os recursos hídricos do oeste paulista?


A grosso modo a gente poderia dizer que Gás de Xisto é a extração de petróleo sob o lençol subterrãneo das águas: as entidades especializadas na questão, respeitadas nacional e internacionalmente, estão alertando a população do extremo oeste paulista sobre o risco da extração do Gás de Xisto. Tanto a 350.org que atua no Brasil e na América Latina, como a Coesus (Coalização Não Fracking: Brasil pelo clima, água e vida), estão tentando mobilizar esta região, uma das áreas com menor desempenho econômico do estado de São Paulo, a expectativa é que toda a macrorregião de Presidente Prudente se mobilize para barrar a investida da indústria do Gás de Xisto, indústria transnacional, que foi proibida de atuar em regiões como a Califórnia (USA) e agora procura alternativas ali para a mineração deste tipo de gás (que por sinal o Brasil não precisa) a bem somente do interesse destes megaempresários, a dano das reservas regionais de água e das maiores chances dum desenvolvimento sustentável: "Só com o equilíbrio entre o interesse econômico e o ecológico é que o oeste paulista terá condição de superar seus limites e ter futuro, não entrando nesse faroeste que é a extração do Gás de Xisto. Onde ele é extraído, vira deserto", comentou por aqui no blog Folha Verde News o ecologista Antônio de Pádua Silva Padinha que foi contatado pelo movimento científico e ecológico dos Estados Unidos, que conseguiu impedir lá esta atividade que só interessa às multinacionais de combustível fóssil. Hoje esta matéria é também destaque no site nacional de assuntos socioambientais EcoDebate.

O oeste paulista vive num sufoco danado no meio rural


A Região Administrativa de Presidente Prudente, no extremo oeste de São Paulo, é uma das regiões mais pobres do estado. Abrangendo 53 municípios, ela é considerada uma das últimas fronteiras do desenvolvimento paulista, com presença constante nos noticiários que tratam de conflitos por terras. Se aproveitando do já complexo contexto fundiário e levando a falsa promessa de prosperidade à população, a indústria do fraturamento hidráulico, que é conhecido como fracking, tem investido forte na região. Mobilizados, cientistas, juristas e ativistas climáticos estão organizando palestras para conscientizar as comunidades e orientar os legisladores municipais a barrar essa que é uma das práticas mais danosas à saúde humana, animal e do meio ambiente. Uma região que poderia desenvolver atividades sustentáveis, como a agroecologia, o ecoturismo, a hidrovia...


Últimas matas, monocultura, má distribuição de terras, poderia ser bem diferente


O município de Presidente Epitácio, segundo maior da região em termos populacionais, com quase 42 mil habitantes, sediou uma palestra sobre os riscos do fracking, técnica para extração de Gás de Xisto extremamente contaminante. Organizado pela prefeitura municipal, o debate contou com a participação da diretora da 350.org Brasil e América Latina e coordenadora da Coesus (Coalizão Não Fracking Brasil pelo Clima, Água e Vida) Nicole Figueiredo de Oliveira; também do Procurador da República Luís Roberto Gomes; do professor especialista em Direito Ambiental pela PUC-SP e organizador do Fórum Nacional de Meio Ambiente e do Fórum de Direito Ambiental do Pontal do Paranapanema, Galileu Marinho; e de José Lira, advogado especializado em Direito Ambiental. “Realizamos esses fóruns de discussões para mostrar à população e principalmente às autoridades o que o fracking representa e os danos que causará à nossa região, a mais ameaçada no estado. Os municípios têm legitimidade para legislar sobre questões ambientais. É importantíssimo fazer leis que proíbam atividades relacionadas ao fracking para se evitar um desastre na região”, afirmou José Lira.


A extração desse gás é extremamente agressiva ou destruidora da natureza

Imagem de Satélite do oeste paulista rico em recursos hídricos e naturais


Ele destacou ainda a importância da participação da 350.org e Coesus no evento. “As empresas trazem para a população a ilusão do desenvolvimento. Mas nós sabemos que isso é uma falácia. O que fica para a cidade é o caos. Cientistas e ecologistas trazem a consciência sobre regiões que já caíram em desgraça depois da exploração pelo método do fracking do ponto de vista de produção, do imobiliário e do meio ambiente. Falar sobre a experiência do Paraná e da Argentina, que já estão muito mais avançados nessa questão do que o estado de São Paulo, será muito construtivo e importante”, declarou. Diretora da 350.org, Nicole frisou que o empoderamento das populações e a mobilização popular têm um papel crucial na luta contra o fracking. “Com a experiência em outra regiões vimos que não adianta ficar esperando que as ações venham de cima. Temos que nos organizar localmente e fazer o que o governo federal não faz por nós. Os municípios têm poder para decidir sobre o que querem em seu território, e devem fazer valer a vontade de suas comunidades, resguardando a saúde do planeta e a vida dessas populações". Segundo o procurador Luís Roberto Gomes, é fundamental o trabalho de conscientização antes que essa atividade tome conta da região. "O fraturamento hidráulico para a produção de gás de folhelho de formações rochosas profundas impacta fortemente o ambiente, especialmente os recursos hídricos, o ar, o solo, a biodiversidade e as paisagens, além de acarretar danos incomensuráveis à saúde pública". Ele explicou que se trata de atividade que encontra óbice no princípio da precaução, sendo importante que os municípios se manifestem por leis locais, proibindo atividades superficiais relacionadas ao fracking, em razão dos danos que essa atividade econômica, que não é sustentável, trará à toda população.
Há muitas atividades sustentáveis que podem ser muito melhor alternativa


Mais de 200 cidades do Paraná já desenvolveram uma legislação municipal que controla e impede o fraturamento hidráulico para a retirada do subterrâneo do Gás de Xisto: esta lei precisa ser debatida e inserida nas cidades do oeste de São Paulo, como um instrumento de defesa das águas subterrâneas, das reservas do Aquífero Guarani e da própria vida desta região que tem como maior potencial os seus recursos naturais e hídricos. Acontece que as rochas contendo xisto estão a mais ou menos 4 mil metros de profundidade, bem abaixo de todos os aquíferos, com destaque para os 1.800 metros do Aquífero Guarani, o mais profundo, que é considerado uma das maiores reservas de água  da América do Sul e da humanidade. A extração desse gás contamina as águas, polui e aumenta também o desafio da Saúde Pública pelo maior índice de doenças na população. Confira a seguir na seção de comentários desse blog outros detalhes e informações da maior importância.


Fontes: 350.org
             Coesus
             www.ecodebate.com.br
             www.folhaverdenews.com

6 comentários:

  1. "Proibição Federal em defesa da vida: em janeiro de 2015, o juiz da 5ª Vara Federal de Presidente Prudente, Ricardo Uberto Rodrigues, concedeu uma liminar, em ação civil pública movida pelo Ministério Público Federal (MPF), que proíbe o processo de exploração de Gás de Xisto no oeste paulista. Na decisão, a Justiça Federal suspende qualquer atividade associada ao fracking de quem arrematou blocos na 12ª Rodada de Licitações promovida pela Agência Nacional do Petróleo e Gás (ANP) na bacia do Paraná, situados na região. No caso do Paraná, a Justiça Federal julgou, na última semana, o mérito da decisão que suspendeu as ações da 12ª Rodada no Estado. A sentença proferida pela juíza da 1ª Vara Federal, Lília Côrtes de Carvalho, confirmou a anulação do leilão. Esse é um feito histórico para o Estado, que deve servir de modelo para outras regiões do país. Parabenizamos o procurador da República de Cascavel, Carlos Henrique Bara, pela sua persistência, e toda a população da região, que tem batalhado fortemente para banir a prática desastrosa do fracking de suas cidades”: comentou Juliano Bueno de Araujo, coordenador de campanhas climáticas da 350.org Brasil e um dos fundadores da Coesus.

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  2. "O fracking é extremamente devastador para a vida em todos os sentidos. As centenas de substâncias químicas utilizadas no processo envenenam o subsolo, o solo, o ar, as águas, os animais, os vegetais e o homem. E como se não bastasse, as rochas contendo xisto estão a mais ou menos 4 mil metros de profundidade, bem abaixo de todos os aquíferos, com destaque para os 1.800 metros do Aquífero Guarani, o mais profundo, que é considerado reserva de água da América do Sul e da humanidade": comentário do pesquisador e professor da PUC-SP, Galileu Marinho.

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  3. "O Aquífero Guarani, com seus 50 quatrilhões de litros, tem potencial para abastecer 7,2 bilhões de pessoas por 152 anos. Ou ainda, para abastecer a população brasileira por 2.500 anos. Os vazamentos provocados pela extração do xisto irão, inevitavelmente, contaminar o Guarani, e com isso comprometerão a existência de vida, porque onde não há água, não há vida. E até agora a Terra é o único planeta que possui água em forma líquida. Portanto, nesse sentido não há um plano B”: trecho de outro comentário de Galileu Marinho, no site nacional de assuntos socioambientais EcoDebate.

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  6. "Fiquei muito impressionado com os efeitos da exploração do Gás de Xisto: vazamentos provocados pela extração irão, inevitavelmente, contaminar o Aquífero Guarani, as reservas de água e com isso comprometerão a existência de vida, porque sem água, não haverá mais vida": comentário de Jorge Alves, estudante da Unesp de Bauru (SP).

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